Acessibilidade no Japão: Cultura Milenar, Mil Anos à Frente.

10/03/2001 - Tanaka Julio Massao.

Olá, MAQ.

Bom, tenho 42 anos, sou casado e atualmente estou residindo na província de Nara_ken (o Ken seria a mesma coisa que um estado ai no Brasil, só que em menor tamanho). Tenho um casal de filhos: ela 15 e ele 13anos.

Sobre a diferença física tátil, acho que você não encontraria muita diferença entre orientais e ocidentais, somos todos mais ou menos parecidos,com alguma diferença de cor da pele, do tipo de cabelo e estatura. No mais, para mim, o caráter é o que faz a diferença entre pessoas no relacionamento e na harmonia. Digo isso porque, muitas vezes, cometemos o erro de julgar as pessoas pelo que vemos e não pelo seu valor.

Já tive oportunidades de conhecer pessoas cegas sim, e percebo que as pessoas que têm alguma deficiência são mais sensíveis em todos os outros sentidos, acho que é para compensar. bom, estou falando isso por uma conclusão própria, mas não sei se tem algo de concreto nela.

Falando em cegos, estou no Japão há exatamente 3 anos e tenho notado que todos os lugares públicos são dotados de facilidades para deficientes: a maioria das sinaleiras de cruzamento possuem sinal sonoro e os calçamentos, em toda a sua extensão, não têm aquele degrau que separam a calçada da rua, sendo dotados de uma faixa frisada de uns 20 cm de largura ao longo da mesma, acho que é para servir de guia para a bengala; nos banheiros, pelo menos um Box é dotado de um suporte de apoio para pessoas com deficiência, e as maquinas automáticas de uso publico dispõem de código braile (maquinas de café, bilheterias, pontos de ônibus, metrô, trem, etc).

Outra coisa é o uso de cães como guia com direito a freqüentarem a maioria dos locais de uso publico (exceto dentro dos hospitais, mas até a portaria pode), sendo a maioria dos que temos visto da raça labrador. A TV NHK e mais algumas televisões regionais transmitem noticias, documentários e outros tipos de programação de forma comum e de sinais para deficientes auditivos.

bom, por hora é só, depois te escrevo mais. Se tiver alguma curiosidade, pode perguntar, ademais as vezes posso demorar para responder, mas é porque o trabalho me chama, OK? Até mais,

Tanaka.