Prefácio do livro Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras.

06/04/2011 - Marco Antonio de Queiroz - MAQ.

Prefácio.

Ao ser convidado para prefaciar este livro senti-me duplamente entusiasmado. Em primeiro lugar, porque a audiodescrição tem sido muito debatida entre nós, pessoas com deficiência visual e audiodescritores, como um dos recursos de tecnologia assistiva nos meios de comunicação que mais traz autonomia às pessoas com deficiência que dela necessitam. Discutimos quais os melhores caminhos para a produção de uma audiodescrição de qualidade; quais técnicas devem ser levadas em conta para que ela seja o mais informativa possível; quem é realmente gabaritado para ministrar cursos de capacitação para futuros profissionais; quais metodologias devem ser utilizadas nesses cursos; qual o papel das pessoas com deficiência na produção da audiodescrição; quem e quantos são os reais usuários dessa acessibilidade; a posição insustentável da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão - ABERT - e, finalmente, as políticas públicas dos governos para garantir sua obrigatoriedade. Essas discussões estão neste livro e o leitor conhecerá muito de audiodescrição ao tomar contato com elas.

Fiquei entusiasmado também, em segundo lugar, devido à forma como entrei nesse barco, como essa "praia" me invadiu, como vim parar aqui para escrever sobre este livro para seus leitores, no final, todos nós. O que me deixa arrepiado até hoje foi a emoção que senti ao vivenciar, pela primeira vez, a audiodescrição. Temos, com este livro, a oportunidade de mostrar ao leitor a experiência de cada um, seja como usuário, seja como produtor, seja como pessoa com deficiência e/ou audiodescritor, deixando ao leitor um leque de experiências práticas e teóricas, que poderão contribuir para a divulgação e o crescimento da audiodescrição no Brasil, um dos objetivos desta publicação.

Minha experiência com a audiodescrição começou certo dia, no início de agosto de 2007. Estava em frente ao meu computador fazendo algum trabalho quando recebi um telefonema. Meu telefone fixo tem bina falante, acessível e, mesmo não reconhecendo o número que tocava, atendi. Era Lara Pozzobon, curadora do, na época, 3º Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência. Ela me convidava para ser jurado do festival. Aquela desconhecida estava propondo que eu fosse jurado de um festival internacional de cinema?

Tudo bem, algumas pessoas não entendem como posso desenvolver acessibilidade em sites na web, criar códigos, dar consultoria e, para quem enxerga e não convive com pessoas cegas como eu, acham que o que faço é algo impensável para uma pessoa com a minha deficiência. Mas, se pessoas com deficiência visual podem fazer o que faço, por que não outras coisas que não se conhece? Daí a achar que eu poderia encontrar um jeito alternativo de enxergar a tela do cinema e julgar filmes internacionais, mesmo sendo sobre deficiências, era uma coisa que até eu duvidava.

- Você sabe que eu sou cego? Fui logo direto, sem expressões como "pessoa com deficiência visual" ou qualquer outra, para não restar nenhuma dúvida.

- Eu estou te convidando justamente porque você é cego. Chamei o Paulo Romeu Filho, ele não pôde vir e indicou você.
Pensei logo... bem, o Paulo Romeu é cego, se ela o chamou e depois a mim é porque ela quer um jurado cego mesmo... e adicionando ao meu pensamento: corajosa essa mulher! (complementei ainda: "Que doida"!)

- E como eu, cego, poderei avaliar um filme? - A palavra audiodescrição estava na ponta da minha língua, mas como nunca tinha assistido nada com essa técnica, será que Lara sabia que só assim eu poderia exercer o que ela estava propondo? Por coincidência, conheci a audiodescrição através de um depoimento de Paulo Romeu sobre o primeiro filme com audiodescrição produzido no Brasil em DVD e existente nas locadoras. Era um texto entusiasmado sobre acessibilidade e cidadania. Além disso, sobre essa técnica, apenas tinha lido alguns escritos e colocava a audiodescrição como um item da lista de acessibilidades para pessoas com deficiência... Lara explicou:

- São 34 filmes e todos com audiodescrição, que é a descrição em palavras das imagens dos filmes que não são mencionadas pelo áudio original.

- Ah, sei... (dei uma de entendido para não declarar a minha quase total ignorância sobre o assunto). Eu topo! respondi já não disfarçando minha alegria, preocupação e arrepio na espinha...

Não poderia deixar de contar para os leitores, mesmo sendo este texto o prefácio, a forte emoção de quando assisti ao primeiro filme com audiodescrição. Eu tinha de prestar atenção absoluta aos filmes do Festival e julgá-los durante 12 dias. Iria assistir a 34 curtas, médias e longas metragens depois de quase 30 anos sem assistir a um filme sozinho, pois perdi a visão aos 21 anos e gostava muito de ir ao cinema.
O primeiro filme do festival era um curta de 13 minutos com uma música norte-americana de fundo. Depois de uns 5 minutos escutando a audiodescrição e voice over feita por Graciela Pozzobon, e percebendo que, sem ela, aquele filme seria totalmente inacessível para mim, pois não havia diálogos, só a música, entrei em um estado de surpresa e de letargia... E, por mais que quisesse assistir somente ao filme, fiquei imaginando simultaneamente o futuro das pessoas com a minha deficiência: poderíamos ir aos cinemas com autonomia, como eu já estava fazendo naquele momento; a teatros, como o da Vivo, que já contava com a audiodescrição feita por Lívia Motta; assistir a vídeos de toda a ordem, como os já existentes na época, da série "Vida em Movimento", propostos por Marta Gil, que corri atrás para conhecer e divulgar; assistir aos programas das TVs entendendo tudo, como os posteriores programas da TV Brasil e Cultura; a vídeos como o filme do artigo do Paulo Romeu, único que conhecia naquele momento e que, atualmente, estão aumentando em número; os comerciais da Natura, marca de cosméticos, realizados por Maurício Santana e Leonardo Rossi mostrando-nos de forma acessível produtos que já poderíamos ser consumidores a mais tempo, enfim... estampei um sorriso bobo no rosto, um ar aéreo, um "mundo da lua" nessa imaginação futura, demorada e feliz que, hoje, como mostrei rapidamente acima e conheceremos através de seus próprios autores, já se tornou passado realizado e começa a crescer em qualidade e quantidade.

Quem me visse naquele instante poderia me confundir com um drogado. Na verdade, eu estava mesmo era embasbacado com aquele recurso que nasceu com a cegueira, utilizado por nossos familiares com boa vontade e habilidades pessoais e não por profissionais atentos, estudiosos, como naquele momento. A descrição doméstica de cenas, roupas, expressões estava no lugar certo e na hora certa, feita agora por especialistas de forma nada caseira. Tive de assistir novamente a esse filme para poder julgá-lo, pois a emoção não me deixava fazê-lo naquele momento. Apesar de ter consciência de que aquela técnica não me substituiria a visão perdida, decididamente ela estava permitindo que eu visse. Dali em diante estou junto à audiodescrição. Emocionei-me com essa nossa sensação, como escreveu Jucilene Braga: "a audiodescrição é totalmente indispensável. Por meio dela é como se eu enxergasse sem ver".

A questão básica é a de acesso à informação, assim como explicita Rosângela Barqueiro: "nem sempre a informação está disponível e/ou acessível. Uma simples informação pode interferir na vida de forma positiva ou negativa - em menor ou maior grau de importância. Mas o fato é que interfere". Os leitores terão a oportunidade de ler depoimentos como esse, cada qual com a sua peculiaridade, no decorrer deste livro. Amigos com a minha deficiência contam para todos a sua primeira vez e em todos percebemos com emoção a importância da audiodescrição. Antes dela, como Lothar Antenor Basanela escreve "gostava mais de ouvir o relato sobre filmes do que propriamente assisti-los". Muitos de nós deixamos de assistir a produtos audiovisuais porque a falta de informações os deixa vazios. Identificamo-nos com a citação de Sidnei Tobias quando, emprestada de Nietzsche, nos diz: "A arte deve antes de tudo e em primeiro lugar embelezar a vida". E é isso que definitivamente queremos: a beleza da arte em sua totalidade ou, ao menos, ao máximo que ela possa nos dar.

A descrição de imagens apesar de parecer para nós "coisa antiga", como revela Marcos André Leandro em seu depoimento, já feita "por minha avó", profissionalmente é mais que nova, o que faz resultar no que Cristiana Ceschiari de modo muito objetivo afirma: "Como estamos navegando 'por mares nunca dantes navegados', como escreveu Camões, não sei exatamente onde vamos aportar, mas sei que quero estar neste barco".

Lendo sobre os diversos gêneros de espetáculos já produzidos com audiodescrição, surpreendemo-nos com a audiodescrição em óperas... quem diria que poderíamos assistir a uma com independência? Lívia Motta, audiodescritora que começou esse trabalho, nos revela como foi realizado e Antonio Carlos Barqueiro nos mostra o resultado em seu depoimento: "Uma grande experiência para mim foi assistir à ópera Cavalleria Rusticana, no Teatro São Pedro em São Paulo, julho de 2009. Através da audiodescrição, pude entender a mensagem, acompanhar as ações e, ao final do espetáculo, me emocionar como em poucas ocasiões. E, principalmente: podendo comentar com qualquer pessoa e até mesmo com qualquer crítico". Elizabet Dias de Sá nos revela a importância da audiodescrição em sua vida no texto "A Incompletude do Olhar".

Mas a audiodescrição não significa só pessoas com deficiência apaixonadas por sua liberdade e autonomia, ela é, em si, um conjunto de técnicas e estratégias, o trabalho de um grupo, experiência e arte. Tenho certeza de que os leitores interessados no tema ficarão fascinados ao conhecerem o que há por trás de cada palavra ou frase audiodescritiva, nas aulas verdadeiramente didáticas que nossos audiodescritores, como Vera Santiago, Maurício Santana, Graciela e Lara Pozzobon, ministram escrevendo sobre o assunto; e, também, como coordenadores de projetos começam a inserir a audiodescrição em seus trabalhos. Muito importante ainda é ela não ser apenas aceita, como impulsionada por empresas.

Ficamos felizes lendo Letícia Schwartz ao dizer: "Audiodescrever me deixa feliz. Simples assim. Discutir metodologias e sistemáticas, assistir a um mesmo filme até quase conhecê-lo de cor, estudar e me informar sobre assuntos que não domino para melhor compreender as imagens. Garimpar palavras que correspondam exatamente àquilo que quero descrever, cortar-ajustar-encaixar narrações nos espaços disponíveis como quem monta um quebra-cabeças. Ouvir o filme de olhos fechados e perceber que ele se torna compreensível".

Mesmo assim, com toda essa arte e desejo, percebemos, através dos pontos que Iracema Vilaronga e Laércio Santana destacam em seus artigos, a complementaridade de motivos para que a audiodescrição ainda seja uma técnica pouco conhecida, apesar de ser uma acessibilidade tão importante para inúmeros meios de comunicação. Segundo Iracema, "Os autores de produtos audiovisuais, enquanto arte visuocêntrica, ainda não se deram conta de que pessoas com deficiência visual também gostam, vivenciam e pecisam de tais experiências. Grande parte desse público fica privada do lazer e da expressão cultural através de tais produtos, por estar socialmente vinculado à experiência estética o sentido da visão". E para Laércio, "aí está, certamente, o maior desafio da audiodescrição. Devido ao pouco estímulo oferecido aos produtos audiovisuais graças à falta de acessibilidade, as pessoas com deficiência, em sua grande maioria, não desenvolveram uma cultura para o teatro, cinema ou televisão. Despertá-las para estes 'novos canais de comunicação' é preponderante para torná-las consumidoras de produtos audiodescritos".

Através de iniciativas como a de Rodrigo Campos, audiodescritor totalmente alinhado às nossas perspectivas, podemos conhecer "de camarote", como surgiu, como foi feita passo a passo, a audiodescrição e closed caption do O Signo da Cidade, 1ª sessão da história do cinema nacional em que surdos e cegos vivenciaram a estreia de um filme do circuito comercial. Por outro lado, eu diria, do mesmo lado, Naziberto Lopes, nos narra sua experiência na Espanha, qualificada por ele como marcante, ao presenciar a estreia do filme Quem quer ser um milionário, lançado em circuito comercial na cidade de Madri. Naziberto nos conta: "Foi extremamente gratificante estar naquela sala de cinema junto com tantas outras pessoas com e sem deficiência, todas assistindo o mesmo filme e no mesmo momento, cada uma tendo sua especificidade atendida e podendo desfrutar do prazer e da emoção daquele entretenimento. Confesso que mesmo com a barreira do idioma, dublado e audiodescrito em espanhol, consegui ter uma compreensão ampla da trama podendo discuti-la com meu colega que não possui deficiência.

Joana Belarmino destaca a questão do consumo de produtos audiovisuais por pessoas cegas: "Quando reflito sobre a realidade da cegueira, associando-a ao desenvolvimento histórico e sociocultural, percebo o grande salto dado com a era tecnológica, no sentido da sua potencialidade para a democratização da comunicação,trazendo à tona inúmeras perspectivas para a ampliação do consumo adequado de inúmeros produtos da cultura, sobretudo os produtos audiovisuais". E parece que a VIVO penetrou em sua reflexão ao escrever sobre essa ampliação no teatro, através de seus representantes Luis Fernando Guggenberger e Eduardo Valente: "O Teatro Vivo, endereço do circuito cultural de São Paulo que integra as instalações do prédio sede da Vivo na capital paulista, foi o primeiro da América Latina a oferecer audiodescrição para pessoas com deficiência visual. A novidade, que seria incorporada definitivamente à rotina da casa, estreou em julho de 2006, na peça O Santo e a Porca. (...) A aceitação do público e a repercussão na imprensa não deixavam dúvidas: ali estava uma semente a ser cultivada". E foi: o Teatro Vivo possui audiodescrição uma vez por semana em todas as suas peças realizada através de seus voluntários capacitados pela audiodescritora Lívia Motta.

Tenho certeza também de que, mesmo que você pouco ou nunca tenha ouvido falar sobre audiodescrição, seja você pessoa com deficiência, candidato a audiodescritor, coordenador de projetos que atendam à acessibilidade universal, gestor do governo ou de empresas particulares, responsável por políticas públicas ou um mero e distraído leitor que não tem ideia de como esse livro caiu em suas mãos, a audiodescrição e tudo que a envolve vai te pegar em cada linha pela sua importância, pela emoção, pela arte - diria Bell Machado - pela filosofia e você, sem perceber, ao final, pode querer ir além, estar mais perto e entre nós também expressando sua experiência.

Eliana Franco e Manuela Carvalho nos oferecem um histórico interessantíssimo sobre a audiodescrição no mundo e aqui entre nós. Nesse sentido, este livro virá adicionar à pouca literatura brasileira sobre o assunto, uma contribuição importante para o conhecimento das várias experiências existentes no mercado e na academia. Estas, no Brasil, se fundindo cada vez mais.

Os vários enfoques abordados pelos que aqui escrevem, como já disse, abrem um leque imenso de caminhos para todos nós. Entretanto, sabemos que a audiodescrição ainda é uma acessibilidade pontual nos produtos audiovisuais e cênicos, mas todos são unânimes em dizer que ela é uma necessidade fundamental e que deve ser introjetada na cultura social e, especialmente, no cotidiano das pessoas com deficiência. A maioria de nós ainda a desconhece e, se nós a desconhecemos, não sentimos falta consciente dela. A maior parte dos trabalhos de audiodescrição sofrem de descontinuidade e acabam por não atingir o grande público de seus usuários.

Pelo censo IBGE de 2000, prestes a ser refeito, éramos 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil, 2,8 milhões de pessoas com deficiência intelectual, entre autistas, síndrome de Down e outras, além das pessoas com transtorno de aprendizagem como os disléxicos, que podem se beneficiar também com a audiodescrição, por ser um segundo canal sensorial a ser aproveitado para uma compreensão mais rápida das informações visuais. Assim, este livro também cumpre a função de divulgador desse recurso de tecnologia assistiva.

Ninguém sabe tão bem quanto Paulo Romeu sobre a luta pelo direito à audiodescrição. Como ele mesmo vai nos revelar, há muito tempo que estamos batalhando pela regulamentação de leis já existentes, logo, por direitos já adquiridos. Por vezes, temos de relaxar para podermos recobrar forças, por outras lutar por esses direitos judicialmente e mostrar que somos cidadãos, assim como consumidores de informação, cultura, produtos e serviços como todo mundo.

Finalmente, para deixar aqui algo além do conhecimento que cada um de vocês poderá desfrutar neste livro, deixo também a receita de um bolo:
Meu bolo é de massa comum, bem gostosa, daquela que a vovó fazia para tomarmos o café com pão da tarde. O mais importante desse bolo caseiro, são os sonhos, não os de Valsa, mas os que surgem a cada mordida. Sonhos grandes, açucarados, confortantes, aguados de simples desejos. Não são sonhos impossíveis, apenas sonhados enquanto mordemos, sonhos de alguém, de um beijo quase esquecido, da visão do amor que um dia existiu ou mesmo do amor latente e estocado que só percebemos quando aparece para nos deixar felizes. Sonhos de mães e pais para seus filhos, sonhos de filhos com suas namoradas e namorados, sonhos de vó para neto que nunca crescerá, mas que já é um homem. A cada mordida uma viagem, a cada viagem inúmeras dores esquecidas, mágoas lavadas, boca salivada. Um bolo que, como tudo, acaba e que pode ser refeito. Entretanto, lá no fundo, onde o bolo se apoiou para que o pudéssemos partir e saborear, o maior dos sonhos possíveis escrito com chocolate, relevo, luta, amor e liberdade...
um sonho audível: AUDIODESCRIÇÃO JÁ!

Aos organizadores dessa obra conjunta, Lívia Maria Villela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho, meus sinceros agradecimentos pela oportunidade de estar nela presente e parabéns por essa feliz iniciativa. Aos autores destes significativos artigos e depoimentos, gostaria de lhes declarar minha imensa felicidade por terem compartilhado suas experiências. Aos leitores, desejo o melhor proveito de suas informações, inspiração para o surgimento de outras obras e, o que é mais importante, a curtição de tudo de bom e de novo que possam conhecer com ela.

Verão, início de 2010.

Descrição da capa:

a capa, criada pela designer Aracy Bernardes, com fundo ocre e tons que vão do vinho ao marrom, é ilustrada por metade de um rosto com destaque para o olho e parte da boca no lado direito, três imagens desfocadas, sobrepostas e transparentes do meio para o lado esquerdo superior, um fluxo de letras saindo da boca da pessoa sobre fotos descoloridas de praia e flor na parte inferior. O título: Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras e os nomes dos organizadores:

Lívia Maria Villela de Mello Motta.
Paulo Romeu Filho.
2010.
Download do livro em DOC e PDF.