O que é Diabetes?
Diabetes Mellitus é um distúrbio causado pela falta absoluta ou relativa de insulina
no organismo. Quando a insulina produzida pelo pâncreas se torna insuficiente, a
glicose é impedida de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos
níveis sanguíneos de glicose, cuja taxa normal, em jejum, é de 70 a
99 mg por 100
ml de sangue. O Diabetes é um dos mais graves problemas de saúde, sendo a 3a. maior
causa de morte no mundo, superada apenas pelas doenças cárdio-circulatórias e câncer
(Organização Mundial de Saúde - 1991), e no Brasil acomete 7,6% da
população.
A Doença.
Se você possui e pensa que é a única pessoa portadora de diabetes, está muito
enganado. De cada 100 pessoas, pelo menos 7 ou 8 tem a doença, o que o fará
encontrar diabéticos onde for. Assim, é lógico que algum conhecimento sobre a doença
é importante e a primeira informação que você deve ter é que a insulina, hormônio
produzido pelo pâncreas, é o pivô da história. Ela tem a responsabilidade de
manter a utilização adequada dos nutrientes (alimentos), entre os quais a GLICOSE,
que é a mais simples de um grupo de substâncias chamadas carboidratos ou açúcares.
Qualquer carboidrato ingerido (por exemplo: o amido encontrado nos cereais e raízes
- batata), para ser absorvido no intestino, tem de ser quebrado nas suas formas
mais simples, Sacarose (açúcar de mesa) e Glicose. Uma vez absorvida a glicose,
para ser utilizada, tem de entrar nas células e é a insulina que torna este processo
possível ou mais fácil.
Se uma pessoa não tem insulina, ou se sua ação está diminuída, o primeiro resultado
é fácil de se imaginar: a glicose, não podendo entrar na célula e ser consumida,
acumula-se no sangue (hiperglicemia). Esse excesso de glicose tem de ser eliminado e
o caminho mais fácil é a urina. Para sair na urina, necessita levar água consigo e
isto faz a pessoa urinar mais que o normal. Ao eliminar muita água pela urina a
pessoa se desidrata, tem sede e passa a beber água
exageradamente.
O Diagnóstico.
Não será difícil você imaginar como se descobre a doença, já que, numa pessoa com
todas as queixas descritas, o exame a ser feito é a dosagem de glicose no sangue
(glicemia) e na urina (glicosúria).
Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2.
Os médicos costumam classificar o diabetes em 2 tipos
principais:
- Diabetes tipo 1 ou
Insulino-dependente: as células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram
destruídas.Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue
absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de
glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea
(embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível
produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a
insulina é degradada pelo estômago, em uma forma
inativa.
- Diabetes Tipo 2 ou Insulino-independente:
o que se pode controlar só com
dieta, ou com dieta mais comprimidos (HIPOGLICEMIANTE ORAL). É um diabetes
que ocorre mais em pessoas adultas. Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo
2, sabe-se que neste caso o fator hereditário tem uma importância bem maior do que
no Diabetes Tipo 1. Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo
2; embora a obesidade não leve, necessariamente, ao diabetes. O Diabetes Tipo
2 é
um distúrbio comum, afetando 2-10% da população. Todos os diabéticos tipo
2
produzem a insulina quando diagnosticados e, a maioria, continuará produzindo
insulina pelo resto de suas vidas. O principal motivo que faz com que os níveis de
glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e
adiposas de usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da
glicose presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação reduzida de
insulina é chamada de "resistência
insulínica". Os sintomas do Diabetes Tipo 2 são
menos pronunciados e esta é a razão para considerar
esse tipo de diabetes mais
"brando" que o tipo 1. O Diabetes Tipo 2 deve ser levado a sério; embora seus
sintomas possam permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a
saúde do indivíduo.
Conseqüências do Diabetes Não Controlado.
- Cegueira.
- A cegueira por retinopatia diabética e as cataratas, figuram entre os principais
riscos para o diabético.
- Enfarte do Miocárdio.
- Diversas cardiopatias são duas a três vezes mais freqüentes nos
diabéticos.
- Gangrena.
- Na pessoa diabética a circulação arterial no pé e na perna, geralmente, é diminuída.
Os graves problemas de gangrena e conseqüente amputação, podem ser evitados
com medidas simples e sistemáticas, aplicadas pelo próprio
paciente.
- Impotência Sexual Masculina.
- É comum o surgimento de impotência sexual
(disfunção erétil) nos homens
diabéticos.
- Insuficiência Renal e Hipertensão Arterial.
- Torna-se necessário estar periodicamente examinando estas
questões, pois a nefropatia diabética é a terceira
causa de nefropatias registradas.
- Outras Complicações.
- Quando não controlado, o diabetes pode ainda trazer outras
conseqüências como
doenças pulmonares e circulatórias.
Todas estas conseqüências podem ser evitadas através de um controle
eficaz.
Evidentemente que, para se conseguir um bom controle, é
necessário que o paciente aceite e assuma sua doença,
esteja consciente dos problemas que podem ocorrer e, se possível,
tenha um acompanhamento psicológico até conseguir
adaptar-se.
Disponibilizado em: 7/10/2002.