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Rio de Janeiro, terça-feira, 06 de dezembro de 2016 - 06:12.

 

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013.

Projeto para pessoas com deficiência é destaque internacional

Voltado para pessoas com limitações ou deficiências, o projeto TV Digital Assistiva e Interativa pretende promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais, ampliando habilidades funcionais. A ideia é da alagoana Fabiana Toledo, finalista do prêmio Pense em Inovar, realizado pela Indra.

Doze iniciativas concorreram à premiação, entregue em Madri, na Espanha, no mês de junho. A brasileira foi a única representante do País, escolhida entre mais de 1.500 inscritos. Fabiana – secretária adjunta de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio de Maceió e consultora do Governo do Estado –, conta que foi surpreendida pela indicação.

“Achava meu projeto bom, mas fiquei muito impressionada com a repercussão. Ter sido reconhecida foi muito gratificante e abriu um leque de oportunidades, além de conhecimentos na área. O prêmio veio para dar uma chancela maior ao meu projeto e mostrar que Alagoas tem muito de bom a oferecer”, diz.

Pela contribuição ao Estado, ela receberá o Prêmio Expressão Alagoana, concedida pelo Governo e outra surpresa para a especialista em Ciências da Computação. “Não esperava isso. Achei gratificante estar entre os ganhadores e é muito bom ver o Governo apoiando as boas ideias de alagoanos”, expõe.

Projeto.

Por suas ideias inovadoras, Fabiana já havia sido premiada no Desafio Empreendedor Telefônica, em 2007, com o projeto “Catálogo de Produtos para TVDI”, que alcançou o terceiro lugar nacional, e no Prêmio Santander de Empreendedorismo, em 2008, com o projeto T-Curso, um software para a promoção da educação à distância por meio da Televisão Digital.

Agora, com o projeto TV Digital Assistiva, ela pretende dar mais acessibilidade a pessoas com limitações físicas. O conceito criado pela alagoana consiste na conexão entre a televisão e um aparelho celular – por meio de um pendrive ou da internet –, permitindo que sejam realizadas ações de interatividade.

“Se o usuário tiver uma deficiência motora que impeça a utilização do controle remoto, por exemplo, ele poderá ditar para o celular o que deseja, como mudar de canal ou aumentar o volume. A instrução será entendida pela TV Digital”, explica. “Já testamos em emuladores (software que reproduz as funções de determinado ambiente) e vimos que pode ser feito”, completa.

Fabiana Toledo destaca que, devido aos custos, o projeto está paralisado. “São necessários mais estímulos para seguir em frente e lançá-lo no mercado. Agora pretendo correr atrás para conseguir parcerias para que tudo dê certo. Tudo depende dos investimentos e da mão de obra”, diz.

O próximo passo, segundo a especialista, é produzir os equipamentos necessários para que a ideia – classificada pela Indra como inovadora e viável –, saia do papel. Parcerias com fabricantes de TVs, aparelhos de telefonia e dispositivos móveis são necessárias para disponibilizar a tecnologia ao público.

Mestra em Modelagem Computacional do Conhecimento pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fabiana destaca a relevância da iniciativa. “Meu objetivo é colocá-la em prática. Ser finalista me deu mais certeza do projeto, muito necessário para essa parcela da população, que não pode aproveitar dessas novas tecnologias. Também há a lacuna no mercado”.

Além do mestrado, a alagoana – nascida em Maceió e formada em Ciências da Computação – possui especializações em Tecnologia da Informação, também pela Ufal, e em Engenharia de Software, pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac).

Fonte: Aqui Acontece (Maceió)Site Externo..

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012.

Discriminação e preconceito no ensino privado

Nota pública: escolas públicas e privadas não podem discriminar em razão da deficiência.

Tendo em vista o texto publicado no boletim da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN), em seu boletim (páginas 8, 9 e 10)Site externo., o Fórum Nacional de Educação InclusivaSite externo., o Portal Inclusão JáSite externo. e a Rede Inclusiva – Direitos Humanos BRSite externo. vêm, por meio desta, repudiar o teor do referido texto, que orienta para a restrição do acesso e permanência na educação, promovendo diretamente a exclusão educacional de pessoas com deficiência. A nota é um incentivo à pratica do bullying, à violação do direito humano à educação e ao preconceito e à discriminação de pessoas com deficiência.

Aproveitamos esta feita para esclarecer à Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino – CONFENENSite externo. que Educação é direito humano e, portanto inalienável, direito que não se pode dispor, direito da criança e do adolescente, seja ela ou ele Pessoa com ou sem deficiência.

Esclarecemos também que as escolas privadas não são regidas por legislação diferenciada e que, à parte disso, discriminar é crime. Negar ou fazer cessar matricula por motivo de deficiência é crime, com pena de reclusão de 1 a 4 anos (Lei 7.853/89).

É importante também esclarecer que, a despeito do posicionamento da entidade, muitas escolas privadas trabalham em concordância com a legislação vigente e que estas escolas cumprem com o seu papel social e seguem as diretrizes nacionais para a oferta da educação.

Reafirmamos ainda que estabelecimentos de ensino públicos ou privados devem respeitar e se organizar dentro dos parâmetros da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Código de Defesa do Consumidor, no Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Viver Sem Limite, da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC/2008) e todas as diretrizes e orientações do Ministério da Educação para a inclusão educacional.

As lutas do movimento social organizado levaram a conquistas em benefício de pessoas com e sem deficiência. O acesso e a permanência na educação se tornaram realidade devido a políticas públicas de educação inclusiva do governo federal na última década, que, implementadas por estados e municípios, possibilitaram a crianças e adolescentes do Brasil a escolarização, garantindo, assim, o direito constitucional à educação. Ainda com um longo caminho a percorrer para garantir escola de todos e de cada um, aprender junto e com – com recursos e verbas públicas carimbadas – é hoje a nossa realidade nas escolas públicas.

Cabe às escolas privadas cumprir com o seu papel e ofertar a educação com base na equiparação de diretos e igualdade de condições e oportunidades.

A possibilidade da oferta do ensino, para a iniciativa privada, foi assegurada pelo legislador no artigo 209 da Constituição Federal, mas desde que respeitados o cumprimento das normas gerais da educação e a autorização e avaliação de qualidade pelo poder publico. Já no artigo 206 da CF/88, a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola e a qualidade do ensino são princípios sob os quais o ensino deve ser ministrado. Não podemos discriminar e manter pessoas na invisibilidade.

A nota da CONFENEN fere todos os princípios fundamentais da Carta Magna e hierarquiza seres humanos.

Tendo em vista que a universalização do acesso e a permanência na educação em estabelecimentos públicos e privados são assegurados pela Constituição Federal, cujo objetivo maior é a promoção do bem comum, a CONFENEN tenta relativizar o sujeito de direitos, como se a pessoa com deficiência não fosse Pessoa por completo. O fomento ao conhecimento e a educação torna-se, então, um incentivo à discriminação e a praticas sociais abusivas e ilegais.

Segregar seres humanos e torná-los invisíveis frente à sociedade é o contrário de educar. É vergonhoso. Pretender hierarquizar seres humanos esquecendo que a escola é espaço de aprendizado junto e com e de exercício da cidadania é algo que a sociedade deve repudiar, além de pedir que providências sejam tomadas. Educação não é preparação para a vida, é a própria vida. Lugar de criança com ou sem deficiência é na escola, seja ela pública ou privada. É uma questão de direito.

A nota de incentivo à discriminação, ao preconceito e à violação dos direitos humanos nos pegou de surpresa, pois não é de se esperar orientação para o preconceito de entidade da Educação Privada, pois educação, além de direito inalienável, é um direito central e imprescindível para o exercício dos demais direitos. No que diz respeito à educação, o público e o privado seguem as mesmas regras.

Na escola privada, de livre escolha da família, estuda quem paga a mensalidade, estuda quem paga as cobranças comuns a todos os estudantes, por que é fundamental esclarecer que nenhuma família tem a obrigação de custear mediadores, pagar taxas extras e pela oferta do atendimento educacional especializado. Tudo isso é obrigação dos estabelecimentos de ensino. No âmbito público e no privado, Inclusão, Acessibilidade e Desenho Universal são atribuições da educação, em todos os níveis, fases e etapas do ensino.

Por fim, reivindicamos que a CONFENEN retrate-se e oriente as escolas privadas em conformidade com a legislação vigente. Pedimos que o Conselho Nacional de Educação se manifeste sobre a referida nota, bem como o Ministério da Educação e a Secretaria de Direitos Humanos. Reivindicamos que o Ministério Público oriente a entidade em relação aos direitos das pessoas com deficiência e tome as providencias que considerar cabíveis.

Todos os anos inúmeras famílias matriculam os seus filhos com deficiência em escolas privadas, muitas são bem atendidas, mas tantas outras ainda não. Esperamos que a CONFENEN oriente os estabelecimentos privados de ensino para a oferta da educação em conformidade com os ditames, em futuras notas que priorizem o respeito à legislação vigente, pois é o mínimo que se espera de quem se propõe a oferecer educação.

O Brasil mudou, já vencemos o medo e a chama da esperança está viva. O paradigma é o do direito; vamos respeitar as conquistas da sociedade brasileira e garantir que crianças e adolescentes com deficiência sejam os protagonistas de suas próprias vidas.

Educação é Direito e é Vida.

Colocamos-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos. Como dizia Paulo Freire: “Não há saber mais. Não há saber menos. Há saberes diferentes”.

Claudia Grabois.
Coordenadora jurídica e de políticas públicas do Portal Inclusão Já.
Coordenadora do Fórum Nacional de Educação Inclusiva e da Rede Inclusiva – Direitos Humanos BR.

Matéria com Claudia Grabois e sobre escola inclusiva na Globo News:

Entrevista de Claudia Grabois na Globo NewsSite externo.

Reportagem da Globo News sobre escola inclusivaSite externo.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012.

Cão-guia: o que é preciso para conseguir um

Cão-guia: saiba o que é preciso para conseguir um e conheça o treinamento.
Processo pode levar até 21 semanas e é feito com raças específicas.

Gabriel e sua Cão-guia Julia.
Deficiência visual: conte com a ajuda do cão-guia (Foto: Mais Você / TV Globo).

Atualmente, existem 2.000 pessoas na fila de espera para conseguir um cão-guia no Brasil. Se pensarmos no número de deficientes visuais no país – 5,4 milhões – esse número ainda é baixo. Menor ainda é a quantidade de cegos que contam com o auxílio: apenas 70. O Mais Você acompanhou todo o processo de adaptação do paulistano gabrielSite Externo., de 28 anos, com o seu cão-guia, a Julia.

Através de uma ONG, ele levou um ano para conseguir o auxílio. Agora, está no processo de treinamento com a cadelinha. Você sabe o que é preciso para conseguir um cão-guia?
Siga as orientações:
– estar legalmente cego;
– possuir boa saúde física e mental;
– ter, pelo menos, cursado ou estar cursando uma escola secundária (não há idade mínima nem máxima para obtenção do animal);
– ser capaz de prover alojamento adequado e querer o cachorro para propósitos de mobilidade.

A escolha do cão-guia.
O treinamento para um cachorro se tornar um cão-guia não é fácil e, na verdade, já começa na seleção das raças adequadas para a função: geralmente são pastores alemães, labradores e golden retrievers.

As etapas do treinamento.
– Aos três meses, o cão inicia a fase de socialização, que vai até completar um ano de idade. Essa fase pode ser conduzida pelo treinador ou por uma família voluntária, que cuida do animal no primeiro ano de vida;
– Nessa fase, o cão aprende a conviver em ambiente social, urinar e defecar apenas em locais apropriados e alguns comandos básicos para o convívio;
– Depois, vem o treinamento específico, com duração de sete meses;
– Nessa fase, o cão aprende a desviar de obstáculos, perceber o movimento do trânsito, identificar objetos, encontrar a entrada e saída de diferentes locais, localizar banheiros, escadas, elevadores, escadas rolantes, e desviar de obstáculos, entre outras atividades importantes;
– No último mês, é realizado o treinamento para transformar a dupla cão-guia e seu usuário em um time com harmonia.

Veja no site do Mais Você a interação entre Gabriel e JuliaSite Externo..

Conheça o site Cão Guia BrasilSite Externo..

Fonte: Programa Mais VocêSite Externo..

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Gil Porta às 18:39.
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