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Rio de Janeiro, quinta-feira, 29 de setembro de 2016 - 20:18.

 

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013.

Projeto para pessoas com deficiência é destaque internacional

Voltado para pessoas com limitações ou deficiências, o projeto TV Digital Assistiva e Interativa pretende promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais, ampliando habilidades funcionais. A ideia é da alagoana Fabiana Toledo, finalista do prêmio Pense em Inovar, realizado pela Indra.

Doze iniciativas concorreram à premiação, entregue em Madri, na Espanha, no mês de junho. A brasileira foi a única representante do País, escolhida entre mais de 1.500 inscritos. Fabiana – secretária adjunta de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio de Maceió e consultora do Governo do Estado –, conta que foi surpreendida pela indicação.

“Achava meu projeto bom, mas fiquei muito impressionada com a repercussão. Ter sido reconhecida foi muito gratificante e abriu um leque de oportunidades, além de conhecimentos na área. O prêmio veio para dar uma chancela maior ao meu projeto e mostrar que Alagoas tem muito de bom a oferecer”, diz.

Pela contribuição ao Estado, ela receberá o Prêmio Expressão Alagoana, concedida pelo Governo e outra surpresa para a especialista em Ciências da Computação. “Não esperava isso. Achei gratificante estar entre os ganhadores e é muito bom ver o Governo apoiando as boas ideias de alagoanos”, expõe.

Projeto.

Por suas ideias inovadoras, Fabiana já havia sido premiada no Desafio Empreendedor Telefônica, em 2007, com o projeto “Catálogo de Produtos para TVDI”, que alcançou o terceiro lugar nacional, e no Prêmio Santander de Empreendedorismo, em 2008, com o projeto T-Curso, um software para a promoção da educação à distância por meio da Televisão Digital.

Agora, com o projeto TV Digital Assistiva, ela pretende dar mais acessibilidade a pessoas com limitações físicas. O conceito criado pela alagoana consiste na conexão entre a televisão e um aparelho celular – por meio de um pendrive ou da internet –, permitindo que sejam realizadas ações de interatividade.

“Se o usuário tiver uma deficiência motora que impeça a utilização do controle remoto, por exemplo, ele poderá ditar para o celular o que deseja, como mudar de canal ou aumentar o volume. A instrução será entendida pela TV Digital”, explica. “Já testamos em emuladores (software que reproduz as funções de determinado ambiente) e vimos que pode ser feito”, completa.

Fabiana Toledo destaca que, devido aos custos, o projeto está paralisado. “São necessários mais estímulos para seguir em frente e lançá-lo no mercado. Agora pretendo correr atrás para conseguir parcerias para que tudo dê certo. Tudo depende dos investimentos e da mão de obra”, diz.

O próximo passo, segundo a especialista, é produzir os equipamentos necessários para que a ideia – classificada pela Indra como inovadora e viável –, saia do papel. Parcerias com fabricantes de TVs, aparelhos de telefonia e dispositivos móveis são necessárias para disponibilizar a tecnologia ao público.

Mestra em Modelagem Computacional do Conhecimento pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fabiana destaca a relevância da iniciativa. “Meu objetivo é colocá-la em prática. Ser finalista me deu mais certeza do projeto, muito necessário para essa parcela da população, que não pode aproveitar dessas novas tecnologias. Também há a lacuna no mercado”.

Além do mestrado, a alagoana – nascida em Maceió e formada em Ciências da Computação – possui especializações em Tecnologia da Informação, também pela Ufal, e em Engenharia de Software, pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac).

Fonte: Aqui Acontece (Maceió)Site Externo..

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013.

Museu do Futebol adapta acervo

Um catálogo do acervo e equipamentos adaptados permitem um passeio emocionante para quem não consegue ver uma partida de futebol.

Em São Paulo, o Museu do Futebol adotou medidas que facilitaram a visita de pessoas com deficiência visual. Um catálogo do acervo e equipamentos adaptados permitem um passeio emocionante para quem não consegue ver uma partida de futebol.

A visita começa com um aprendizado sobre o estádio do Pacaembu, que abriga o Museu do Futebol. Roseli, de 23 anos, tem apenas 6% da visão, que perdeu em um acidente de moto. A aposentada Maria Zélia Mota só enxerga vultos – consequência da diabete.

“Que legal! Aqui já é o campo de futebol”, exclama Maria Zélia.

O caminho é facilitado por um piso tátil. Elas também conheceram em primeira mão um catálogo produzido no museu, com textos em braile e fotos em alto relevo.

“O catálogo vai para o Brasil inteiro. A gente vai distribuí-lo para todas as entidades na esperança de que eles possam vir a conhecer o local onde foi concebido esse catálogo”, diz o diretor do museu, Pedro Sotero.

Todas essas experiências que o museu proporciona aos visitantes só têm sido possíveis com a ajuda de pessoas que conhecem e vivem os problemas da visão, e sabem muito bem que com toque e sensibilidade dá para entender e admirar a beleza do futebol.
Durante três meses, o vendedor José Vicente de Paula ensinou funcionários a receber melhor visitantes especiais.

“Até então a gente não sabia como lidar com um cego, como subir uma escada, como conduzir um elevador. Se a gente poderia falar de cores. Como, se a gente pode falar, e como falar”, afirma a educadora Simone Venâncio dos Santos.

E ele, cego de nascença, aprendeu muito:

“É o Pelé dando uma bicicleta. A perna direita dele, ele está na horizontal, levantado do chão, chutando a bola em direção ao gol”, descreve José Vicente. “Deve ser muito lindo. A pessoa ficar no ar, ter esse movimento, bola para trás porque aqui pegou a bola no alto e fez o movimento inverso. Isso aqui ficou perfeito. A gente consegue enxergar.”

Fonte: Jornal NacionalSite Externo..

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013.

Ônibus restaurante com cozinheiros cegos na Argentina

Um restaurante móvel totalmente escuro e servido exclusivamente por funcionários cegos pretende conscientizar os argentinos sobre a realidade enfrentada pelos deficientes visuais.

Foto do ônibus restaurante Gallito Ciego. O grupo de dez cozinheiros e garçons tem percorrido escolas, empresas e organismos públicos no ônibus transformado em restaurante ambulante por iniciativa de uma organização não-governamental voltada para a inclusão social.

Os integrantes do projeto chamado “Gallito Ciego” (“Galinho Cego”, na tradução literal) têm entre 25 e 50 anos de idade e deficiência visual desde o nascimento ou adquirida por doenças como diabete.

A fundadora da ONG Audela, criadora do projeto, a filósofa argentina Monica Espina, contou que os cozinheiros estudaram até quatro anos no Instituto Argentino de Gastronomia (IAG), onde aprenderam a fazer uma série de pratos, incluindo salgados, como pizzas e carnes, e sobremesas.

“O objetivo da iniciativa é gerar conscientização de que pessoas cegas também podem ser autônomas e realizar diferentes atividades profissionais”, disse Espina à BBC Brasil. “No ônibus, eles cortam as verduras, cozinham, colocam a mesa, servem os clientes e lavam os objetos usados.”

Ela conta que há espaço para até 25 convidados no ônibus, que integra os trabalhos da ONG na localidade de Acassuso, no município de San Isidro, na província de Buenos Aires.

A comida é servida no escuro para que pessoas com visão tenham a mesma experiência dos que não vêem, como contou uma das cozinheiras.
O ônibus do Gallito Ciego começou a circular em outubro do ano passado e desde então esteve em 17 locais, incluindo uma empresa que os contratou na cidade de San Pedro, a quase 200 quilômetros de Buenos Aires, e em uma festa de um aniversario na capital argentina.

“Nosso projeto é viajar por todo o país, gerando consciência para a questão”, afirma Espina. “Por isso, pensamos neste ônibus bem equipado.” Os cozinheiros recebem pagamento por hora de trabalho e contam com apoio do pessoal da ONG, como o motorista.

Escolas.

Espina conta que nas escolas por onde passaram os cozinheiros ouvem dos alunos perguntas sobre “como é ser cego” e “o que sonham”, por exemplo.

Karina afirma que os estudantes costumam fazer perguntas também sobre seus sonhos. “Eles querem saber se sonho como uma pessoa que tem visão.”

“Eu sonho sim, mas com as imagens dos tempos em que enxergava”, acrescenta. “E brinco dizendo que, nas minhas imagens, ninguém fica velho, porque são dos tempos em que eu via, há 17 anos.”

No ônibus, depois de comer no escuro, os cozinheiros fazem palestras e os clientes podem fazer perguntas.

Feijoada.

María Susana Luna diz que a experiência no Gallito Ciego a levou a querer ser chef de cozinha.

“Eu canto, toco violão, baixo e bateria”, afirma. “Mas descobri que gosto muito de cozinhar e principalmente comidas de outros países, como a feijoada brasileira, que aprendi com uma amiga que é de Porto Alegre e mora aqui na Argentina.”

Fonte: BBC BrasilSite Externo..

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MAQ às 12:26.
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