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Rio de Janeiro, terça-feira, 06 de dezembro de 2016 - 19:57.

 

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sábado, 28 de abril de 2012.

“O Colecionador de Crepúsculos” – Audiodescrição, legendas e LIBRAS.

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Lavoro Produções e PETROBRAS apresentam:
Peça “O Colecionador de Crepúsculos” estréia no teatro Carlos Gomes com recursos de acessibilidade.
Sessão de domingo, 6 de maio, custa R$1 e conta com Audiodescrição, Interpretação em LIBRAS e Legendagem.

Desde o início de março, todas as peças em cartaz no Teatro Municipal Carlos Gomes, na temporada de 2012, têm contado com recursos para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência visual e auditiva. A cada primeiro e terceiro domingos do mês, o público tem acesso ao serviço, sem acréscimo ao valor do ingresso. A próxima peça em cartaz no espaço será “O Colecionador de Crepúsculos”, no dia 6 de maio, às 19h30, com ingressos custando apenas R$1.

O espetáculo tem direção e dramaturgia de Vladimir Capella – que já recebeu prêmios como Molière, APCA, Mambembe e SHARP – e reúne 24 atores no palco para contar histórias baseadas na obra de Luís da Câmara Cascudo, uma das personalidades mais importantes da cultura brasileira. O espetáculo entrará em cartaz em curtíssima temporada, de 3 a 6 de maio, com apresentações duplas às quintas e sextas, às 14h30 e 20h, no sábado às 20h e, no domingo, às 19h30.

O Teatro Municipal Carlos Gomes, que é um dos mais importantes do Rio de Janeiro, é o único do país a oferecer o serviço de acessibilidade total ao público de suas peças. O objetivo é incluir as pessoas com deficiência visual – cegos e pessoas com baixa visão – além de pessoas com deficiência intelectual, autistas, disléxicos e com síndrome de Down, por meio da audiodescrição; e de pessoas surdas ou com deficiência auditiva, por meio da Língua Brasileira de Sinais e do serviço de Legendagem, como as que são utilizadas pelos canais de televisão em Closed Caption.

O recurso da audiodescrição consiste na descrição objetiva de todas as informações visuais contidas nas cenas do espetáculo teatral, como expressões faciais e corporais, ações dos personagens, detalhes do ambiente, figurino, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de informações escritas em cenários ou adereços. Para completar a acessibilidade para as pessoas com deficiência visual, o programa da peça tem versão em Braille. A interpretação em LIBRAS é a tradução para a Língua Brasileira de Sinais de todos os diálogos, músicas e informações sonoras importantes da peça teatral. A legendagem também contém todos os diálogos, músicas e informações sonoras do espetáculo, e é utilizada pelas pessoas com deficiência auditiva que não usam LIBRAS.

O projeto de acessibilidade é idealizado pela Lavoro Produções e patrocinado pela Petrobras, em parceria com a Prefeitura do Rio.

Sobre “O Colecionador de Crepúsculos”.

O espetáculo reproduz alguns contos de Luís da Câmara Cascudo: “O Compadre da Morte”, “A Velha Amorosa”, “O Marido da Mãe D’Água”, “A Menina Enterrada Viva” e “A Formiga e a Neve”. A história central da peça é inspirada no primeiro conto, que mostra como um caipira (interpretado por Marcos Oliveira) quer arrumar uma madrinha para seu filho. A morte (Selma Egrei), uma senhora rica e ilustrada se oferece para batizar o menino e, em troca, a comadre faz do caipira um médico muito famoso. Ele é capaz de prever o futuro de um doente, por meio de um truque simples: se ela estiver posicionada na cabeceira da cama o doente se salvará, mas se estiver aos pés da cama, ele morrerá.

Ao lado dessas histórias aparece a figura de Luís da Câmara Cascudo, ouvindo, registrando, fumando seu charuto e apreciando o crepúsculo. Até que um dia ele adoece. E a morte se posiciona aos pés da cama. Mas o caipira não quer que aquele homem sábio venha a morrer. E é assim que o esperto caipira vai procurar meios de enganar a morte para salvar a vida do folclorista. Diversas cenas são, ainda, enriquecidas com a presença de personagens-narradores: pescadores, lavadeiras, pessoas do povo.

A peça sagrou-se vencedora em quatro categorias do Prêmio Femsa de Teatro, incluindo Melhor Espetáculo 2009, Melhor Figurino (J. C. Serroni e Telumi Helen), Melhor Iluminação (Davi de Brito e Vânia Jacônis) e Melhor Ator Coadjuvante (Giovani Tozi).

Sobre a Lavoro Produções:
A Lavoro Produções é uma empresa pioneira na criação de projetos culturais com acessibilidade, que se tornou uma referência entre as instituições, grupos e pessoas com deficiência no Brasil e no mundo desde 2003, quando começou a realizar o Festival Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência. O projeto introduziu a acessibilidade em projetos culturais no Brasil.

Sobre o Teatro Municipal Carlos Gomes:
O Teatro Municipal Carlos Gomes tem uma trajetória que se confunde com a própria história do teatro brasileiro. Em 1904, o empresário do entretenimento Paschoal Segreto comprou o antigo Teatro Cassino Franco-Brésilien, fundado em 1872, e o renomeou Carlos Gomes. Em 1963, a classe teatral reagiu contra a tentativa de transformar o teatro em cinema, mas o espaço ficou abandonado. Em 1988, o teatro foi posto à venda. A Prefeitura do Rio comprou o teatro, realizou uma grande reforma e o transformou em um dos melhores teatros da cidade, em 1993. Hoje, além da sala principal, funciona no segundo andar o Salão Nobre Guarani, reservado para espetáculos musicais.

Acessibilidade no Teatro Carlos Gomes.

Peça: O Colecionador de Crepúsculos.
Dia 6 de maio, às 19h30
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes.
Praça Tiradentes, 19, Centro. Telefone: 2224-3602 ou 2215-0556.
Capacidade: 685 lugares.
Ingresso: R$ 1
Classificação etária: 10 anos.
Duração: 90 minutos.
Bilheteria: a partir das 11h (qui. e sex.); a partir das 14h (sáb. e dom.).

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quarta-feira, 18 de abril de 2012.

Audiodescrição – Nossa vida não vale um Chevrolet

Na próxima sexta-feira, o espetáculo NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET terá sessão com audiodescrição. A ação é promovida pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ SMC/ FUMPROARTE. Este é o primeiro de cinco projetos já selecionados pelo FUMPROARTE que contarão com acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET conta a saga de uma família de ladrões de carros, que vive à margem da sociedade e tem seu destino ainda mais desestruturado após a morte do patriarca. A situação se torna pior com o envolvimento dos três irmãos com uma mesma mulher.

Ao final da apresentação haverá um bate-papo com o elenco da peça.

Quer uma amostra? Confira a descrição de uma cena do espetáculo:

O fogo ainda crepita dentro da lata de tinta. Na penumbra, Monk bebe da garrafa de bolso. Joga a cabeça para trás e ergue a garrafa, despejando a bebida para dentro da boca. Cambaleia. Bebe mais. Deixa-se cair sentado no chão. Deita.
Sílvia chega caminhando devagar. Detém-se ao se deparar com Monk. Avança até ele, que, ao percebê-la, ergue o corpo lentamente até sentar. Monk passa as mãos pelas pernas de Sílvia. Roça o rosto em suas coxas, enquanto ela afaga os cabelos dele. Sílvia se agacha e acaricia o rosto de Monk. Ele baixa a cabeça. Ela o segura pelo queixo e aproxima seus lábios dos dele. Beijam-se longamente. Ele volta a baixar a cabeça. Ela mostra um molho de chaves. Segurando-o pelo braço, Sílvia ajuda Monk a se levantar. Ele guarda a garrafa no bolso do macacão, passa o braço sobre os ombros dela e caminha com dificuldade até o ambiente da cortina de franjas. Sílvia ajuda Monk a sentar sobre a caixa de som. Deixa a bolsa e as chaves no chão. Monk bebe.

INFORMAÇÕES GERAIS:
Sessão com audiodescrição de Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet (espetáculo de teatro adulto)
quando? dia 20 de abril, às 20 horas. A transmissão da audiodescrição terá início às 19:45. O evento termina em torno das 21:40.
onde? no Centro Cenotécnico, na Rua Voluntários da Pátria, 1370.
como chegar? O Centro Cenotécnico fica entre a Rua Garibaldi e a Rua Ramiro Barcelos. A tarifa de taxi, partindo do Mercado Público, fica em torno de R$ 10,00.
quanto? entrada franca para pessoas com deficiência visual, mediante reserva antecipada.

ATENÇÃO: São apenas 40 lugares. Reserve seu ingresso com antecedência pelo e-mail milpalavras@milpalavras.net.br ou pelo telefone (51) 9993-5292.


NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET.
Texto de Mário Bortolotto e direção de Adriane Mottola. No elenco, Rafael Guerra, Cassiano Ranzolin, Morgana Kretzmann, Fernanda.
Petit, Carlos Azevedo, Guilherme Zanella, Plinio Marcos Rodrigues e Eduardo Cardoso. Produção: MeK Produções Artísticas.

Audiodescrição: Mil Palavras.
Apoio: CEAPP – Centro Especializado de Apoio Pedagógico e Produção.
Financiamento: FUMPROARTE – Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ SMC.

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quinta-feira, 15 de março de 2012.

A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo.

Lívia Motta e Laercio Santana.

Lívia Motta.

A VINGANÇA DO ESPELHO: A HISTÓRIA DE ZEZÉ MACEDO estreou com sucesso na quinta feira, dia 8 de março, no Teatro Vivo, com audiodescrição. Lá estiveram 19 pessoas com deficiência visual e seus acompanhantes para aplaudir de pé o desempenho maravilhoso de Betty Gofman e seus companheiros de elenco: Mohamed Harfouch, Marta Paret, Marcelo Várzea e Tadeu Mello. A peça diverte e emociona, além de informar e levar ao conhecimento do público a vida de Zezé Macedo, a engraçada e caricata Dona Bela da Escolinha do Professor Raimundo.

O depoimento abaixo de Laercio Santana, amigo querido e um dos integrantes da famosa TROPA DE CHOQUE DA AUDIODESCRIÇÃO, cujos integrantes acompanham de perto todos ou quase todos os eventos que contam com o recurso na capital paulistana, não deixa dúvidas quanto à qualidade da peça e quanto à importância que a audiodescrição assume no cenário cultural brasileiro.

Laercio Santana.

“Pela primeira vez nesse ano, na última quinta-feira, estive no Teatro Vivo para assistir à mais uma peça com audiodescrição. De Flávio Marinho, dirigida por Amir Haddad, “A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo” é uma peça que narra a trajetória de uma das nossas mais brilhantes e brasileiras comediantes populares, Zezé Macedo. Com Betty Gofman no papel principal, acompanhada de Mouhamed Harfouch, Marta Paret, Marcelo Várzea e Tadeu Mello, é uma peça que, embora seja considerada humorística, envolve e emociona.

Conhecida como a nossa primeira dama da chanchada, chamada de Chaplin de saias por Grande Otelo, Zezé Macedo foi muito mais do que a personagem da Escolinha do Professor Raimundo da Globo, onde ficou conhecida principalmente pelos jovens como dona Bela. Poeta e atriz, escreveu livros e participou em mais de 100 filmes. A peça faz uma homenagem muito bonita e respeitosa a todos os humoristas populares da chanchada brasileira, que sempre foi tão mal vista pela crítica. Artistas como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves foram respeitosamente reverenciados. Uma verdadeira aula da nossa história cinematográfica. Assim como eu, acredito que a maioria dos presentes desconhecia tão valorosas qualidades do ser humano que foi Zezé Macedo. Confesso que me emocionei em vários momentos.

Foi realmente uma noite muito especial. Logo que entramos no teatro, quando a Lívia fazia a descrição dos personagens, fomos surpreendidos por algo inusitado. Os atores se dirigiram até a cabine de audiodescrição. Eles queriam conhecer o que era aquilo, e como funcionava. A Lívia não perdeu a oportunidade… Todos pegaram o microfone e se apresentaram, falando seus nomes e qual personagem fariam. Foi muito importante para nós este envolvimento dos artistas com a audiodescrição. Como trata-se de atores de renome, não tenho dúvidas que angariamos novos defensores para nossa causa.

Quanto à audiodescrição, sem comentários. Foi sensacional! Como é uma peça que acontece alternando tempos diferentes, a audiodescrição é imprescindível para entendermos se estamos na história da vida da Zezé, ou no ensaio. Bom, não vou falar mais nada. Vocês precisam ir para conferir. Tenho certeza que não irão se arrepender.

Ao final, tivemos oportunidade de conversar com o Mouhamed Harfouch e externar a nossa alegria pelos momentos tão agradáveis que a interpretação dele nos proporcionou. Falamos também com Amir Haddad, diretor da peça, e com Flávio Marinho, o autor da peça. Deu para notar a alegria deles ao perceber que, graças à audiodescrição, entendemos perfeitamente a mensagem.

Agradeço a todos os responsáveis pelo espetáculo por mais essa oportunidade. Nesse ano, mais uma vez o projeto Vivo Encena entrou no palco com o pé direito. Parabéns a todos!!!”

Evento:

Gênero: Comédia.
Local: Teatro VIVO.
Endereço: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 – Morumbi. São Paulo – SP.
Audiodescrição: todos os domingos às 19:00 horas.
Convites para pessoas com deficiência visual: livia@vercompalavras.com.br
(Em cartaz até o final de abril).

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