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Rio de Janeiro, sábado, 01 de outubro de 2016 - 03:05.

 

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009.

Cegos aprendem Libras no Recife em curso inédito.

Fabiana Maranhão Especial para o JC Online.

Aula do curso de Libras para cegos.As aulas são realizadas às terças-feiras, pela manhã, no Centro de Apoio ao Surdo (CAS). O curso é realizado para cegos e sua comunicação com surdos. Eles não enxergam e, aos poucos, aprendem a conversar com pessoas que não ouvem. A comunicação pode parecer impossível, mas não é, graças a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Um curso inédito no País tem ensinado essa linguagem a pessoas cegas.

Um mundo de possibilidades surge logo na primeira aula. “Embora seja um pouco difícil de imaginar, é possível, sim, um cego se comunicar com um surdo e vice-e-versa. Mas essa conversa se dá de uma forma diferente, mão a mão”, explica o bancário Romoaldo Dantas Ribeiro.

Romoaldo é um dos alunos que participam da primeira turma do curso de Libras para cegos promovido pelo Centro de Apoio ao Surdo (CAS), ligado à Secretaria de Educação de Pernambuco.

As aulas são realizadas às terças-feiras pela manhã em uma das salas do Centro, que funciona na Escola Estadual Cônego Rochael de Medeiros, em Santo Amaro, área central do Recife. As lições são passadas aos alunos por um instrutor surdo com a ajuda de um intérprete que ouve: “Como sou intérprete de Libras, estou sempre mediando a comunicação entre pessoas cegas e surdas. Então, pensei: Por que não ensinar a linguagem de sinais para que os cegos possam se comunicar diretamente com os surdos?”, raciocinou Dione Monteiro, idealizadora do curso e coordenadora do CAS. De acordo com ela, o curso é inédito no Brasil.

LIBRAS – A Língua Brasileira de Sinais foi criada a partir do modelo francês. Mas cada país tem a própria língua de sinais. A lei federal 10.436, sancionada em abril de 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão.

Ver mais sobre comunicação e pessoa com deficiência sensorial.

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MAQ às 20:48.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009.

Conferência Municipal de Acessibilidade e Comunicação em Uberlândia.

Participe da Oficina de Aacessibilidade e Comunicação.

No próximo sábado, dia 19 de setembro de 2009, de 08 às 12 horas, na sala 104 do bloco 3Q, campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, a A Comissão Uberlandense Pró Conferência Nacional de Comunicação – CUP-CNC irá promover uma nova oficina de capacitação. Desta vez o tema será acessibilidade e comunicação. Os participantes irão experimentar deficiências na hora da apresentação e na hora do café.

O evento será coordenado pela advogada e professora Ana Paula Crosara de Resende, da Associação dos Paraplégicos de Uberlândia – APARU. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas através do email: comissao@proconferencia.org.
Haverá Certificado para os participantes.

Reflexão:

No Brasil, cuja legislação referente às pessoas com deficiência é considerada uma das melhores do continente, a inclusão dos cidadãos através de seu direito de se comunicar segue ignorada pelo poder público, pelas empresas e pela sociedade civil.

A comunicação como um direito humano e o direito de cada um se comunicar são questões ainda não entendidas como estruturantes. São vistas como algo “poético”, “acessório”, o que faz com que este se torne um espaço ideal para se praticar a discriminação. Por isso, entender a acessibilidade na comunicação exige mais reflexão, formas diferenciadas de sinergia e novas formas de ação, porque é uma área pouco entendida como prioritária para a inclusão de pessoas com deficiência.

O objetivo da oficina é capacitar as lideranças e pessoas da comunidade para a Conferência Nacional de Comunicação, esclarecer qual a importância da democratização da comunicação, como participar e se mobilizar, entre outros temas relevantes à 1ª Confecom.

Informações:
Ana Paula Crosara de Resende – (34) 9103-9072 ou 3212-3866.
Frank Barroso (34) 3217-8822 e 9971-1258.

Programação da Oficina Acessibilidade e Comunicação.

Data: 19/09/2009.
Local: sala 104 3Q – UFU/Santa Mônica.
Horário: 8 às 12 horas.

Programação:
08h – Recepção (chegada do pessoal, credenciamento, café);
08 às 09h – Oficina de Vivência (vivência e apresentação dos participantes);
09h – Comunicação e Acessibilidade na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência – Flávia Maria de Paiva Vital (via Skype);
9:15h – Acessibilidade Web- Custo ou Benefício? (vídeo);
9:30h – Acessibilidade em sites; Acessibilidade na telefonia; Jurado cego em Festival de Cinema – Marco Antonio de Queiroz (MAQ via Skype);
9:45h – Acessibilidade na TV / TV Digital (Audiodescrição, Programa Ginga) – Paulo Romeu;
10h – Pessoa com deficiência intelectual e comunicação – Ana Paula Crosara de Resende;
10:30h – Importância da legenda para a comunicação da pessoa com deficiência auditiva – Anahi Guedes de Melo (CHAT);
11:00h – Debate; Discussão e aprovação de moção para a Conferência;
12h – Encerramento.

Promoção: COMISSÃO UBERLANDENSE PRÓ CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO
Organização: APARU – Associação dos Paraplégicos de Uberlândia.
Coordenação: Ana Paula Crosara de Resende.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009.

Acadêmica Investiga a Construção de Pessoas com Deficiência.

Agência de Comunicação – Universidade Federal de Santa Catarina.Site Externo.
Por Mara Paiva – Portal da UFSC-19-08-2009.

Anahi Guedes de Mello, aluna do Curso de Graduação em Ciências Sociais, apresentou nesta terça, 18/08, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) “Por uma Abordagem Antropológica da Deficiência: pessoa, corpo e subjetividade”.

Com foco sobre as questões de construção da pessoa, do corpo e da subjetividade, a estudante investigou de forma qualitativa um universo de pessoas com deficiência visual e física, ligados em algum grau ao ativismo. Em sua pesquisa Anahi aborda a deficiência como um regime de subjetivação.

Por que essa proposta de conceber a deficiência como um modo de subjetivação? Que a deficiência é parte constitutiva da identidade das pessoas com deficiência, isso eu já sabia como nativa. Mas, como pesquisadora, eu questionei se em relação às outras deficiências esse processo operava na mesma ´lógica` que eu via e já experimentara (com certo desgosto, é verdade) na surdez, a partir das oposições ou categorias acusatórias entre surdos oralizados e surdos sinalizados”, explicou Anahi.

A estudante encontrou o tom de sua experiência etnográfica no discurso das pessoas com deficiência entrevistadas através da análise da forma como dão sentido à deficiência. Observou que alguns de seus interlocutores gostam de ter deficiência, criando para si uma bioidentidade social a partir dela. Outra observação etnográfica relevante remete ao aproveitamento da deficiência como uma rica oportunidade de aprendizado, de crescimento e de amadurecimento, característica comum a todos os participantes.

Na narrativa dos entrevistados é possível identificar uma ressignificação da deficiência a partir do momento em que os sujeitos tomam consciência de si, através de um processo simbólico de auto-aceitação da realidade do corpo deficiente como um outro modo de existência corporal. A auto-aceitação também é observada através de estratégias de subjetivação, que se dá na forma de abordar a deficiência em piadas, de atribuir apelidos carinhosos às próteses, as quais são tratadas como extensão de seu corpo, e das práticas de ativismo.

A banca composta pela professora e orientadora Sônia Weidner Maluf e os professores Adriano Nuernberg, Everton Luis Pereira e Esther Jean Langdon, foi enfática em destacar a consistência do levantamento teórico realizado por Anahi. Os docentes comentaram o potencial do tema, considerado como uma proposta de grande relevância e base para muitos outros estudos na área das Ciências Sociais.

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MAQ às 23:04.
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