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Rio de Janeiro, terça-feira, 06 de dezembro de 2016 - 19:56.

 

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010.

Bicicleta para pessoas com deficiência física criada por alagoano é testada em Maceió.

Priscylla Régia/Alagoas24Horas.

Designer alagoano recebeu prêmio nacional pela criação de bicicleta.

O objeto permite movimentos de fisioterapia através de um sistema mecânico. No ano passado, o designer e estudante de Arquitetura alagoano Rodrigo Motta, 34, conquistou a medalha de bronze no Prêmio Idea Brasil 2009, na categoria estudante (nacional e internacional), pela criação de uma espécie de bicicleta ergométrica adaptada para pessoas com deficiência física, batizada de Flexibility Cycle.

Na semana passada, pouco mais de um ano após a premiação, o objeto portátil que, acoplado a uma cadeira de rodas, permite movimentos de fisioterapia através de um sistema mecânico, finalmente saiu do papel e se transformou em realidade.

O protótipo da bicicleta foi construído em São Paulo e a partir de amanhã será testado inicialmente em Maceió, em locais como o Centro de Reabilitação do Sesi, Centro de Fisioterapia da Santa Casa, Adefal, Cesmac, Faculdade de Alagoas (FAL) e Faculdade Integrada Tiradentes (FITS).

“A bicicleta irá ficar uma semana em cada um desses locais para atender pessoas com necessidades específicas e pacientes idosos ou com imobilidades temporárias, tudo com o acompanhamento do fisioterapeuta Elson Ferrer. Após os testes e possíveis ajustes, ela poderá ser finalmente comercializada”, explicou Rodrigo Motta.

O protótipo da bicicleta foi desenvolvido por um ex-executivo da Multinacional Bosh e produzido pela empresa Studio 76 Design, em Salto, São Paulo, depois que o empresário paulista Marcelo Maggioli propôs sociedade ao designer alagoano.

Segundo fisioterapeutas que tiveram acesso a invenção, a bicicleta que funciona com movimentos automáticos pode auxiliar no tratamento fisioterápico de pessoas paraplégicas, idosos e pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral.

Mais informações no site www.studio76design.com.brSite Externo.

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domingo, 16 de maio de 2010.

Hormônios do Crescimento no Tratamento de Paralisia Cerebral e Lesão Medular.

DN – Diário de Notícias – Portugal.Site Externo.

Contra todas as previsões dos clínicos, um jovem espanhol recuperou a 100% de um acidente de automóvel. Foi o próprio pai, médico e investigador, quem decidiu aplicar-lhe um método pioneiro que utiliza hormonas de crescimento na regeneração de lesões. Os médicos portugueses dividem-se sobre este novo tratamento: para uns é uma esperança para doenças neurológicas; para outros levanta ainda muitas dúvidas éticas e de segurança.

Uma clínica espanhola, em Santiago de Compostela, promete resultados surpreendentes na cura de doenças cerebrais e de deficiências motoras, com a aplicação de hormonas de crescimento. Os benefícios destas substâncias produzidas naturalmente na hipófise (glândula situada na base do cérebro) são reconhecidos por exemplo para aumentar a altura em pessoas com problemas de crescimento. Mas, na regeneração dos neurónios, este programa é pioneiro.

Com este tratamento, o director do Centro de Reabilitação Foltra, Jesús Devesa, professor catedrático na Universidade de Santiago de Compostela, conseguiu recuperar o filho, que ficou com lesões cerebrais depois de um grave acidente de carro. Foi o seu primeiro doente. E Pablo, hoje com 29 anos, conseguiu voltar a andar, falar e comer. Depois dele, o tratamento foi usado noutros 300 doentes paraplégicos ou com deficiência mental congénita ou adquirida. “Injectamos hormonas de crescimento na área subcutânea do braço, que induzem a produção de células- -mãe e regeneram os tecidos danificados”, descreve Jesús Devesa ao DN, assegurando uma taxa de sucesso na casa dos 90%. Entretanto, a descoberta veio a público em Espanha e a técnica vai ser aplicada também num centro de paraplégicos de Toledo.

As hormonas de crescimento seriam uma solução para os 150 mil portugueses com deficiência motora ou os 75 mil que sofrem de lesões cerebrais? Ou ainda os 200 novos casos de crianças com paralisia cerebral que nascem por ano em Portugal? Os médicos dividem-se. Embora não conheçam bem o tratamento, uns acreditam que pode ser uma esperança nos casos de paraplegias. Para outros é uma “aplicação meramente experimental e episódica”, sem explicações científicas fundamentadas e com implicações no plano ético e da segurança.

Histórico.

Pablo Devesa tinha saído de casa para se encontrar com os amigos, quando um acidente de viação o lançou num coma profundo durante um mês. “Lembro–me estar a chover muito e de eu ter embatido numa casa”, conta o biólogo ao DN. Depois, ficou tudo escuro e imóvel.

O acidente atirou–o para uma cama nos cuidados intensivos, com um traumatismo cranioencefálico e uma hemiplegia – uma paralisia das funções de um lado do corpo. “O traumatismo comprometeu o lado esquerdo do meu cérebro. Quando acordei, os médicos não me davam muitas esperanças de recuperação. Não conseguia falar, comer ou andar”, lembra Pablo.

Já em casa, o pai, Jesús Devesa, não hesitou em aplicar no filho os ensinamentos que desenvolvera durante anos em laboratório. “Estava consciente do que fazia. Sabia que era eficaz e tinha de acreditar nisso”, sublinha o médico.

Durante os meses seguintes, Pablo recebeu diariamente uma dose de hormonas de crescimento (produzidas industrialmente a partir de engenharia genética), em ciclos de 15 dias. “O seu efeito chega às zonas onde está a lesão, levando à proliferação de células-mãe e restituindo os estímulos nervosos no local afectado”, diz Pablo. O tratamento era articulado com um plano intensivo de fisioterapia.

“Cada caso é um caso e a dose a aplicar depende da doença, da idade e do progresso do paciente”, indica Jesús Devesa, acrescentando: “Nas crianças, o processo de recuperação é mais rápido, pois a neuroplasticidade promove uma proliferação mais célere das células”.

Pablo tinha 22 anos, e a sua recuperação fez-se em oito meses. “Fiquei curado, sem sequelas. A recuperação foi a 100%. Hoje levo uma vida completamente normal, como qualquer jovem. Jogo futebol, bebo um copo com amigos.”

Tese a Comprovar.

Pablo está há um ano a trabalhar no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, como investigador, e a terminar a tese de doutoramento a defender dentro de semanas. A base da investigação? O seu próprio caso e as implicações das hormonas de crescimento no processo de neuroregeneração. “É um trabalho que segue as linhas de orientação da investigação do meu pai. Quero comprovar os resultados em humanos, sem efeitos secundários, no sentido de dar uma base científica mais aprofundada”, diz Pablo Devesa.

O tratamento não é consensual nos especialistas portugueses. José Luís Medina, director do Serviço de Endocrinologia do Hospital de São João, mostra-se optimista: “Cientificamente devemos esperar pelos resultados do estudo, mas é uma esperança.” “Devido às suas propriedades de crescimento e proliferação celular, talvez se possam obter alguns efeitos em situações como esta”, diz Manuela Carvalheiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

Já Fernando Baptista, do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é mais céptico. “Será uma aplicação meramente experimental e pode ser geradora de falsas expectativas”, alerta. “Nos últimos anos têm sido demonstrados outros efeitos a nível metabólico, mas não é o caso dos efeitos eventualmente neuroregeneradores deste caso.”

O presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências, João Malva, coordenador da equipa onde trabalha Pablo Devesa, no centro de neurociências, mostra-se bastante crítico. “É um tratamento que tem implicações sérias no plano ético e da segurança, uma vez que a hormona do crescimento pode trazer problemas secundários muito significativos associados à proliferação descontrolada de células, como em tumores”, avisa o biólogo. “Acreditar na sua eficácia é uma questão de fé, porque do ponto de vista científico não há explicações fundamentadas. Mas a motivação dos pacientes pode fazer milagres”, conclui.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010.

Experiência Brasileira na Área das Deficiências será Apresentada em Congresso Internacional.

Na primeira semana de março de 2010, a REABILITAÇÃO CIDADÃ, política pública desenvolvida entre 2001 e 2004, será apresentada pelos profissionais Gínez Garcia e Maria Vilma Roberto em Oaxaca, MÉXICO, durante o II CONGRESSO CONTINENTAL DE REABILITAÇÃO COM BASE COMUNITÁRIA (RBC).

Promovido pelas ORGANIZAÇÕES PANAMERICANA E MUNDIAL DA SAÚDE e pela REDE RBC DAS AMÉRICAS E CARIBE, o evento apresentará experiências de 16 países com os objetivos de incentivar a inclusão das pessoas com deficiência e difundir a estratégia de RBC como ferramenta de política pública no continente.

REABILITAÇÃO CIDADÃ foi o nome dado a uma bem sucedida política inclusiva desenvolvida pela extinta Assessoria da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Santo André, que somava ações intersetoriais (no conjunto do governo) e estratégias de empoderamento como a RBC.

O Blog do Bengala Legal parabeniza Vilma e Gínez pela competência e excelente representatividade que nos empresta.

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