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Rio de Janeiro, domingo, 04 de dezembro de 2016 - 18:22.

 

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quinta-feira, 26 de março de 2009.

TV Brasil – Programa Especial Comemora Cinco Anos.

No ar, dia 31 de março, ao meio-dia, na TV Brasil.

Em comemoração aos cinco anos do Programa Especial, da TV Brasil, a diretora Ângela Reiniger, conta a história do programa pioneiro sobre inclusão e como adotou o lema ” “Nada sobre nós, sem nós”, na atração. Por isso, convidou Juliana Oliveira, jornalista formada pela UFF/RJ, e tetraplégica desde uma acidente de carro em 1998, para apresentar o programa, e Fernanda Honorato, única repórter down do Brasil, para fazer entrevistas de rua e quebrar preconceitos. A audiodescrição e a janela de LIBRAS são mudanças para contemplar todas as acessibilidades. “O Brasil é um país muito rico em termos de cultura, de manifestações locais e o programa acha fundamental mostrar isso para o público”, conta Ângela.

O programa comemorativo vai mostrar também uma reportagem de Fernanda com João Paulo, que também tem síndrome de Down, sua madrinha Norma e sua mãe Ester que fala sobre a paixão de João Paulo pela música, especialmente o hip hop, e sobre suas aulas de natação.

O programa, que tem parceria com o Programa Consigo da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), mostra o Teatro São Luiz, em Leiria, que disponibiliza dois intérpretes de Língua Gestual Portuguesa durante o espetáculo de “Moby Dick”. Com esta iniciativa, o teatro torna-se uma diversão para todos, inclusive para os deficientes auditivos que nunca tiveram oportunidade de ir à um teatro. A inclusão é feita não só em Portugal, mas no Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste, Norte e Sul brasileiros. “As pessoas podem conhecer casos semelhantes aos seus e pedirem informações, além de outras quererem dizer como passaram por aquilo, através do programa. Isso é que eu acho muito bacana também”, afirma Ângela.

Segue entrevista da Ângela Patrícia Reiniger (Jornalista e diretora de cinema. Seu primeiro longa – metragem “Três Irmãos de Sangue”, contou a história de Betinho, Henfil e Chico Bento, que lutaram contra a hemofilia, a ditadura e a fome).

Entrevista de Juliana Oliveira com Ângela Reininger.

Juliana Oliveira: – Muitos telespectadores têm curiosidade em saber um pouco mais sobre a história do Programa Especial. Quem está com a gente hoje para conversar sobre isso é a diretora do programa, Ângela Patrícia Reiniger. Ângela, conta para o nosso público como tudo começou.

ÂNGELA: – A ideia do programa foi da Maria Léia, é uma jornalista, ela tem um filho com síndrome de Down, o Alexandre. Quando o Alexandre nasceu, ela percebeu que era difícil conseguir coletar informações, isso ainda pré boom da internet. E um tempo depois, ela achou que seria interessante ter um programa que abordasse as questões das deficiências, não só da síndrome de Down, mas de todos os tipos de deficiência. E é isso, há cinco anos o Programa Especial está no ar.

JULIANA: – Ao longo desses cinco anos, como você vê a evolução do Programa Especial?

ÂNGELA: – A gente foi, realmente, acompanhando as mudanças que ocorreram no país em termos de evolução do movimento das pessoas com deficiência, da defesa dos direitos das pessoas com deficiência e, ouso dizer que, contribuindo para isso também. Eu acho que a gente ajudou a trazer para o dia-a-dia das pessoas, que não tinham tanto contato com essa questão, uma familiaridade com o tema de uma forma muito, acho que muito leve. Quer dizer, com informação, tratando as questões com seriedade, mas sem aquela questão de “Óh, meu Deus!”, são pessoas, enfim, somos todos pessoas.

JULIANA: – E como surgiu a ideia de ter uma apresentadora cadeirante?

ÂNGELA: – Eu, do ponto de vista jornalístico, sempre acho que a pessoa que vai apresentar um programa sobre um tema específico é importante que ela tenha um conhecimento de causa. E, ao mesmo tempo, dentro do movimento internacional e também aqui no Brasil das pessoas com deficiência existe um lema que é “Nada sobre nós, sem nós”, E a gente é totalmente alinhado com isso. Além de você, a gente tem também a Fernanda Honorato, que é nossa repórter com síndrome de Down. No caso das pessoas com deficiência intelectual, existe acho que um preconceito muito grande de que elas não são capazes de formular questões, de ter um pensamento próprio, e eu acho que a Fernanda estando nas ruas ela mostra que isso não é verdade, a gente ajuda a quebrar esse preconceito. A gente tem também agora a Jeanie, que acabou de ser incorporada, que é que faz a parte da janela de LIBRAS para a gente, que é surda. E nos bastidores também, a gente conta com pessoas com deficiência.

JULIANA: – O programa está completando agora cinco anos trazendo grandes mudanças, fala um pouco sobre a importância dessas mudanças.

ÂNGELA: -A nossa meta é estar cada vez mais acessível ao maior número possível de pessoas. Então a gente está agora com a janela de LIBRAS, mantivemos a legenda, então a gente atende tanto aos surdos que lêem português, quanto aos surdos que são sinalizados, mas não lêem português. A gente está com audiodescrição para que as pessoas com deficiência visual também possam ser atendidas E como jornalista isso é um desafio, uma alegria muito grande, quer dizer, é a comunicação no sentido pleno, através da forma e do conteúdo.

JULIANA: – O Programa também é muito abrangente e mostra histórias de todas as regiões do país, qual a importância disso?

ÂNGELA: – O Brasil é um país muito rico em termos de cultura, de manifestações locais e a gente acha fundamental mostrar isso para o público. Não só mostrar, por exemplo, como é que é feito por Portugal, mas como que é feito no Sudeste, no Nordeste, no Norte, no Sul, Centro-oeste e as pessoas às vezes podem conhecer instituições ou casos semelhantes aos seus e entrarem em contato com essas pessoas para pedirem ajuda.

JULIANA: – E para você, pessoalmente, o que te dá mais prazer em fazer o Programa Especial?

ÂNGELA: – Uma coisa que me dá muito prazer é o retorno do público, a gente recebe e-mails de pessoas, ou felizes porque descobriram informação, até pessoas que não têm nenhuma deficiência, ou nenhum parente com deficiência e, no entanto, gostam de ver o programa, porque eu acho que a gente fala muito em quebrar preconceitos.

JULIANA: – Para finalizar, queria que você deixasse uma mensagem para nossos telespectadores.

ÂNGELA: – Eu convido todos os telespectadores do Programa Especial a enviarem sugestões para a gente, comentários, continuarem participando como vocês participam, e daqui do lado de cá da câmera é um prazer para a gente fazer esse programa.

Sintonize a TV Brasil:

TV aberta – canal 2 VHF e 32 UHF (transmissora da zona rural).
Em SP, canal digital 63 UHF
Net – canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA)
Sky-Direct TV – canal 116
TVA digital – canal 181 (RJ e SP)

Na internet: www.tvbrasil.org.br. Site Externo.

TV Brasil, Rádios MEC, Nacional, Nacional da AM e Alto Solimões

Departamento de Comunicação Social e Marketing
Brasília: (61) 3327-4380 /-4368
Rio de Janeiro: (21) 2117-6230 /-6243.

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sexta-feira, 20 de março de 2009.

Segundo episódio do Programa Assim Vivemos na TV Brasil.

Domingo, dia 22, às 18h 30.

(Disponibilizado também no site durante a semana após a apresentação do programa: http://tvbrasil.assimvivemos.com.br.Site Externo. )

O filme A Largura e o Comprimento do Céu mostra a vida e o trabalho de Jean-Claude Grenier, que nasceu com ossos frágeis, domou a deficiência e se tornou ator, fascinando o público europeu ao atuar na versão para o teatro do polêmico filme Freaks. Tudo foi documentado pela cineasta Dominique Margot, resultando no média-metragem que a TV Brasil exibe neste domingo, dia 22, dentro do Programa Assim Vivemos. O filme também mostra Jean-Claude em outras montagens teatrais de beleza extraordinária.

Depois de três edições bienais do Festival Assim Vivemos, a produtora Lara Pozzobon e o cineasta Gustavo Acioli decidiram levar a idéia para a televisão. O programa busca romper as barreiras do preconceito ao deslocar as discussões sobre pessoas com deficiência para os meios dedicados à arte e à cultura, estimulando o debate e a formação de novos pontos de vista.

Apresentado pela jornalista Moira Braga, que é cega, e pelo ator Nelson Pimenta, surdo, o Assim Vivemos exibe sempre filmes que mostram diversas formas de inclusão e perfis de pessoas com deficiência que fazem a diferença, ora dirigidos por Gustavo Acioli, ora pela diretora convidada Anna Azevedo.

O perfil deste domingo é de Lilia Pinto Martins, psicóloga e presidente do CVI, Centro de Vida Independente, com sede na PUC-RJ.

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quarta-feira, 11 de março de 2009.

Programa Assim Vivemos – TV Brasil.

A nova série da TV Brasil – Assim Vivemos – estréia no domingo, dia 15 de março, às 18h30, contemplando todas as acessibilidades para o telespectador. Com essa nova exibição semanal, a TV Brasil abre espaço para a discussão dos problemas enfrentados por pessoas com deficiência. Essas dificuldades, pouco debatidas pela sociedade, são vividas por mais de 24,5 milhões de brasileiros que, de alguma forma, são excluídos do mercado de trabalho e do convívio na sociedade. Isto significa que, de cada 100 brasileiros, no mínimo 14 deles apresentam alguma limitação física, sensorial ou intelectual, que coloca o Brasil entre os países que possuem o maior número de pessoas com deficiência.

A TV pública exibe o programa Assim Vivemos cumprindo seu objetivo de debater e mostrar os problemas que envolvem a população brasileira e, ao mesmo tempo, contribuindo para a construção da cidadania e a inclusão de todos os brasileiros.

Assim Vivemos, 26 episódios que investem na inclusão.

A série mostrará histórias de inclusão e superação no Brasil e no mundo, veiculando filmes e depoimentos que mostram que é possível quebrar barreiras, paradigmas e superar preconceitos culturais e de costumes. Composto de 26 episódios, cada programa mostrará sempre a vida de um personagem e um ou dois documentários. A apresentação será de Moira Braga e Nelson Pimenta.

Moira é formada em Comunicação pela UniverCidade e tem deficiência visual. Nelson é ator e formado em Cinema na Faculdade Estácio de Sá, no Rio. Ele tem deficiência auditiva. Os dois apresentam Assim Vivemos, simultaneamente: Moira narra em língua portuguesa e Nelson, em LIBRAS, língua dos sinais para pessoas com deficiência auditiva.

Para as pessoas com deficiência visual, o programa possibilitará a audiodescrição (narração em off, descrevendo as informações que estão na imagem e que não podem ser percebidas somente pelo som: cenários, paisagens, ações, gestos, figurinos etc). As pessoas com deficiência auditiva obterão as informações por meio de um intérprete (no canto da tela), que traduz o filme para LIBRAS e também estará disponível o recurso da legenda oculta, que contém as informações de ruídos e músicas.

Estréia.

O programa Assim Vivemos, da TV Brasil, além de exibir curtas dos mais diferentes lugares do mundo sobre pessoas com deficiência, também produzirá um quadro chamado Personagem da Semana, no qual traçará, em poucos minutos (de 2 a 4 min.), o perfil de um personagem brasileiro com deficiência que esteja inserido de maneira bem sucedida na sociedade.

No primeiro programa, o personagem da semana será o Gabrielzinho do Irajá. Gabrielzinho será mostrado em diversas situações: na escola (dentro da sala de aula, copiando a lição em braile, convivendo com os colegas e falando da sua experiência como estudante cego), em casa (cantando, tocando teclado e falando da sua vida na música) e no desfile da escola de samba mirim da Portela, a Filhos da Águia (ele é o intérprete da escola e o autor do hino, que é cantado antes do desfile começar). Ele nos fala da importância da convivência das crianças “ditas normais” com as crianças com deficiência, do valor de ter recebido pela primeira vez, este ano, os livros didáticos em braile e do que representa a música na sua vida. Gabrielzinho ficou conhecido, aos nove anos de idade, quando atuou na novela América, da TV Globo.

O programa Assim Vivemos mostrará, ainda, dois curtas-metragens de sucesso: A pessoa é Para o Que Nasce (documentário, 35 mm, 6 minutos – Brasil, 1998), dirigido por Roberto Berliner, que conta a experiência da vida sem visão de três irmãs cegas, em Campina Grande, na Paraíba, cantoras, e Egito (documentário, 16mm, 10 minutos – Áustria, 1998), ensaio poético sobre o universo da surdez em escolas e parques de Viena, dirigido por Katrin Resetarits.

Depois do programa, participe do bate-papo.

Ao final de cada programa, os telespectadores poderão participar do bate-papo no site da TV Brasil: www.tvbrasil.org.br/assimvivemosSite Externo. – sempre com a presença de um convidado especial. Assim Vivemos contará, ainda, com um fórum permanente de discussões e quem se cadastrar poderá assistir ao programa da semana. O site será comandado por Marco Antonio de Queiroz, o MAQ – consultor de acessibilidade na internet e engajado nos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência. Ele próprio tem deficiência visual.

O programa Assim Vivemos surgiu a partir do Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, de 2003, realizado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), que apresentou uma mostra com o mesmo nome. A recepção do público e da mídia foi tão boa que, em 2005, a mostra virou um festival bienal (com edições em 2005, 2007).

Créditos.

Apresentadora: Moira Braga.
Apresentador: Nelson Pimenta.

Direção Geral: Gustavo Acioli.
Diretora convidada: Anna Azevedo.
Produção: Lavoro Produções
Produção Executiva: Lara Pozzobon
Produtora: Luna Mancini.

Intérprete de Libras: Jhonatas Narciso.
Audiodescrição:Cinema Falado.
Coordenação de Audiodescrição: Graciela Pozzobon.
Audiodescritores : Nara Monteiro, Ricardo Soares, Roberto Souza e Graciela Pozzobon.
Gravação de Audiodescrição: Damião Lopes.
Edição e Mixagem de Som: Damião Lopes.

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