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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012.
Método terapêutico que utiliza o movimento do cavalo para reabilitar pessoas com comprometimento físico, psíquico e intelectual passa a ser incluído nos serviços oferecidos pela prefeitura da cidade de São Paulo.
Será inaugurado, dia 3 de fevereiro, hoje, sexta-feira, às 10 horas, o serviço de Equoterapia, oferecido gratuitamente pela Prefeitura de São Paulo. Voltado ao atendimento de pessoas com deficiência, este novo serviço é resultado da parceria entre as Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) e da Saúde (SMS), para estabelecer convênios com instituições que adotam esse método terapêutico.
O primeiro convênio foi firmado com o Centro Social Nossa Senhora da Penha (CENHA), localizado no Tatuapé – onde será realizada a cerimônia de inauguração do serviço, que contará com a presença dos Secretários Marcos Belizário (SMPED) e Januário Montone (SMS) – e gradualmente, o serviço será ampliado para outros pontos da cidade.
Indicações.
Considerada uma das formas mais eficazes para reabilitação de pacientes com problemas motores – distrofias, esclerose múltipla, seqüelas de paralisia cerebral, AVC, entre outros – a equoterapia também traz bons resultados no aumento da autoestima, autoconfiança, qualidade de vida e sociabilização das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Até agora, todo paciente que necessitava desse recurso terapêutico tinha de recorrer obrigatoriamente a serviços privados. Estima-se que 4 mil pessoas aguardem hoje uma chance de iniciar esse tipo de tratamento.
Cerimônia de Inauguração dos Serviços de Equoterapia
Dia: 3 de fevereiro de 2012 (sexta-feira)
Horário: 10 horas
Local: Centro Social Nossa Senhora da Penha
Rua Francisco Bueno, 384, Tatuapé, São Paulo-SP.
Tel.: 3913-4070 / 4071 / 4073
Cel.: 5413-6293 / 7243-2388
smcardona@prefeitura.sp.gov.br.
sogodoy@prefeitura.sp.gov.br
claudiajesus@prefeitura.sp.gov.br
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domingo, 5 de setembro de 2010.
Secretaria de Comunicação do Governo do Pará.
Edna Nunes – Secom – 30/08/2010.
Desde 1993, a Polícia Militar do Pará mantém o Programa Equoterapia, dedicado à reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência. O programa desenvolve um método de desenvolvimento das funções psicomotoras, que tem como principal instrumento terapêutico o cavalo.
Especialistas afirmam que o cavalo é tridimensional e, ao montá-lo, a pessoa recebe todas as influências dos seus movimentos. Como resultado, terá uma gama de estímulos, semelhante a que uma pessoa realiza ao andar, o que leva à reeducação neuromuscular do praticante, estimulando a aprendizagem ou reaprendizagem da marcha.
“A reabilitação é global para uma pessoa que é tratada pelo método da equoterapia. Esse tratamento desenvolve os aspectos motores, sensoriais e cognitivos. Diante disso, estimula-se no paciente todos os seus potenciais, para aproximá-lo dos aspectos normais”, explica a terapeuta ocupacional e membro da equipe do programa Equoterapia da PM, Tatiana do Carmo. Desde abril de 1997 o método é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e Sociedade Brasileira de Reabilitação Física.
Origem – O programa Equoterapia iniciou na PM em 1993 pelo médico veterinário coronel Edson Brito Ladislau, o primeiro oficial do órgão de segurança a fazer o curso de equoterapia na Associação Nacional de Equoterapia.
O atual responsável pelo programa na PM, o médico veterinário tenente-coronel Cláudio Polaro, informa que, cerca de quatro anos depois, o coronel Ladislau decidiu levar o serviço para o Parque de Exposição do Entroncamento, sob a responsabilidade da Associação Paraense de Equoterapia, entidade fundada pelo oficial. “Mesmo com o projeto coordenado por uma entidade civil, a PM não deixou de executá-lo nas dependências do órgão”, informa o tenente-coronel Polaro.
A equipe técnica do programa é formada por vários profissionais, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, pedagoga, psicólogo, instrutor de equitação, guias e médico veterinário. Para que a pessoa seja inserida no Equoterapia, é preciso que ela passe por uma equipe médica e seja encaminhada sob o aval de um neurologista.
O tratamento é complementar ao que o paciente recebe nas unidades de saúde e, se não tiver nenhuma contra indicação, a pessoa é aceita no programa. A maior demanda para o tratamento é de pessoas vítimas de paralisia cerebral, mas pacientes com síndrome de Down e Autismo também estão na lista.
Paciente – Da lista de pacientes do Equoterapia faz parte Bruno Lins, de 25 anos, que, horas depois de nascer, foi dado pelos médicos como incapaz de sobreviver por causa de uma icterícia, que provocou paralisia cerebral, prejudicando a sua coordenação motora. A descrença dos profissionais de saúde que o atenderam à época foi tanta, ao ponto de levá-los a redigir um atestado de óbito, sob a alegação de que a criança, caso reagisse, ficaria impossibilitada de ouvir, falar e andar.
Hoje, para a mãe do rapaz, Socorro Alencar, essa história faz parte do passado, apesar dos obstáculos sociais, sobretudo, por viver com limitações. Bruno conseguiu seguir adiante e graduar-se no curso de recursos humanos e ingressar no curso de educação física, da Escola Superior Madre Celeste (Esmac). Além disso, ele faz parte da equipe de atletismo paraolímpico e do hipismo do programa de Equoterapia.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009.
Reportagem: Redaçao Sentidos.
Claudio Aleoni Arruda, atleta com síndrome de Down, conquista o 10º posto na Regional Metropolitana de Equitação Fundamental. Apaixonado por cavalos, aprendeu
a cavalgar com o pai aos 5 anos de idade. De lá para cá nunca mais parou. Ainda criança ganhou uma égua de presente, a Borboleta, sua “professora”, com
a qual ele superou metas, medos e desafios. Depois ganhou outra égua, uma manga-larga marchadorHamamélis. Com essa, Cláudio desenvolveu habilidades inusitadas
e inesperadas. Aos 15 anos, ele entrou para a Escola de Equitação da Sociedade Hípica Paulista, iniciando uma nova etapa e disciplina, pois enfrentaria
novos desafios. Aprender a montar e a saltar.
Foram meses de muito trabalho e garra, para Cláudio adquirir postura, equilíbrio, e domínio, haja vista que cavalgar e tocar gado são etapas muito diferentes
de montar e saltar. Com muita dedicação e vontade de vencer, todo seu esforço valeu a pena. Primeiro foram as provas de salto, iniciando pelo plano, depois
as de 20 cm , e em seguida as de 40 cm. Nessa última, Cláudio foi campeão do ranking interno, na categoria sênior, em 2004. A partir daí começou uma nova
etapa: a saltar os 60 cm. Nessa prova, ele obteve várias colocações e premiações. Hoje, aos 23 anos, ele é campeão no hipismo.
Claudio treina três vezes por semana, durante uma hora As provas acontecem todos os meses na Hípica e somam pontos para o ranking final. O objetivo é cumprir
um percurso de 8 a 10 obstáculos, no qual o reconhecimento da pista é feito a pé, em um tempo desconhecido (tempo ideal que é calculado pelos dirigentes,
num percurso determinado por eles e divulgado apenas no final das provas). Vence quem não comete faltas durante o percurso e completa a prova no tempo
ideal.
Muito atencioso e bem humorado, o jovem faz amizades com facilidade e concorre de igual para igual com seus companheiros. “Neste momento, posso afirmar
que ele é incluído na Escola de Equitação sem diferenças ou privilégios”, conta a mãe Lisabeth Aleoni Arruda. O preconceito Cláudio tira de letra. “Ele
aprendeu a demonstrar que pode SER, mesmo sendo Down, e é muito respeitado, pois se faz respeitar. Sou mãe da geração estimulação precoce e de muitas batalhas
para chegar aonde chegamos. Sinto-me honrada por poder mostrar para sociedade que basta acreditar, praticando a inclusão e dando oportunidades para que
ela possa de fato acontecer.”
Claudio e sua mãe têm mais motivos para comemoração. É que o jovem cavaleiro completou dois anos de trabalho, em outubro de 2008. Contratado com registro
na carteira de trabalho pelo restaurante Applebee’s, na unidade do Shopping Morumbi, em São Paulo, trabalha na função de assistente de serviços gerais.
Ele mantém uma rotina semelhante aos milhões de trabalhadores brasileiros: acorda cedo para ir ao trabalho e só volta para casa no final do dia. “Eu ralo
muito, todo dia, ajudo todas as pessoas da equipe.”
O envolvimento de Cláudio com o hipismo está além da pratica esportiva. “Meu plano é trabalhar com a equoterapia e ajudar crianças com deficiência”, diz
o atleta.
Se depender de dedicação e experiência com certeza Cláudio realizará o seu objetivo. Antes do restaurante Applebee’s ele já trabalhou na loja Golden Horse
e nas Paraolimpíadas desportivas, organizadas pela Equoterapia da Sociedade Hípica Paulista. O evento acontece anualmente e além de participar das provas,
juntamente com outros atletas com deficiência, Cláudio sempre é convidado para trabalhar como staff – dando apoio às pessoas com necessidades especiais,
levando cadeira de rodas, cavalos e acessórios para montaria.
Claudio está saltando 0.80m no ranking da Hípica Paulista e nas provas da Fundamental da FPH. Em 2009, a expectativa é se aperfeiçoar cada vez mais. “Ele
ficará na série preliminar para tornar-se mais seguro e firme”, diz a mãe.
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