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Rio de Janeiro, quinta-feira, 29 de setembro de 2016 - 23:41.

 

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014.

Setores analisam trabalho pela educação inclusiva em Juiz de Fora

Máquina Braille.

Além do braile, discussão reforça diferentes aspectos da educação inclusiva (Foto: Roberta Oliveira/ G1).

O ingresso na escola é um grande momento para as famílias. Além do início do aprendizado, representa o convívio da criança em outro ambiente, com pessoas diferentes do seu cotidiano. No entanto, quando a criança possui algum tipo de deficiência, as famílias buscam – e nem sempre encontram – instituições capacitadas para fazer o ensino e a inclusão deste aluno. Nos ensinos infantil e fundamental, até o 9º ano, a responsabilidade de ensino é da rede municipal. A partir disso, cabe à rede estadual. Em Juiz de Fora, segundo dados da Secretaria de Educação, mil crianças com deficiência estavam cadastradas até 2013 na rede municipal. No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado neste domingo (21), o G1 buscou informações do que está sendo feito no município neste sentido para receber o aluno.

A Escola Municipal Cosette de Alencar é uma referência no atendimento na cidade, que ao longo das últimas décadas vem se adaptando diante das demandas trazidas pelos novos alunos e famílias. Mas projetos assim ainda são a minoria. Representantes das secretarias estadual de educação e municipal de Juiz de Fora destacaram que este é um processo a longo prazo, que está em andamento, mas ainda há muito a ser feito em diferentes instâncias. Sindicatos de professores cobram mais estrutura para receber e ensinar a estes alunos. A professora responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, Diversidade e Trabalho, Maria Nivalda de Carvalho Freitas, destacou a importância da melhor formação aos professores para aperfeiçoar o processo de inclusão das crianças nas escolas.

Capacitação e aperfeiçoamento.
A recepção do aluno com deficiência cabe à rede municipal de ensino. Em Juiz de Fora, de acordo com a Secretaria de Educação, mil crianças com deficiência estavam cadastradas até 2013. Os dados de 2014 ainda não foram fechados. Até a última parcial, eram 1.198 estudantes. A estimativa da Prefeitura é de chegar a 1.250. “Temos três frentes de ação. O trabalho específico com a criança com deficiência; o trabalho com a família e a formação de professores; além da orientação e confecção ao suporte ao professor”, destacou a coordenadora de Supervisão de Atenção da Educação na Diversidade, Margareth Moreira.

De acordo com a coordenadora, tudo começa no cadastramento escolar. “A partir do cadastro, a rede municipal pode organizar o atendimento no ano letivo seguinte e tentar encaminhar a criança para a escola mais próxima da casa das famílias. Além disso, planejar o encaminhamento desta criança, verificar se precisa de um professor colaborativo”, explicou. Atualmente, das 101 escolas de Juiz de Fora, 35 possuem a sala multifuncional para o atendimento especializado no contraturno do aluno. “Há uma previsão para instalação em mais 14 escolas em 2015, que já estão recebendo o material do Ministério da Educação e os professores estão em processo de formação”, reforçou Margareth.

Materiais escolares.
Materiais da sala de recursos da E. M. Cosette de Alencar usados nos contraturnos com os alunos (Foto: Roberta Oliveira/ G1).

As crianças que estão em escolas onde não há salas como essas são encaminhadas para os Centros de Atendimento Educacional Especializado, a nomenclatura atual do antigo Núcleo Especializado de Atendimento à Criança Escolar (Neace). São quatro unidades, sendo a Sul, no Bairro Ipiranga; a Leste, no Linhares; a Centro, na Rua Batista de Oliveira, que recebe as crianças das regiões Nordeste, Centro, Zona Rural e de parte da Zona Norte e o Sudeste, no Poço Rico, que recebe outra parte da Zona Rural e da Zona Norte, além das regiões Sudeste e Oeste. “Cada uma atende a 120 crianças, no contraturno escolar, com complemento específico para cada aluno e suporte ao trabalho já realizado em sala de aula”, disse a coordenadora.

Além disso, Juiz de Fora é polo do programa “Educar na Diversidade”, responsável pela formação de profissionais de 95 municípios do entorno, com o Seminário de Educação Inclusiva, aulas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e braille. “Nós temos 350 professores em nossos programas de formação continuada. Nos últimos dois anos, 700 participaram do Seminário”. No entanto, ainda não é suficiente para todo o atendimento. É uma história que a gente tem caminhado e ainda tem muito a conquistar”, ponderou a coordenadora.

Projeto de ampliação na rede estadual.
Na rede estadual de ensino, segundo informações repassadas pela assessoria da Secretaria de Estado de Educação em Belo Horizonte, dados do Censo Escolar de 2013 apontam que o município de Juiz de Fora possui 45 escolas estaduais com 514 alunos. Destas, 44 são instituições regulares com 354 alunos e a Escola Estadual Maria das Dores de Souza, no Centro, exclusivamente de Educação Especial, com 160 alunos com alguma deficiência.

A diretora de Educação Especial da Secretaria do Estado de Educação, Ana Regina de Carvalho explicou como é o atendimento. “A orientação é levantar quais são as necessidades deste aluno, para que seja feito um plano individualizado de desenvolvimento deste aluno e do atendimento especializado na sala de recursos no contraturno”, disse.

Em Juiz de Fora, são 15 salas de recursos instaladas nas escolas estaduais Belmiro Braga, Nossa Senhora Aparecida, Ali Halfeld, Deputado Olavo Costa, Clemente Mariani, Estêvão de Oliveira, Fernando Lobo, Maria das Dores de Souza, Maria Ilydia Resende Andrade, Mariano Procópio, Mercedes Nery Machado, Professor Lopes, Professor Teodoro Coelho, São Vicente de Paulo e no Instituto Estadual de Educação.

“Estamos construindo uma proposta que tenha condições de trabalhar com qualidade com todos os alunos. A gente tem avançado na área de qualificação dos profissionais, no uso dos recursos de tecnologia assistida, além do número de salas de recursos”, disse Ana Regina de Carvalho. A proposta é impedir deslocamentos dos alunos e que ele tenha o atendimento na instituição onde já está matriculado. “Queremos ampliar a cada ano, porque ainda não temos a cobertura em todos os municípios. É um atendimento que está expandindo e a tendência é que a gente chegue ao ponto de cada escola ter a sala de recursos para evitar que o aluno tenha de ir para outra escola”, afirmou a diretora de Educação Especial da Secretaria do Estado de Educação.

Instituto de Educação.
Instituto Estadual de Educação, no Centro, é uma das escolas estaduais com sala de recursos em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/ TV Integração).

Qualificação do professor.
A professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São João del Rei
(UFSJ), responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, Diversidade e Trabalho (NACE), Maria Nivalda de Carvalho Freitas, reforçou a importância da busca pela inclusão. “É uma situação complexa, mas, do meu ponto de vista, necessária para garantir uma sociedade com menos desigualdade. O pressuposto adotado é de que a sociedade e as organizações sociais, escola, trabalho, lazer, precisam incluir e ser acessível a todos. Esse pressuposto é denominado de Modelo Social da Deficiência e é um paradigma que norteia o trabalho e as pesquisas no mundo, na atualidade”, afirmou.

Durante um ano, ela participou de uma pesquisa sobre a formação de alunos de licenciatura de Educação Física em atividades teóricas e práticas e na forma como se relacionavam com as pessoas com deficiência. “Os problemas existem, mas a despeito deles, é necessário criar condições para garantir o direito de todos. Nossa sociedade e as escolas ainda estão despreparadas”, comentou a professora.

É preciso criar condições para garantir o direito de todos. Nossa sociedade e as escolas ainda estão despreparadas”
Maria Nivalda de Carvalho, responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, diversidade e trabalho da UFSJ
De acordo com a pesquisa, os universitários acompanhados, mesmo com toda a formação teórica, enfrentavam sensação de medo, associado principalmente às dificuldades de não saber como agir, como colocar limites e de duvidar se efetivamente poderiam contribuir. “Ausência de conhecimento que fosse capaz de auxiliá-los a lidar com a nova realidade que se apresentava. As ações requeridas exigiam que conseguissem articular o que conheciam teoricamente com uma realidade que desconheciam”, afirma o texto da pesquisa.

De acordo com o relato da pesquisa, o medo e a insegurança passavam à medida que a situação deixava de ser desconhecida e quando os estudantes buscavam alternativas. “Os universitários adotaram diferentes pautas de conduta. Todos eles, em tempos diferentes, buscaram se aproximar dos alunos com deficiência, observaram a condução das aulas dos colegas, fizeram anotações e discutiram o que acontecia após cada aula ministrada”, afirmou o texto. Algumas abordagens foram reavaliadas conforme os universitários percebiam que não eram as melhores para o grupo em vista da meta de inclusão. Os resultados destacaram a necessidade de que os professores superem a avaliação a partir das próprias experiências, ampliem as referências e desviem o olhar da deficiência para as potencialidades, que deveriam constar na formação dos futuros professores, tornando-se matéria-prima para a promoção de uma educação inclusiva.

A professora Maria Nivalda de Carvalho Freitas reforçou que é necessário continuar o processo e vencer todas as etapas nesta jornada pela inclusão. “As demandas cotidianas trazidas por cada aluno com deficiência que chega à escola produzem concretamente uma necessidade de mudança. Essas situações produzem transformações sociais, reflexões que contribuem para a construção de uma nova forma de organização social”, afirmou.

Cobrança por melhorias.
O G1 procurou os sindicatos dos profissionais de educação estadual e municipal para uma análise deste quadro. Segundo o posicionamento enviado pela subsede Juiz de Fora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute), a educação inclusiva é um projeto positivo ao abrir espaço e incentivar a convivência entre os diferentes.

No entanto, o Sindi-ute ressalta que o problema está no contexto de precarização do trabalho, no ensino e de estrutura. Salas superlotadas, que dificulta a inclusão e o acompanhamento deste aluno, mesmo que ele tenha um acompanhamento individual, que são poucos casos, segundo o sindicato. O sindicato ressaltou ainda que a deficiência da escola em não ter uma equipe multifuncional compromete a relação e o acompanhamento dos alunos com os outros estudantes e os professores. O Sindi-Ute destacou que a situação está muito aquém do que deveria. Ainda não existem salas de recurso em todas as escolas, o que obriga algumas famílias a se deslocarem, mas nem todas têm condições.

Rampa de acesso.

Escada foi transformada em rampa na E.M. Cosette
de Alencar (Foto: Roberta Oliveira/ G1)

Contestações semelhantes surgiram na conversa com o Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro) em Juiz de Fora. A coordenadora geral, Aparecida de Oliveira Pinto, também concordou com a importância pedagógica da inclusão, no entanto, destacou que as limitações comprometem o trabalho.

“O professor é o que vai educar, teria que ter outro profissional para dar este amparo para as necessidades que não sejam educacionais. É a maior dificuldade. Na hora do intervalo, ele que dá a merenda à criança ou mesmo troca fraldas. Não adianta colocar no papel a educação inclusiva, mas se ela ainda não seja na prática, inclusive na acessibilidade. A grande maioria das nossas escolas não é. Houve casos de pais que tiveram que transferir para uma escola mais longe de casa porque a mais próxima não tem acessibilidade”, resumiu.

Aparecida de Oliveira Pinto também lembra a necessidade de formação continuada e adequada para o professor e outros profissionais que atuam na educação. “O ideal é não jogar o aluno na sala de aula diante de um professor. Não adiantam só os cursos de curta duração, porque as demandas continuam aparecendo. Uma preparação abrangente de todas as categorias que atuam na escola porque não apenas o professor de sala é responsável por esta criança”, analisou a coordenadora.

A coordenadora geral do Sinpro cobrou mais ação do poder público. “É quem tem que preparar o prédio fisicamente, preparar o professor, para receber esta criança. Há necessidade de investimento na questão humana, de formar e qualificar tanto professor quanto funcionários na questão de atendimento a este aluno em todas as suas necessidades e suportes. Porque o aluno merece esta educação de qualidade”, afirmou.

Fonte: CBNSite Externo..

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Gil Porta às 1:18.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014.

Evento MODIFICANDO ATITUDES

Data: 15 e 17 de setembro de 2014.
Local: Av. Marquês de São Vicente, 235, auditório do 1º. Subsolo.
Barra Funda – São Paulo/SP.

O evento é gratuito e aberto ao público.
É possível fazer inscrição para o dia 15 ou 17 de setembro e, também, para ambos os dias.
Inscrições no link: ejud2.trtsp.jus.brSite Externo..
Recursos de acessibilidade: Audiodescrição e interpretação em LIBRAS.

Programação:

15/09/2014.

16h30 – Abertura.

Execução do Hino Nacional bilíngue à capela, por Sara Bentes, cantora, compositora e atriz premiada.

16h50 – “Trabalhando pela inclusão da pessoa com deficiência no TRT2”, pelo Des. Alvaro Nôga, Presidente da Comissão de Acessibilidade e pela servidora Daniela Kovács, Chefe da Seção de Acessibilidade.

17h10 – “Superando Limites”, por Marcos Rossi. A emocionante história de um homem que, sem braços e pernas, é mergulhador, surfista, ritmista de escola de samba, entre outras atividades.

17h40 – Coffee Break.

18:00h – “Educação inclusiva: caminho para o trabalho”, por Marta Gil, socióloga, colunista da Revista Reação, atua na área da inclusão social das pessoas com deficiência desde 1976.

18h20 – “O resgate da cidadania por meio do direito fundamental ao trabalho”, pelo Dr. José Carlos do Carmo, Coordenador do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do MTE.

18h40 – Apresentação musical “Uma maneira diferente de ver o mundo”, por Sara Bentes.

17/09/2014

16h30 – Apresentação da Orquestra da Associação Brasil Soka Gakkai – BSGI

16h45 – “Considerações sobre a gestão socioambiental no TRT2”, pela Des. Regina Duarte, Presidente da Comissão Permanente de Gestão Socioambiental.

17h05 -“Os novos limites da sustentabilidade”, por Washington Novaes, colunista dos jornais O Estado de São Paulo e O Popular, consultor de jornalismo da TV Cultura, documentarista e produtor independente de TV.

18h00 – “As demandas e disponibilidade de água nos grandes centros urbanos”, pelo Dr. Wanderley Paganini, livre-docente em saneamento básico e ambiental, professor associado da USP e Superintendente de Gestão Ambiental da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

18h40 – Encerramento

19h00 – Coquetel de encerramento

Recursos de acessibilidade disponíveis durante todo o evento: audiodescrição ao vivo e interpretação em LIBRAS.

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Gil Porta às 14:11.
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terça-feira, 12 de agosto de 2014.

A Educação Inclusiva avança no Brasil

A Educação Inclusiva avança no Brasil: Cursos, livros e palestras oferecem apoios na formação de professores.

Otimista com o processo da Educação Inclusiva, o especialista na área e educador Emílio Figueira fala sobre o desenvolvimento e formação de professores na contribuição de uma educação para todos.

Dados recentes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), mostram que no mundo, as pessoas com deficiência estão entre os grupos de maior risco de exclusão escolar. Segundo o último Censo Populacional (IBGE, 2010), o Brasil têm 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população. A maioria das crianças e adolescentes com deficiência já estuda em escolas regulares. Em 2013, 77% (648 mil) das matrículas de alunos com deficiência estavam em classes comuns.

Professor Emílio Figueira. É um número expressivo, mas que ainda gera muitas expectativas e desafios quando o assunto é Educação Inclusiva. “Sou bastante otimista com relação à ela. Fico muito bravo quando alguém diz que nada mudou com relação às pessoas com deficiência. Mudou sim, e para melhor”, diz professor e psicólogo educacional Emílio Figueira (44). “A Educação Inclusiva é uma delas. Claro, muita coisa precisa ser melhorada, aperfeiçoada. Temos relatos de casos que deram errados. Mas também temos muitos relatos de sucesso. Tudo é uma questão de processo. E processos precisam respeitar etapas. Assim como as questões que envolvem pessoas com deficiência são culturais, precisam de tempo para mudanças de mentalidades!”, conclui o educador.

Considerado uma referência em Educação Inclusiva no país, Figueira é autor de livros como “O que é Educação Inclusiva”, “Conversando sobre educação inclusiva com a família”, “A deficiência dialogando com a arte”, “Psicologia e pessoas com deficiência”, “Caminhando em silêncio: uma introdução à trajetória das pessoas com deficiência na história do Brasil”, dentre outros.

Para Figueira, sendo “um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular, a Educação Inclusiva é uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos”.

Sua história é um misto de experiências próprias e atividades profissionais em prol de pessoas com deficiência. Figueira nasceu com uma deficiência motora, paralisia cerebral, que compromete a fala e movimentos. Muito cedo nos anos 70 foi para a AACD numa época onde a reabilitação ainda estava no início no Brasil. E isto fez toda a diferença em sua vida. Foram nove anos de muitas terapias e estímulos que renderam a sua autonomia. Graças ao tratamento e motivação que recebeu na AACD, mesmo tendo muitas coisas contra como uma sociedade ainda segregadora, optou por estudar. Foi jornalista em vários meios de comunicação nos anos 80 e 90. Formou-se em psicologia e em teologia, fazendo em seguida cinco pós-graduações e um doutorado em psicanálise. Hoje está concluindo doutorado em teologia, exerce várias atividades, tem 49 livros e 88 artigos científicos publicados no Brasil e exterior, textos montados no teatro.

Em uma entrevista exclusiva, o professor observou: “A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Uma prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola, resultando em uma força transformadora, apontando para uma sociedade inclusiva”.

Curso e Palestras.

Especializado e apaixonado pela modalidade da educação a distancia, Emilio Figueira está comemorando cinco anos ministrando cursos online de Educação Inclusiva. Nesse período teve como alunos em fase de graduação ou especialização, mestrandos, doutorandos, professores, diretores, pedagogos, psicólogos, psicopedagogos e pessoas em geral. O educador aborda em suas aulas as bases históricas, as legislações e conceitos básicos da Educação Inclusiva, as características de cada tipo de aluno com necessidades educacionais especiais e as dicas pedagógicas para cada um, elaborar as estratégias pedagogias e executá-las na elaboração e andamento de uma sala de aula inclusiva e serem agentes multiplicador do conceito e filosofia da Educação Inclusiva. Seu principal curso é de 180 horas e totalmente online pela UNICEAD, com certificado de aperfeiçoamento profissional aceito por várias escolas, concursos públicos e prefeituras como pontos e/ou plano de carreira de funcionários e educadores.

Superando suas próprias limitações, nos últimos quatro anos, Figueira tem viajado sempre sozinho por vários Estados brasileiros, cidades, ministrando palestras sobre “As pessoas com deficiência na era da inclusão escolar e social” em escolas, universidades, clubes, entidades, instituições, ao mais variado público. São mais de 38 palestras ministradas onde de maneira multimídia o autor fala um pouco da história das pessoas com deficiência no Brasil, os três momentos pedagógicos voltados aos educandos com necessidades educacionais especiais, a ansiedade no processo de Educação Inclusiva, o desenvolvimento global do aluno e os efeitos positivos das deficiências e pontos para uma boa Educação Inclusiva.

Na palestra “Pessoas com Deficiência e Suas Interações no Mercado de Trabalho”, com uma abordagem um pouco diferente do convencional, Emílio Figueira destaca que uma inclusão no mercado de trabalho dependerá também de uma boa convivência no ambiente profissional. Se o empregador e funcionários com ou sem deficiência se atentar para esse detalhe, mais que as metas produtivas, as interações sociais serão experiências enriquecedoras para todos os envolvidos no ambiente. Surgirão as aprendizagens mútuas entre todos os envolvidos no processo.

MAIS INFORMAÇÕES:
Professor Emílio Figueirawww.emiliofigueira.com.brSite Externo..
UNICEADwww.unicead.com.brSite Externo..

Fonte: Dino – Visibilidade OnlineSite Externo..

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Gil Porta às 10:14.
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