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Rio de Janeiro, sexta-feira, 30 de setembro de 2016 - 16:46.

 

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012.

Professor da USP lança dicionário para surdos e ouvintes

Neste mês de agosto, Capovilla, em conjunto com a Edusp, lança os dois volumes expandidos da segunda edição do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue.

Imagem do alfabeto em LIBRAS.Com mais de 50 livros publicados e prestando consultoria para diversas secretarias da educação, o professor Fernando Capovilla, do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP), atua há 25 anos em pesquisas sobre o desenvolvimento e os distúrbios da linguagem. Neste mês de agosto, o pesquisador lança uma nova edição do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue (Edusp), que traz a ilustração do significado de cada palavra e a ilustração da forma do sinal usado em Libras.

Os trabalhos de Capovilla à frente do Laboratório de Neuropsicolinguística Cognitiva Experimental foram sempre no sentido de avaliar e intervir, buscando prevenir distúrbios e remediar condições já existentes – tanto em linguagem oral, como escrita e de sinais.

Os assuntos estudados incluem paralisia cerebral e problemas neurolinguísticos, como dislexia e alexia (dificuldade para ler causada por lesão cerebral em pessoa que dominava previamente a leitura). “Nós realizamos pesquisas para descobrir como a criança pensa, qual a natureza da dificuldade linguística e do que a criança precisa para ter menos dificuldade, além de treinarmos professores”, enumera o pesquisador.

Alfabetização eficaz.

A escola, como explica, serve como ambiente para que seja possível comparar o atraso de uma criança em relação à sua turma. Para ter em mãos uma metodologia ainda mais eficaz de avaliação, os pesquisadores fizeram um mapeamento completo do português e da Libras. Foram analisados todos os fonemas, grafemas e fanerolaliemas – leitura orofacial das palavras – bem como as relações entre eles. O trabalho foi realizado com o uso de hardware e software desenvolvidos pelo próprio grupo em parceria com a Fatec.

“Foi o maior e melhor mapeamento de uma língua que já existiu no mundo. Nós descobrimos qual é exatamente o grau de dificuldade de leitura e de escrita de qualquer palavra do português durante o primeiro ano de escolarização da criança”, afirma Capovilla. E deste modo, completa:

“Desvendamos como alfabetizar essas crianças de uma maneira extraordinária, com um método muito melhor do que esse que é desenvolvido atualmente e que deixou o Brasil na última posição no ranking de educação”, disse.

Além de tudo, como ressalta, o método contempla não só ouvintes, como surdos; e não só crianças sem lesão cerebral, como as com lesão.

Na área de Libras, foram analisados os radicais semânticos, o modo como os sinais são alterados de acordo com o contexto onde estão inseridos e os morfemas – unidades mínimas de significado de uma língua. “Em ‘retroprojetor’, estão inseridas as palavras ‘recolher’ e ‘projetar’. Compreendendo os morfemas de uma língua a pessoa é capaz de decodificar um sinal”, esclarece o professor.

Crianças surdas, escolas específicas.

A partir do mapeamento descrito anteriormente, foram decodificados todos os morfemas da Libras e desenvolvido um sistema de busca de sinais que permite resgatar qualquer sinal a partir de seus componentes formacionais. “Você pode selecionar um mesmo sinal que está presente em diferentes palavras, como a ‘mão em y’. Então você escolhe ‘palma para trás’, ‘movimento para trás’, ‘local: queixo’ e aparece o que significa aquele sinal”, descreve.

Com o método, o professor realizou a pesquisa com mais de nove mil crianças surdas ao longo de todo o território nacional por cerca de 15 de anos e chegou a resultados com aplicações na área de educação.

Estudando o grau de legibilidade orofacial do português, o grupo descobriu que uma criança não consegue ler lábios até que esteja alfabetizada, e que ela se alfabetiza melhor com os significados dos sinais. Para Capovilla, o dado demonstra que crianças surdas aprendem melhor em escolas específicas do que em escolas convencionais. “Crianças surdas não podem ser incluídas em escolas convencionais. 95% das crianças surdas nascem em lares ouvintes, então elas não aprendem Libras em casa, elas aprendem na escola. Se é suprimida a escola, elas não têm Libras”, explica.

“O melhor dicionário do mundo”.

Neste mês de agosto, Capovilla, em conjunto com a Edusp, lança os dois volumes expandidos da segunda edição do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue. “É o melhor dicionário do mundo. Ele traz a ilustração do significado e a ilustração da forma do sinal”, descreve o professor.

O Novo Deit Libras, surgido a partir da aliança com o mapeamento de Libras e português, foi inicialmente compilado em 1995 e contou com cerca de mil colaboradores. Sua primeira edição foi lançada em 2009, e teve distribuição gratuita pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDES) para 70 mil crianças espalhadas pelo país.

A nova edição traz o verbete, a classificação gramatical, a tradução para o inglês, a definição, a descrição da forma do sinal, a forma de utilização, a interpretação da natureza dos morfemas, um histórico do sinal e diferentes sinais utilizados nos estados brasileiros para cada palavra.

Além da parte linguística, o livro traz um capítulo sobre um novo paradigma universal de dicionarização da língua de sinais baseado nas neurociências cognitivas, falando da importância do cerebelo. A obra conta ainda com um novo capítulo analisando a oralização, a escrita e os sinais.A intenção do professor é distribuí-la, novamente, pelo FNDES. “Queremos ajuda da livre-iniciativa, do governo e das ONGs para atingirmos ainda mais crianças”, salienta.

Por fim, o pesquisador adianta que lançará ainda no próximo ano a terceira edição do Dicionário, com três volumes expandidos. Capovilla anuncia, porém, que será seu último trabalho na área. “Não temos mais fôlego, mas temos certeza de que nosso trabalho será muito bem feito. Os professores certamente acharão útil e serão capazes de usá-lo em sala de aula”.

Mais informações: site www.ip.usp.br/lanceSite Externo., email fcapovilla3@gmail.com, com o professor Fernando César Capovilla.


Fontes: Planeta UniversitárioSite Externo. e Vida mais LivreSite Externo..

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MAQ às 12:08.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012.

Teatro Carlos Gomes estreia projeto de inclusão.

Teatro Carlos Gomes estreia projeto de inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva.

Com patrocínio da Petrobras, o teatro será o único do Brasil a contar com recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS e legendagem em todas as peças em cartaz em 2012

A partir do dia 4 de março, todas as peças em cartaz no Teatro Municipal Carlos Gomes (Rio de Janeiro), na temporada de 2012, vão contar com recursos para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência visual e auditiva. O projeto, da Lavoro Produções, é patrocinado pela Petrobras, em parceria com a Prefeitura do Rio, e prevê sessões inclusivas aos domingos, duas vezes por mês, durante todo o ano.

Na estreia do serviço, no dia 4 de março, o público poderá conferir a peça “As Mimosas da Praça Tiradentes” com recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e legendas, como as que são utilizadas pelos canais de televisão em Closed Caption. As sessões inclusivas dos espetáculos serão sempre nos primeiros e terceiros domingos do mês.

O Teatro Municipal Carlos Gomes, que é um dos mais importantes do Rio de Janeiro, será o único do país a oferecer o serviço de acessibilidade total ao público de suas peças. O objetivo é incluir as pessoas com deficiência visual – cegos e pessoas com baixa visão – além de pessoas com deficiência intelectual, autistas, disléxicos e com síndrome de Down, por meio da audiodescrição; e de pessoas surdas ou com deficiência auditiva, por meio da Língua Brasileira de Sinais e do serviço de Legendagem.

O recurso da audiodescrição consiste na descrição objetiva de todas as informações visuais contidas nas cenas do espetáculo teatral, como expressões faciais e corporais, ações dos personagens, detalhes do ambiente, figurino, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de informações escritas em cenários ou adereços. Para completar a acessibilidade para as pessoas com deficiência visual, o programa da peça terá versão em Braille. A interpretação em LIBRAS é a tradução para a Língua Brasileira de Sinais de todos os diálogos, músicas e informações sonoras importantes da peça teatral. A legendagem também contém todos os diálogos, músicas e informações sonoras do espetáculo, e é utilizada pelas pessoas com deficiência auditiva que não usam LIBRAS.

O projeto de acessibilidade não acarretará custos extras para os usuários dos recursos. Para assistir às peças, o público poderá usufruir do ingresso a preços populares, política já adotada pelos teatros da Rede Municipal do Rio de Janeiro, que inclui o Teatro Municipal Carlos Gomes.

As Mimosas da Praça Tiradentes.

Um grupo de transformistas ensaia um show para arrecadar fundos em prol do Cabaré das Mimosas, ameaçado de fechar suas portas. Ao longo dos ensaios são reveladas as histórias das personagens e suas relações pessoais. Cada uma delas representa um período da Praça Tiradentes – são negros, ciganos, vedetes, dançarinas de gafieira, a corte portuguesa e os estrangeiros que ao longo do tempo ajudaram a construir a identidade desta região. Alternando números musicais com cenas dramáticas, o espetáculo cria um mosaico de acontecimentos e fatos que mostra a importância e a razão pela qual a Praça Tiradentes foi considerada uma das regiões mais tradicionais do Rio de Janeiro, sendo conhecida, por muito tempo, como a Broadway brasileira. Texto de Gustavo Gasparini e Sérgio Módena. Com Cláudio Tovar, Marya Bravo, Gustavo Gasparini, Milton Filho, Jonas Hammar e César Augusto.

Sobre a Lavoro Produções.
A Lavoro Produções é uma empresa pioneira na criação de projetos culturais com acessibilidade, que se tornou uma referência entre as instituições, grupos e pessoas com deficiência no Brasil e no mundo desde 2003, quando começou a realizar o Festival Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes dobre Deficiência. O projeto introduziu a acessibilidade em projetos culturais no Brasil.

Sobre o Teatro Municipal Carlos Gomes.
O Teatro Municipal Carlos Gomes tem uma trajetória que se confunde com a própria história do teatro brasileiro. Em 1904, o empresário do entretenimento Paschoal Segreto comprou o antigo Teatro Cassino Franco-Brésilien, fundado em 1872, e o renomeou Carlos Gomes. Em 1963, a classe teatral reagiu contra a tentativa de transformar o teatro em cinema, mas o espaço ficou abandonado. Em 1988, o teatro foi posto à venda. A Prefeitura do Rio comprou o teatro, realizou uma grande reforma e o transformou em um dos melhores teatros da cidade, em 1993. Hoje, além da sala principal, funciona no segundo andar o Salão Nobre Guarani, reservado para espetáculos musicais.

SERVIÇO: Acessibilidade no Teatro Carlos Gomes.
Peça: As Mimosas da Praça Tiradentes.
Dias: 04 e 18 de março, às 19h30.
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes. Praça Tiradentes, 19, Centro.
Telefones: (21) 2224-3602 ou (21) 2215-0556.
Capacidade: 685 lugares.
Ingresso: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).
Classificação etária: 12 anos.
Duração: 120 minutos.
Bilheteria: a partir das 11h (qui. e sex.); a partir das 14h (sáb. e dom.).

Assessoria: Palavra Assessoria (21) 3204-3124.
Patricia Klingl patricia@palavraonline.com (21) 9811-8087.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011.

Amizade Colorida: exibição com audiodescrição.

A Sony Pictures em parceria com o Unibanco Arteplex realiza sessão com audiodescrição do filme “Amizade Colorida”.

Imagem dos personagens do filme "Amizade Colorida" sentados no sofá.

Amizade Colorida’ acompanha uma caça-talentos e um jovem talentoso, que começam a trabalhar juntos e acabam se tornando ótimos amigos. Quando o relacionamento avança e começa a ficar mais íntimo, as coisas se complicam. Eles tentam amenizar a situação impondo uma regra: tudo não passa de atração física e qualquer emoção deverá ser deixada de lado. Mas, será que funciona impor regras ao coração?

Elenco: Mila Kunis, Justin Timberlake, Emma Stone, Woody Harrelson, Jenna Elfman, Richard Jenkins, Rashida Jones, Patricia Clarkson.
Direção: Will Gluck.
Gênero: Comédia Romance.
Distribuidora: Sony Pictures.
Duração: 01:45:00.
Classificação: 14 anos.

Filme será exibido com audiodescrição ao vivo no dia 15 de Outubro, no Unibanco Arteplex Frei Caneca.

Abertura da Sala: 10:00.
Início da Sessão: 10:30.
Classificação: 14 anos.

Endereço: Rua Frei Caneca, 569, Consolação São Paulo SP.
Sujeito a lotação da sala.

Fonte: Sony Pictures.

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MAQ às 11:27.
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