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Rio de Janeiro, quinta-feira, 29 de setembro de 2016 - 03:13.

 

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quarta-feira, 6 de julho de 2011.

Aniversário da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

Claudia Grabois.

No dia 9 de julho estaremos comemorando o aniversário de 3 anos da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, fruto de incansável trabalho de pessoas que tiveram a coragem de dizer não ao modelo assistencialista e dizer sim aos Direitos Humanos e ao exercício da cidadania plena.

A vida independente e a autonomia, o exercício da cidadania plena e a legitimação e valorização das diferenças se fortaleceram com o tratado e passaram a ser os objetivos a serem alcançados. Por se tratar dos direitos humanos os 33 artigos de conteúdo da Convenção (CDPD) são indivisíveis e os 17 do protocolo facultativo são imprescindíveis para sua eficácia. Compreender a Convenção como instrumento para a eliminação da discriminação, tratado que foi ratificado com quorum que garantiu o status de norma Constitucional, é mais um grande passo para a garantia dos direitos humanos.

O preconceito e a discriminação são atos de violência que condenam a invisibilidade, não permitem a convivência, ferem e matam. Estas ações que também resultam em exclusão educacional, mesmo com avanços, ainda hoje afastam milhares de crianças e adolescentes dos estabelecimentos de ensino e da possibilidade de viver e crescer em sociedade, sendo reconhecidos e legitimados.

A defesa da vida nos coloca frente a essa responsabilidade, e reconhecendo que somos todos iguais e também diferentes pela nossa própria existência, não podemos deixar de manifestar a nossa posição a favor de um direito adquirido, mas nem sempre respeitado. Sim, a educação acontece nas escolas comuns. Sim, as pessoas com deficiência têm esse direito, que é dever do Estado, da família e da sociedade. Sim, se defendemos a vida queremos todos os recursos para as crianças e adolescentes e que todos e todas assumam a sua responsabilidade e trabalhem pelo bem comum, pela defesa da vida e dos direitos inerentes.

O movimento mundial que incluiu pessoas com deficiência no sistema de ensino cresceu e o Brasil avançou com ele, mas queremos que avance muito mais, com todas as crianças e adolescentes em classes comuns e com os seus pares com e sem deficiência, lado a lado. Sabemos que é possível, que deve ser feito e só pedimos o que está na legislação brasileira e com todo respeito à hierarquia legal.

Somos pela legalidade, pela vida, pelo direito de aprender, pela construção da cultura de paz, e da educação inclusiva como condição fundamental para a eliminação da discriminação; a resposta é inclusão.

Inclusão já!
Claudia Grabois.

Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010.

Refletindo sobre a formação de público de pessoas com deficiência

Visitação do público com deficiência é escassa e, com isso, luta pela acessibilidade deixa de ser incentivada.

Paulo Romeu Site Externo.

Alguns dias atrás, a Rede SACI publicou um artigo de Renata Andrade intitulado Visitação do público deficiente é escassa e, com isso, luta pela acessibilidade deixa de ser incentivada.

Neste artigo, Renata incentiva a organização de grupos de pessoas com deficiência para a visitação da Mostra Paralelas 2010 e do Museu de Arte Sacra, de modo a fazer que os produtores destes eventos sintam-se reconhecidos pelos os investimentos que realizaram para tornar estes espaços acessíveis e motivados para repetí-los em outros eventos.

Analisando a questão pelo ângulo dos produtores culturais, a Renata não deixa de ter razão, especialmente quando diz que vivemos novos tempos, mas existem outros ângulos que também precisam ser analisados.

Os ônibus precisam ter piso baixo ou plataformas elevatórias mesmo que passem semanas sem conduzir qualquer deficiente físico; todas as calçadas precisam ser rebaixadas mesmo que qualquer pessoa com deficiência jamais passe por alí; todas as ruas precisam ter linhas-guia e semáforos sonoros, não somente os locais próximos de hospitais, clínicas ou instituições especializadas na prestação de serviços para pessoas cegas; todos os serviços públicos precisam ter funcionários treinados na língua de sinais para atendimento das pessoas surdas; todas as escolas precisam ter currículos adaptados, professores e demais funcionários capacitados para receber alunos com todos os tipos de deficiência. Da mesma forma, todos os espaços culturais, publicos ou privados, precisam contar com audiodescrição, folhetos em braile, legendas, tradução para LIBRAS e arquitetura acessível. Estas são obrigações do poder público e da sociedade, e um direito das pessoas com deficiência.

Especificamente em relação aos eventos culturais realizados em cinemas, teatros, auditórios para a realização de palestras, exposições permanentes ou temporárias, os administradores públicos e os produtores culturais precisam compreender que as pessoas com deficiência sempre foram apartadas destes espaços, e que a formação de público, de qualquer tipo de pessoas, não é algo que vai acontecer do dia para a noite. Somente com a disponibilidade permanente de acessibilidade plena nestes locais é que as pessoas com deficiência passarão a frequentá-los regularmente.

Portanto, precisamos sim organizar grupos que incentivem as pessoas com deficiência a frequentarem estes locais, como têm feito o Movimento Livre e os Amigos Prá Valer nos eventos com audiodescrição, mas o objetivo destes grupos não pode ser o de simplesmente satisfazer egos e justificar investimentos em acessibilidade. O objetivo primordial dos grupos deve ser o de promover o enriquecimento cultural das pessoas com deficiência, pois só assim passarão a apreciar visitas a museus, teatros, cinemas, etc, até que, depois de alguns anos, sintam-se motivados a visitá-los por iniciativa própria.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010.

Livre Acesso – Programa de Acessibilidade do Centro Cultural São Paulo.

Setembro/2010 – Acessível – Entrada franca.

Setembro é o mês da acessibilidade no Centro Cultural São Paulo. A programação de Setembro Acessível inclui filmes com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e dislexia e legendas para pessoas com deficiência auditiva.

Cinema: Mostra Livre Acesso.
Sala Lima Barreto ( 100 lugares) – retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão.
dias 18/9 – sábado e dia 25/9 – sábado.

14h Up – Altas aventuras.
(Up, EUA, 2009, 96min – livre).
direção: Pete Docter e Bob Peterson.
Carl Fredricksen é um vendedor de balões de 78 anos que finalmente realiza seu sonho: partir em uma aventura após prender milhares de balões à sua casa e voar para as florestas da América do Sul. Entretanto, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou na viagem, um menino de 8 anos chamado Russell.

16h 500 dias com ela.
(500 Days of Summer, EUA, 2009, 96min – 12 anos).
direção: Marc Webb.
Tom Hansen está em uma reunião com seu chefe, quando ele apresenta sua nova assistente, Summer Finn. Tom fica impressionado com a beleza da moça e logo tenta algum tipo de contato. Sua grande chance surge quando seu melhor amigo o convida para ir a um karaokê, lugar em que os colegas de trabalho costumam frequentar. Lá Tom encontra Summer.

Cinema com acessibilidade para pessoas com deficiência, desenho universal.

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