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Rio de Janeiro, quinta-feira, 08 de dezembro de 2016 - 12:16.

 

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segunda-feira, 23 de julho de 2012.

Software auxilia pessoas com deficiência visual

POR VAGNER DE ALENCAR.
COM A COLABORAÇÃO DE: MAURE PEÇANHA.

Cego usando bengala.O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, divulgou este mês, uma lista de 25 universidades pré-selecionadas para fazer parte da rede de núcleos de tecnologia assistivaSite Externo. criada pelo governo federal no ano passado. Tecnologia assistiva, termo ainda novo para algumas pessoas, é um conceito utilizado para identificar os recursos e serviços que proporcionem e ampliem as habilidades funcionais de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

A proposta é que essas instituições de ensino passem a elaborar projetos de pesquisa, desenvolvimento ou inovação para melhorar a qualidade de vida dessas. Em declaração oficial, o secretário de Ciência e Tecnologia, Eliezer Pacheco, disse que “os núcleos fazem parte de um esforço para disseminar as pesquisas de tecnologia assistiva para todo o território nacional, por que a produção é quase artesanal, já que o equipamento deve ser adaptado a cada usuário, impossibilitando a produção em escala”.

Mas algumas iniciativas isoladas têm ajudado pessoas com deficiência a terem um maior acesso a oportunidades educacionais e profissionais. É o caso do F123Site Externo. , projeto criado em Curitiba, que há dois anos desenvolve um sistema de software, de baixo custo, específico para pessoas cegas ou com baixa visão para ajudá-las nos estudos e em suas carreiras.

Ao instalar o sistema no computador, pessoas com baixa visão podem, por exemplo, ampliar as letras na tela e movimentar uma lupa eletrônica usando o mouse. Enquanto para as pessoas com cegueira total, um leitor de tela, através de uma voz sintética, “lê” os conteúdos para os usuários. A partir dos comandos no teclado, é possível ouvir e seguir as instruções do computador a medida que novas janelas e abas são abertas.

“O custo alto dos softwares, que já existem no mercado, e a falta de material apropriado para capacitação são os principais fatores para a exclusão de crianças e jovens cegos ou com baixa visão. Os softwares tipicamente usados para a leitura, ou ampliação de tela, custam o equivalente a dois ou três computadores. Este valor elevado impede governos, fundações e organizações de implementarem projetos na escala necessária para obter melhorias significativas, tanto na escolaridade quanto na empregabilidade de jovens com deficiência visual”, afirma Fernando Botelho, fundador do F123.

“Uma das minhas principais motivações foi perceber que nos países em desenvolvimento, nove em cada dez crianças com deficiência visual não têm acesso à educação.”

Botelho é cego e sempre teve acesso a equipamentos que o ajudaram a estudar e desenvolver plenamente a sua carreira. É formado em sociologia pela universidade de Cornell e é mestre em relações internacionais pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Foi diretor adjunto do Banco UBS, em Zurique, na Suíça, é Ashoka fellow e recebeu, em 2010, o prêmio A World of Solutions do BID.  ”Uma das minhas principais motivações foi perceber que nos países em desenvolvimento, nove em cada dez crianças com deficiência visual não têm acesso à educação.”

O sistema do F123 chega a ser 50 vezes mais barato – quando adquirido em grande escala – do que outros softwares para pessoas com problemas de visão. O software mais caro do grupo F123 custa R$ 350, enquanto os tradicionais chegam a R$ 4 mil. Os softwares também são oferecidos gratuitamente em versão limitada e possuem traduções para espanhol e inglês. Além do Brasil, o sistema já vem sendo testado em 20 países, como Argentina, Peru e Uruguai, na América Latina, e até mesmo na Zâmbia e no Quênia, na África.

O preço baixo do software é, segundo Botelho, uma garantia também de maior empregabilidade para os jovens. “Um estágio é a forma mais efetiva para possibilitar que uma pessoa com deficiência consiga um emprego, pois permite que um empregador dê uma oportunidade, sem assumir grandes riscos. Mas, no momento em que esse jovem tenta obter um estágio, o preço elevado do software acaba sendo um empecilho para empresa.”

Formação.

O projeto F123, inclusive, criou um curso de informática dirigido a pessoas com deficiência visual. O curso Educação Livre, apenas no ano passado, capacitou 74 alunos, utilizando o próprio software para desenvolver as atividades. Entre esses formados, 55%  foram empregados e 6% deles estavam envolvidos em treinamentos práticos de preparação profissional. Segundo Botelho, depois da capacitação, alguns alunos voltaram à universidade. Outros estão ocupando cargos em call centers ou trabalhando como produtores de edição de áudio para propagandas de rádio.

Marco Aurélio de Freitas, ex-aluno do curso, conta que se acostumar à leitura por voz é fácil, algo que as pessoas com deficiência visual estão acostumadas. “Muitos até me perguntam se é em português que o software está lendo devido à velocidade com que falam. Como lemos muito mais rápido do que falamos, o deficiente visual acaba se acostumando a escutar tudo de forma muito rápida, ou seja, lê muito mais rápido do que fala.”

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, a deficiência visual é considerada a mais comum entre a população brasileira (atinge cerca 3,5% das pessoas, cerca de 6,5 milhões de brasileiros). Desse total, quase 530 mil são cegas e 6 milhões têm algum tipo de problema com a visão.

Fonte: PORVIRSite Externo..


Obs do Bengala Legal:
O que existe de extraordinário nesse projeto e que não faz parte da reportagem original, é que o F123 vem com o sistema operacional, leitores e ampliadores de tela, navegadores, arquivos pessoais do usuário etc, de forma qe, estando em um pendrive de 4G pode ser transportado no bolso e conectado a qualquer computador, de um telecentro ou lan house, por exemplo, casa de amigos sem deficiência, proporcionando a acessibilidade já acostumada pelo usuário, com todas as tecnologias, assistivas ou não, necessárias para que, estando em outro ambiente, possa utilizar como se estivesse em seu próprio computador, pois tudo que precisa estará instalado em seu pendrive. MAQ.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012.

Workshop “Imagem Pessoal”

A ADEVA, em parceria com a Sintonia Consultoria em Imagem e Estilo, oferece umworkshop sobre gestão da imagem pessoal da pessoa com deficiência visual no próximo dia 28 de julho.

A consultora de imagem, Maria Helena Daniel, responsável pela iniciativa, vai abordar, em sua palestra, a importância de estar adequadamente vestido numa entrevista de emprego, por exemplo, e como uma boa impressão pode fazer a diferença na hora do desempate entre dois candidatos a uma mesma vaga. “A roupa que você veste resume um pouco quem você é e a maneira como quer que os outros percebam sua presença”, ela conclui.

Para este evento, Maria Helena traz sua experiência de anos como proprietária de uma confecção, coordenadora de estilo da marca Cori e como consultora de imagem pessoal e corporativa há três décadas.

Esta é a primeira vez que terá como clientes pessoas com deficiência visual e essa experiência pioneira a entusiasma pelo “muito que poderei ensinar e aprender”.

workshop, com entrada franca, é direcionado a pessoas cegas ou com visão subnormal. Todos os interessados em participar devem confirmar sua presença através dos telefones: 11 5084-6693 e 5084-6695, com Paulo, até o dia 25 de julho.

SERVIÇO:
Data e horário: 28 de julho, sábado, das 10h às 12h, Workshop; das 14h às 18h, Consultoria individual.


Fonte: ADEVASite Externo..

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segunda-feira, 16 de julho de 2012.

LEI DE COTAS COMPLETA 21 ANOS E MOSTRA QUE INCLUSÃO É POSSÍVEL

21º aniversário da Lei de Cotas.

Lei diminuiu preconceitos, tornou ambientes de trabalho mais acessíveis e estimulou pessoas com deficiência a buscarem capacitação profissional. Mas só atingiu 25% de sua meta.

Na terça-feira (24 de julho), um ato público celebra os 21 anos da Lei de Cotas, com shows e feira de serviços no Pátio do Colégio, centro de São Paulo, das 10h às 14h.

Atualmente, existem cerca de 306 mil pessoas com deficiência formalmente empregadas no Brasil. Desse total, mais de 223 mil foram contratadas graças à Lei de Cotas, que no próximo dia 24 de julho, completa 21 anos de existência.

A chamada Lei de Cotas (artigo 93 da lei 8.213) estabelece que toda empresa com cem funcionários ou mais deve destinar 2% a 5% (numa escala crescente, proporcional ao número de funcionários) dos postos de trabalho a pessoas com deficiência.

Desde que entrou em vigor, a lei já transformou a vida de milhares de brasileiros, que tiveram ampliadas as chances de entrar no mercado de trabalho, reduzindo o preconceito que imperava no ambiente profissional.

Para comemorar a data, instituições públicas, privadas e da sociedade civil promovem um ato no Pátio do Colégio, região central de São Paulo. De 10h às 14h, artistas com deficiência e lideranças do segmento se revezarão num palco montado no local. Também haverá estandes de órgãos públicos esclarecendo sobre direitos e serviços voltados às pessoas com deficiência.

Faltam 700 mil empregos.

Embora haja muito a comemorar, essas 306 mil carteiras assinadas ainda representam apenas 0,7% do total de empregos formais do país. Muito pouco diante dos 46 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, sendo 29 milhões em idade economicamente ativa.

Além disso, se todas as empresas cumprissem a Lei de Cotas, deveríamos ter hoje no Brasil mais de 900 mil pessoas com deficiência empregadas. Ou seja, a legislação atingiu menos de um quarto de seu potencial.

Mitos ainda atrapalham.

Especialistas em inclusão profissional avaliam que os resultados poderiam ser melhores se alguns mitos fossem derrubados e o país resolvesse problemas estruturais.

Um desses mitos é o de que esses trabalhadores seriam menos produtivos que os demais e que a adequação do local de trabalho geraria custos excessivos ao empregador.

Na verdade, o investimento para adequação do local de trabalho não costuma exigir mais que a mudança de altura de uma mesa para um cadeirante ou instalação de um software leitor de tela, permitindo o acesso de uma pessoa cega ao computador. Em outras palavras, a mudança mais importante é a de atitude. Com o tempo, o convívio diário com os colegas e a chefia trata de eliminar qualquer estranhamento.

Outro argumento muito utilizado pelos críticos da Lei de Cotas é o de que não haveria candidatos com nível escolar e capacitação profissional para preencher as vagas oferecidas.

Mas os organizadores do ato destacam que este é um problema que afeta todos os trabalhadores. Afinal, assim como a maioria dos brasileiros, muitas pessoas com deficiência não tiveram acesso a uma educação de qualidade ou não puderam avançar nos estudos. Por isso, sobram vagas no mercado de trabalho em geral e não entre as geradas pela Lei de Cotas.

SERVIÇO:
ATO EM COMEMORAÇÃO AOS 21 ANOS DA LEI DE COTAS.
Dia 24 de julho – 10h às 14h.
Pátio do Colégio – Centro – São Paulo.
TODOS ESTÃO CONVIDADOS!


Fonte: www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br.

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