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Rio de Janeiro, domingo, 04 de dezembro de 2016 - 10:28.

 

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sábado, 28 de dezembro de 2013.

Tecnologia para ouvir

Em espaços públicos, é comum que pessoas que utilizam aparelhos auditivos tenham dificuldade para ouvir. O ruído de fundo, a reverberação e a distância da fonte sonora são os principais fatores que influenciam na redução da capacidade de escutar com clareza.

Foto do aparelho chamado Aro Magnético.

Com o intuito de solucionar esse problema e proporcionar uma maior inclusão social desses indivíduos, o Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva (CDTTA) estuda uma tecnologia capaz de filtrar as interferências do ambiente e oferecer um som nítido e sem distorções aos deficientes auditivos nesses locais.

Trata-se do Aro Magnético, um sistema de transmissão formado por um cabo, que contorna o ambiente, e um amplificador. O sistema capta o som da voz do interlocutor e transmite-o diretamente para os aparelhos auditivos dos espectadores, que devem estar na posição T, que indica que os microfones do aparelho estão desligados. Dessa forma, o espectador irá ouvir somente o som transmitido pelo sistema, sem nenhum ruído.

O projeto é resultado de uma parceria de desenvolvimento e transferência tecnológica bilateral firmada com o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial da Argentina (INTI), pela qual o CDTTA fica responsável pela disseminação do sistema de Aro Magnético no Brasil.

Segundo o coordenador executivo do Centro, Rinaldo Duarte Teixeira de Carvalho, uma das primeiras iniciativas será a implantação da tecnologia na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Santa Rita do Sapucaí como forma de pesquisa e avaliação de resultados. “Trata-se de um projeto com uma aplicação de cunho social muito bem-vinda para a área de tecnologia assistiva”, conclui.

Fonte: SentidosSite Externo..

Sobre o CDTTA.
O Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva (CDTTA) é um local destinado à pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas que facilitem a vida das pessoas com deficiência e sejam acessíveis a todas as camadas da população. Ele é fruto de uma parceria entre o Inatel – Instituição de Ensino e Pesquisa do Sul de Minas – e o governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes).

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Gil Porta às 15:49.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013.

Dúvidas sobre a aposentadoria especial para pessoa com deficiência

Logomarca do Ministério da Previdência Social. O Ministério da Previdência Social esclarece as principais dúvidas sobre a aposentadoria especial.

Ministério da Previdência Social.
10/12/2013.

da Redação

1 – O que traz a Lei Complementar 142/2013?

A Lei garante ao segurado da Previdência Social, com deficiência, o direito à aposentadoria por idade aos 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher, e à aposentadoria por tempo de contribuição com tempo variável, de acordo com o grau de deficiência (leve, moderada ou grave) avaliado pelo INSS.

2 – Quem são os beneficiários da Lei Complementar 142/2013?

O segurado da Previdência Social com deficiência intelectual, mental, física, auditiva ou visual, avaliado pelo INSS.

3 – O que a pessoa precisa ter para pedir a aposentadoria à pessoa com deficiência?

Ela deve ser avaliada pelo INSS para fins da comprovação da deficiência e do grau.

Na aposentadoria por idade os critérios para ter direito ao benefício são:

– Ser segurado do Regime Geral da Previdência Social – RGPS;
– Ter deficiência na data do agendamento/requerimento, a partir de 4 de dezembro de 2013;
– Ter idade mínima de 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher;
– Comprovar carência de 180 meses de contribuição;

O segurado especial não terá redução da idade em cinco anos, pois já se aposenta aos 55 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem.

Na aposentadoria por tempo de contribuição os critérios para ter o direito ao benefício são:

– Ser segurado do Regime Geral da Previdência Social – RGPS;
– Ter deficiência há pelo menos dois anos na data do pedido de agendamento;
– Comprovar carência mínima de 180 meses de contribuição;
– Comprovar o tempo mínimo de contribuição, conforme o grau de deficiência, de:

Deficiência leve: 33 anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 anos, se mulher;
Deficiência moderada: 29 anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 anos, se mulher;
Deficiência grave: 25 anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave.
Os demais períodos de tempo de contribuição, como não deficiente, se houver, serão convertidos proporcionalmente.

O segurado especial tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição, desde que contribua facultativamente.

4 – Como o segurado poderá calcular o tempo contribuição para a Previdência Social?

Basta acessar o link http://agencia.previdencia.gov.br/e-aps/servico/140Site Externo..

5 – Como é classificada a deficiência?

Para classificar a deficiência do segurado com grau leve, moderado ou grave, será realizada a avaliação pericial médica e social, a qual esclarece que o fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida e não a deficiência em si, remetendo à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF).

O segurado será avaliado pela perícia médica, que vai considerar os aspectos funcionais físicos da deficiência, como os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo e as atividades que o segurado desempenha. Já na avaliação social, serão consideradas as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, casa e social. Ambas as avaliações, médica e social, irão considerar a limitação do desempenho de atividades e a restrição de participação do indivíduo no seu dia a dia.

Por exemplo, um trabalhador cadeirante que tem carro adaptado e não precisa de transporte para chegar ao trabalho pode ter a gradação de deficiência considerada moderada, enquanto um trabalhador também cadeirante com necessidade de se locomover para o trabalho por meio de transporte público pode ter a gradação de deficiência considerada grave.

6 – Como será avaliado o grau da deficiência?

Para avaliar o grau de deficiência, o Ministério da Previdência Social e o Instituto do Seguro Social – INSS, com participação das entidades de pessoas com deficiência, adequaram um instrumento para ser aplicado nas avaliações da deficiência dos segurados.

Esse instrumento, em forma de questionário, levará em consideração o tipo de deficiência e como ela se aplica nas funcionalidades do trabalho desenvolvido pela pessoa, considerando também o aspecto social e pessoal.

7 – Como será realizada a comprovação das barreiras externas (fatores ambientais, sociais)?

A avaliação das barreiras externas será feita pelo perito médico e pelo assistente social do INSS, por meio de entrevista com o segurado e, se for necessário, com as pessoas que convivem com ele. Se ainda restarem dúvidas, poderão ser realizadas visitas ao local de trabalho e/ou residência do avaliado, bem como a solicitação de informações médicas e sociais (laudos médicos, exames, atestados, laudos do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, entre outros).

8 – Qual a diferença de doença e funcionalidade?

A doença é um estado patológico do organismo. Ocorre quando há alteração de uma estrutura ou função do corpo. Ela nem sempre leva à incapacidade. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes precisa de tratamento, mas isso pode não torná-la incapaz para determinado tipo de trabalho.

Já a funcionalidade pode ser compreendida como a relação entre as estruturas e funções do corpo com as barreiras ambientais que poderão levar a restrição de participação da pessoa na sociedade. Ou seja, como a deficiência faz com que o segurado interaja no trabalho, em casa, na sociedade.

9 – Pessoas com doenças ocupacionais se enquadram como deficientes? Por exemplo, casos como perda de função de um braço, ou de uma mão.

O que a perícia médica e social leva em consideração são as atividades e as barreiras que interferem no dia a dia e os fatores funcionais, ou seja, o contexto de vida e trabalho. Não basta a patologia ou a perda de função, a análise é particular, de caso a caso, levando-se em consideração a funcionalidade.

10 – Deste grupo, quantas estão aptas a se aposentar?

A concessão da aposentadoria por idade e da aposentadoria por contribuição para a pessoa com deficiência é inédita. Por isso não sabemos a quantidade de pessoas que podem esse direito reconhecido.

11 – Quais são os canais de atendimento para a solicitação da aposentadoria?

O segurado deve agendar o atendimento na Central telefônica da Previdência Social, no número 135, e no Portal da Previdência Social, no endereço www.previdencia.gov.brSite Externo., e comparecer na data e hora marcados na Agência da Previdência Social escolhida.

Na Central 135, as ligações são gratuitas de telefones fixos e o segurado pode ligar de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília.

No site da Previdência Social, basta acessar o link ‘Agendamento de Atendimento’ e seguir as informações.

12 – Quais são as etapas para aposentadoria?

Serão quatro etapas:

1ª etapa – O segurado faz o agendamento do atendimento pela Central 135 ou no site da Previdência Social (www.previdencia.gov.brSite externo.);

2ª etapa – O segurado é atendido pelo servidor na Agência da Previdência Social para verificação da documentação e procedimentos administrativos;

3ª etapa – O segurado é avaliado pela perícia médica, que vai considerar os aspectos funcionais físicos da deficiência e a interação com as atividades que o segurado desempenha;

4ª etapa – O segurado passa pela avaliação social, que vai considerar as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, casa e social;

A avaliação do perito médico e do assistente social certificará a existência, ou não, da deficiência e o grau (leve, moderada ou grave).

13 – Com a entrada em vigor da lei, o sistema do INSS está apto a receber as demandas?

Cabe ressaltar que o direito do segurado, caso seja concedido o benefício, passa a contar a partir do dia em que ele efetivamente agendou o atendimento.

Por necessidade de adequação dos sistemas e das agendas dos serviços já prestados pelo INSS:

– O atendimento terá início a partir do dia 3 de fevereiro de 2014. Mas, o agendamento tem início no dia em que a lei entra em vigor,a partir de 4 de dezembro de 2013;

– A avaliação pericial médica e social será realizada a partir de março.

Contudo, o atendimento poderá ser antecipado na medida em que os sistemas forem disponibilizados. Por isso, é importante que o segurado, no momento do agendamento, informe na Central 135 ou no portal da Previdência Social o número de telefone correto para contato.

14 – Entre a data do agendamento do atendimento e a data da conclusão do processo pelo INSS, o segurado precisará continuar trabalhando?

O direito do segurado, se efetivamente preencher os requisitos da Lei, conta a partir do dia em que ele agendou o atendimento. Assim, o pagamento também retroagirá a essa data.

A decisão de continuar trabalhando, após o agendamento, cabe exclusivamente ao segurado, tendo em vista que o INSS, não terá meios de confirmar se os requisitos estarão preenchidos, antes do atendimento, onde será realizada a análise administrativa dos documentos e as avaliações médico pericial e social.

15 – Se o segurado continuar trabalhando terá que pagar o Imposto de Renda?

Os segurados terão que recolher normalmente, de acordo com a legislação tributária em vigor.

16 – Qual a vantagem para os trabalhadores com deficiência com a nova lei?

As pessoas com deficiência terão a redução da idade de cinco anos, no caso da aposentadoria por idade. Já na aposentadoria tempo de contribuição, a vantagem é a redução do tempo de contribuição em dois anos, seis anos ou 10 anos, conforme o grau de deficiência.

17 – As pessoas já aposentadas antes da Lei Complementar 142/2013 entrar em vigor podem pedir revisão do seu benefício?

A Lei Complementar 142/2013 só se aplica aos benefícios requeridos e com direito a partir do dia 4 de dezembro de 2013. Benefícios com datas anteriores à vigência da Lei Complementar 142/2013, não se enquadram nesse direito e nem têm direito à revisão.

Fonte: Ministério da Previdência SocialSite Externo..

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Gil Porta às 10:51.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013.

Aplicativo ajuda fonoaudiólogos na oralização de surdos

A aplicação da tecnologia em ferramentas de acessibilidade proporciona a pessoas com deficiência mais qualidade de vida e ajuda a criar possibilidades. Essa realidade ganhou mais força com o crescimento dos investimentos em comunicação e mobilidade. Situação que mostra os caminhos a serem abertos por meio de equipamentos e softwares.

ProDeaf - Oralização.

Um exemplo de sucesso dessa nova realidade é o ProDeaf Móvel, aplicativo que traduz palavras em português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Vencedor do Prêmio Anuário Tele.Sintese de Inovação em Comunicações, o app – que será apresentado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge (EUA), em 2014 – tem sido usado para melhorar a comunicação entre médicos e pacientes com deficiência auditiva. Além disso, é cada vez mais aplicado em tratamentos de fonoaudiologia para processos de oralização.

“Uso para treinar a minha voz e tentar pronunciar as palavras da forma mais correta possível”, afirma Daniel Kruschewsky Margotto, que nasceu surdo e frequenta sessões de fonoaudiologia desde criança. Hoje com 25 anos, ele é formado em Análise de Sistemas e está quase 100% oralizado.
“Funciona como elemento de ajuda terapêutica. Ao trabalhar a linguagem, você estimula a oralização”, afirma a fonoaudióloga Nailma Arraes, responsável atual pelo tratamento de Daniel Margotto.

Dificuldades – Somente que convive com deficiências sabe como essa característica pode criar obstáculos em procedimentos simples do dia a dia. “Certa vez, quando fui fazer uma ressonância, os atendentes da instituição de saúde não estavam seguros o suficiente para me recepcionar”, conta Sylvia Lia Grespan Neves, professora de Libras da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para ela, há uma grande dificuldade para os não ouvintes no Brasil, principalmente pela falta de preparo de profissionais dos serviços básicos, que desconhecem totalmente a língua de sinais. “Nós, os surdos, percebemos que há uma carência de pessoas bilíngues. Por isso, as empresas empresas precisam contratar intérpretes”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem aproximadamente 10 milhões de cidadãos surdos. E, de acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia, a cada mil crianças que nascem no País, entre três e cinco delas têm algum tipo de deficiência auditiva.

A otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães explica que, além da ausência completa da audição, a diminuição considerável do sentido também é considerada surdez. “Há diversos tratamentos e recursos para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com a perda auditiva. E a tecnologia é uma grande aliada na comunicação entre surdos e ouvintes. Existem não ouvintes que não querem participar do ‘mundo’ dos ouvintes e se comunicam exclusivamente pela Libras, mas muitos ouvintes não conhecem a língua de sinais e o aplicativo pode ser uma boa solução para essas pessoas se comunicarem”.

No site da ProDeaf MóvelSite Externo. você encontra mais informações sobre este e outros produtos.

Fonte: Estadão/BlogsSite Externo..

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Gil Porta às 11:09.
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