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Rio de Janeiro, sexta-feira, 30 de setembro de 2016 - 23:41.

 

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quarta-feira, 7 de maio de 2014.

“Passei por vários processos de exclusão”, diz Claudia Werneck, especialista em Down

Christh Lopes*.

A função do jornalista está estritamente ligada ao papel de transmitir informação. Como filosofia de vida, Claudia Werneck levou essa premissa a sério e hoje trabalha para um público que conquistou ao longo da carreira. A especialização em tratar temas sensíveis à vida do cidadão foi fundamental para que passasse a ser referência no mercado, atuando em organização não governamental.

Na foto: Claudia Werneck.

Claudia Werneck conta trajetória e ressalta projeto social. (Crédito: Paulo Rodrigues).

Tudo começou com uma situação inusitada, quando a jornalista não estava preparada para responder uma questão. “Em 1991, eu era chefe de reportagem da revista Pais&Filhos. Um dia, o meu filho mais velho, Diego, na época com sete anos, me pediu para ir visitar o irmãozinho recém-nascido de um colega da escola. Chegando lá, ao me debruçar para conhecer o pequenino dormindo no berço, sua mãe, que eu havia acabado de conhecer, me disse: ‘Você viu? Ele nasceu com Síndrome de Down’”.

“Ao saber que eu era jornalista, ela me pediu ajuda para saber quem era aquele filho que havia chegado. Andaria? Casaria? Aprenderia a ler? Informações sobre síndrome de Down eram raras. Prometi ajudá-la. Naquela noite, não dormi, perplexa e envergonhada com o meu despreparo para lidar com o assunto”, completa. O fato fez com que reascendesse na jovem um “ideal de infância”, quando já compartilhava com seu pai, historiador, o desejo de ser jornalista para disseminar uma causa. “Mas, até então, nenhuma causa havia realmente me mobilizado”, comenta.

Em seguida, a profissional resolver abraçar a luta e escrever sobre o assunto no periódico, uma vez que o problema vivenciado poderia ser semelhante ao ocorrido em outros casos. A repercussão foi tão positiva que, com essa matéria, publicada em agosto de 1992, ela ganhou menção honrosa no I Prêmio Associação Médica Brasileira de Jornalismo sobre Saúde, da Associação Médica Brasileira. “Antes mesmo do prêmio e cada vez mais impressionada com o que estava descobrindo sobre o que é viver nesse planeta com uma deficiência intelectual, decidi escrever um livro, o “Muito prazer, eu existo“, lançado em 1992, e que se tornou o primeiro livro sobre síndrome de Down para leigos no Brasil, hoje um clássico com várias reedições”.

Na foto: Os Inclusos e os Sisos.

Projeto da jornalista busca inclusão social.
(Crédito: Divulgação).

Por conta do livro e do objetivo de reapresentar pessoas nascidas com síndrome de Down à sociedade, a jornalista recebeu mais de três mil cartas e centenas de telefonemas de diversos cantos do país pedindo ajuda no tratamento da questão. “Passei a dar palestras pelo Brasil e outros países, além de centenas de entrevista na mídia. Contei imediatamente com o apoio incondicional do minha família: mãe, pai, filho, filha e marido”. No entanto, com o bom trabalho desenvolvido, logo se estendeu alguns problemas que surgem a partir do momento que um projeto ganha notoriedade no contexto em que se está inserido.

Embora não tenha sofrido ameaças, acabou passando “por vários processos de exclusão”. “Mesmo com o primeiro livro sendo um sucesso, eu me sentia excluída e era criticada, pois para o senso comum era estranho ver uma jornalista especializada em síndrome de Down, deficiência, inclusão. Era como se essa especialidade, ao contrário de gastronomia, política ou futebol, não tivesse qualquer sentido ou importância. Para os meus amigos jornalistas, eu deixara de ser jornalista. Para os médicos e educadores, era uma intrusa. Para os profissionais da literatura, eu não fazia literatura.”.

Claudia diz que logo entendeu a problemática. “Quando se defende um assunto sobre o qual o nível de exclusão é muito grande, vivemos a exclusão do que defendemos”, afirma. Mesmo com o viés negativo de colegas que não apreciavam sua causa, ela continuou.

Em 1994, ela passou a escreveu sobre síndrome de Down para crianças, criando os primeiros livros infantis da literatura brasileira com personagens humanos com deficiência, como a Coleção “Meu Amigo Down” e o “Um amigo diferente?”. Segundo a jornalista, as obras passaram a ser retiradas de concursos literários “sob a alegação de que o tema deficiência não era universal, de interesse para a formação de crianças e adolescentes”.

Nada que impede ou desanima Claudia, que ainda hoje enfrenta tal modo de pensar. “Quando escrevo um livro que não é sobre inclusão, como é o caso de “Sonhos do Dia”, publicado pela WVA Editora, em 2011, e que se tornou o primeiro livro para crianças editado em sete formatos acessíveis, enfrento muita resistência de obter espaço de divulgação na área cultural ou de literatura dos meios de comunicação”. Neste caso, prevalece a ideia de que se a obra tem formatos acessíveis – o que é lei no Brasil – ele necessariamente só interessa a crianças com deficiência, e então o seu espaço de divulgação é outro, não na cultura ou literatura.

Aos poucos, a luta pela inclusão social foi deixando de ser apenas uma pauta para se tornar um objetivo de vida. A transição ocorreu a partir de algumas variáveis. “Fui aprendendo sobre a solidão e as necessidades específicas de algumas populações no Brasil, principalmente de pessoas com deficiência de populações de baixa renda. Pude testar os limites da minha profissão. Finalmente eu exercia o jornalismo com o qual sonhara desde a infância e que me mobiliza até hoje”. Para ela, todo jornalista deve ser um “agente de história”, “principalmente das histórias silenciosas, que nunca são relatadas, porque simplesmente não acontecem”.

“Como jornalista, defendo que os mais graves atos de discriminação se dão nos processos de comunicação, independentemente do conteúdo que está sendo transmitido. Todas essas ideias deram origem, em 2002, a organização da sociedade civil ‘Escola de Gente – Comunicação em Inclusão’”. A organização não governamental idealizada por Claudia surgiu em decorrência das ações produzidas tanto por especialistas de comunicação, como por ativistas na inclusão social.

A iniciativa tem como objetivo mostrar que a comunicação é uma área do conhecimento que deve ser mais bem utilizada a favor da integração de grupos em situação de vulnerabilidade na sociedade, especialmente crianças, adolescentes com deficiência. “Concebemos e realizamos projetos que envolvem a formação de jovens Oficineiros da Inclusão, Agentes de Promoção da Acessibilidade, artistas como o grupo Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, de especialistas em políticas de comunicação, cultura, juventude, educação – sempre na perspectiva da acessibilidade, da deficiência e da inclusão”.

“Fazemos da comunicação nossa estratégia, dos direitos humanos nosso território, da juventude nosso principal agente de transformação e da infância nosso maior público beneficiário. Tudo o que fazemos é para a garantia dos direitos de todas as crianças. Todos os direitos para todas as crianças”, declara.

Nos onze anos de funcionamento, a Escola de Gente sensibilizou mais de 410 mil pessoas de 17 países das Américas, África, Oceania e Europa em torno do desenvolvimento inclusivo e sustentável. Recentemente, a entidade encerrou mais um projeto premiado que leva teatro inclusivo a comunidades com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro. “O diferencial é que além de apresentarmos um espetáculo acessível, ensinamos como se faz, discutindo conceitos como discriminação, preconceito e inclusão. Mais de 1.600 adolescentes foram sensibilizados pelo projeto, e nosso desejo é que tenha continuidade o ano que vem”.

Todavia, a área cultural sempre foi um dos focos da empreitada. Um dos trabalhos do grupo Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, foi idealizado pela filha, a atriz Tatá Werneck, em 2003, “Ela reuniu um grupo de amigos, todos estudantes da UniRio, que passaram a receber formação continuada da Escola de Gente em temas como legislação, Direitos Humanos, acessibilidade, o que lhes deu conteúdo para a criação de esquetes e músicas sobre inclusão”.

Porquanto, todo este planejamento demanda investimentos, custos. Para se manter sustentável, a Escola de Gente possui patrocinadores de projetos sociais e culturais. “O trabalho de captação é árduo, exige muita energia, relacionamento com parceiros, transparência em todos os processos, incluindo as prestações de contas, documentação sistemática e minuciosa de todas as ações”, afirma Claudia, que está com ótimas expectativas com relação aos projetos em andamento em 2014.

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.

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Gil Porta às 10:33.
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segunda-feira, 31 de março de 2014.

Festival Melhores Filmes – edição 2014 – está ainda mais imperdível

O SESC-São Paulo dá início no dia 2 de abril ao tradicional Festival SESC Melhores Filmes, no CineSesc, com a cerimônia de abertura da 40ª edição do evento. Nessa noite, serão entregues os prêmios aos vencedores nas categorias de melhor filme, documentário, ator, atriz, direção, roteiro e fotografia para os filmes brasileiros e melhor filme, direção, ator e atriz para os filmes estrangeiros, eleitos por crítica e público entre os filmes que chegaram aos cinemas paulistanos ao longo do ano de 2013.

  • A edição 2014 do festival exibe longas brasileiros e estrangeiros votados por crítica e público como os melhores de 2013.
  • A sessão de abertura do festival, dia 2 de abril no CineSesc, terá a exibição, em pré-estreia, do filme ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro.
  • Para comemorar os 40 anos do Festival SESC Melhores filmes serão exibidos, ao longo da programação, clássicos do cinema brasileiro, vencedores do Festival SESC. Entre os destaques estão filmes de diretores como Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos e Hector Babenco, entre outros

Como parte das comemorações pelos 40 anos do Festival SESC Melhores Filmes, a edição desse ano conta com a sessão ‘Seleção 40 Anos’, que será composta por nove longas brasileiros vencedores do Festival SESC Melhores Filmes ao longo dessas quatro décadas. Serão exibidos, ao longo do evento, clássicos do cinema brasileiro. Entre eles, destaque para ‘Eles Não Usam Black Tie’, de Leon Hirszman, ‘O Amuleto de Ogum’ e ‘Memórias do Cárcere’, ambos de Nelson Pereira dos Santos e ‘Pixote – A Lei do Mais Fraco’ e ‘Lúcio Flávio – Passageiro da Agonia’, os dois de Hector Babenco, além de ‘A Hora da Estrela’, de Suzana Amaral, entre outros.

Além da premiação, a abertura do festival terá a exibição de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, premiado longa do diretor Daniel Ribeiro. O filme, que será lançado em abril nos cinemas, terá sua primeira exibição em São Paulo na abertura do 40 º Festival SESC Melhores Filmes.

Ao longo do 40º Festival SESC Melhores filmes serão exibidos 54 filmes, 28 estrangeiros e 26 brasileiros. Na cerimônia de entrega dos prêmios estarão presentes ao evento atores, atrizes, diretores, fotógrafos e produtores concorrentes aos prêmios desse ano, além de convidados especiais e homenageados.

O 40º Festival SESC Melhores Filmes acontece, também, em mais treze cidades no Estado de São Paulo. A itinerância do Festival acontece simultaneamente com o evento principal na capital.

A votação para se apurar os vencedores do Festival SESC Melhores Filmes foi feita via Internet. No CineSESC, os frequentadores votaram também por cédula. Uma consulta direta foi realizada à crítica especializada de todo o país. A lista completa de filmes participantes está em www.sescsp.org.br/melhoresfilmesSite Externo.. Os mais votados por crítica e público serão exibidos no CineSesc até dia 30 de abril.

Audiodescrição e Legendagem Open Caption.

Todas as sessões do Festival no CineSESC terão audiodescrição e legendas open caption. Ambos os recursos incluem deficientes visuais e auditivos na fascinante experiência do cinema. A audiodescrição consiste na descrição de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como as expressões faciais e corporais, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela. Ela é feita ao vivo por atores e acontece nos espaços entre os diálogos e nas pausas sonoras do filme. Somente os espectadores que recebem fone s especiais escutam a audiodescrição, geralmente deficientes visuais ou com visão diminuída. Já a legenda open caption é vista por todos os espectadores, consiste numa legenda a mais no filme, descrevendo os sons além dos diálogos. Os deficientes auditivos se utilizam deste recurso.

O Circuito.

A circulação do Festival SESC Melhores Filmes teve início em 2009, quando parte de sua programação foi estendida para cinco cidades do Estado de São Paulo, após o encerramento na capital. Em 2014, a itinerância se amplia para 13 cidades, além de São Paulo, que são: Araraquara, Bauru, Bertioga, Birigui, Catanduva, Presidente Prudente, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Caetano, São Carlos, Sorocaba e Taubaté. Nestas cidades as exibições ocorrem simultaneamente com as da capital. Mais informações sobre o Circuito em www.sescsp.org.brSite Externo..

Filmes do Festival.

Entre os principais filmes que serão exibidos durante o Festival estão: O Som ao Redor, Azul É a Cor Mais Quente, Tatuagem, Tabu, A Bela que Dorme, Era Uma Vez em Anatólia, Educação Sentimental, Doméstica, Blue Jasmine, Um Estranho no Lago, Um Toque de Pecado, O Estranho Caso de Angélica, Amor, Django Livre, La Jaula de Oro, Caverna dos Sonhos Esquecidos 3D, Mataram meu Irmão, entre outros.

Sessão Cineclubinho.

Ao longo do Festival SESC Melhores Filmes, a Sessão Cineclubinho acontecerá todos os domingos, às 11h, com a exibição de filmes para o público infantil que também foram escolhidos por público e crítica como os melhores de 2013. Todas as sessões do CineClubinho são grátis e contarão com audiodescrição e legendagem open caption.

Debates.

Outro destaque da edição do festival desse ano será a realização de debates entre convidados especiais que abordarão diferentes temas ligados ao cinema. Serão dois seminários da crítica, além três edições especiais do Cinema da Vela.

Edições especiais do Cinema da Vela durante o festival:

Cinema da Vela são conversas sobre os rumos do cinema nacional. Com livre inspiração nas noites do samba paulista, o bate-papo tem a duração do tempo de queima de uma vela. Livre. A entrada é grátis.

Blogueiros de Cinema. Com Chico Firemann e Miguel Barbieri Jr. Mediação: Suyenne Correa. 7/4. Segunda, às 19h30.

– A Memória do Cinema. Com Hernani Heffner e Fernanda Coelho. Mediação: Marta Colabone. 17/4. Quarta, às 19h30.

Seminários da crítica.

Seminário 1: Balanço do ano de 2013. Lançamentos programados: tempo de exibição no cinema, televisões pagas, previews, homevideo, pirataria e acesso e compartilhamento de filmes. Convidados: André Miranda, Heitor Augusto, João Sampaio, Nina Rahe e Yuno Silva. 3/4. Quinta, às 19h30.

– Seminário 2: Quatro décadas de cinema. Transformações do mercado exibidor e distribuidor, migração das salas de rua para shoppings e grandes complexos, o panorama da intervenção estatal no cinema, as mudanças no panorama de distribuição dos filmes. Convidados: Francisco Alambert Junior, Máximo Barro, Ricardo Calil. 4/4. Sexta, às 19h30.

Exposição

O CineSesc apresenta no hall uma exposição de fotografias contemporâneas de atrizes e atores brasileiros que atuaram em filmes premiados na categoria “Melhor Filme Nacional” do Festival Sesc Melhores Filmes. Uma homenagem a alguns dos grandes astros do cinema nacional que brilharam na tela ao longo dos últimos 40 anos. Talentos que encantaram e encantam gerações, presentes no imaginário dos espectadores, representantes da sétima arte brasileira e inesquecíveis intérpretes. Entre eles: Antônio Abujamra, Betty Faria, Caio Blat, Carlos Vereza, Gero Camilo, Helena Ignez, Hugo Carvana, João Miguel, Laura Cardoso, Maitê Proença, Matheus Nachtergaele, Othon Bastos, Paulo José, Ruth de Souza, Sandra Corveloni e Zezé Motta. Livre. Grátis. Todos os dias a partir de 3/4, das 14h às 21h30.

Troféu.

A 40ª edição do Festival Sesc Melhores Filmes tem como um de seus destaques, o troféu. Assinado pelo artista plástico Emanoel Araújo. O prêmio é confeccionado em aço inox polido e contará com uma pedra semipreciosa. A obra de Emanoel Araújo será entregue no próximo dia 2 de abril, na cerimônia de abertura do 40º Festival Sesc dos Melhores Filmes, no CineSesc.

O Festival SESC Melhores Filmes.

Criado em 1974, é o primeiro festival de cinema da cidade de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior, que são escolhidos democraticamente por meio de votação de público e crítica.

Os filmes que participam da votação em 2013 são aqueles lançados nas salas de cinema de São Paulo durante o ano de 2012.

Em 38 anos de realização, o Festival SESC Melhores Filmes já exibiu centenas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros. Na edição 2010, o festival inovou ao ser o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com serviços de audiodescrição, que possibilitam o acesso aos deficientes visuais, e auditivos, com legendagem open caption, recursos que serão oferecidos em todos os filmes da grade deste ano no CineSESC.

Sobre o filme de abertura:

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - poster do filmeHoje Eu Quero Voltar Sozinho.
Brasil, 2014. 96 min.
Direção: Daniel Ribeiro.
Elenco: Ghilherme Lobo, Fabio Audi, Tess Amorim, Lúcia Romano, Eucir de Souza, Selma Egrei, Isabela Guasco, Victor Filgueiras, Pedro Carvalho, Guga Auricchio.
SINOPSE: O filme traz a história de Leonardo, um adolescente cego que, como qualquer garoto dessa idade, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo.

O longa nasceu do curta de nome parecido: Eu não quero voltar sozinho (2010). Nesse filme, o diretor já explorava o universo adolescente, a ebulição de novas emoções, a descoberta do corpo e da sexualidade. E apresentava Leonardo, o protagonista, Giovana e Gabriel. O curta, disponível na íntegra na internet, teve cerca de três milhões de visualizações.

Hoje eu quero voltar sozinho ganhou os seguintes prêmios no Festival de Berlim de 2014: Melhor filme – FIPRESCI (Prêmio da Federação Internacional dos Críticos de Cinema); Melhor filme – Teddy Award, destinado a longas com temática homossexual; Mostra Panorama – 2º lugar na premiação do público.

Ficha Técnica:
‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’.
Roteiro e Direção: Daniel Ribeiro.
Produção: Daniel Ribeiro e Diana Almeida.
Produção Executiva: Diana Almeida.
Fotografia: Pierre de Kerchove.
Direção de Arte: Olivia Helena Sanches.
Montagem: Cristian Chinen.
Produção: Lacuna Filmes.

SERVIÇO:
Festival SESC Melhores Filmes 2013.
Exibição dos filmes vencedores pela votação de crítica e público.
De 2 a 30 de abril de 2014.

CineSesc.
Rua Augusta, 2075.
Tel.: 11 3087-0500.
Ingressos: R$15,00 (inteira); R$7,50 (meia), R$3,00 (comerciários e portadores da carteirinha do SESC). Passaporte para 15 filmes (venda exclusiva no CineSesc. Não é válido para o CineClubinho): R$150,00 (inteira), R$75,00 (meia), R$30,00 (comerciários e portadores da carteirinha do SESC). Cineclubinho: grátis (retirada de ingressos uma hora antes da sessão).

Informações para o público: 11 3236-7400.

Fonte: CineSescSite Externo..

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Gil Porta às 10:35.
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sexta-feira, 28 de março de 2014.

Oficina “De Olho no Braille” e Workshop de Livro Acessível/audiodescrição.

Evento se repetirá em Salvador, Brasília e Curitiba.

Braille Caixa Cultural.
[Descrição da imagem]

Programação para Salvador:

A CAIXA Cultural Salvador abre, a partir da próxima segunda-feira (31), as inscrições para a oficina “De Olho no Braille”, que acontece de 8 a 12 de abril. A oficina apresenta histórico e aplicações do Braille, além de aspectos imagéticos e táteis da escrita em relevo. O projeto traz a ludicidade como forma de acesso à leitura, que pode ser realizada com crianças alfabetizadas e seus responsáveis, por meio de brincadeiras que envolvem vendar os olhos e manipular objetos. Os participantes aprendem a ler em Braille em aproximadamente 30 minutos. As inscrições vão até 7 de abril e podem ser feitas na recepção da CAIXA Cultural, mediante a troca de 20 latinhas ou 10 garrafas Pet para reciclagem.

O curso será dividido em dois momentos: de 08 a 10 de abril será realizada a oficina de Braille, com duas turmas por dia, uma às 09h e outra às 14h, com carga horária de 40min cada. Nos dias 11 e 12 de abril acontece o WorkshopLivro Acessível”, em uma única turma, das 9h às 17h, com carga horária de 16h. A oficina tem orientação de Patrícia Braille, Coordenadora de Educação Especial da Secretaria de Educação do Estado da Bahia; especialista em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, pela UNEB.

A oficina tem o objetivo de democratizar a aprendizagem do Sistema Braille entre as pessoas que enxergam, favorecendo o contato entre cegos e videntes por meio da escrita. “A oficina será um importante momento de contato com o Braille numa abordagem lúdica, colocando o público em contato com a temática da deficiência visual, mas longe do peso que a sociedade costuma a dar ao tema. Isso aproxima as pessoas, dilui preconceitos e atrai a atenção para as pessoas com deficiência visual, historicamente invisibilizados.” afirma Patrícia.

Mais informações:

https://www.facebook.com/events/1481062328779773Site Externo..

Retângulo horizontal azul claro trazendo o texto:

[identidade visual da Caixa] Caixa Cultural apresenta: Oficinas Braille com Patrícia Braille.

8 a 10 de abril de 2014 – Oficina “De Olho no Braille”.
2 turmas por dia – às 9h e às 14h – carga horária 40 minutos.
11 e 12 de abril de 2014 – Workshop Livro Acessível.
1 turma – das 9h às 17h – carga horária 16h.

No rodapé do retângulo está uma faixa branca com as informações:

Caixa Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro.
Informações: (71) 3421-4200 – www.caixa.gov.br/caixaculturalSite Externo..
Estacionamento gratuito ao lado.
Produção: Guaxe Produções, Edmília Barros Produção e Mídia Social.
Patrocínio: Caixa e Governo Federal.

No lado direito da imagem está a ilustração de uma garota de perfil esquerdo, vista dos ombros para cima. Ela tem cabelos castanhos, com franja e na altura dos ombros. Usa camiseta verde e tem uma faixa branca vendando os olhos.


Patrícia Silva de Jesus [Patrícia Braille].
Coordenadora de Educação Especial do Estado da Bahia.
Consultora de Produtos Editoriais Acessíveis.
Lattes: http://lattes.cnpq.br/9270615740740774Site Externo..
Blogs:
www.palavrachaveonline.blogspot.comSite Externo..
www.patricitudes.blogspot.comSite Externo..
Tim: 71 9305-4863.

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Gil Porta às 11:44.
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