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Rio de Janeiro, sábado, 01 de outubro de 2016 - 06:55.

 

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quinta-feira, 24 de abril de 2014.

GT W3C Acessibilidade

Bom dia.

Estamos seguindo para a fase final do processo de tradução autorizada do WCAG2. O documento bruto passou por uma revisão de linguagem e correção de typos. O pessoal que fez a versão de Portugal ajudou a tornar o conteúdo mais próximo para ambos os países, mas com suas diferenças de linguagem preservadas. Inclusive eles também lançarão sua versão autorizada do documento.

Com isso, temos a versão atualizada do documento que está em http://traducoes.w3c.br/TR/WCAG/Site Externo.

*Próximas etadas:*
– O W3C internacional deve liberar entre hoje e amanhã o documento para os “30 dias de revisão pública”. Isso significa que o público pode contribuir e rever. Com esse período aberto, podemos receber sugestões/críticas/contribuições nesse documento.

– *IMPORTANTE: *Os revisores que se propuseram a revisar o documento precisam mandar um e-mail informal de “read and aproved” para a lista pública do W3C (informações sobre a lista ao final desta mensagem) durante esses 30 dias. Com isso, e com as eventuais sugestões/correções aceitas, conseguimos por consenso o aval de que este documento está com sua tradução adequada para se tornar uma “Tradução Autorizada” do W3C.

A lista de pessoas que se propuseram a revisar está no e-mail que enviamos ao W3C [1], e a lista do GT está a disposição para esclarecimento de dúvidas. Vou contactar um a um para auxilia-los quando começar o período de 30 dias de revisão oficial.

Para ajudar, criei um documento que lista todos os parágrafos que sofreram alterações [2]. Esse documento é uma tabela com uma coluna para a versão que estamos propondo (chamada GT W3Cbr), uma coluna para a versão original do Prof. Everaldo Bechara (Chamada ILearn) e uma coluna para o original em inglês. Coloquei hiperlinks para facilitar a navegação via teclado somente pelas linhas alteradas, caso achem necessário.

GT W3C Acessibilidade <gt_acessibilidade@nic.br>
[1] http://lists.w3.org/Archives/Public/w3c-translators/2013JulSep/0002.htmlSite Externo..
[2] http://traducoes.w3c.br/TR/WCAG/comparacao-versoes.htmlSite Externo..

Qualquer dúvida, por favor me avisem.

Abraços,
Reinaldo.

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Gil Porta às 12:03.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014.

TST, CNJ e CSJT firmam compromisso para ampliar a acessibilidade ao PJe-JT

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Comissão Permanente de Acessibilidade do Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) firmaram compromisso para inclusão do PJe-JT nos padrões internacionais de acessibilidade, através da adoção do Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), norma internacional que consiste num conjunto de recomendações para fazer com que o conteúdo da web seja acessível a todos, principalmente para usuários com deficiência. O conselheiro do CNJ Rubens Curado informou que o órgão vai se ocupar do assunto: “vamos investir de forma real para ampliar a acessibilidade do sistema o mais rápido possível”, disse.

A proposta é iniciar as melhorias de acessibilidade em etapas, utilizando como parâmetro o Manual de Acessibilidade elaborado pela Comissão. “Faremos um levantamento das alterações necessárias, uma análise dos impactos, bem como dos recursos humanos e financeiros para a efetiva concretude da acessibilidade”, disse o presidente da Comissão, desembargador Ricardo Tadeu, que é cego. O documento será apresentado ao CNJ com a maior brevidade.

De acordo com dados levantados pela Comissão, quase dois mil advogados e centenas de servidores públicos têm alguma limitação física, sensorial, intelectual ou mental. “Tais cidadãos se beneficiarão com as mudanças implementadas no Processo Judicial Eletrônico, eis que não podem ficar à margem da conjuntura social e cultural em que estão inseridos, como preconiza a Convenção da ONU sobre as pessoas com deficiência”, disse o desembargador Ricardo Tadeu. E completou: “à medida em que focamos na acessibilidade, também estamos contemplando a usabilidade. A acessibilidade não se limita ao acesso propriamente dito, mas ao pleno uso do sistema”, disse.

O Servidor Leondeniz Candido de Freitas, do TRT da 9ª Região, contou que quando os autos do processo eram físicos, atuava na elaboração de minutas de voto. “No caso dos processos físicos, as pessoas cegas têm um trabalho extra, que é digitalizar todo o conteúdo do processo. Mas, ainda assim, era possível ter plena independência nesse formato. Já no PJe, a acessibilidade inexiste”, disse. Segundo ele, diversos servidores com deficiência visual em alguns Tribunais Regionais estão sendo lotados em áreas eminentemente administrativas, como uma “fuga” do sistema eletrônico, por consequência da falta de acessibilidade.


Carta de Princípios da Comissão de Acessibilidade do Processo Judicial Eletrônico do Conselho Superior da Justiça do Trabalho

Acessibilidade como fator de concretude e aperfeiçoamento dos direitos humanos

Disability is not inability.”
Ban Ki-Moon, Secretário-Geral da ONU.

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, quase 24% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Essas pessoas estão conquistando grande espaço no mercado de trabalho, tanto no setor público quanto no privado, mormente por força do artigo 37, inciso VIII da CF/88 e pela aplicação da Lei de Cotas – Lei 8.213/91 – que determina a porcentagem de funcionários ou empregados com deficiência que a administração pública e cada empresa devem contratar, de acordo com seu respectivo número total de trabalhadores. Por conta disso, as demandas trabalhistas envolvendo pessoas com deficiência estão cada vez mais presentes em nossas instâncias jurisdicionais.

A Justiça do Trabalho, seja pela nomeação de servidores com deficiência ou pela ampla prestação jurisdicional que a notabiliza pela agilidade e sensibilidade em relação às questões sociais e humanas, precisa assumir uma consciência de seu papel atitudinal, por meio de seus magistrados e servidores, visando ao atendimento de todas as necessidades que envolvem recursos de acessibilidade.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) foi ratificada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo 186, de 9 de junho de 2008 e promulgada pelo Presidente da República por intermédio do Decreto 6.949, de 25 de agosto de 2009, incorporando-se ao ordenamento jurídico brasileiro com força de Emenda Constitucional (CF/88, art. 5º. § 3º). Esse importante tratado, e norma constitucional no Brasil, oferece um novo paradigma na conceituação da deficiência, vez que, pelo pensamento ali embutido, a deficiência agora pertence à sociedade, que ainda apresenta tantas barreiras arquitetônicas, tecnológicas, políticas, econômicas e, principalmente, comportamentais.

As características clínicas de cada cidadão não são mais o único elemento considerado para avaliar a existência e o grau da deficiência. A consequência da citada Convenção é, portanto, a utilização da CIF – Classificação Internacional de Funcionalidades – transformando a nossa visão da deficiência, que não é mais o problema de um grupo minoritário e não se limita unicamente às pessoas com deficiência visível.

O conceito de pessoa com deficiência, agora, enseja grande relevância jurídica, uma vez que inclui na tipificação das deficiências, além dos aspectos físicos, sensoriais, intelectuais e mentais, a conjuntura social e cultural em que o cidadão está inserido, a qual se sobreleva como principal fator de cerceamento dos direitos humanos que lhe são inerentes. Esta ideia já foi agasalhada pelo Supremo Tribunal Federal em voto memorável do Ministro Marco Aurélio Mello no Acórdão do Recurso Extraordinário 440028 do final de 2013, por meio do qual a Suprema Corte invocou a convenção da ONU para determinar a adaptação de uma escola pública em São Paulo a todas as pessoas com deficiência, decisão que nos parece paradigmática, pois revela a compreensão absoluta do que até aqui se expôs.

Deste modo, o conceito de acessibilidade não se relaciona somente à eliminação das barreiras físicas, nas vias públicas, no meio ambiente, nas tecnologias, nas construções e no mobiliário, mas principalmente, à eliminação das barreiras existentes nas relações entre as pessoas, cujas atitudes podem originar e manifestar preconceito e discriminação. É o que chamamos de acessibilidade atitudinal.

Ainda que possamos contar com todo um aparato tecnológico e regras estruturais, a conscientização da sociedade para a importância de se priorizar a acessibilidade em qualquer aspecto da vida é fundamental.

A acessibilidade representa para as pessoas com deficiência o direito à eliminação de barreiras arquitetônicas, de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas de informática adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos, objetivando tornar o acesso dessas pessoas amplo e irrestrito (artigo 9 da convenção supracitada).

Avaliar e mensurar a importância da acessibilidade no contexto atual não é tarefa fácil. Tendo em vista sua amplitude, é entendida como um princípio a ser seguido, já que deve ser base para qualquer regra ou padrão, estando diretamente relacionada a dignidade humana, tanto que a Organização das Nações Unidas adotou a acessibilidade como fator fundante dos direitos humanos, da mesma forma que a sustentabilidade, para a agenda de desenvolvimento pós-2015.

Acessibilidade, destarte, não se limita apenas a permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluam o uso de produtos, serviços e informações, mas oportunizar-lhes a inclusão e extensão do uso destes.

A Recomendação 27/2009 do Egrégio Conselho Nacional de Justiça encarece aos Tribunais vinculados ao Poder Judiciário que adotem medidas para a remoção de barreiras físicas, arquitetônicas, de comunicação e atitudinais de modo a promover o amplo e irrestrito acesso de pessoas com deficiência, bem como que criem, de forma institucionalizada, comissões de acessibilidade visando ao planejamento, elaboração e acompanhamento de projetos e metas direcionadas à promoção da acessibilidade a essas pessoas. Em sua alínea “I”, determina que os órgãos do poder Judiciário elencados nos incisos II a VII do art. 92 da Constituição Federal providenciem.

“aquisição de impressora em Braille, produção e manutenção do material de comunicação acessível, especialmente o website, que deverá ser compatível com a maioria dos softwares livres e gratuitos de leitura de tela das pessoas com deficiência visual. (grifo nosso)”.

Esta determinação certamente contempla também o sistema Processo Judicial Eletrônico, não só por se tratar de uma forma de comunicação que deve ser acessível, mas ainda por se apresentar por meio da web. Assinalamos, por oportuno, que a menção a software livre, no dispositivo supra enfocado, refere-se, por óbvio, à garantia de acesso gratuito a todos, na medida em que sejam operacionais. Em não sendo, há que fazer uso de mecanismos que aceitem qualquer outra ferramenta assistiva.

Não se deve perder de vista também o caráter psíquico do indivíduo em situação de dependência que poderá inclusive acarretar transtornos irreversíveis de ordem emocional como transtorno de pânico, depressão, entre outros. À guisa do mal que a dependência propele colige-se a lição de Elio D`Anna:

“Depender é sempre uma escolha pessoal, ainda que involuntária (…)
Depender é uma consequência da perda da própria dignidade. É o resultado de um esmagamento do Ser.
(…)
Depender é o efeito de uma mente tornada escrava por apreensões imaginárias, pelo próprio medo… A dependência é o efeito visível da capitulação do ‘sonho’. A dependência é uma doença do Ser!… Nasce da sua própria incompletude. Depender significa deixar de acreditar em si mesmo. Depender significa deixar de sonhar.

Diante da constatação por parte de quase 2000 advogados com deficiência visual inscritos na OAB, e de incontáveis servidores e usuários de que o sistema PJe é inacessível, – hostil mesmo a qualquer ferramenta assistiva – faz-se mister a adoção urgente de soluções intrínsecas ao sistema, às quais não são onerosas e tampouco acarretam dificuldades insuperáveis de implantação.

Vale finalmente reiterar, que a acessibilização do sistema PJe não implica custos para a administração, tendo em vista tratar-se da adoção de meras normas de desenvolvimento. Tornar um sistema acessível não requer a aquisição de software ou qualquer outra ferramenta, basta seguir as diretrizes internacionais de acessibilidade (Web Content Accessibility Guidelines – WCAG), desenvolvidas pelo World Wide Web Consortium – W3C, um consórcio multinacional de empresas que elaborou um conjunto de normas de desenvolvimento Web.

Comissão Permanente de Acessibilidade do Processo Judicial eletrônico da Justiça do Trabalho (CPA-PJe-JT), Brasília, 16/01/2014.

A Carta de Princípios da Comissão de Acessibilidade do Processo Judicial Eletrônico do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (formato DOC), presidida por Dr. Ricardo Tadeu, foi elaborada em razão da total inacessibilidade do programa denominado PJe – Processo Judicial Eletrônico.

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Gil Porta às 11:57.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014.

Acessibilidade Web em Portugal também deixa a desejar

Análise aos conteúdos Web do Ensino Superior revela que nenhum cumpre com os requisitos mínimos de acessibilidade.

Índice AccessMonitor por regiões.
Distribuição do índice AccessMonitor por distritos e regiões autónomas.
[Consulte a tabela 5 do estudo para uma representação alternativa ao gráficoSite Externo.].

A análise efetuada pelo Departamento da Sociedade de Informação (DSI) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, IP, durante o ano de 2013, aos 338 sítios Web institucionais que compõem o universo dos estabelecimentos de Ensino Superior, revela que nenhum dos sítios cumpre com os requisitos mínimos (nível A) constantes das diretrizes de acessibilidade recomendadas pelo Consórcio Internacional W3C. A versão 2.0 das Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) entrou no ordenamento jurídico nacional através do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID), e para os conteúdos digitais disponibilizados pelas instituições de Ensino Superior assumem mesmo um caráter obrigatório desde fevereiro de 2013. Diz o RNID:

“todos os sites Internet que disponibilizem exclusivamente informação estão obrigados a cumprir o nível ‘A’ das WCAG 2.0, a partir de 8 de fevereiro de 2013. O RNID recomenda mesmo para este tipo de sítios Web o nível ‘AA’;

todos os sites Internet que disponibilizem serviços online estão obrigados a cumprir o nível ‘AA’ das WCAG 2.0, a partir de 8 de fevereiro de 2013. O RNID recomenda mesmo o nível ‘AAA’ para este tipo de sítios Web.”

Apesar de não se ter encontrado nenhum sítio conforme com o nível ‘A’ das WCAG 2.0, 54% dos sítios obtiveram nota AccessMonitor superior a 5.

Foi nos Açores e em Évora que se encontraram, em termos médios, as melhores práticas. No entanto, o líder do top 10 dos estabelecimentos melhor cotados encontra-se em Lisboa. A Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa lidera o ranking com índice AccessMonitor de 9,3 (numa escala de 1 a 10).

Para além da visão global de conformidade, o estudo desce à análise do elemento e do atributo HTML, apresentando algumas técnicas de acessibilidade que devem ser observadas.

Alguns dos problemas técnicos encontrados ficam abaixo sintetizados:

  • Apenas 15% dos sítios têm todas as imagens legendadas. Nos que têm legendas, alguns fazem-no mal – em 23% dos sítios foram localizadas legendas de imagens incorretas, do tipo “image.jpg” (nome do ficheiro para descrever o conteúdo da imagem);
  • 90% dos sítios mistura estilo com estrutura do documento. As boas práticas de acessibilidade recomendam que o estilo do documento deve ser colocado numa folha de estilos separado da estrutura do documento, a qual é marcada no HTML;
  • 67% dos sítios usa tamanhos de letra definidos numa unidade de medida absoluta. O tamanho da letra deve ser definido em unidades relativas;
  • Nos formulários, 74% dos campos de edição não têm informação contextual associada. Para quem usa tecnologias de apoio é mais difícil, nestes campos, saber o que deve ser preenchido;
  • Em 84% dos sítios foram encontradas hiperligações compostas exclusivamente por imagens sem legenda. Este tipo de ocorrência configura um dos erros mais graves de acessibilidade;
  • Em 76% dos sítios, o atributo title das hiperligações limita-se a repetir o texto da hiperligação e por isso mesmo com valor funcional inútil. Este é um erro muito típico nas construções Web da atualidade;
  • Em 67% dos sítios foram encontradas páginas sem quaisquer cabeçalhos marcados. Um dos aspetos mais importantes em acessibilidade é a estrutura dos documentos – uma página sem estrutura com significado é um “monte de texto”;
  • Em 299 sítios foram encontradas tabelas, supostamente de dados, sem os cabeçalhos devidamente identificados e marcados.

A equipa da Unidade ACESSO da FCT não divulga publicamente os dados individuais de cada estabelecimento de Ensino Superior, mas estes dados poderão ser solicitados pelos respetivos responsáveis dos sítios Web. A Unidade ACESSO dispõe de relatórios individuais por página de cada um dos sítios e pode colocar o sistema de monitorização à disposição das instituições de Ensino Superior.

A versão integral do estudo pode ser consultada online em: Estudo sobre o estado da Acessibilidade dos sítios Web dos estabelecimentos de Ensino SuperiorSite Externo..

Fonte: Unidade ACESSO da FCTSite Externo..

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Gil Porta às 9:52.
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