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Rio de Janeiro, sábado, 01 de outubro de 2016 - 06:55.

 

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011.

Correndo atrás da CNH – Projeto difícil mas não impossível.

Adriana Lage comenta sobre o simulador existente no DETRAN de Belo Horizonte que permite à pessoa com deficiência física testar sua capacidade para dirigir um veículo.

Adriana Lage.

Essa semana foi rica em assuntos ligados às pessoas com deficiência. Podemos destacar a excelente performance do Brasil no Parapan e o lançamento do Viver Sem Limites. Como a semana foi bem corrida e estou atolada de tanto serviço, vou deixar para comentar sobre esses assuntos mais tarde. Hoje vou falar sobre um cadinho sobre a obtenção da minha CNH.

Imagem de uma CNH com o símbolo internacional das pessoas com deficiência no lugar da foto.Sempre tive vontade de tirar minha CNH – Carteira Nacional de Habilitação. Trata-se de um sonho ainda bem distante de ser realizado. Mas, de forma alguma, impossível! Como possuo fraqueza muscular e comprometimento motor na vértebra C5, não consigo ganhar força por nada desse mundo. Podem acreditar: não consigo girar o volante do carro utilizando apenas uma das mãos.

As pessoas com deficiência, em Minas Gerais, devem sempre buscar as informações na Comissão de Exames Especiais, localizada na Rua Bernardo Guimarães, 1468. O site do DETRAN contém todas as orientações. Em 2003, fui ao DETRAN de Belo Horizonte em busca da minha CNH. Lá existe um simulador muito legal. Na época, o atendente me garantiu que eu conseguiria girar o volante e não utilizei o simulador. Fiz os exames previstos, prova de legislação e, com tudo certinho, fiquei na fila de espera da autoescola. Na época, apenas uma autoescola possuía um carro com as adaptações que necessito: direção hidráulica, câmbio automático, freio e acelerador manuais e pomo no volante. Quando fiz minha primeira aula de direção, o instrutor ficou bobo quando não consegui fazer um giro completo no volante. Estava na Avenida dos Andradas, que é toda plana, e não consegui fazer um retorno. Achei legal a postura do instrutor. Ele me orientou fazer fisioterapias e só depois retornar para um novo teste. Dito isso, procurei uma fisioterapeuta e peguei pesado na malhação do braço.

Nesse meio tempo, consegui uma promoção no banco e passei a trabalhar oito horas por dia. Como a fisioterapia não estava me rendendo mais força nos braços, decidi dar um tempo e continuar apenas com os exercícios em casa. Comecei a nadar em 2007 e retomei minhas atividades com uma fisioterapeuta em maio do ano passado. Sinceramente, sinto que melhorei muito desde que intensifiquei a natação e a fisioterapia. Mas não consigo ganhar força mesmo! Minha neurologista do Sarah me confirmou que a lesão medular que tive matou justamente o pedaço dos neurônios que me permitem ganhar força.

No final de agosto desse ano, resolvi recomeçar minha busca pela CNH. Para evitar novas frustrações e gasto de dinheiro, antes de fazer exame médico e psicotécnico, procurei a Comissão de Exames Especiais. Fiquei encantada com o atendimento recebido. Estava bem vazio no dia em que fui lá. Esperei os instrutores voltarem do almoço e logo fui ao simulador. Se não me engano, foi uma doação da FIAT para o Governo de Minas há uns anos atrás. O simulador permite à pessoa com deficiência testar como seria dirigir um carro de verdade. Os instrutores foram extremamente simpáticos e educados. Testei o pomo de três pontas e o de duas pontas. Infelizmente, ainda não consigo girar o volante. Já estava indo embora, quando um dos instrutores, ao ver um movimento que fiz conversando – tenho mania de gesticular, ainda mais quando fico ansiosa ou estressada – resolveu fazer novos testes. Ele me disse que nunca viu um caso como o meu. É estranho ser tetraplégica, realizar alguns movimentos com os braços e mãos que são incomuns para pessoas tetra e não conseguir girar o volante. Não vou negar que fiquei triste. Quando os instrutores me disseram para não desanimar e me contaram a história de um deficiente que, desde seus 18 anos correu atrás da CNH e, finalmente, aos 53 anos, conseguiu obtê-la, meus olhos encheram. Quase arrumei um chororô. Os dois ficaram emocionados.

Dessa tentativa, aprendi algumas coisas:

– No meu caso, só conseguiria dirigir se pudesse utilizar um volante menor ou mais baixo.

– Outra possibilidade seria dirigir o carro através de um joystick. Essa tecnologia está em uso na Europa, mas, segundo me disseram, ainda não está disponível no Brasil. Podem imaginar o custo disso!

– Caso Deus queira e um dia consiga dirigir, o DETRAN permite que o cadeirante dirija o veículo em sua própria cadeira de rodas. Dá pra se adaptar, por exemplo, um Doblô ou Kangoo, para que o cadeirante entre pela parte de trás do carro e vá para o lugar do motorista sem sair da sua cadeira de rodas. Só essas adaptações, aqui em BH, saem, no mínimo, por R$ 40.000,00. O custo é alto, mas vale a independência que trará a uma pessoa tetraplégica por exemplo.

– Recomendo que os mineiros com deficiência mais severa procurem a Comissão Especial de Exames antes de começarem os exames. Vale a pena testar o simulador e ter uma idéia antes de gastar tempo e dinheiro.

Eu me surpreendi com o atendimento recebido na Comissão de Exames Especiais. Não esperava um atendimento tão humanizado! Eles fizeram questão de me motivar e deixaram as portas abertas para que eu faça novos testes no simulador assim que me sentir apta.

DETRAN MG
https://wwws.detrannet.mg.gov.br/detran/SolicitaServico.asp?IdServico=57Site Externo..

Fonte: Blog do BHLegal.netSite Externo..

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011.

Mais dois com audiodescrição: O Zelador Animal e Operação Presente.

Descrição do convite para sessão de cinema com audiodescrição do filme “Zelador Animal

Imagem do cartaz do filme O Zelador Animal.

Cartaz do filme “O Zelador Animal”. O cartaz de formato retangular e na vertical possui um fundo degradê em suaves tons de amarelo. No alto em letras negras os dizeres: “A Sony Pictures e o Unibanco Arteplex convidam para uma sessão com audiodescrição de” . Logo abaixo em letras vermelhas, maiores e em três dimensões, está o título do filme “O Zelador Animal” – e o nome em inglês no rodapé do título: “Zookeeper”. Sob ele e no centro do cartaz está uma foto do ator Kevin James olhando de frente e com as mãos na cintura. Ele usa um jaleco cáqui e relógio. Sobre seu ombro esquerdo há um macaco prego de pelagem marrom. Eles estão à frente dos portões de ferro entreabertos do zoológico, por onde espiam do lado direito um Elefante e um Leão, e do lado esquerdo uma girafa, um gorila e um urso. Mais ao fundo o céu azul com poucas nuvens e os raios do Sol que incidem de baixo para cima, sugerindo o amanhecer.No canto direito da fotografia os dizeres: com Rosario Dalson. Marcelo Adnet dublando Gorila, Macaco, Leão, Elefante e o Urso Bruce.
Abaixo há uma faixa vermelha com os dizeres em branco: Dia doze de novembro de dois mil e onze.
Dez horas, abertura da sala. Dez e meia, início da sessão.
Abaixo em letras pretas sobre o fundo amarelo, o local e endereço: “Unibanco Arteplex Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 589, terceiro piso – Centro.
Entrada franca, sujeita à lotação da sala.” Na parte inferior do cartaz estão em letras menores, os créditos dos produtores do filme.


Descrição do convite para sessão de cinema com audiodescrição do filme “OPERAÇÃO PRESENTE ”

Cartaz do filme “Operação Presente”.

Imagem do cartaz do filme Operação Presente.

O cartaz em formato vertical tem o fundo branco com duas bordas finas, uma verde e outra vermelha. No topo em letras pretas os dizeres: “A Sony Pictures e o Unibanco Arteplex convidam para uma sessão com audiodescrição de…”. Logo abaixo está o desenho em 3D dos personagens do filme em uma formação piramidal, que lembra o formato de uma árvore de Natal.
Na base está um pelotão de duendes, com roupas camufladas verdes e em posição militar de “descansar” – com as pernas ligeiramente abertas e as mãos para trás.
No centro da formação, logo atrás dos duendes, está Papai Noel. Sua tradicional roupa vermelha também tem condecorações militares e no lugar da touca ele usa uma boina. Ao seu lado esquerdo há um idoso baixinho e de barba branca, sorrindo e segurando sua dentadura na mão. Atrás dele há um homem alto e forte, de braços cruzados e roupa camuflada em tons de vermelho e verde. Do lado direito, ao lado de Papai Noel, há uma rena com luzes piscantes nos chifres usando um cone como coleira, do tipo para tratar animais doentes. Atrás dele está uma senhora simpática de cabelos grisalhos e roupa verde. Entre ela e Noel, quase no topo, há um duende que tem topete loiro. Acima de todos, e no topo da formação, está um rapaz magro e alto, branco de cabelos lisos curtos e negros. Ele usa um suéter predominantemente verde, com bordados coloridos de bolas de Natal . Sorrindo, está com o braço esquerdo erguido, mostrando uma carta na mão que diz: “Querido Papai Noel”.

Abaixo do desenho dos personagens está o título do filme, em letras grandes e em três dimensões: “Operação Presente“. “Operação” escrito em verde e “Presente” em vermelho. No rodapé do título, em letras pequenas, o nome em inglês: “Arthur Christmas”. Logo abaixo do título está a data e horário:
Dia dezessete de dezembro de dois mil e onze. Dez horas, abertura da sala. Dez e meia, início da sessão.
Abaixo em letras pretas sobre o fundo branco, o local e endereço: “Unibanco Arteplex Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, terceiro piso – Centro.
Entrada franca, sujeita à lotação da sala.” Na parte inferior do cartaz estão em letras menores, os créditos dos produtores do filme.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011.

“LEONEL PÉ DE VENTO” – Peça infanto-juvenil.

Espetáculo infanto-juvenil “Leonel Pé de Vento” trata da convivência com a diferença.

Peça fica em cartaz no Oi Futuro Flamengo, até 27 de novembro, com sessões gratuitas para alunos da rede pública e recursos (somente aos sábados) para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência.

Imagem: no topo, dois pés sobre um céu azul. Abaixo, paisagem de montanhas.Leonel nasceu “pé de vento”: ele flutua, nunca pisa no chão. Por ser tão diferente, vive isolado, tendo como companhia apenas seu pai e sua mãe. Confundido com pássaros e com assombração, ele é segregado pelas crianças da pequena cidade onde vive. A única maneira de Leonel descer e tocar a terra com seus pés é sentir um amor intenso, que traga peso à sua alma. Um dia, aparece Mariana, uma menina doce e curiosa, que vai transformar a sua vida. A peça infanto-juvenil “Leonel Pé de Vento” está em cartaz no Oi Futuro Flamengo (Rio de Janeiro), aos sábados e domingos, até 27 de novembro, e tem ingressos a preços populares.

O espetáculo aborda diversos temas importantes: a passagem da infância para a adolescência, a dor e a solidão causadas pelo preconceito e a convivência com a diferença. Para o diretor João Batista, é fundamental abordar essas questões desde cedo com as crianças. “Falamos de um tema importante, a diversidade, mas de forma lúdica e divertida. A montagem tem tudo para alegrar as crianças e os pais: romance, aventura, belas músicas originais, cantadas por todo o elenco, além de um personagem central que anda no ar”, conta.

“Leonel Pé de Vento” é baseado em um curta-metragem homônimo, do gaúcho Jair Giacomini, lançado em 2006, e premiado em diversos festivais, nacionais e internacionais, entre eles o Prêmio Unesco de Melhor Filme da América Latina e do Caribe e Melhor Filme da Mostra Competitiva Nacional Granimado. A ideia de adaptar a história para o teatro é da equipe da Lavoro Produções, que há anos desenvolve projetos que privilegiam a acessibilidade.

“Deslocar as discussões sobre pessoas com deficiência para um ambiente dedicado à cultura estimula o debate e a formação de novos pontos de vista. É um privilégio contar com uma equipe de criação e um elenco tão talentoso para falar de um dos assuntos mais importantes da atualidade”, explica Lara Pozzobon, diretora de produção.

A temporada no Oi Futuro prevê sessões inclusivas, com apresentações gratuitas para alunos da rede pública de ensino e, aos sábados, para crianças de escolas especiais. Serão utilizados recursos para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência visual (audiodescrição, transmitida por fones) e auditiva (Interpretação em LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais).

Sobre o Oi Futuro.

Na área cultural, O Oi Futuro atua como gestor do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), além do Museu das Telecomunicações nas duas cidades. www.oifuturo.org.brSite Externo.

SERVIÇO:

Espetáculo “Leonel Pé de Vento”.
Direção de João Batista.
De 13 de agosto a 27 de novembro.

Horário: sábados e domingos, às 16h.
Local: Teatro do Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo).
Capacidade: 74 lugares.
Ingresso: R$10 (inteira) e R$5 (meia).
Classificação etária: livre.
Duração: 60 minutos.
Vendas antecipadas: Bilheteria do teatro, das 11h às 20h.
Agendamento de sessões especiais: Lavoro Produções, pelo telefone (21) 2235-5255.

Projeto realizado com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

FICHA TÉCNICA:

Direção: João Batista.
Texto: Jair Giacomini e Tarcísio Puiati.
Produção: Lavoro Produções.
Direção de Produção: Lara Pozzobon.
Figurino: Mauro Leite.
Cenário: Dóris Rollemberg.
Iluminação: Renato Machado.
Direção Musical e Trilha Sonora: Paula Leal.
Direção de Movimento e Assist. Direção: Dani Cavanellas.
Projeto Gráfico: Bruno Ribeiro.
Fotos: Tata Barreto.
Elenco: Graciela Pozzobon, Roberto Souza, Alexandre David, Amina Muniz, Bernardo Lacombe, Ana Paula Brasil, Lívia Guerra e Iuri Saraiva.

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