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Rio de Janeiro, domingo, 25 de setembro de 2016 - 20:46.

 

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014.

04 de janeiro – Dia mundial do Braille

Sistema de leitura com a ponta dos dedos permite que pessoas com deficiência visual tenham acesso à cultura, informação e entretenimento.

O Sistema Braille é baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas e permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. Este é o meio natural de leitura da pessoa cega e é comum em materiais diversos para garantir a sua acessibilidade a textos impressos.

Imagem de uma folha escrita em Braille sendo lida

Embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos, cartões de visita e cardápios e outros materiais podem ser impressos nesse sistema, que adapta-se perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque.

O francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809, foi quem garantiu o benefício da escrita e da leitura às pessoas cegas. Assim, quem lê o Braille tem acesso ao conhecimento e aumenta sua inclusão na sociedade e o exercício pleno de sua cidadania.

No Brasil, o Sistema Braille chegou em 1850, pelas mãos do jovem cego José Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil – a atual Fundação Dorina Nowill para Cegos – que a produção de livros nesse formato ganhou força.

A Imprensa Braille da Fundação Dorina é uma das maiores do mundo em capacidade produtiva. Em 2012, produziu mais de 211 novos títulos em Braille, o que significa 99.946 mil exemplares distribuídos para cerca de 2 mil organizações e para todas as 5 mil bibliotecas públicas municipais do país, uma iniciativa pioneira na história da instituição.

Há quem diga que nos últimos 60 anos não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em Braille produzido pela Fundação Dorina.

A instituição também oferece para crianças e jovens com deficiência visual o programa de educação especial destinado a enriquecer o seu processo de desenvolvimento, incentivando sua aprendizagem e inclusão em escolas regulares por meio de aulas de Braille, orientação e mobilidade, atividades da vida diária, entre outros atendimentos terapêuticos.

“Para as crianças e os jovens cegos, o contato com o Sistema Braille permite o conhecimento da ortografia da Língua Portuguesa e de línguas estrangeiras, além de possibilitar o conhecimento e a correta aplicação de símbolos de Matemática, Química, Física, e outros”, afirma Regina Fátima Caldeira de Oliveira, coordenadora da revisão Braille na Fundação Dorina e Membro do Conselho Ibero-americano e do Conselho Mundial do Braille.

“Para os adultos, consultar cardápios, identificar cosméticos e medicamentos, entrar e sair de elevadores com segurança são sinônimos da independência e da autonomia indispensáveis à elevação da autoestima de todo ser humano”, completa.

Dados do IBGE.

Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste mês, existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total, 582.624 pessoas são cegas e 6.056.684 têm baixa visão.
O número representa 3,5% dos brasileiros, ou seja, a deficiência com maior incidência na população do país.

Fonte: Floripa NewsSite Externo..

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Gil Porta às 11:50.
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sábado, 28 de dezembro de 2013.

Tecnologia para ouvir

Em espaços públicos, é comum que pessoas que utilizam aparelhos auditivos tenham dificuldade para ouvir. O ruído de fundo, a reverberação e a distância da fonte sonora são os principais fatores que influenciam na redução da capacidade de escutar com clareza.

Foto do aparelho chamado Aro Magnético.

Com o intuito de solucionar esse problema e proporcionar uma maior inclusão social desses indivíduos, o Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva (CDTTA) estuda uma tecnologia capaz de filtrar as interferências do ambiente e oferecer um som nítido e sem distorções aos deficientes auditivos nesses locais.

Trata-se do Aro Magnético, um sistema de transmissão formado por um cabo, que contorna o ambiente, e um amplificador. O sistema capta o som da voz do interlocutor e transmite-o diretamente para os aparelhos auditivos dos espectadores, que devem estar na posição T, que indica que os microfones do aparelho estão desligados. Dessa forma, o espectador irá ouvir somente o som transmitido pelo sistema, sem nenhum ruído.

O projeto é resultado de uma parceria de desenvolvimento e transferência tecnológica bilateral firmada com o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial da Argentina (INTI), pela qual o CDTTA fica responsável pela disseminação do sistema de Aro Magnético no Brasil.

Segundo o coordenador executivo do Centro, Rinaldo Duarte Teixeira de Carvalho, uma das primeiras iniciativas será a implantação da tecnologia na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Santa Rita do Sapucaí como forma de pesquisa e avaliação de resultados. “Trata-se de um projeto com uma aplicação de cunho social muito bem-vinda para a área de tecnologia assistiva”, conclui.

Fonte: SentidosSite Externo..

Sobre o CDTTA.
O Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva (CDTTA) é um local destinado à pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas que facilitem a vida das pessoas com deficiência e sejam acessíveis a todas as camadas da população. Ele é fruto de uma parceria entre o Inatel – Instituição de Ensino e Pesquisa do Sul de Minas – e o governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes).

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Gil Porta às 15:49.
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013.

Acessibilidade e cidadania

Marco Aurélio Mello.

As políticas públicas devem ser direcionadas ao bem-estar dos cidadãos em geral, mas, entre o formal e a realidade, o Estado fica a dever. Isso é sentido de modo mais acentuado pelos detentores de necessidades especiais. Ruas, prédios e veículos de transporte coletivo longe estão da concretude prevista na Carta Federal, que, em dois artigos, impõe medidas visando à adaptação — 227, parágrafo 2º, e 224. Esse verdadeiro descaso não pode continuar, valendo lembrar que a Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência passou a compor a ordem jurídica brasileira com força constitucional, não bastassem as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais terem aplicação imediata.

A gestão pública há de ser implementada no interesse da sociedade. Inconcebível é a ausência de tomada de providências que acaba por menosprezar direito público subjetivo, desrespeitando a cidadania. Os portadores de necessidades especiais têm o direito de ver facilitado o acesso a hospitais, escolas, bibliotecas, museus, estádios, em suma, edifícios de uso público e áreas destinadas ao uso comum do povo. Descabe a visão míope a ponto de tratá-los como cidadãos de segunda classe, ferindo de morte o direito à igualdade e à cidadania. A matéria não se sujeita ao poder discricionário ou à existência de recursos financeiros. Ao administrador não é permitido escolher qual preceito constitucional deseja observar. Sob o ângulo dos recursos, o argumento da deficiência é desmentido pela gravosa carga tributária suportada pelos contribuintes. A incoerência desse argumento é gritante no que não faltam verbas, por exemplo, para a publicidade voltada, quase sempre, não à educação, à informação ou orientação social, mas à promoção pessoal, aplainando campo à reeleição.

Ante a conjuntura atual, sob todos os títulos condenável, marcante se mostrou recente julgamento. O Supremo Tribunal Federal, ao defrontar-se com controvérsia sobre política pública ligada ao tema — adaptação de escola pública para o acesso por todos, inclusive pelos portadores das chamadas necessidades especiais —, deu provimento a recurso do Ministério Público e, sem qualquer voto contrário, proclamou a omissão do Estado, compelindo-o, sob pena de incidência das sanções legais, a proceder às obras necessárias. Assim o fez como guarda maior do texto constitucional, não deixando de levar em conta a independência e a harmonia dos poderes, presente o fato de a prestação positiva estar assegurada em lei. Em síntese, decidiu à luz do controle jurisdicional das políticas públicas, de importância ímpar para a concretização da Carta da República, em virtude do conteúdo dirigente.

Que oxalá esse precedente, formalizado no Recurso Extraordinário nº 440.028, interposto em processo revelador de ação civil pública, sirva de alerta aos administradores como um todo, implicando atenção maior para o fundamento da República que é a dignidade da pessoa humana, sendo alcançado objetivo fundamental — uma sociedade livre, justa e solidária —, afastada a marginalização.

Fonte: O GloboSite Externo..


Nota do Bengala Legal: De acordo com a “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência” o termo correto para essa parcela da população é: “pessoa com deficiência”.
Em 03 de novembro de 2010 foi publicada a Portaria nº. 2.344 da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, que aboliu o termo “portador de deficiência”, regulamentando como termo correto “pessoa com deficiência”.


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Gil Porta às 12:52.
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