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Rio de Janeiro, terça-feira, 06 de dezembro de 2016 - 06:22.

 

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segunda-feira, 2 de março de 2009.

O Que Quiser!

A ideia desta página é que você escreva o que quiser e de deixar sua manifestação pública, para que as pessoas que a lerem escrevam o que quiserem.

  • Não quiseram matricular seu filho na escola devido à sua deficiência?
  • O motorista do ônibus acessível não quis parar para você?
  • Sua faculdade não tem tecnologias assistivas que te ajudem e o chefe de departamento diz não ter nada a ver com isso?
  • Você, que não tem deficiência, foi agredida(o) por uma pessoa com deficiência por nada?
  • Não arruma emprego por pura discriminação?
  • Não existe lazer para pessoas com deficiência em sua cidade?
  • Aquele comercial de TV é discriminatório?
  • Quer xingar alguém por algo?
  • Quer sugerir um post para esse blog?

OU

  • Seu filho está numa escola onde todos lhe acolheram super bem?
  • Sua cidade está com transporte acessível e sua qualidade de vida melhorou muito?
  • Você encontrou a faculdade dos seus sonhos e está super agradecido?
  • Você, que não tem deficiência, encontrou uma pessoa com deficiência que mudou muito a sua cabeça?
  • Arrumou um trabalho excelente e está se sentindo digno com isso?
  • Aquela peça de teatro com audiodescrição era tudo que queria para seu final de semana?
  • As coisas estão mudando aos poucos e você está gostando disso!
  • Você quer agradecer alguém por algo?
  • Quer fazer sugestões ou quer escrever sobre algo que não tem nada a ver com o que está acima!

Gostaria apenas de lembrar que o responsável por esse blog não se responsabiliza pelo que você escrever aqui e nem pelas respostas que possa receber. Participe, escreva o que quiser!

Abraços acessíveis, inclusivos e fáceis de usar do MAQ.

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MAQ às 14:24.
Post visitado 11800 vezes, 2 foram hoje.

25 Comments | Deixe seu comentário.

  1. Comment by Flavia Maria de Paiva Vital — 2 de março de 2009 às 20:00

    Sempre quis ter um espaço assim, poder escrever sem ter aquele compromisso com o tema e o tempo. Esse tempo que nunca dá tempo!
    Moro em São Paulo e a temperatura está insuportavelmente alta. Assim, não consegui completar nem um terço do que tinha programado para hoje.
    Não sei se são os meus cinquenta anos, que já passaram há alguns anos, mas tenho muita dificuldade em rodar minha cadeira debaixo de sol. Transpiro muito e me canso rápido.
    Também pode ser que este tempo não resisto um convite para um suco na Nova Barão, e mais tarde um café gelado no Suplicy e depois um sorte no Viena. Tudo ali pertinho, no Centro de São Paulo.
    Onde todos se encontram e o mundo plural existe.

  2. Comment by Bianca Rodrigues Calenzo — 3 de março de 2009 às 14:12

    Gostaria de ler para cegos gravando o livro ou material de interesse em CD. Entrem em contato pelo e-mail pizzarulez@gmail.com
    Atenciosamente,
    Bianca

  3. Comment by MAQ — 4 de março de 2009 às 17:05

    O calor realmente é estafante, Flavia, mas indo nesses lugares, como você diz, “logo ali” no centro de São Paulo, fica tudo mais gostoso! Andar de cadeira de rodas num calorão desses realmente não deve ser fácil.

    Bianca, que bom que você está oferecendo este serviço, espero que seja aproveitado bastante. Seria bom a amiga dizer de onde é, mas, de qualquer forma, algumas instituições nas capitais e no interior precisam dessse serviço e possuem até estúdios de gravação de boa qualidade. Sou cego e já precisei muito de leitores, alguns chamam também de ledores, para fazer minha faculdade. Mas isso foi antes da internet e do scaner. Agora voltamos a era das gravações, tudo devido aos CDs e DVDs. Alguma coisa está sendo feita por aí.

    Boa sorte! MAQ.

  4. Comment by Flavia Maria de Paiva Vital — 4 de março de 2009 às 19:16

    Outro dia de muito calor em São Paulo!Mas muito bom! Chegando no prédio em que trabalho na Barão de Itapetininga, uma novidade:ascensorista. Vocês imaginam você entrar em um elevador e ele não funcionar por telepatia. E você vendo aqueles botões e não ter como apertá-los. Hoje me senti o máximo e constatei a importância daquela profissional. Uniforme impecável, sorriso no lábio e me proporcionando a maior autonomia.
    Já fiz plano de um tour pelo Prédio, 14 andares. Ultimamente só ia aonde as coisas não se resolviam nem por telefone e nem por email. Este plano, que nem sei quando poderei colocar em prática porque estou sem tempo para nada, inclui jogar conversa fora, rever colegas, tomar café e fumar numa sala de fumantes no primeiro andar.
    Cida e Marinalva me fizeram feliz, talvez ainda não entendam o tão importante e a diferença que farão no meu dia a dia.

  5. Comment by Luis Fernando Gutman — 10 de agosto de 2009 às 21:35

    Boa noite…neste terça-feira, dia 11 de agosto, haverá o lançamento do meu livro A CHAVE onde conto a história da criação do grupo de teatro gente, formado por deficients visuais reabilitandos do Instituto Benjamin Constant,a partir das 18:00 h até às 21:00 h

  6. Comment by Anna von Weidebach — 3 de setembro de 2009 às 16:28

    Boa Tarde,

    Meu nome é Anna, sou da Trajeto consultoria em recursos humanos. A Trajeto trabalha com empresas de grande porte e hoje uma destas empresas, a Andrade Gutierrez está em busca de um auxiliar administrativo.
    A oportunidade é para São Paulo, na região do Booklin Novo, salario a combinar mais beneficios.
    Vaga exclusiva para portadores de necessidades especiais.
    Se houver interesse na vaga, favor entrar em contato pelo e-mail: anna@trajetorh.com.br

    Atenciosamente,
    Anna

  7. Comment by fernanda — 21 de setembro de 2009 às 12:49

    Bom dia Marquinho!!!!Parabens,adorei seu blog..vc é muito especial.
    Esse espação é pra gente falar tanto coisa boa como coisa ruim né?então vou deixar um alerta pra nós diabeticos.Os aparelhos roche o ACCU CHEK esta dando alteração no indice de glicemia e esta matando nos estados unidos,pessoal isso é grave!esta matandooooooo!!
    Vamos ficar em alerta com isso OK?
    Essa noticia esta no FDA e na ANVISA.
    Abraços.

  8. Comment by Lucilene Mattoso — 1 de outubro de 2009 às 21:19

    Olá, MAQ, espero que nenhuma tragédia maior tenha acontecido e que você ainda esteja “vivo” prá ler esta mensagem… (risos)
    Meu nome é Lucilene,sou aluna da Bell Machado, de Campinas, no curso de audiodescrição. Já havia me encantado com um artigo que ele leu pra turma, na aula passada. E, agora, visitando teu site, vi que tem muito mais a mostrar pra nós que precisamos aprender a enxergar.
    Adorei e com certeza serei uma “frequentadora” assídua do site.
    Parabéns.
    Até mais,
    Abraços,
    Lucilene Mattoso

  9. Comment by vagno — 15 de outubro de 2009 às 12:54

    oi marcos um abraço para você desejo saber mais noticias deste novo leitor de e internete para cegos pois ouvi a reportage na cbn.

  10. Comment by Iracema Araújo — 8 de novembro de 2009 às 12:01

    Já pensou o sofrimento de uma pessoa que tem deficiência na fala, tentando comprar via telefone? É meu caso e o de muita gente. Sofro quando telefono e a atendente imediatamente diz: “Não estou entendendo o que você está falando” e desliga o telefone, sem sequer me dar outra opção.

    Minha sugestão é: Contatar a Associação Comercial, CDL ou outras entidades congêneres e sugerir a elas uma campanha de inclusão. Na verdade, eles estão perdendo um bom nicho de mercado, não disponibilizando outros meios para compra, como compra via internet ou através do e-mail da loja. Mas é necessário fornecer essa informação para o cliente. Digo isso porque fui na Leroy Merlin sugerir a eles esse procedimento. Sabe o que me responderam? Temos um e-mail. E eu retruquei: Ninguém sabe da existência desse e-mail. E não sabe mesmo. Senti-me discriminada, aliás discriminadíssima, porque escrevi uma carta e o gerente-geral se negou a recebe-la. Será que por ser uma multinacional a Leroy Merlin acha que não pode falir? Será que eles não conhecem a história dos Matarazzo, Varig, Mappin e outras, muitas outras que um dia foram ricas, muito ricas e entraram em bancarrota?

    É comum ver propaganda das lojas se orgulhando de informar: Temos televendas. E perdem clientes, inúmeros clientes que têm dificuldade na fala.

    Entendo a incompreensão das pessoas quando se fala sobre acessibilidade, tema hoje restrito a pessoas com mobilizada reduzida (física), deficiência mental, auditiva, visual… Mas nunca a pessoas apenas com dificuldade na fala, como é meu caso. Escuto bem, penso bem, sinto bem… mas não consigo me fazer entender quando falo.

    E o melhor dessa história: tenho dim-dim e quero fazê-lo circular. Mas como????

    Vocês acham que essa minha sugestão tem fundamento?

  11. Comment by Angelo Ramalho — 15 de janeiro de 2010 às 22:04

    Eu sou formado em Comunicação Social – radialismo pela Universidade da Federal Paraíba. O meu Projeto de Conclusão de Curso foi uma audiodescrição do Filme “Em Algum Lugar do Passado” Mas o interessante eu não sabia que o que eu fiz audio descrição. Agora quero fazer um curso especializado de formação de audio descritores. Onde posso encontrar um? Que esteja o mais próximo daqui da Paraíba. Por favor se vocês pudessem me ajudar eu agradeceria.

    Obrigado.

  12. Comment by Marco Antonio de Queiroz - MAQ. — 15 de janeiro de 2010 às 22:41

    Caro amigo,

    O curso de audiodescrição mais próximo é o da UFPE, pela CEI (Centro de Estudos Inclusivos), professor Francisco Lima. É um curso de especialização. Existe também em Fortaleza, professora Vera Santiago e pós-graduação na UFBA, Salvador, com a professora Eliana Franco.

    Atenciosamente, MAQ.

  13. Comment by Keidi — 29 de janeiro de 2010 às 12:53

    Olá pessoas!
    Acho que me tornei fã do MAq logo ao terminar de ler seu livro Sopro no corpo. Grande história de vida e bela maneira de lidar com a vida.
    Vou visitar este espaço sempre que possivel
    Há e obrigada por responder meu e-mail tão rapido MAQ .

    Há Flávia concordo com você o calor em São Paulo andou meio castigante né. Agora é essa chuva.
    Você sitou trabalhar na Barão de Itapetininga, bom somos vizinhas, tranalho na Sete de Abril, rsrs

    ABraços.

  14. Comment by Tânia Delorme — 5 de maio de 2010 às 17:26

    Rio, 5 de maio de 2010

    Oi Maq, blz? Maq, sou DM1 em uso de bomba (Paradigm da Medtronic). Faço uso de Apidra (ultra-rápida). Tenho um diabetes chamado de lábil. Estou com o dito cujo há mais de 25 anos. Mas, não sei lidar com ele. Faço glicada de 6,2%, no entanto, faço pós-prandial de 226 mg/dL. Cara às vezes faço num único dia 24 testes capilares. As minhas glicadas são mensais. Sou de uma disciplina espartana, tenho diário alimentar, consulta ao endócrino mensal, consulta nutricional de 15 em 15 dias, consulta ao odonto mensal etc. etc. Como “como” pouco acho que produzo uma barbaridade de controreguladores. A produção de cortisol é de fazer “inveja” e daí faço hiper. Meu basal é de 13 Unidades. Administro bolus de correção e de refeição em torno de 12 Unidades, ou seja, 1/2 basal + metade de bolus. Lido mal para paca com o diabetes. Apesar de já ter mais de 25 anos de DM1, não tenho qualquer lesão decorrente da diabetes. A minha única lesão está nos meus 2 neurônios que não sabem conviver com o diabetes. A terapeuta não consegue segurar. É claro que meus problemas não se subsumem ao diabetes. A minha disciplina, acho que decorrente do medo, é tanta que fico muito cansada. Cara, tem alguma sugestão para me proporcionar a título de conviver melhor com minha doença aut0-imune que me persegue há 25 (vinte e cinco) anos? Bjos, Tânia

  15. Comment by Uli Kovalczuk — 21 de maio de 2010 às 4:44

    Olá, Marcos. Sou aluna do terceiro ano de psicologia na UFPR e cheguei ao seu site fazendo uma procura na internet sobre surdocegueira. Aproveito pra comentar como é lamentável a falta de informação e interesse das pessoas sobre o assunto, o que se confirma pela escassez de material achada na internet. Pra vc ter uma idéia, colocando “surdocegueira” no google, ele automaticamente me faz a recomendação “vc quis dizer ‘sordocegueira'”, indicando que os sites sobre o assunto são mínimos e que eu teria mais resultados se procurasse em espanhol. Isso é uma vergonha. Parabenizo você pelo seu site e pela sua coragem e agradeço pela ajuda. Estou fazendo um trabalho no instituto paranaense de cegos e espero me especializar na educação de crianças surdocegas, porém só estou começando a conhecer vocês e muitas vezes não sei como devo agir e me vejo em certas sinucas, especialmente quando conheço pessoas novas e sua página me esclareceu muita coisa. Obrigada, vou visitar o site sempre a procura de atualizações.

  16. Comment by SUELEM GOMES — 21 de janeiro de 2011 às 19:21

    Olá MAQ estou aqui visitando seu blog pela décima vez e cada uma delas fico mais apaixonada pelos esclarecimentos que obtenho.Hoje resolvi postar pela primeira vez pois tenho uma dúvida quanto a como devo agir.Não tenho preconceito algum ,muito pelo contrário acredito que todos (sem excessão)devem ter acesso ao que já é disponibilizado à grande maioria das pessoas ,afinal ,um dia quando a velhice chegar quem nos garante que não adquirimos algum tipo de dificuldade (um termo que acho mais correto do que deficiência).Bom gostaria de auxilio de todos .Tenho um grande amor desde pequena (que foi perdendo a visão gradativamente por problemas hereditário desde os 15 anos).Quando estudava com ele via um grande amigo,mas achava injusto todos tratarem ele como se fosse uma pessoa incapaz de tomar qualquer decisão.Com minha indigninação tomei a decisão de me tornar professora capacitada a atender todos os tipos de alunos que viesse a ter no futuro e também é uma forma de entendê-lo da maneira certa .Amo ele ,mas pela primeira vez na vida tenho medo de dizer o que sinto.O que eu devo fazer e como devo dizer ?Este é um assunto que nenhuma faculdade do mundo poderá me ensinar .Obrigada desde já e continue este blog ,maravilhoso.Desejo muita saúdea todos e ótimo fim de semana.Beijos

  17. Comment by Olímpia Gazel — 11 de fevereiro de 2011 às 12:31

    Site muito Legal! PARABÉNS!

    Gostaria de lhe dar uma sugestão:

    Colocar áudio no Site e no Blog. Os DVs poderão ouvir tudo o que está aqui, ouvindo VOCÊ!

    Sou jornalista, fotográfa e locutora profissional. Depois que puser a sua voz, me disponho, voluntariamente, a gravar(daqui, de BH)o que você desejar.

    Sou voluntária da Associação de Cegos Louis Braille, ACLB(MG), mantenedora do Lar das Cegas.

    À disposição,

    Olímpia Gazel

  18. Comment by Maryana Felix — 27 de março de 2011 às 13:39

    Eu acho a ideia da Olímpia muito interessante! Mas, creio que ela se referia a Podcast, não seria? É claro que os áudiolivros são super úteis para quem não vê. Baseado na premissa de que o som é um canal direto com o cérebro do DV, os Podcasts seria a solução.O site com voz desconheço, até então. Acho que valeu a intenção dela. Todo o tipo se colaboração, de sugestão é louvável!
    E, a vocês, nem se fala!!! A
    BENGAL BRANCA É “O SITE”!!!

  19. Comment by Elivânia — 5 de abril de 2011 às 15:52

    Olá! Gostei do seu blog. Faço curso de Braille no CEBRAV, sou uma intéprete de Libras desempregada. Agora vejam só! Tem alunos evadindo da sala de aula por falta de um intérprete e o Governo do Estado de Goiás não paga os contratados, nos restando a pedir demissão, por não receber, isso sem contar que nas minhas observações não tem havido Inclusão na Escola e sim Integração Escolar. Gosto muito dessa área e quero muito a voltar trabalhar com Surdo e futuramente com Cegos. Bjkas!

  20. Comment by Olímpia Gazel — 6 de abril de 2011 às 2:41

    Dirijo-me à Suelem Gomes, com o problema na área sentimenal. Como consultora sentimental e quase terminando um livo sobre o assunto(terá a versão em áudio), permita-me dar uma sugestão:

    Se vocês eram amigos há tanto tempo, já há um tipo de amor, muito louvável: o amor fraternal, o amor de Ágape.
    Esse amor é incondicional – não exige troca. Antes, use a sua intuição e tente captar se o interesse dele é recíproco. Caso, não tenha certeza e queira tentar… Então, voce não tem nada a perder. O amor resistirá ao possível: “Não, desculpe-me, mas te vejo como amiga”.
    Se isso ocorrer, respire fundo e saiba aceitar. Não tema a rejeição(este receio é natural no ser humano), pois, independente de qualquer coisa, você o ama e ele também te ama, talvez não seja da mesma forma que você, mas, que ele te ama, tenho certeza!
    Crie coragem e diga com muita naturalidade — seja você mesma, sempre–, o que sente por ele: um amor especial, que você gostaria de ser mais do que uma grande amiga, que gostaria de “ser dele”, de se relacionar com ele como namorada!
    Quando NÃO se trata de amor platônico, amor fraternal, há uma “química” impelindo os corpos a se desejarem…
    É o seu caso. Quem sabe ele está também, aguardando esta oportunidade? Lembre-se de que o corpo fala, as pessoas demonstram desejo sexual através de reações físicas, facilmente detectáveis: suspiros, arfar na respiração, o calor no corpo,suor, pupilas dilatadas(e outras ‘coisas’ dilatadas), com um simples toque.
    Mas, seja qual for o resultado de sua declaração, aja com naturalidade(tente, pelo menos), mas, continue amiga, amigos para sempre, quando é de verdade.
    Boa sorte,Suelem!

  21. Comment by Tânia Delorme — 6 de abril de 2011 às 10:49

    Rio, 6 de abril de 2011

    Oi Mac, tudo bem?

    Mac, sou a Tânia Delorme que estudou com você dos idos de 75/80 História na PUC-Rio. Já deixei um “depô” para você há algum tempo. Mac, um tempo depois abri um processo de diabetes tipo 1. Hoje sou usuária de bomba da Medtronic-MiniMed com sensor de glicose, que não serve nem para corrigir através do bolus de correção nem para aplicar o bolus de refeição, pois a glicemia do líquido intersticial é um pouco mais lenta que a capilar. Conforme acho que falei com você uso “bomba” por opção pessoal e não por prescrição médica haja vista que não tenho (pelo menos ainda – rs…rs…rs…- mesmo depois de mais de 25 anos de diabetes qualquer lesão oriunda do descontrole da doença). Desenvolvi uma disciplina espartana para poder procrastinar o mais que tiver ao meu alcance as lesões decorrentes da doença. Esse controle tem 2 preços, um financeiro, pois arco com tudo que necessito não peço nada para o poder público e, por outro lado, tem 1 preço emocional, pois fico ligada 24 horas no meu controle, faço no mínimo 15 HGT(s) por dia, alguns dias chego a fazer 20 HGT. E há um HGT que é feito às 3:00 horas da madrugada. Minha médica SOLANGE TRAVASSOS pede em todas as receitas 9 testes por dias, mas tenho certeza que ela deve fazer mais, pois tem noção do que acontecer com um mal controle. Há anos faço uma glicada POR MÊS através do sangue do plasma. Agora a Bayer lançou A1c Now que permite que a glicada seja feita em casa. Ainda estou na ativa apesar de ter tempo de serviço público suficiente para aposentadoria, tenho só de serviço público 33 ou 34 anos. Sou Defensor Público de Classe Especial lotada na 2ª Defensoria Pública junto à egrégia 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

    Pratico bastante atividade física. Minha praia é o ciclismo seja na rua seja na pista. Agora o Direitor do velódromo ANTONIO MARCIO DOMINGUES FERREIRA abriu o velódromo para clínicas de treinamento para quem não é profissional. Acho que ele e o Presidente da FECIERJ, CLÁUDIO SANTOS, ao abrir as clínicas estão divulgando mais o ciclismo, abrindo escolinhas e promovendo o esporte envolvendo mais a garotada que normalmente não teria acesso ao ciclismo de pista, que é totalmente diferente de pedalar na rua. A bicicleta não tem freios, marcha, o pinhão é fixo, e na pista se pedala a 44º graus. É para quem pretende ser profissional um dos esportes mais perigosos.

    Cara, gostaria também de dizer que pratico natação que definitivamente não é minha praia no IBC (leia-se: Instituto Benjamin Constant), na tentativa de salvar minha COLUNA (a cervical já foi operada, a lombar “vai mal das pernas”, mas sem dúvida a pior é a dorsal que é hiperretificada, fazer o quê? Mas, nada disso tem a ver com a ou como prefere o Professor EVANILDO BECHARA, o diabetes.

    Mac, dizem que o tipo 1 não é hereditário, mas meu irmão abriu o processo com um pouco mais de 1 ano de idade, fez cetoacidose e foi internado tendo ficado um tempinho sob regime de internação, sendo certo que naquela época não havia os recursos que existem hoje Naquela época dizer que alguém era diabético era o mesmo que dizer nada. os testes eram feitos com urina e reagente de Benedict, glicosímetro não existia, insulina era NPH, a Regular só era utilizada depois que alguns dias “obtendo uma cor vermelho barro após testar a urina”, glicada não existia, eletroneuromiografia também não existia, exame de fundo de olho era pouco realizado, retinografia, lase, avastin nada disso existia. Meu irmão contou com a sorte; é mais novo do que eu 3 anos, mas não desenvolveu quaqluer lesão. Estudou na PUC, na UERJ. E está ainda “faceiro e frajola”. Acho que por nunca ter feito uso de bebida alcoólica, cigarro nem drogas isso o ajudou bastante.

    Mac, já falei com você que por volta de 1986 li a 1ª edição do seu livro “Sopro no Corpo”. À época você havia sofrido o acidente de moto, mas não havia feito transplante de rim nem de pâncreas. Cara, acho que a leitura do seu livro é de suma importância para todos que têm algum tipo de doença crônica. Ademais, é um livro tão gostoso de ler que faz bem para a alma, é uma literatura de bom nível que não passa rancor, não passa ódio, você passa através do seu livro que viver vale a pena. Não li a edição pós-transplante.

    Cara, conforme disse faço natação no IBC, mas estão dizendo que o IBC irá acabar como tudo que é bom nesse País vai para o espaço. Salvo melhor juízo, o prédio do IBC é da época do Império. Achei estranho o incêndio no prédio da antiga Universidade do Brasil próximo ao IBC. Já acabaram com o prédio da UNE. História para quê??? Fiz História, não me arrependo, mas não é possivel viver nem de pesquisa nem de licenciatura no Brasil, principalmente em se tratando de História. Com Direito você consegue sobreviver com alguma dignidade.

    Cara, é verdade que o Instituto Benjamin Constant será exterminado??????

    Bj, Tânia Delorme

  22. Comment by Raphael Montesinos — 8 de junho de 2012 às 8:03

    Bom Dia Sr. Marco Antônio!
    Entro em contato com o Sr. primeiramente para parabenizá-lo por seu trabalho. Gostaria também de saber se o Sr. me autorizaria a publicar um vídeo seu, onde o Sr. comenta de forma muito pertinente a relação entre o diabetes e a cegueira. Publicarei em minha página pessoal. Sou oftalmologista e creio que esse vídeo ajudará muitos de meus pacientes. Agradeço antecipadamente, Muito Obrigado.
    Dr. Raphael.

  23. Comment by MAQ — 8 de junho de 2012 às 13:09

    Caros amigos (as),
    Desculpem-me por não ter vindo aqui antes!
    Quanto à acessibilidade desse blog quanto à sonorizar o que está escrito, gostaria de informar que cada pessoa cega que utiliza a internet só o faz quando possui um leitor de tela, aplicativo que Lê a tela, como o próprio nome diz. Existem algumas marcas desse aplicativo assim como qualidades diversas. Isso não é percebido por pessoas que não utilizem esses softwares, mas esse blog é totalmente acessível a todos nós, ok? O código html dele foi feito com plena acessibilidade e por mim mesmo. Eu utilizo leitores de tela e, portanto, conheço a acessibilidade desse meu blog na prática, sou cego.

    Quanto ao meu vídeo sobre diabetes, está liberado em:
    http://www.bengalalegal.com/v-diabetes

    Abraços acessíveis do MAQ.

  24. Comment by Simone — 13 de novembro de 2012 às 13:46

    Olá blog Bengala Legal! sou estudante de Design de Moda da faculdade Anhembi Morumbi e, este semestre, eu e meu grupo estamos desenvolvendo um projeto sobre inclusão social dos deficientes visuais e preciso de algumas entrevistas, de preferência de jovens deficientes visuais, mas todos podem responder! são apenas algumas perguntas que iriam me ajudar muito na realização do trabalho! o tema do projeto trata da educação sexual dos jovens deficientes visuais que não possuem muito acesso ás informações sobre este tema tão necessário e importante.
    O site onde se encontra o questionário é este: http://www.surveymonkey.com/s/V2GF2WL
    basta acessar e responder!
    Desde já, agradeço.
    Ass. Simone Resende

  25. Comment by Maria Aparecida — 14 de março de 2016 às 11:46

    Somos da PM de Ituverava/SP, precisamos de alguns itens para atender uma aluna com deficiência visual, poderiam
    nos informar onde comprar:

    -Larabrille estojo
    -soroban
    -braille alfabeto vazado no MDF

    Att

    Maria Ap.

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Dança no MIS e Unlimited apresentam: MARC BREW, bailarino e coreógrafo da Escócia, na performance REMEMBER WHEN e uma residência (processo criativo aberto ao público) junto à bailarina brasileira Gisele Calazans. As atividades fazem parte do programa mensal: Dança no MIS, com curadoria de Natalia Mallo, que convida coreógrafos a escolher uma área do Museu […]

 

A ANCINE colocou em Consulta Pública, até o dia 08 de julho, Notícia Regulatória e Relatório de Análise de Impacto – AIR que discutem a implementação de ações para regulamentar a promoção da acessibilidade em salas de cinema, com disponibilização de recursos de legendagem descritiva, LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais e audiodescrição que possibilitem […]

 

Está chegando ao fim o curso de Especialização em Audiodescrição promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD). Em iniciativa inédita, foi possível viabilizar o primeiro curso sobre esta temática a nível de especialização no Brasil, com o principal […]

 

MARIA LUÍSA BARSANELLI. De SÃO PAULO. Em um cantinho ao lado do palco, Rafaella Sessenta, 32, alonga braços e pernas. Posiciona-se frente a uma câmera e aguarda a largada: o início de um show em tributo a Michael Jackson, realizado no domingo (31/5) em São Paulo. Rafaella é tradutora de libras (Língua Brasileira de Sinais) […]

 

O curso de Especialização em Audiodescrição promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), abrirá uma segunda turma ainda este ano. Estão previstas 100 vagas a partir do segundo semestre. O curso tem o objetivo de capacitar profissionais para promover a […]

 

A AFB (American Foundation for the Blind, ou Fundação Americana para Cegos) anunciou nesta semana os nomes dos quatro homenageados que receberão o prestigioso prêmio Helen Keller na noite do dia 18 de junho, em Nova York (Estados Unidos). Estamos homenageando as realizações de indivíduos e empresas pelo sucesso na melhoria da qualidade de vida […]

 

Estão abertas as inscrições para o 7º Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência. Ficha de inscrição e regulamento, acesse: www.assimvivemos.com.br Em 2015, o Festival Assim Vivemos chega à sua 7ª edição. É com enorme alegria que iniciamos mais uma busca pelos melhores filmes produzidos no mundo sobre o tema da pessoa com […]

 

A diretora da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações do TRT5 (Setic), Cláudia Jorge, participou da primeira reunião da Comissão Permanente de Acessibilidade do sistema Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) em 2015, na última terça-feira (14/4). A comissão tem como objetivo principal propor medidas para facilitar o acesso de pessoas com […]

 

É hora de deixar de observar apenas a obrigação legal da contratação de pessoas com deficiência física e analisar os ganhos econômicos e sociais da inclusão Silvia Torikachvili. Observando os exemplos mencionados ao longo da reportagem, percebe-se que, quando as empresas decidirem contratar talentos em lugar de deficiências, elas entrarão para o melhor dos mundos. […]

 

 

 

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