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Rio de Janeiro, sábado, 23 de agosto de 2014 - 15:18.

 

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quarta-feira, 15 de julho de 2009.

Chat do dia 5/07/2009 – Programa Assim Vivemos – Convenção, Estatuto e Criminalização.

Programa Assim Vivemos – TV Brasil
Bem-vindos!

Programa Assim Vivemos
TV Brasil – 05/julho/2009.
Chat – complemento do programa – 19 horas
Entrevistada: Flavia Maria de Paiva Vital.
Entrevistador: Marco Antonio de Queiroz – MAQ.

.MAQ Entra na conversação (op1)
MAQ: Boa noite a todos!
Jean: Boa!
Flavia. Boas!
Ireuda. boa noite MAQ
*.Sala E aberta para debates (por Jean)
MAQ: Ainda faltam 10 minutos para começarmos.
MAQ: Aproveitem para ir ao banheiro, beber água, falar com o visinho, xingar a namorada etc…
Fernando: aiai…
.Lui Entra na conversação
.Léo Entra na conversação
.Beatriz Entra na conversação
Léo(pvt). estamos nos últimos programas da série, né?
.Nina Entra na conversação
.Carmen Entra na conversação
.Lara Entra na conversação

MAQ: Boa noite a todos. Como em todas as semanas, começamos nosso chat com uma entrevista e, logo após, abrimos para que todos possam expressar suas opiniões a respeito do programa ou fazer suas perguntas à entrevistada.
MAQ: Nossa entrevistada de hoje é Flavia Maria de Paiva Vital, militante na luta pelos direitos das pessoas com deficiência, presidente do Centro de Vida Independente AN (SP) e pessoa com síndrome pós-pólio. Boa noite Flavia.
.Edu Entra na conversação
Lui(pvt). centro de vida independente???
Flavia. Boa noite MAQ, boa noite a todos.
.Fernanda Entra na conversação
MAQ: Flavia, o que é Síndrome pós-pólio?

Flavia. A SPP é causada pelo excesso de uso dos músculos por volta de 35 anos depois da pessoa ter tido paralisia infantil, o que causa fadiga incontrolável, fraqueza muscular, dores musculares e de juntas, desordem do sono, maior sensibilidade ao frio e à dor, bem como dificuldade para engolir e respirar.
Lara(pvt). Ah! mesmo assim, a nossa querida Flávia fuma como uma chaminé!

MAQ: Flavia, como é que você atua na militância da luta pelos direitos da pessoa com deficiência?

Flavia. Minha contribuição está em Colaborar na atualização da legislação sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e incentivar políticas públicas voltadas ao fomento da Vida Independente, através da educação inclusiva, comunicação, moradia acessível e disponível, transporte, cuidados com saúde, meio ambiente sem barreiras e tecnologia assistiva; (continua)
Flavia. Trocar informações entre nós mesmos, entre outras pessoas e a comunidade, através da Internet, e-mail, teleconferência e vídeo-conferência, fax, telefone ou qualquer tipo de comunicação para compartilhar nosso conhecimento, especialização e idéias uns com os outros; e construir parcerias com organizações nacionais e internacionais que tratem da questão da deficiência para promover Vida Independente.

MAQ: Flavia, nosso personalidade da semana é uma família cujos pais são surdos e que se comunicam com língua de sinais.
Que percebe dessa comunicação alternativa?

Flavia. A importância da comunicação para uma inclusão efetiva. Daí a necessidade de investimentos mais expressivos em pesquisas de tecnologias que propiciem a comunicação de todos,. mesmo daqueles com severas seqüelas.
.Bezerra Entra na conversação

MAQ: Flavia, que você destaca do filme e do conjunto “Os Amaciantes”?

Flavia. O trabalho em grupo de pessoas com deficiência intelectual e pessoas sem deficiência, onde todos participam e decidem. A expressão artística de cada um se adequando e crescendo em conjunto.
Flavia. Adorei o filme.

MAQ: Faz a gente sentir a maior emoção com o “Poseidon”, né?
Flavia. Titanic. Mais do que isso, é uma verdadeira lição de administração.

MAQ: (risos pela troca do nome do navio). Flavia, como está a legislação que abrange os direitos das pessoas com deficiência no Brasil?

Flavia. Com a ratificação pelo Brasil da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, temos pela frente um árduo trabalho de atualizar a nossa legislação, para que a mesma não desconsidere nenhum dos direitos previstos na Convenção. Esta atualização deve ser feita com a colaboração das pessoas com deficiência, que devem conhecer seus direitos e deveres. Creio ser este nosso maior desafio. (Continua).
Flavia. Temos na Câmara Federal o Estatuto da Pessoa com deficiência, que considero um retrocesso na luta pela inclusão e no Senado o PL 112/2006, nenhuma das duas
matérias nasceram da vontade das pessoas com deficiência. Além destas, no Congresso Nacional, Senado e Câmara, existem quase quinhentas matérias de assuntos ligados às pessoas com deficiência. Uma verdadeira “festa do arroz doce”.
.Jonatas Entra na conversação

MAQ: Flavia, o que é Vida Independente? Pergunto isso porque a OCIP que você é presidente chama-se Centro de Vida Independente.

Flavia. No início da década de 70, surgiu nos Estados Unidos , e, depois, em outros países, um movimento social cujos princípios foram levantados pelas próprias pessoas com deficiências severas, que não aceitavam mais ficar à margem da sociedade e à mercê das instituições, especialistas e familiares, que decidiam tudo por elas. (Continua).
Flavia. Nesse momento, iniciou-se um movimento internacional de Vida Independente, no qual a palavra independente significava não-dependente da autoridade institucional e familiar. Na década de 80, particularmente no Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981), surge um outro movimento internacional, o de luta pelos direitos das pessoas com deficiência. (Continua)
Flavia. Esses dois movimentos produziram uma tendência mundial voltada para a implementação daqueles direitos, a fim de consolidar a equiparação de oportunidades para pessoas com deficiência, de modo não-paternalista e não-autoritário. (continua).
Flavia. O movimento de Vida Independente veio provar que a pessoa com deficiência tem capacidade plena para administrar seus interesses e obrigações com independência, fazer suas escolhas e tomar decisões sobre o que é melhor para elas, e exigirem o direito de assim fazê-lo.

MAQ: Flavia, abriremos o chat agora, para que todos que queiram perguntar mais possam fazê-lo. De agora em diante, todos seremos entrevistados e entrevistadores, ok?

Flavia. Está ótimo!

MAQ: Sintam-se à vontade para perguntar qualquer coisa ou mesmo para expressar opinião sobre o programa de hoje!
*.Sala E aberta (por Fernando)


Diniz. olá Flávia! te conheci em SP no encontro Dosvox mas já havia falado contigo no skype antes. tenho por ti grande admiração e respeito.
Léo. flávia, como é a sua circulação pela cidade?
Beatriz. Flávia, como analisa o papel das instituições na vida da pessoa deficiente?
Lui. Escuto frequentemente alucinações sonoras. Vc podia me explicar algo sobre isso?

Flavia. Obrigada Diniz. Beatriz, depende da Instituição.
Flavia. Léo, é muito difícil. Ando com cadeira de rodas e moro em São Paulo! Já viu. Mas, trabalho no centro que é bastante acessível
Léo. também sou cadeirante. sei como é.

Flavia. Alucinações sonoras????
Lui. sim.

Beatriz. Flávia, como os projetos não nos representam e, em certa medida, são um retrocesso, não seria o caso de as categorias se unirem para elaborar projetos de lei?
MAQ: Mas as “categorias”, que você quer dizer, grupos de pessoas com deficiências diversas, se reúnem justamente em entidades como os Centros de Vida Independente.
Flavia. Beatriz é o que precisamos, com urgência!
Diniz. Vamos legislar galera!
Beatriz. Penso que se as categorias reivindicarem o que precisam, vai ficar mais fácil, ou menos difícil, não? Na realidade atual, o que atende a alguns, pode, inclusive, prejudicar a outros grupos. Concorda?
Flavia. Diniz, se não fizermos isto, perderemos os nossos direitos adquiridos.
Flavia. Concordo Beatriz, por isso temos que fazer uma ampla discussão.

Léo. Flávia, você dirige seu próprio carro ou usa os táxis acessíveis?
Léo. eu uso os táxis.
Flavia. Léo, uso o taxi acessível.
Léo. eu também, Flávia.
Léo. já conheço todos os taxistas.
Léo. já fiz matérias sobre o táxi para a folha online.
Flavia. Quero ler!
Léo. procura na busca do folha online meu nome (Leonardo Feder). aí vc vai ver um vídeo tb que fizemos

Diniz. Flávia, o que prevê o estatuto do deficiente, por exemplo, que podemos considerar retrocesso?
Diniz. eu gostaria de ampliar minha consciência jurídica em relação ao que é retrocesso e o que seria avanço.
MAQ: para pessoas que lutam pela igualdade de oportunidades, um estatuto empresta às pessoas com deficiência um status especial. Somente crianças e terceira idade tem estatutos… queremos leis comuns, ordinárias, não especiais, entende?
Flavia. Diniz, ele é assistencialista demais, e nossa legislação já está mais adiantada que ele.
Diniz. Compreendo
Beatriz. Faz todo o sentido essa ampla discussão.
Beatriz. Concordo com você, MAQ.
Lui. burocracia, questão de diferenças de raças, etnia, etc. Um assunto para doutora Flavia!
MAQ: quem pensa em vida independente acha que temos que nós mesmos de pensar e defender nossas causas, mas de forma inclusiva e não especial, assistencialista, de cima para baixo. O estatuto não foi criado por nós, não nos dá independência etc… já leu algum estatuto?
Diniz. já li mas ainda não tive a oportunidade de ler o projeto que está na câmara.
Beatriz. Isso mesmo, MAQ, o Estatuto não nos representa.
Diniz. então vocês tipo odeiam o Paulo Paim?
Diniz. eu gostava dele…
Beatriz. Flávia, eu costumo brincar entre amigos, o que precisamos é de projetos como rampas que atendam aos cadeirantes, mas que não derrubem o cego pela berada, entende o que quero dizer?
Flavia. Beatriz, por isso os projetos tem que ser feitos pelos princípios do desenho universal.

Léo. para que a prefeitura resolva colocar todas as calçadas acessíveis, falta prioridade no uso do orçamento municipal ou é um problema legislativo?
Flavia. Léo, os dois. A calçada é de cuido do proprietário do imóvel. Ao mesmo tempo, temos calçadas em entornos de prédios públicos que estão em péssimo estado de conservação.
Beatriz. Isso mesmo, Flávia.
Léo. como então resolver esse problema da acessibilidade?
Flavia. A acessibilidade tem que contemplar a todos. O Desenho Universal é para isso.

MAQ: são 3 os projetos de estatutos que estão no senado e câmara, todos assistencialistas. Mas a questão não são se ele são bons ou não, a questão é que são estatutos… Só tem estatuto quem é criança ou pessoa de terceira idade. Se você se considera um cidadão igual, com direitos e deveres, porque estatuto?
Diniz. considero-me um cidadão com limitações, por isso ainda não tinha caído a ficha…
MAQ. Pois é, Diniz, mas iguais na diferença, não?
Lui. assim espanta, “poxa” de estatuto!
Flavia. Diniz, direitos humanos não pode ter donos e nem partidos.
Beatriz. Precisamos apresentar um projeto nosso e unificado em categorias urgentemente.
Léo, é importante nos unirmos a outras pessoas que tenham o mesmo ideal.

Lui. podemos falar sobre estados alterados da mente agora Dra. Flavia?
MAQ: pode Lui, mas não é o tema do programa de hoje, certo? O amigo assistiu o programa de hoje?
MAQ: Lui, o amigo sofre de alucinações?
Lui(pvt). tratamento respeitável de Dra. Flavia.
MAQ: Lui, o amigo tem alguma síndrome de transtorno psíquico?
Lui(pvt). tenho 38 anos sou de SSA-BA e admiro muito os psicanalistas de bom grado
Lui(pvt). faço análise e tenho acompanhamento psiquiátrico
Lui. sou músico, poeta, compositor, desenhista, projetista…
Lui(pvt). Desconcertista
Lui. Concretista

Flavia. Temos que falar na criminalização da discriminação com a pessoa com deficiência.
Léo. nao é crime previsto em lei?
Léo. pensei que se enquadrasse em racismo, sei lá
Flavia. Não! Só por jurisprudência. Temos que exigir isto de imediato.
Beatriz. É crime, mas tem gente que age de forma velada, o que é ainda pior, não acham?
Flavia. Beatriz, este é o pior preconceito.
Beatriz. É mesmo e o que mais acontece, não?
Léo. é mesmo.

Beatriz. Flávia, como acha que o deficiente deve agir para fazer a família entender que ele é capaz e tem direito de escolher o seu destino?
Flavia. Beatriz, um dos serviços mais precários no Brasil é o apoio às famílias. Então, temos que lutar praticamente sozinhos.
MAQ: Temos de lutar sozinhos, primeiro para aprender a nos virar sozinhos.
Beatriz. Não seria o caso de criar um serviço de apoio e conscientização das famílias?
Flavia. Mas, procure conhecer mais sobre Vida Independente.
Beatriz. OK, farei isso.
Léo. eu também
Léo. tem site?
Flavia. Visite o site www.cvi.org.brSite Externo.

Jonatas. Algum de vocês participou da Oficina de Indicação de Políticas Públicas de Cultura para Pessoas com deficiência em Outubro do Ano passado aqui no Rio?
MAQ: Sim, eu estive lá no evento do Ministério da Cultura, e falei sobre a audiodescrição, além de dizer ao chefe de políticas públicas do ministério que tinha na gaveta dele em Brasília 10 mil assinaturas do livro acessível… você estava lá?
Jonatas. MAQ, estive lá sim. Perguntei por ter sido uma iniciativa de unir pessoas com deficiência para ouvi-las
MAQ: sim, mas lá foi uma iniciativa do governo e não nossa, de pessoas com deficiência… e foi de entidades ligadas ao ministério… Eu entrei de penetra no evento.
Jonatas. Hahaha Vc foi com a Lara, certo?
Jonatas. MAQ, Tudo é válido se servir para que efetivamente as leis sejam respeitadas, não?
Flavia. Jonatas, as leis só serão cumpridas quando cobrarmos sua efetivação.
Beatriz. Se a gente não partir para a luta, eles assumem as rédeas de nossa existência e não nos deixam fazer nada.
Léo. boa, Beatriz
MAQ: Beatriz, antigamente somente as famílias lutavam por nós, agora, com a vida independente, nós lutamos por nós… bem, esse agora para mim é desde 1978, quando fiquei cego, pois minha família queria que eu ficasse em casa sem fazer nada…
Beatriz. Vou visitar o Site, Flávia.

Flavia. Lui, não entendo de alucinações, mas creio que elas existem.
Lui. vou sair, volto na px semana, thank you!
MAQ: Lui, desculpe-nos qualquer coisa, volte sempre… precisamos saber mais de alucinações e das coisas que te atingem para podermos, de alguma forma, ajudá-lo, ok?
Lui Sai da conversação

.Lucio Entra na conversação
Lucio. Já acabou o chat?
Jean: não
MAQ: Oi Lúcio, seja bem-vindo!
Lucio. Não deu pra entrar mais cedo.. Oi MAQ, vim em busca da minha cadeira cativa…
Lucio. E a Flavia está por aí? Vocês estão deixando ela falar?
Beatriz. Oi Lúcio, que bom que voltou!
MAQ: Lúcio, estávamos falando da Convenção e de Vida Independente!

Léo. mas o executivo não pode tomar as rédeas do processo? vai confiar no poder legislativo? o mais corrupto?
Flavia. Leo, temos que fazer incidência com os parlamentares. Do jeito que coloca, seria uma ditadura.
Léo. mas o executivo pode pressionar o legislativo, não?
Léo. tem sempre mecanismos, não tem? medida provisória, sei lá
MAQ: O executivo está podendo até fazer coisas demais, como adiar a lei da audiodescrição para nós! (e justamente através de portarias)
Léo. mas se o executivo, sob nossas rédeas de contribuinte, aplicar mais dinheiro do orçamento nas nossas causas… é questão de prioridade de políticas públicas.

Beatriz. Flávia, é pergunta pessoal mesmo: o que é mais difícil como cadeirante? Para mim, como cega, o mais difícil é andar sozinha de bengala em lugares que não conheço e ainda sujeita a pessoas estranhas.
Flavia. Beatriz, para mim foi adaptar a minha casa a minha possibilidade de uso.

Lara. Boa noite Flávia, olá pessoal. Sobre aquela oficina de Indicação de Políticas Públicas de Cultura para Pessoas com deficiência em Outubro do Ano passado aqui no Rio, entendo o seguinte:
Lara. como o Jonatas disse, a oficina foi organizada por pessoas do governo, mas quem elaborou as sugestões que ficaram registradas foram, em sua maioria, pessoas com deficiência.
Lara. E também pessoas que trabalham com acessibilidade, como educadores, arquitetos.
Flavia. Boa Noite Lara, é bom estar aqui!
Léo. oi Lara
MAQ: Jonatas, as pessoas com deficiência que estavam lá não eram representativas o suficiente. Por exemplo, o cego artista que estava por lá não tinha nem noção da Convenção, do decreto 5296, não lutava por nossas causas, tinha só opiniões particulares.
Flavia. MAQ, não basta ser pessoa com deficiência… risos!
MAQ: claro que não basta ter deficiência, temos de saber o que já conquistamos, o que ainda não conquistamos, o que é direito, o que está sendo cumprido ou não, etc…
Lara. Mas MAQ, aquele cego artista era apenas um, e minoria em termos de opinião.
Flavia. Lara, o pior que não. Um dos maiores desafios que temos é levar ao conhecimento das pessoas com deficiência seus direitos e obrigações.
MAQ: Lara, mesmo assim, se todos conhecessem muito de tudo que lutamos por ali, mesmo assim, era muito pouca gente para ser representativa!
Jonatas. MAQ, não dá pra desvalorizar o evento pela escolha do representante… Na verdade, isso acontece sempre. Devemos sim continuar divulgando e fazendo conhecerem mais das leis
Jonatas. só assim o risco de escolherem representantes vazios vai ser quase nula… Por mais que vc seja atuante e conscientizador não conseguirá jamais estar em todos os lugares em que estão pedindo opiniões de pessoas com deficiência…
Lara. Acho que não adianta nada jogar fora o resultado daquela oficina. Foi a primeira desse tipo que participei, e deu um trabalho danado durante 3 dias inteiros… O que acho lamentável é que o documento final ficou muito pobre e resumido e foi parar em uma gaveta do Ministério da Cultura.
MAQ: Jonathan, todas as pessoas que estavam ali tinham algum vínculo com o ministério da Cultura, portanto, com o rabo
preso… a maioria, não todos. Não vou citar
nomes aqui, mas as entidades que estavam lá não são representativas em sua maioria.
MAQ: se eu recebo do ministério da Cultura dinheiro para imprimir meus livros e editá-los, vou dizer que a política do ministério está ruim? Se vou, até que ponto?
Lara. Ficou acanhado, resumido, Tudo aquilo que batalhamos para redigir em conjunto desapareceu… Não sei como foram os outros, e não recebi mais nenhum documento complementar. Achei estranho o governo organizar aquilo sem ter lá pessoas dos outros ministérios, para que o diálogo acontecesse de fato.

Léo. a Flávia tá dando uma aula. queria conhecê-la…
Flavia. Léo venha em uma reunião do CVI
Léo. opa, eu quero!
Léo. quando e onde é a reunião?
Flavia. Léo, nossas reuniões acontecem no SESC Vila Mariana.
Léo. opa, pertinho de casa!!!!!!

Lucio. Bem, peguei o bonde andando a quilômetros da estação mas tenho uma dúvida que gostaria de colocar para a Flavia.
Lucio. É o seguinte: há uma grande desconfiança das pessoas que não estão ligadas aos movimentos sociais em relação ao dito controle público.
Lucio. há uma imagem de que são pessoas envolvidas numa escalada de poder.
Lucio. minha pergunta é:
Lucio. como garantir que as políticas públicas não representem interesses corporativos, mas interesses sociais?
Lucio. Como recuperar credibilidade e dar maior força aos espaços públicos?
Flavia. Lucio, só através de uma ampla discussão social e incidência direta nos parlamentares.
Lucio. Vivemos num país que criminaliza professores da escola pública e movimentos legítimos.
Flavia. Lucio, não vejo outra maneira a não ser o movimento social unido.
Lucio. Mas há essa mesma desconfiança em relação aos poderes do estado.
Lucio. Então deixa eu reformular minha pergunta rapidamente.
MAQ: sim… um formulário de reformulação para o Lúcio, por favor!
Lucio. Como você avalia a autonomia dos movimentos das pessoas com deficiência nesse momento no Brasil?
Beatriz. Flávia, acho que o caminho que você aponta ainda é o mais indicado: nos unirmos.
Flavia. Temos uma divisão muito clara, os que dependem do dinheiro do Estado (federal, estadual e municipal) para sobreviverem, e quiçá, enriquecerem e outras que
não estão com o “rabo preso” como diz o MAQ.
Lucio. Isso. Penso isso tb.
Flavia. Lúcio, eu acredito na força dos movimentos sociais.
Lucio. às vezes tenho a impressão que muitas pessoas esperam parcerias público-privadas entre movimentos sociais e governo.
Flavia. É este o veneno!
Léo. a função dos movimentos sociais é pressionar o governo
Lucio. Isso. Penso isso tb.
Flavia. Eu não sou contra a andar junto com o Governo quando as metas são as mesmas, não esquecendo a ética. Mas tem que saber exatamente a hora de estar do outro lado.
Lucio. Participei das conferências no ano passado e o que senti foi uma total cooptação governamental.. Isso me deprimiu e estou tentando me recuperar.
MAQ. A audiodescrição está sendo barrada pelo ministério das comunicações. Se eu, que estou trabalhando indiretamente para o ministério das Comunicações quero abrir uma ação judicial contra o ministério, vou pensar duas vezes, ou não?
Lucio. Ainda mais porque vejo as entidades que deveriam ser intransigentes serem compradas com muita facilidade.
Lucio. Compradas é muito duro, caladas acho que fica melhor..
Flavia. Não Lucio, compradas mesmo!
Beatriz. Mas é compradas mesmo, e com todas as letras, infelizmente.
Lucio. Pois é, como podemos ajudar as pessoas a entenderem que não devem negociar sua autonomia?
Flavia. Uma dica que dou é viver dentro da filosofia de Vida Independente.

MAQ: Caramba… hoje a coisa está quente… vou abrir a janela! ahaahha
Jean: Está mesmo, MAQ. Mas é que aqui na administração temos ar condicionado, sabe como é.
Flavia. Jean, vocês estão bem… risos.

Léo. até quando vai o programa?
MAQ: O programa está no 17 e vai até o 26.
Léo. hum, daqui a pouco tem o festival Assim Vivemos!
MAQ. Em falar em Festival, o Festival Assim Vivemos é um exemplo de acessibilidade, cultura para todos… nós cegos já poderíamos ter audiodescrição nas TVs e cinemas…
Léo. é muito grave essa questão da audiodescrição, o pior é que ela está sendo negligenciada.
Lara. Mais que negligenciada, o MINICOM está lutando contra a implantação imediata… Acho que cada pessoa tem que contribuir com o que pode; eu espero estar dando uma gotinha de contribuição com os projetos que faço.
Beatriz. Onde eu posso conseguir o máximo de informações possíveis sobre a audiodescrição para tentar escrever um artigo e para quem devo enviá-lo, caso consiga produzir algo interessante.
Flavia. A audiodescrição deve ser um recurso disponível full time.
Lucio. Pra Inclusive você pode enviar coisas até nem tão interessantes.
Léo. vamos lá, gente, vamos colocar as reivindicações por escrito, vamos divulgar nossas ideias
Flavia. Lucio, a Inclusive está ótima, parabéns!

Lucio. Flavia, existem pessoas com deficiência intelectual em centros de vida independente?
Flavia. Aqui, em São Paulo, no CVI, infelizmente só tem o Pedro com deficiência intelectual. As pessoas com deficiência intelectual são muito tuteladas pelas famílias, que, muitas vezes as “sufocam”.
Beatriz. E como sufocam, Flávia.

Jonatas. Meus amigos, estou de saída. Mais uma vez foi um prazer participar do chat com todos. Até a próxima!
Beatriz. Até a próxima Jonatas.
Lara. O Jonatas é nosso intérprete de Libras do programa!
MAQ: Valeu Jonatas, desculpe-me pelo radicalismo.. não sou tanto assim, só de público, ok?
Jonatas. Ah sim, perdão, Jhonatas Narciso, 23anos, Rio de Janeiro/RJ. rs Agora vou. Fuuui!
Flavia. Abraços Jonatas!

MAQ: Estamos terminando…
MAQ: ok… quero antes que eu esqueça, agradecer publicamente à Flavia pela excelente entrevista!
Flavia. MAQ, eu que agradeço este espaço, foi ótimo estar aqui!
Beatriz. Boa noite Flávia e muito prazer, suas idéias são ótimas.
Flavia. Grata!
Carmen. Parabéns, MAQ pela condução do programa, parabéns Flávia pelas palavras esclarecedoras!
Flavia. Obrigada Carmen, boa noite!
MAQ: Obrigado Carmen, mais uma vez! Flavia, foi um sucesso sua presença! Valeu mais uma vez.
Léo. até mais. fui
Flavia. Grata MAQ, beijos!
.Flavia Sai da conversação.

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MAQ às 10:42.
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De 21 a 27 de Setembro – em todo o Brasil Pelo Direito à Educação Inclusiva. Caras e caros companheiros e companheiras de todo o Brasil, Esperamos que estejam todos e todas muito bem! Estamos iniciando o processo de mobilização para a nossa já conhecida SAM (SEMANA DE AÇÃO MUNDIAL). Este é o nosso primeiro […]

 

 

 

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Bengala Legal.

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