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sábado, 11 de abril de 2009.

"Tirem as nádegas da cadeira": Entrevista com Fábio Adiron.

Entrevistado: Fábio Adiron *
Entrevistador: Marco Antonio de Queiroz – MAQ.

1 – Porque inclusão?

Porque as exclusões são muitas. Vivemos ainda numa sociedade compartimentada e, apesar dos discursos bonitos a respeito de igualdade, percebemos que muitos (e não só as pessoas com deficiência) não tem acesso às condições mais básicas de existência. Perpetuar essas exclusões é uma forma de considerar determinadas pessoas como seres humanos de segunda ou terceira categoria, como se fossem menos humanos, com menos necessidades que os demais.

2 – Inclusão escolar, inclusão social, inclusão no trabalho, inclusão política… algum excluído conseguiria sentir-se em uma sociedade inclusiva caso sua deficiência não fosse aceita em sua própria casa?

Algumas pessoas conseguiram superar suas próprias exclusões familiares e encontrar seu espaço social mas, sem dúvida, se no espaço social que mais deveria dar apoio às pessoas, elas são excluídas, a vida fica muito mais difícil.

O que não significa que, apesar de amados por suas famílias, muitos não sejam excluídos dentro dos seus próprios lares sob relações pessoais que parecem aceitáveis, mas são excludentes. Muitos pais não acreditam que seus filhos conseguirão estudar, outros os “protegem” da sociedade evitando qualquer contato com ela e, não poucos, lidam com a deficiência como se essa precisasse de pena e comiseração.

3 – Alguns políticos tradicionais de esquerda associam a luta das pessoas com deficiência à uma “luta de classes”, na verdade, uma “luta de segmentos da sociedade”. Como militante da inclusão das pessoas com deficiência, do segmento menos visível socialmente, como percebe sua briga pessoal a favor das pessoas com deficiência intelectual?

Acho que o discurso ideológico da defesa dos direitos das pessoas com deficiência está muito próximo da defesa dos direitos humanos. Circunstancialmente esse é um discurso que acabou mais associado à esquerda, que se apropriou do mesmo. Direitos humanos não são nem de esquerda nem de direita.

Por outro lado, considerando que o atual discurso da direita liberal é o da competição e da lei do mais forte ou mais hábil, esse acaba considerando que as pessoas com deficiência são um estorvo para suas metas. Diga-se de passagem, não só as pessoas com deficiência, mas também os pobres, os analfabetos, os negros…

4 – Já sentiu vontade, alguma vez, de largar tudo? Porque?

Largar tudo não. O que não significa que, de vez em quando, eu não deixe de lado algumas formas de militância e, quando o faço, costumo trocá-la por alguma outra que me pareça mais adequada. Existem alguns princípios dos quais eu não abro mão, o principal deles é o de lutar pela inclusão de todos de forma irrestrita, então não me alio com quem, para manter seus privilégios exclusivos, defende pseudo-inclusões de caráter limitado, ou como costumam dizer, a “inclusão responsável”, que nada mais é do que fingir que está incluindo, quando só está oferecendo migalhas.

5 – Em que se traduz acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual?

A principal barreira que é colocada diante das pessoas com deficiência intelectual é a de atitude. As pessoas partem do princípio que pessoas com DI nunca vão aprender, ou que não podem aprender qualquer coisa. E quando alguém acredita nisso, deixa de tentar ensinar, deixa de procurar recursos pedagógicos adequados. É preciso construir as “rampas” de aprendizagem, assim como um cadeirante não vai subir uma escada, a pessoa do DI vai precisar usar outros caminhos cognitivos para construir a aprendizagem.

Só que uma coisa legal disso tudo é o seguinte: as rampas não são boas só para cadeirantes, mas para idosos, obesos, mães com carrinhos de bebê….Da mesma forma, os caminhos pedagógicos não homogêneos, também são bons para todas as pessoas.

6 – Na hora de “brigar feio” com seu filho, já deixou de fazê-lo pensando em sua deficiência?

Eu só poderia poupar meu filho de uma bronca de pai se o motivo da bronca fosse decorrente da sua deficiência. Em 10 anos (a idade do Samuel), não houve nada que ele fizesse que eu associasse ao fato de ter síndrome de Down. Malcriação e desobediência não estão alojadas no cromossomo 21, risos.

8 – O que mais dói nessa luta, a dimensão dos limites da deficiência dessas pessoas, entre as quais seu filho, ou a relação da sociedade com elas?

O que mais dói não é nem uma coisa, nem outra. O que mais dói é assistir muitos pais de crianças com deficiência não prepará-las para a vida real. Ou porque são alheios à defesa dos direitos dos seus próprios filhos, ou porque acreditam nesse modelo de exclusão que nos é apresentado. Optam pela comodidade de encerrar as crianças em instituições que cuidam delas das 7 às 18, de forma que eles mesmos não tenham que se preocupar com isso. É verdade que isso não está acontecendo só com as pessoas com deficiência mas, para essas, isso representa a negação de qualquer chance de autonomia.

9 – Por fim, poderia nos dizer, por favor, algo a respeito do assunto como mensagem para todos?

Outro dia estive conversando com os professores de uma escola situada num bairro muito pobre de São Paulo. E constatei mais uma vez que inclusão não é coisa de classes favorecidas. Depende da família, depende da escola, depende da comunidade. Dá trabalho para todo mundo, mas tem suas recompensas.

Minha mensagem é muito simples: tirem as nádegas da cadeira, não esperem que as benesses caiam do céu mas lutem por direitos de todos, não privilégios de alguns.

* Fábio Adiron : Pai de duas crianças (uma com Síndrome de Down), é consultor e professor de marketing. É membro da Comissão Executiva do Fórum Permanente de Educação Inclusiva e coordenador do CEMUPI – Centro de Estudos Multidisciplinar pró-Inclusão e do grupo de estudos Projeto Roma Brasil. Moderador dos grupos Síndrome de Down e Educação & Autismo e colaborador de publicações ligadas à educação e inclusão (Rede Saci, Planeta Educação, Tópicos em Autismo e Inclusão).

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MAQ às 7:56.
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12 Comments | Deixe seu comentário.

  1. Comment by Arimar Martins Campos — 11 de abril de 2009 às 10:32

    Mais uma vez: Parabéns Fábio.Realmente não dá para abrir mão da luta pela Inclusão.
    Sem parecer piegas ou ufanista, mas onde estiverem os excluídos estaremos lá.
    Abraços,
    Arimar
    Abraços para o Maq também.

  2. Comment by ACEDIR JESUS — 11 de abril de 2009 às 11:00

    Ótima entrevista! A exclusão deixa o ser excluído em coma… Este indivíduo não está morto, mas inativo ao mundo…

  3. Comment by Josemar de Luna Costa — 11 de abril de 2009 às 12:21

    Conheci o Prof.( apesar de não gostar de ser chamado de Professor) em 21.11.2007, na Faculdade Belas Artes, em um Seminário sobre Educação (se me recordo), onde passei a acompanhar seus informes.
    Esteve em Taboão da Serra, em 21.03.09, – véspera do Dia Internacional da Síndrome de Down – onde nos brindou com uma Palestra que deixou marcas Positivas.
    Parabéns ao “Xiita da Inclusão”!
    Esperamos que continue sempre alertando, abrindo os olhos, fazendo os recalcitrantes “tirar as nádegas das cadeiras”.

    Parabéns ao MAQ, pelo Bengala Legal, com entrevistas de Alto Nível informativo.

    Josemar de Luna Costa
    Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiencia – CMPD/Taboão da Serra – SP

  4. Comment by Regina Cohen — 11 de abril de 2009 às 15:32

    Prezado Fábio,
    Seus comentários são sempre bastante lúcidos e esclarecedores.
    Nesta minha militância pela acessibilidade, vocês tem sido 2 pessoas bastante importantes para a minha formação cidadã na inclusão: entrevistador e entrevistado – MAQ e Fabio.
    PARABÉNS!

  5. Comment by Lila — 11 de abril de 2009 às 17:21

    Nossa Fabio nunca ouvi de uma pessoa o q eu (lila) penso realmente. a frase q vc diz:”lidam com a deficiencia como se esse precisasse de pena e comiseração”outra: “malcriação não está alojada no cromossomo 21” demais esta entrevista acho q é por ai q a inclusão ira sair do papel para a pratica. vou imprimir para mostrar a outras pessoas. posso?

  6. Comment by Flavia Maria de Paiva Vital — 11 de abril de 2009 às 18:01

    Bárbara! Sou sua fão de carteirinha!

  7. Comment by Gilberto Porta — 11 de abril de 2009 às 19:09

    Parabéns Fábio!

    Gosto do jeito que encara a inclusão sem ficar “fazendo média” com o que a maioria pensa.
    Acredito que não preparar os filhos para vida é tão prejudicial quanto a superproteção. As duas formas andam de mãos dadas.

    Não vou tirar as nádegas da cadeira porque sou cadeirante… risos. Minha luta é feita sentado mesmo.

    Um forte abraço!

  8. Comment by Fábio Adiron — 11 de abril de 2009 às 22:29

    Arimar: tudo o que não precisamos é de pieguismo.

    Acedir : vamos tirar os caras dos aparelhos!

    Josemar : ainda vamos brigar com muitos recalcitrantes

    Regina : somos muitos mais, você incluída na parada

    Lila : pode usar à vontade

    Flávia : você sabe que o fã clube é mútuo

  9. Comment by Patricia Almeida — 12 de abril de 2009 às 4:20

    Brilhante, Fabio ! Nao e a toa que voce e o meu guru !!

  10. Comment by Elaine Marabita — 12 de abril de 2009 às 15:47

    Parabéns Fábio, suas palavras são força para gente lutar com as nádegas em movimento e o coração na mão…
    Muito obrigada, Elaine.
    (mãe do Lucas, 8, autista incluso e lindo).

  11. Comment by Taís Lopes Carvalho — 1 de setembro de 2009 às 14:43

    olá. gostaria de saber o contato do fábio, pois quero fazer meu tcc sobre a impo^rtância do mkt pessoal para as pessoas cm deficiencia, ou como elas se utilizam desse marketing. aguardo resposta

  12. Comment by Fábio Adiron — 3 de setembro de 2009 às 0:26

    Taís

    Não sei se vou conseguir te ajudar muito, apesar de trabalhar com marketing
    eu não sou um especialista em marketing pessoal (sobre o qual, inclusive, tenho sérias dúvidas, porque não consigo ver pessoas como produtos, ainda que a nossa sociedade de consumo veja as pessoas apenas como tendo valor de troca)

    Um abraço

    Fábio Adiron

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