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Rio de Janeiro, quinta-feira, 27 de novembro de 2014 - 21:58.

 

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sábado, 21 de fevereiro de 2009.

O que é Inclusão Escolar?

MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN: “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.

Para a educadora, na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa.

Meire Cavalcanti.

Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente, ela iniciou sua carreira como professora de educação especial e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular.

A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal. Lá, viu pela primeira vez uma experiência em inclusão bem-sucedida. “Passei o dia com um grupo de crianças que tinha um enorme carinho por um colega sem braços nem pernas”, conta. No fim da aula, a professora da turma perguntou se Maria Teresa preferia que os alunos cantassem ou dançassem para agradecer a visita.

Ela escolheu a segunda opção. “Na hora percebi a mancada. Como aquele menino dançaria?” Para sua surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo e os outros ajudaram a amarrá-lo ao seu corpo. “E ele, então, dançou para mim.”

Na volta ao Brasil, Maria Teresa que desde 1988 é professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas deixou de se concentrar nas deficiências para ser uma estudiosa das diferenças. Com seus alunos, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade.

Para ela, uma sociedade justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.

 

Entrevista

O que é inclusão?

É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo.

Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?

A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos.

A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade.

Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

O que faz uma escola ser inclusiva?

Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados.

A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem.

Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma.

As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam?

Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Como está a inclusão no Brasil hoje?

Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular.

Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental.

Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular.

Estamos num processo de conscientização. A escola precisa se adaptar para a inclusão?

Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.

Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?

A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes.

Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais. Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular?

Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves.

No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo.

Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.

A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada?

Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida.

Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.

Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?

Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial.

Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.

Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?

É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula.

No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.

O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?

Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente.

Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei. Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas?

O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.

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MAQ às 18:29.
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69 Comentários | Deixe seu comentário.

  1. Comment de: Angely Costa — 13 de fevereiro de 2009 às 12:28

    A inclusão escolar é ainda algo a ser conquistado, infelizmente a ideia dominante por todo o país é a da separação de grupos nas chamadas “classes especiais”. Falta atitude do poder público para promover entre professores e educadores a necessidade de uma educação mais tolerante e verdadeiramente democrática, com respeito às diferenças.

  2. Comment de: MAQ — 5 de março de 2009 às 16:21

    Infelizmente sempre existe a resistência ao novo, sempre baseada em como ele funciona mal. O novo e o desconhecido deixam de possuir suas qualidades a partir do momento em que passam a ser utilizados e conhecidos. O fato é quem luta pela igualdade na diferença torna-se incoerente na medida em que prega educação especial, separada, excludente para pessoas com deficiência em matérias comuns. Isso sim é desingualdade na diferença!

    Inclusão é nós, pessoas com deficiência, estarmos misturados a todos e, com nossas características particulares, participarmos de tudo.

    Abraços inclusivos do MAQ.

  3. Comment de: tercilia — 8 de abril de 2009 às 16:27

    estou fazendo meu PDE baseando o refencial teòrico em sua teoria sobre educaçao inclusiva.Este depoimento sobre Oque é educaçao inclusiva escolar é muito importante,nos professores nao negamos os alunos nao sabemos como trabalhar com eles .Sabemos que a educaçao inclusiva é um direito inquestionavel,mas essa inclusao tem que ser de forma responsavel,as equipe de ensino tem que nos fornecer subsidios para trabalharmos com curriculos adaptados que criem contexto educacionais capazes de ensinar a todos.

  4. Comment de: Maria Teodora Moreira — 2 de setembro de 2009 às 13:50

    Gostaria de saber como montar um projeto para inclusao de alunos deficientes na escola púlica.

  5. Comment de: Luciane — 13 de setembro de 2009 às 20:09

    Achei muito boa a entrevista e sempre bom termos uma visão verdadeira do que acontece ao nosso redor e lidar com alunos inclusos é uma dela.

  6. Comment de: roselene — 22 de setembro de 2009 às 16:36

    porque as pessoas falam tanto em inclusão sendo que são elas mesmas que fazem a exclusão,nao dando oportunidade para outras pessoas só porque ela é negra ou possui uma deficiencia fisica….como podera haver mudança dessa maneira se o proprio ser humano se exclui…uns se acham melhor que outros só porque tem uma situação financeira um pouco melhor…mas não podemos esquecer que dinheiro não leva ninguem para o céu,e dinheiro não pode comprar a vida,então porque excluir….

  7. Comment de: MAQ — 24 de setembro de 2009 às 15:13

    Roselene,
    Sim, a exclusão é cultural e todos, de alguma forma, a pratica. Mas, na medida do nosso possível, tentamos diminuir a exclusão e aumentar a inclusão. Bem, sempre tentamos e devemos continuar tentando.

    Abraços agradecidos por sua participação. MAQ.

  8. Comment de: Angelica Dutra — 29 de setembro de 2009 às 20:34

    Bom, uma coisa é verdade, as proprias pessoas falam de inclusão sendo que elas mesmas excluem.
    Eu sei porque eu já passei por isso na escola. Muitas pessoas acham que ser defeciente é uma doença, mas pelo contrario, temos muita força de vontade e somos capazes assim como qualquer uma pessoa de praticar qualquer tipo de exercicio…
    E sem querer ofender claro, as vezes melhor que pessoas “normais”!

  9. Comment de: renata aparecida caldeira — 13 de novembro de 2009 às 13:27

    adorei esse texto pois me esclareceu muita coisa que eu não sabia e muito menos,se quer imaginava o quanto o assunto era legal e incrível.

  10. Comment de: Maragrete — 25 de novembro de 2009 às 21:19

    Amei o texto.

  11. Comment de: maria cleonice borges fraga — 10 de dezembro de 2009 às 16:07

    Sou academica em pedagogia da FACE, estou fazendo um projeto sobre inlusao,sua intrevsta mim ajudou a formular algumas ideis que tenho sobre o tema. Valeu Parabens e continiu abraçando essa lutas pelos nossos especiais.

  12. Comment de: lucicleide caldeira vilela — 16 de dezembro de 2009 às 15:43

    A educação inclusiva é uma disciplina ainda muito polêmica, mas nós professores que somos o mediador do conhecimento, não podemos de forma alguma excluir uma criança da nossa sala por apresentar uma deficiência, pelo contrário devemos acolher com carinho,dedicação e atenção, pois esses apesar de ter alguma deficiência valorizam muito mais a aprendizagem do que aqueles considerados normais.Temos dificuldade sim, mas é dessa maneira que aprendemos a conviver com a diferença e fazendo a nossa parte estamos ajudando a construir um mundo menos violento e sem preconceito.

  13. Comment de: sandra regina da silva — 28 de dezembro de 2009 às 22:32

    Estou cursando Pedagogia,e no proximo semestre terei a disciplina Educação inclusiva e desde já estou pesquisando sobre o assunto,pois pretendo ter muito exito nesta nova etapa. Gostei muito deste site, do que li, da entrevista, pretendo me especializar para trabalhar com crianças portadoras de quaisquer deficiencia,seja ela motora,intelectual ou outras deficiencias, estou cursando pedagogia por pura paixao,e pretendo ser uma otima profissional dentro da área comprometida,dedicada quero fazer a diferença, pois acho que somente a educação constroe uma sociedade melhor.

  14. Comment de: sonia oliveira — 21 de fevereiro de 2010 às 12:14

    Ola, gostei muito deste bloguer. Trabalho com inclusão para o mercado de trabalho. Ou seja ensinamos os nossos usuarios os trabalhos e quando estiverem prontos encaminhamos para o merdacado de trabalho. Desde que a Empresa solicite o perfil que cada um se encaixe.
    Agora no mês de março tenho que dar uma palestra para os pais sobre educação como meio de inclusão, ou seja a importancia dos estudos na vida de um deficiente.Pois muitos pais tem dificulfdade de enteder que mesmo com as suas deficiencias eles são capazes. Gostaria de saber se tem algum tema que possa me ajudar a este tema que darei. Sou Pedagoga e pós graduada em Psicopedagogia, mas nunca atuei na minha aréa de formãção. Fiz magisterio, mas nunca lecionei, mas agora posso usar alguns metodos didaticos com eles. Desde ja agradeço e muito bom saber que tem pessoas que sabe valorizar essas pesssoas que para mim é mais que especiais, pois hoje elas fazem parte da minha vida. Abraço.

  15. Comment de: claudia grandino — 23 de fevereiro de 2010 às 12:39

    Estou desenvolvendo projeto com escolas emeis emefs e crches para sensiblização e conscientização da inclusão se puderem me ajudar agradeço!
    claudia

  16. Comment de: Rosangela maria da sillva Rosa muniz — 5 de março de 2010 às 20:23

    O que li mexeu muito comigo. sou professora nnuma escola que tem um menino com DM, acompanhada de baixa visão e audição. Minha colega ficou apavorada com o estado do aluno . Porém notei que não é agressivo .è meigo . Pede insistentemente para ficar passeando là fora , Acostumaram -o a não incomodar aprofessora . Aos colegas não porque nem perceberam a diferença. A professora pediu uma ajudante porque não pode ficar com ele sozinho. Depois que deliciei dessa leitura, pergunto= me :o que fazer para ajudar o Pedro. Pedro está integrado e nao incluso . Como senti dddddddddddó de todos dá escola . Devíamos é aprender com Pedro. beijos Rosangela

  17. Comment de: Célia Maria Dreher — 18 de abril de 2010 às 11:13

    É muito fácil falar em inclusão de dentro de um escritório. O dicficil é quando você está em uma sala com 24 alunos e ter um aluno com deficiência, rasgando os cadernos dos outros, se masturbando em você, lhe beliscando e mordendo. E você não ter um 2º professor para lhe ajudar.
    A inclusão é linda no papel e na sala do ” outro”.

  18. Comment de: MAQ — 19 de abril de 2010 às 10:58

    Oi Profa Célia, bom dia.

    Meu blog possui desenho universal, ou seja, pessoas com deficiência ou não podem navegar por ele. Sou cego e esse blog foi codificado por mim e, antes disso, meu site, o http://www.bengalalegal.com .

    Na época, ano 2000, me disseram que um cego não poderia fazer um site, aprender o código com que se faz e muito menos dar um bom aspecto nele. Fiz tudo isso há 10 anos atrás. Claro que pedi ajuda para pessoas me dizerem como ia meu projeto e em tudo que você navega e percebe por aqui já teve a opinião visual e técnica de amigos que enxergam e que não enxergam.

    Tudo isso porque sua fraze me lembrou muito quando disseram que acessibilidade em sites era muito boa e bonita no site dos outros e, naquele momento, só existiam 2 sites acessíveis em todo o mundo de idioma português, um no Brasil e outro em Portugal. Hoje meu site é um exemplo de acessibilidade web para todos. Pode não ser de estética, de alguma outra coisa que algumas pessoas não gostem, mas todos podem navegar nele.

    Sou totalmente cego, já que não existem meios cegos, os que vêem pouco denominamos de baixa visão. Tudo que está em volta foi feito por mim.

    A turma que a senhora narrou, realmente não é uma turma ideal. Por outro lado, cada turma se amolda ao que lhe é apresentado pela média dos professores. Percebi a angústia com que falou de sua turma, independente de ser com ou sem pessoas com deficiência nela. Se houvesse uma pessoa cega em sua turma ela não mudaria, seria a mesma e seu aluno cego seria um dos que tentariam a masturbação, fazer bagunça e tudo mais. Ele absorveria o clima da turma.

    Dessa forma, o que gostaria de dizer para a professora é que, no caso que apresentou, a questão não está em se existe pessoas com deficiência ou estas não existem em sua sala de aula, com ou sem inclusão sua sala é um problema, ou quem sabe, uma sala normal onde tudo que é próprio da idade de alunos da idade deles fazem em qualquer sala.

    Não posso avaliar isso, não conheço a turma, mas posso avaliar a resistência que a professora tem de colocar um aluno com deficiência no meio dessa zorra que foi narrada pela senhora. Se consideramos que uma pessoa com deficiência é, como pessoa, um ser como os outros que estão aprendendo algo em sua sala, não sentiria a dificuldade que tem em pensar em escola inclusiva, educação inclusiva etc.

    Dessa forma, pelo que entendi, a senhora está com dificuldades em dar aula para a sua turma, não de incluir pessoas com deficiência nela. Sendo assim, aconselho pedir ajuda pedagógica à profissional desse ramo que houver em sua escola e, caso não haja, a outras amigas de trabalho etc.

    Sendo contra uma educação inclusiva a senhora está sendo contra alunos com deficiência, seres humanos que necessitam, como outros quaisquer, um lugar entre todos e não ficar isolado entre pessoas de igual deficiência, como antigamente se isolavam leprosos, bandidos, cegos, etc. É justamente em salas como a sua que pessoas com deficiência vão estar no meio que as cerca e aprender a se virar, estudar, etc. Espero que não só em sua sala e escola, como na dos outros também.

    Para finalizar, a professora Maria Teresa Égler Mantoan não é uma professora de gabinete. Apesar de todas as suas responsabilidades atuais ela está também em sala de aula.

    Grato pela atenção.
    Marco Antonio de Queiroz – MAQ.

  19. Comment de: EDNA MARIA MATIAS DA SILVA — 1 de maio de 2010 às 10:36

    Estou cursando o 5° período de Pedagogia,e a nossa monografia será sobre pessoas portadoras de nessecidades especiais. Adorei seus comentários,pois os mesmos irão ser muitos proveitosos para nossa reflexão no nosso trabalho de conclusão de curso.

    Edna Maria,1° de maio de 2010 às 10:30.

  20. Comment de: Giseli — 23 de maio de 2010 às 12:10

    As informações repassadas a cima são muito importantes e informativas. Parabéns pelo trabalho.

  21. Comment de: Giseli — 23 de maio de 2010 às 12:13

    As informações deste site são de suma importância, e me auxiliaram para uma melhor compreensão do processo de inclusão. Parabéns pelo trabalho.

  22. Comment de: mara oliveira — 11 de julho de 2010 às 16:31

    A inclusão esta ai, em toda parte da sociedade e nas escolas, mas o que não veio junto foi a adaptação dos espaços e o preparo dos envolvidos

  23. Comment de: ALMIR H MESSEDER — 18 de agosto de 2010 às 7:36

    caros, estamos estruturando um evento focado em inclusão cultural intitulado sentir para ver, em Pernambuco, serão 3 dias de exposição , palestras , interações em um grande shopping da cidade com finalização de show , provavelmente de Elba ramalho. Queria receber sugestões de vcs a respeito de produtos facilitadores do dia-a-dia de pessoas , aqui em Recife temos alguns progressos mas nenhum que vá além das bengalas. Queríamos ter em exposição uma série de produtos que demosntrassem uma ceta inclusão de mercado e qualidade de vida, tanto para os deficientes visuais , quanto para atiçar a curiosidade dos “normas”, pois nosso evento tentará fazer as pessoas Sentirem para poder Ver o que é a realidade de vida de uma pessoa deficiente.
    Qualquer sugestão sintam-se à vontade para mandar pro email almirmesseder@gmail.com, será um prazer ter gente que possa estar presente e criar/demonstrar um paralelo de outras realidades e questionamentos brasileiros.
    espero o contato de vcs
    almir h messeder

  24. Comment de: gabriela alves inacio — 19 de agosto de 2010 às 19:50

    interessante este comentario pois eu atuo como interprete de libras em uma escola publica em serie diferentes um aluno no ensino medio e duas no fundamental e tb em uma instituiçao privada e uma experiencia fantastica porque eu aprendo mais que eles mesmo sendo fantastico e um trabalho arduo pois a educaçao hoje ainda esta muito falha a educaçao em relaçao a inclusao

  25. Comment de: Diovana Helena Delgado Ramos — 24 de outubro de 2010 às 22:20

    Olá tudo bem? Li seu relato e confesso que me surpreendi,pois aqui na minha cidade ainda há pessoas que pensam que a inclusão de crianças com deficiência em turma regular é impossivel,o que eu acredito ser uma ideia errônea,pois sabemos que há muita limitação da parte dos professores por não possuirem habilitação necessária para acolher portadores.Mas sabemos também que a educação é direito de todos!As vezes penso de forma estranha que até me causa indignação porque na maioria das vezes penso como se fosse uma portadora de qualquer deficiência pois me coloco no lugar daquelas pessoas que são excluidas tanto da sociedade,do mercado de trabalho quanto da escola,percebo esse lado difícil,mas não me preocupo com isso,pois já ouvi que só se entende de inclusão a partir do momento que você se sente com um portador de necessidades especiais.Bom adorei seu relato!Espero que possamos trocar ideia pois minha monografia do curso de pedagogia será como tema Auto Inclusão tendo como objetivo a Inclusão! Bjão

  26. Comment de: cassia — 6 de novembro de 2010 às 22:00

    gostei muito da maneira de como avaliar.Obrigada se vc tiver mais ideias e poder mandar eu agradeceria.grata.

  27. Comment de: Antonia Fagundes — 24 de março de 2011 às 13:10

    A escola inclusiva, que eu entendo é aquela que aceita também as diferenças sociais e religiosas, sendo o aluno deficiente ou não.

  28. Comment de: Sueli Carmona Caetano — 12 de abril de 2011 às 15:53

    Caro MAQ, tinha como trabalho, de pós graduação, fazer um comentário em um blog.
    Achei o seu blog o mais interessante com assuntos pertinentes. Achei no seu site comentários selecionados por vc , os quais usei como parâmetros para comentar um assunto que me interessa e muito. O professor e a inclusão.

    A inclusão social trás a tona assuntos inerentes aos excluídos, não apenas aos excluídos por deficiências física ou mental ou outra qualquer. Mas sim trás a tona um assunto muito mais profundo e preocupante que é a exclusão dos direitos do ser humano.
    O termo “Inclusão social” nos remete, como as palavras nos traduz, “ incluir os que estão fora do contesto social”. Isto gera uma discussão de parâmetros da Sociologia e da Filosofia. Exemplificando como o assunto inclusão social é abrangente, podemos citar a população ribeirinha do rio Solimões como excluídos socialmente. Eles não possuem as mesmas condições de vida que pessoas vivendo um uma cidade interiorana do estado de São Paulo podem ter, desde que tenha recursos monetário para adquirir bens, que deveriam ser comuns a todos mas, que só os são aos incluídos no mercado de trabalho formal e protegido por um salário que lhes garanta os benefícios de infra-estrutura e saneamento. Luz, água encanada, coleta de esgoto, coleta de lixo, acessibilidade a educação, acessibilidade a saúde.
    Mas se levarmos em conta o grupo social ao que pertence o ribeironho , ele está incluído em seu contexto, já que todos a sua volta possuem os mesmo recursos que ele.
    Portanto a discussão inclusão social, vai desde as questões da formação dos grupos sociais, das comunidades, do regionalismo, da nação e por fim do mundo globalizado.
    O mundo globalizado trouxe esta discussão a tona, pois não podemos dizer que as populações dadas aqui como exemplos, desfrutam da mesma inclusão que um grupo de pós graduação possui. E por mais que isso pareça injusto ou desigual, nunca se alcançará a mesma igualdade de recursos e de utilização dos bens que a sociedade moderna ou pós moderna oferece a uma pequena porcentagem da população global, muitas outras comunidades vivem ainda as margens de tais recursos.

    “A expressão “inclusão social” tem sido bastante veiculada e discutida pelos mais amplos e diversos setores sociais. Há vários conceitos para esse termo, mas existe uma unidade, isto é, um ponto em comum: a inclusão social introduz um novo horizonte para a sociedade, pois indica outra etapa no processo de conquista dos direitos por parte dos mais diversos segmentos sociais, tais como, pessoas portadoras de necessidades especiais, os explorados, excluídos e discriminados em razão da raça, do sexo, da orientação sexual, da idade, da origem-etnia, etc.”… “A melhor maneira de compreender a inclusão social é entendê-la no sentido prático, de fazer da inclusão social a vida real das famílias e das comunidades – como ponto de partida para a melhoria das condições de vida dos excluídos, prevendo a redução das desigualdades sociais. É padrão a definição de “inclusão social” como sendo “o processo mais aperfeiçoado da convivência de alguém, tido como diferente, com os demais membros da sociedade, tidos como supostamente iguais.
    A “inclusão social” constitui, então, um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidade para todos.”

    ( Senador ANTONIO CARLOS VALADARES)
    http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/11740.pdf

    A inclusão social pressupõem que tenhamos uma sociedade na qual o excluído seja integralmente incluído. Mas o que se define por sociedade na qual estes direitos estão definidos?

    “Em Sociologia, uma sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.”
    “Uma sociedade é um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente.
    O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.

    A carta dos direitos humanos determina que sejam seguidas suas orientações pelos países membros da ONU. Organização das nações unidas. Da qual o Brasil é signatário desde 1945.
    Para que possamos definir o que de fato seja efetivamente feito para que tenhamos uma “inclusão social” levasse em conta o que está determinado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Assembléia das Nações Unidas – Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.
    A luta pelos direitos estipulados nesta carta nos remete ao termo “inclusão social”.
    Portanto temos ainda na nossa nação formada por muitos grupos sociais, determinados por regionalidades e classes sociais, uma grande exclusão.
    A inclusão social se refere a todos os direitos estabelecido por lei , ou pela constituição do país. E a qual ainda temos muito a caminhar para que todos os cidadão estejam incluídos.
    Mas vamos falar de inclusão dos deficientes.
    Como dizia, gostei muito de seu blog, parabéns, nele encontrei vários artigos interessantes.
    Artigo escrito por Ana Lúcia Hage Amaro.
    Denominado: Familiar com Deficiência, Centro de Tudo?
    http://www.bengalalegal.com/relacionamento-familiar
    Um outro depoimento muito enriquecedor para o assunto de intervenção em famílias foi o: Os irmãos de pessoas com deficiência e seus sentimentos.
    Escrito por: Sonia B. Hoffmann.
    http://www.bengalalegal.com/irmaos
    TER UM IRMÃO COM DEFICIÊNCIA: DRAMA, PESADELO OU APRENDIZAGEM?
    Escrito por Sonia B. Hoffmann
    http://www.diversidadeemcena.net/artigo26.htm
    O que é Inclusão Escolar?
    MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN:
    Arquivado em: Entrevistas.
    Assuntos: educação especial, educação inclusiva, inclusão escolar, sociedade inclusiva.
    MAQ às 18:29.
    Ia indo bem quando me deparei com um comentário de uma professora e a resposta dada a ela por vc. Confesso que não gostei do tom que vc usou para desqualificar a professora e isso me inspirou a escrever este comentário. Um tanto atrasado ao assunto.

    A inclusão veio como forma de lei e não como forma de projeto que realmente de resultados tanto aos incluídos como aos que terão que incluir.
    Como todas as deliberações educacionais brasileiras foram copiadas de países que não tem muito a ver com nossas realidades, nunca chegamos a ter escolas de qualidade a todos, simplesmente pelo fato de que este não é o propósito das lideranças políticas do país. Os motivos são muitos, vão desde incapacidade de pessoas colocadas em cargos de alta responsabilidade por meio de indicações políticas, incapacidade de controle e direcionamento de recursos, incapacidade dos profissionais ligados a educação: desde o professor até o Ministro da educação. Porem o grande problema que mais se acentua e o mais preocupante é colocar a culpa das mazelas educacionais do país no professor.
    Coloquei aqui relatos de mãe, de irmãos se colocando de forma adversa a aceitação sem restrição a condição de vivencia com um deficiente. Mas quando esse relato, ou desabafo foi feito por um professor de sala, que vive a dura realidade da situação do ensino no país, este foi recebido com agressividade e desmerecimento à capacidade do professor, chegando até a ser ofensivo quando diz que a sala da referida professora é uma “zona”.
    Mas ela não relatou problemas disciplinares com a sala, mas sim com o aluno deficiente. A inversão dos fatos e da realidade é o que mais encontramos com referencia aos profissionais de educação. Nunca a culpa é do sistema ou da falta de recursos da escola ou da falta de apoio especializado, que por “lei” deveriam receber. Simplesmente a culpa é do professor, elegendo-o como único responsável pela “zona” da educação brasileira que consome milhões em recursos e que estes nunca chegam ao seu devido destino não produzindo assim beneficio as populações que deveriam ser incluídas na sociedade com plenitude de direitos e de deveres, faz parte dessa população: O PROFESSOR.
    Ninguém, no blog, discutiu a situação do professor, seus anseios e suas incapacidades perante situações as quais não possui experiência, teoria ou colaboração.
    Se a sociedade se propõem inclusiva , se a escola se propõe inclusiva , tem também que aceitar as condições de seus professores , ou estaremos retirando deles o direito a escolha, a opinião, e principalmente ao direito de expressão da realidade em sala de aula. Estaremos excluindo, alguém muito importante para a inclusão, o professor.
    Informar a sociedade a realidade do que está acontecendo em sala de aula não faz do professor um ser abominável, como vc colocou no blog.
    Sabemos da realidade da professora Célia. Sabemos que as redes municipais e estaduais de ensino não possuem atendimento especializado e quando este existe o número de profissionais e insignificante perante a demanda. Sabemos que os professores não tiveram e ainda não têm uma formação adequada para a inclusão escolar. Sabemos que as escolas não possuem instalações para receber seus alunos regulares muito menos os requerem um atendimento especial ou diferenciado. E mesmo assim as escolas e seu corpo docente estão fazendo o que podem em relação aos alunos inclusos. Se as pessoas respeitassem a profissão do professor, dando-lhes mais apoio e cobrando dos dirigentes os recursos necessários ao bom desempenho de suas atividades, toda a sociedade seria beneficiada. A inclusão realmente aconteceria como o ato de incluir alunos, deficientes ou não. Enquanto isso não acontece continuamos colocando crianças em salas que em nada contribuirá para a sua inclusão e que em casos, como este relatado, as crianças apenas aprenderam que o aluno incluso só atrapalha e destrói os seus cadernos.
    Enquanto se classificar de má vontade, as reclamações e reivindicações de professores em sala, que estão diretamente ligados a realidade do aluno, nada mudará, apenas estaremos pintando de rosa uma realidade ainda bem obscura.
    Podemos perceber claramente que todos os requisitos citados pela Dr Maria Tereza para uma escola inclusiva, não são seguido nos relatos da professora Célia, no entanto ela recebeu uma crítica tão dura, ao relatar a sua realidade, que possivelmente nunca mais postará nenhum comentário e jamais saberemos se sua escola esta trabalhando para se adaptar ou não.
    O que vc colocou como sua opinião e que pareceu-me que todos do blog aceitaram, é que o professor não deve se posicionar como um profissional que reivindica ou expõem suas condições de trabalho, mas sim deve se resignar e aceitar o sacerdócio do ensino, mesmo sabendo que da forma como está sendo feita , não se chegará a inclusão, mas sim a uma situação de inclusão excludente.
    Estamos fazendo uma inclusão “para inglês ver” coisa rotineira neste país desde seus primórdios tempos, quando ainda éramos colônia de Portugal.
    Com exceções, é claro, o que caracteriza a exclusão como regra.

  29. Comment de: MAQ — 12 de abril de 2011 às 21:19

    Cara amiga;
    Reli o que eu e a professora escreveu e continuo sendo da mesma opinião. Sei que existe todo um sistema cumplice em erros educacionais e que o professor é alguém dentro de todo um sistema, com suas dificuldades pessoais, escolares, administrativas e governamentais. Entretanto, a sra teve a codencendência em aceitar a reclamação da professora em rejeitar somente o aluno com deficiência, coisa que é o que mais acontece dentro das escolas regulares, com raríssimas e honrosas excessões. Sei perfeitamente que existe um conjunto de coisas, que não é só o professor. Minha esposa é professora do estado aqui no Rio de Janeiro. Sou cego e ela me conta o que acontece com as pessoas com deficiência na escola em que ensina. Tenho outros amigos também… e pode ter certeza de que existe, além do grupo de professores, isso é coisa de toda uma sociedade que sinto na pele, uma rejeição imediata e impensada pela maioria dos professores pelos alunos com deficiência. Em geral, concentram incapacidades pessoais descarregando-as na pessoa com deficiência porque, se levada a sério, é mais trabalho, um trabalho especial, que requer o mínimo de boa vontade, em geral inexistente. Já escutei de professores de cursinho de aperfeiçoamento que “eles não ganhavam para fazer algo de especial para pessoas cegas ou estrupiadas. Por vezes o mínimo de sensibilidade não existe por parte das pessoas. Eu não estou falando de um gabinete, estou falando nas escolas que existem nas ruas, na vida, que só uma pessoa com deficiência pode perceber e sentir em igual intensidade. Temos de ser muitos fortes para superarmos os preconceitos, as rejeições sociais, o NÃO sempre estampados nas atitudes das pessoas, entidades e empresas. Certo gerente já quis negar que eu abrisse uma conta bancária em sua agência, é negar-me totalmente a cidadania. Se eu trabalho, ganho meu dinheiro, como não posso depositá-lo no banco? Somos considerados cidadãos de segunda categoria, só sentindo isso na pele é que dá para perceber o que senti da professora falando da criança, a única, que muleque levado, que fazia asneiras numa sala com 24 alunos… deve ser até uma sala portuguesa, porque no Brasil as salas vão pra mais de 30 alunos fácil fácil. E foi justamente pela professora querer preservar todos os seus alunos só deixando o com deficiência como o diabo que ela não sabe controlar, foi que me manifestei. Será que crianças sem deficiência não fazem o que ela narrou de uma criança com deficiência? O que me chamou a atenção foi justamente ela atacar a inclusão de pessoas com deficiência na escola dando um exemplo como se fosse a generalidade do que acontece no mundo. Muito polêmico isso, mas a amiga escreveu, parece, não como professora, mas como uma especialista que, justamente, não está em sala de aula. Eu escrevi como pessoa com deficiência que passa nas ruas, nos cursos que dou e que faço para crescer profissionalmente, nas circunstâncias sociais do dia a dia, no barzinho conversando com o garçon, numa loja comercial que não quis aceitar o cheque assinado por mim. Nós dois soubemos muito pouco sobre o aluno com deficiência e a professora reclamando dele. Essas reclamações, nós, pessoas com deficiência já conhecemos de cor. Todas querem justificar mais que o despreparo pessoal, mas a intolerância que muitos têm conosco. Foi muito bonito defender o professor, parabéns!

    Atenciosamente, MAQ.

  30. Comment de: Patrícia H Miranda Silva — 18 de abril de 2011 às 16:24

    Boa tarde!Sou mãe de uma linda menina de 6 anos que tem como diagnóstico ADNPM (atraso no desenvolvimento neuro psico-motor)mas que tem mais afetada a sua fala. Maria Luiza fala apenas algumas poucas palavras, mas tem a linguagem completamente formada, se comunica através de gestos e agora esta se adaptando para trabalhar com o PCS uma forma alternativa de comunicação.
    Eu acredito que ela ainda não tenha sentido nenhum preconceito pois ainda é pequena para sentir o mesmo , mas eu como mãe já senti.Fui obrigada a trocá-la de escola por conta da diretora que não tinha nenhuma noção da Inclusão, pois queria manter a Maria em uma sala com alunos bem menores que ela e pior, eram tão pequenos que ainda não falavam. Como “EU´´ mãe poderia aceitar isso? Todo o esforço e o tempo gasto dela (uma cça de 4 anos)com a equipe multidisciplinar era simplesmente jogado fora.E nos parquinhos, festinhas e tudo mais… as mães querem saber ela não fala? e ja vem o diagnóstico (que eu odeioooo) tem preguiça de falar!!!!
    Gostaria muito que as pessoas respeitassem as diferenças e quando se interessassem que fosse realmente para ajudar, para dar informações que realmente valessem a pena!
    O que gosto de fazer é dar todas as informações que tenho (adoro sempre ler a respeito)e assim fazer com que elas respeitem minha filha e seu modo de falar com o mundo!
    Faço de tudo para que ela seja uma menina de alta estima para que possa superar os preconceitos que certamente sofrerá, pois a inclusão é um processo qua caminha a passos lentos, mas tenho certeza que pessoas como nós fazemos a diferença nessa caminhada!E quem caminha sempre chega ao seu destino, basta manter sempre a perseverança e seu foco onde quer chegar!
    Obrigada por manter um blog tão rico!!!
    Abraços!

  31. Comment de: mônica apda arantes de souza — 28 de abril de 2011 às 9:44

    Olá,adoeri esse artigo pois tenho sofrido muito.
    Minha filha tem um atraso cognitivo e tem passado maus bocados nas escolas que frequnta, por causa do preconceito. Isso não só de colegas mais de profissonais qua a tratam como um ser vegetativo ou demente.Ela tem limitãções mais é muito inteligente,só que é olhada com diferença e tratada tbm.Ela é uma criança sem malicia acha todo mundo bom,mais aprendeu a ler escrever usa computador melhor que todos nós.
    Eu ando procurando ongs e todo tipo de artigo sobre inclusão porque quero ajudar minha filha mais também outras crianças que precisam.
    Vou começar publicar artigos como esse e distribuir nas escolas e comércios,para ver se abrimos um pouco a mente das pessoas.
    Obrigado!!

  32. Comment de: Lívia de Oliveira — 21 de maio de 2011 às 22:42

    A inclusão social, é um processo para a construção de um novo tipo de sociedade, através de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos (espaços internos e externos, equipamentos, aparelhos e utensílios mobiliário e meios de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas, e portanto, também do próprio portador de necessidades especiais.
    Para que a Inclusão se efetive, é necessário mudar a visão pelo qual são observados os direitos e os que precisam ser acrescentados, substituindo totalmente o paradigma que até então é utilizado, até mesmo inconscientemente, em debates e deliberações.
    Parabéns pela iniciativa do blog!!!

  33. Comment de: Fernanda — 10 de junho de 2011 às 13:53

    Hoje ainda é muito difícil falar sobre inclusão, pois o próximo é ainda está sendo muito individualista, desfavoreçendo valores do individuo excluido.

  34. Comment de: Christiane Schlesinger — 6 de julho de 2011 às 17:01

    Olá, adorei ler esse blog e gostaria de alguns esclarecimentos. Parece que ainda é muito vago sobre a inclusão em escolas particulares e as leis, ou seja, os direitos que as crianças especiais tem nas escolas particulares.
    Minha filha esta na escola há 4 anos, hoje ela tem 6 anos, a escola sempre foi muito atenciosa, prestativa e com isso sempre vi a minha filha sendo muito querida, tanto pelas professoras como pelos amiguinhos. Ela não anda sozinha, precisa de ajuda para dar passos, não fala e tem a parte cognitiva afetada, mas é muito feliz, esta sempre sorrindo.Há um ano atrás a escola havia me pedido para contratar uma pessoa para ficar com ela durante a sala de aula, mas naquele momento eu não podia estar tendo aquele gasto e a própria escola compreendeu e continuaram a ajudando. Hoje estou querendo colocar uma pessoa especializada chamada A.T. ( atendente terapeutica ) para ficar com a minha filha na escola, onde quem vai arcar com as despesas sou eu mesma, mas a escola não quer aceitar, pois alega que a diretoria na aceita outra pessoa de fora por medo de vinculo empregaticio. Fui na diretoria de ensino conversar com a supervisora da escola, para pedir ajuda de como orienta-los para poderem aceitar essa pessoa. A supervisora foi ate a escola, os orientou e voltei a falar com ela essa semana e ela me passou que estava tudo certo na escola, que estavam dentro da lei e que eu deveria ir falar novamente com a diretora, pois ela ja havia orientado quanto a aceitação da terapeuta com a minha filha. Hoje liguei na escola para marcar uma reunião com a diretora, ela não me atendeu e mandou o seguintev recado pela secretária: ” Falou que não iria me atender, por que se eu resolvi entrar em contato com a diretoria de ensino, eu que ligasse novamente para eles e resolvesse tudo com eles.”
    Agora eu pergunto: Que direitos são esses que temos, cade as leis, onde estão escritas. Será que eu não tenho o direito de saber ate onde minha filha tem o direito de ter uma pessoa para atende-la na escola para poder a cada dia progredir mais. O que devo fazer, além de tira-la dessa escola não capacitada para receber crianças especiais e com tanta falta de profissionalismo.

  35. Comment de: dauzerina — 25 de setembro de 2011 às 19:26

    gostei muito do depoimento dela sobre a deficiencia do menino que dançou. tambem me apaixonei pela ed. special por causa da forma como me colocaram numa sala de aula com crianças especiais meio que a força. hoje agradeço e vejo que tudo tem um proposito. hoje nao me vejo sem ELES.

    amei!!!

    tia Dau

  36. Comment de: Lucimara e Maria Helena — 30 de setembro de 2011 às 14:34

    Achei super interessante este artigo, principalmente, porque ele traz uma experiencia, e são estas que nos dão vontade de interegir com a causa da inclusão. Sou portadora de deficiencia visual a 5 anos e descobri, não por acaso, mas num momento em que estava precisando me livrar do estigma do preconceito e dou graças a Deus por isso.
    Parabéns!!!!

  37. Comment de: claudia valeria da s. braga — 11 de novembro de 2011 às 21:26

    Olá, MAC!
    Sou professora a 12 anos e durante este tempo nunca tive um aluno especial, mas sempre me senti triste quando pensava que havia alunos, crianças, jovens e adolescentes que como eu não “podiam” frequentar uma sala de aula e pensava: “eles não são “normais” e não lhes é permitido se quer participar da “normalidade” dos outros, que estranho! Hoje, faço parte da Equipe diretiva de uma escola municipal e o ano passado comecei a estudar a INCLUSÂO. Confesso que no início estava dividida entre INCLUSÃO E INTEGRAÇÃO. Mas, a medida que leio e me aprofundo no tema a cada dia me convenço de que a inclusão é mais do que necessária, é justa! Então parabenizo a todos vocês que lutam por uma educação voltada para todos, de forma que qualquer aluno que dela faça parte, tenha condições de conhecer, aprender, viver e ser, num ambiente livre de preconceitos que estimule suas potencialidades e a formação de uma consciencia crítica.Foi lindo, quando levei minha filha de 05 anos ao ballet e na primeira fila tinha uma menina de mais ou menos oito anos, com deficiência nos pés, mas que dançava como todas as outras. Maravilho e emocionante! Esta é a sociedade que queremos e acredito que a escola pode ajudar a alcançá-la. Parabéns pelo seu sucesso pessoal! Abraços.

  38. Comment de: MAQ — 13 de novembro de 2011 às 14:31

    Amigas(os); Fico muito feliz com os depoimentos anteriores, todos em apoio à escola inclusiva, que não despresa a Educação Especial, desde que essa não seja isolada. Quando uma escola é inclusiva é porque ela é universal. Vamos em frente que atrás ficaram os medrosos, os inseguros, os que não conseguem viver a diferença com igualdade.
    Abraços inclusivos do MAQ.

  39. Comment de: Andreia — 25 de janeiro de 2012 às 0:59

    adorei este site e os cometários e gostaria de relatar a minha historia:
    Estou cursando pedagogia e estou indo para o 4º semestre,as vezes nem acredito que estou na faculdade, pois pensava ser impossível, sou apaixonada por artesanato, que através dele ganhei a bolsa da minha faculdade pois participo da escola da família em guarulhos, e gostaria de relatar aqui pq escolhi pedagogia,ah 2 anos através tive um AVC, e percebi que deveria mudar minha,me sentia uma pessoa que fala rápido, muito errado, tinha dificuldade de me interpretar e expressar,me sentia excluída do mundo da vida então resolvi voltar a estudar só para terminar o 2º grau, assim poderia talvez estar incluída no contexto social, foi através de uma professora de português Soeli que descobri que tudo é possível, pq na minha sala tinha um senhor Chamado Luiz que tinha perdido a visão ah 3 anos em um acidente de carro e estava ali ,correndo atras de um sonho, fazer faculdade de advogacia, foi ai que me caiu a ficha pensei bom eu estou aqui reclamando de não ser incluída por não me entender ou melhor não tentar mudar isto, parti daí que a professora Soeli me orientou sobre a escola da família, ai fiquei em um dilema em qual curso cursar, pensei em artes, mas resolvi fazer pedagogia pq aprenderia o começo da educação todos os caminhos até chegar no ensino fundamental, e hoje cada dia,ah cada semestre conquistado e ah cada disciplina aprendida sei que estou no caminho certo, e por esta razão sei tb que posso mudar e incluir ah todos que passar por minha sala de aula e por fora dela, e não penso nas dificuldade pois sei que sempre ah um forma de se aprender e ensinar devemos sempre buscar metodologias e matérias didáticos que possibilitara um excelente resultado com o educando.
    um grande bjus
    Andréia
    Ficam com deus

  40. Comment de: Elda Maria — 31 de janeiro de 2012 às 21:22

    Adorei a entrevista! esclareceu mtas duvidas sobre o assunto! Obrigada!

  41. Comment de: Juliana Trindade — 18 de fevereiro de 2012 às 14:05

    Gostaria que me enviasse tudo sobre a inclusão escolar,pois estou cursando o 6ª período de pedagogia e meu TCC vai ser sobre”Inclusão de fato e de direito” Obs. estou defendendo a questão de que, pela lei existe a inclusão,mas de fato não existe,pois sou professora estadual de uma escola referência de alunos especiais e já lecionei antes em salas regulares,que no dia-dia via a realidade dentro da sala de aula. Os alunos especiais,na maioria das escolas do ensino regular,não passam de estátua,ou seja, não fazem nenhuma atividade e ainda servem de atração para divertimento.Li a sua matéria e vi que a sua realidade é totalmente diferente da minha.Recife-PE

  42. Comment de: Luisa de Marilac — 26 de fevereiro de 2012 às 19:12

    Gostei bastante das explicações sobre inclusão. Os comentários dos pais que tem filhos com deficiência e das demais pessoas que sofrem os preconceitos na pele por serem diferentes. Lamento que certas pessoas tenham a visão tão curta e não vejam que na realidade somos todos diferentes, independente de termos algum tipo de deficiência. Mesmo na sala de aula onde só estudam os ditos normais sabemos que alguns tem mais facilidade com a língua portuguesa, outros com a matemática, outros se identificam mais com a parte histórica e assim por diante. Será que esses alunos tem algum tipo de deficiência? Pois já que são considerados ditos normais deveriam ser 100% em tudo. Mas digo que a grande beleza da vida e o que nos faz crescer é o entendimento de que somos diferentes e que temos nosso tempo de aprendizagem e que não somos 100% em tudo na vida mas que nem por isso deixamos de ser gente. E gente precisa de gente.
    A inclusão escolar graças a Deus, aos poucos vai se tornando realidade em nossas escolas. Moro em uma cidadezinha no interior do Ceará e confesso que até pouco tempo atrás na ouvia falar sobre inclusão escolar. Mas a realidade tem chegado até aqui. É mais trabalho para o professor? É sim. Mais trabalho que enriquece, que nos deixa mais valorizados, mais humano, mais gente. Assim é ser professor(a).

  43. Comment de: Manoel guimaro dos santos — 1 de março de 2012 às 14:25

    Boa tarde
    Tenho uma filha que também abraçou a inclusão é a vida dela,
    ela tem uma escola com a inclusão, que esta no meu nome, todas os dias eu penso em vender para não ter mais prejuiso
    mais por causa dela não consigo.Estou no trabalho e por um acaso eu li a entrevista da Maria Teresa e lembrei dela. gostaria que ela conhecesse o trabalho da minha filha.
    http://colegioluzdosaber.blogspot.com/
    meu cel 79975064
    escola cel 6880-5064
    endereço rua cel souza reis 197 tatuapé
    Obrigada
    Manoel

  44. Comment de: Adriana — 12 de abril de 2012 às 22:24

    Sempre entendi e fui a favor da inclusão. Sou fonoaudióloga e atendo cças com deficiência e já tive a experiência de trabalhar em uma escola “especial”. Porém tenho vivido um problema inverso. Tenho uma filha de 11 anos e em sua classe tem um garoto com Síndrome de Down. Eles estudam na mesma classe desde o 4° ano e agora estão no 7°. Acontece que desde o meio do ano passado, ele tem hostilizado minha filha, xingado, assediado sexual e moralmente e até sido violento em algumas ocasiões. Ocorre que a escola não tem se posicionado e minha filha é quem tem sido excluída uma vez que tem se privado da companhis dos colegas, por ex durante o período do lanche, por ter sido atacada e agarrada diversas vezes por esse menino. A situação está se tornando insustentável e a única resposta do colégio é de que eles nada podem fazer para não serem acusados por discriminação. E aí, como eu fico? Gostaria de saber o que posso exigir da escola pois, estou cansada de receber a informação de que seus pais foram comunicados e que estão tomando providências.

  45. Comment de: MAQ — 13 de abril de 2012 às 1:53

    Adriana,
    Uma pessoa com síndrome de Down é como outra pessoa qualquer, e sendo humana como qualquer outra, também pode ser mal educada, ter previlégios tais como o mimo da família e fazer coisas fora do padrão como todas as outras crianças. Não sou um educador, pedagogo, ou qualquer coisa que não um observador que possui valores do que seja certo e do que seja errado. Essa criança com síndrome de Downn, está sendo muito mal educada pelos pais e pela escola, que parece não estar aí para educar, apenas para guardar crianças e tentar ensinar tudo, menos educação no sentido mais amplo.

    Penso que a atitude dessa criança, da qual não sei a idade, está aquém das espectativas, mas não podemos generalizar como sendo a forma de ser de todas pessoas com síndrome de Down. Essa criança também sofre, pois se fosse tratada com igualdade, não seria tão desigual.

    Não sei o que te dizer mais, a não ser que devemos repudiar a atitude da escola, dos pais e da própria criança com severidade. MAQ.

  46. Comment de: poliane — 13 de abril de 2012 às 10:52

    ACHO UM ABISURDO ESTE LEGADO INCLUSÃO!MEU FILHO ESTA NO SEGUNDO ANO ESCOLAR E OS PROFESSORES NÃO TEM UM TRABALHO VOLTADO A APRENDIZAGEM ESPECIAL QUE A ESCOLA SEJA REGULAR TUDO BEM ,MAS AS CRIANÇAS ESPECIAIS PRECISAM DE UMA MELHOR ESTRTURA PEDAGOGICA COMO ACOMPANHANTES QUE OS ESTIMULEM A EXERCER UMA ROTINA DE APRENDIZADO E NÃO DE IR PASSAR HORAS NUMA CARTEIRA ESCOLAR.

  47. Comment de: Adriana — 13 de abril de 2012 às 13:36

    Obrigada pela sua atenção! gostaria de reinterar que concordo plenamente com seu conceito e que se trata de uma inadequação familiar mais que qqr outra coisa mas,…. tenho esbarrado com a falta de atitude da escola que alega não poder submeter o aluno às mesmas regras dos demais- advertências, suspensões, etc- por se tratar deum caso inclusivo. Este tem sido o problema ao qual não estou conseguindo contornar para seguir em frente. Tbém acho que a escola está despreparada mas, diante da situação URGENTE, não sei como devo agir. Ele tem 15 anos, 1,70m numa classe de 11/12 anos. Por acaso a minha filha é a mais baixinha e mais magrinha da turma!!!!!

  48. Comment de: Elaine de Oliveira Rosa — 18 de julho de 2012 às 10:16

    A inclusão traz melhor qualidade de vida aos portadores de necessidades especiais e é direito dos mesmos.
    Gostaria de receber mais orientações sobre esse assunto ,pois sou aluna do curso de psicopedagogia e estou me preparando para desenvolver um artigo para o tcc baseado nesse tema

  49. Comment de: gabriela ehlers — 19 de julho de 2012 às 13:47

    mt legal !

  50. Comment de: amanda — 7 de agosto de 2012 às 18:30

    gostei bastante desse site estou fazendo uma pesquisa escolar sobre esse tema “inclusão escolar”.

  51. Comment de: lóren — 14 de agosto de 2012 às 19:44

    Foi muito esclarecedor me ajudou em um trabalho este texto é muito bom mais eu acho que poderia ser mais esclarecedor.Obrigado!

  52. Comment de: Angela de Bastos — 18 de setembro de 2012 às 21:28

    É muito importante a criança com deficiência estar entre as outras crianças, mas poder público tem que investir mais para que a lei seja cumprida.

  53. Comment de: Rita de cassia da silva — 14 de dezembro de 2012 às 16:09

    Olá,sou estudante de serviço social, gostei muito do seu artigo sobre inclusão, gostaria de saber de voçê, como o assistente social, poderia estar ajudando nesse contexto,pois as escolas não tem ainda esse serviço.Na minha opinião acho que seria muito importante, pois seria mais fácil estabelecer um vínculo entre escola e famìlia dos alunos com deficiência e os demais.Se puder me responda,pois estou preparando um artigo sobre inclusão de pessoas com deficiência na educação regular.Vai me ajudar muito

  54. Comment de: marli — 5 de março de 2013 às 19:48

    Adorei este blog, sou professora ha 4 anos em sala de recurso, não tenho formação na área sou prof. de letras, mas já convivi com pessoas especiais, tenho uma carinho especial por eles.trabalho com um projeto que pesquisei , artes terapia , e faço um trabalho muito legal, principalmente na ajuda da auto estima dos alunos. adorei o blog.
    Acrescentando; sou de Mato Grosso, se alguém se interessar, pelo projeto, me comunique. mtamorim11@hotmail.com

  55. Comment de: ELI B.ZAMBOIM — 6 de março de 2013 às 20:21

    TODOS ESSES DEPOIMENTOS FORAM DE MUITA SERVENTIA PARA MEU FILHO DE 8 ANOS,POIS ELE TEM UM TRABALHO ESCOLAR SOBRE INCLUSÃO E COM ISSO ELE APRENDE TAMBÉM QUE JAMAIS PODE TRATAR UM DEFICIENTE COM DESIGUALDADE.

    AGRADEÇO A TODOS PELAS INFORMAÇOES.

  56. Comment de: Karen — 12 de abril de 2013 às 15:17

    Boa tarde, estou terminando meu curso de psicologia e estou escrevendo a respeito de inclusão escolar para autistas. Gostei muito da entrevista e tenho em mãos um livro da Maria Tereza Mantoan. Se alguém tiver algum material que contribua com a minha pesquisa.. Obrigada.

  57. Comment de: Maria Inês — 17 de abril de 2013 às 23:21

    Sou estudante de Pedagogia e estou no 5º semestre. Faço estágio em uma Escola do município de São José dos Campos, com alunos inclusos. Sinto nos professores a grande dificuldade de lidar com esses alunos, e eu e minhas colegas de trabalho sentimos a mesma dificuldade. Nós não nos recusamos a trabalhar com esses alunos, mas precisamos de suporte por parte dos governantes para melhorar as condições de atendê-los. ” O incluso na sala junto com a turma de 37 alunos, aprendendo matemática,
    de repente ele começa a gritar, bater na carteira, rasgar a camiseta com a boca. O que devo fazer, para acalmar esse aluno, sabendo que o único som que sai da sua boca é gritar para conseguir algo e eu nunca sei o que quer dizer, e os professores menos ainda, principalmente porque eles tem 37 alunos para ensinar. Eu pergunto, quem é o culpado por essa situação? São os professores que ignoram totalmente os inclusos ou nós estagiários que também não temos experiência nenhuma para lidar com a situação. E tem mais, além disso ainda temos que trocar fraldas com xixi, coco, e limpar o bumbum. É função do professor e do estagiário?

  58. Comment de: jeane lima — 3 de maio de 2013 às 19:09

    Penso que inclusão é muito valiosa e precisa ser discutida no sentido de melhor sempre, para atender melhor nossos alunos QUE TEM CONDIÇÕES DE APRENDIZAGEM, de forma diferente. No entanto discordo no que se refere as alunos que jamais terão aprendizagem por como no caso de deficiência mental severa, penso que escola é o espaço de aprendizagem , o que foge a isso é apenas creche, para que as mães tenham uma folga dos filhos. Devemos ser acima de tudo coerentes, sem bla bla bla, porque no papel tudo é bonito mas na prática o coisa é outra.

  59. Comment de: Maria Iraniza de Souza Dias — 27 de junho de 2013 às 14:34

    No Brasil a inclusão é sonho um distante,ainda anda a passos de tartaruga.Não é vista com bons olhos por alguns profissionais da área.É muito mais fácil trabalhar com crianças ditas normais, não se envolver facilita a vida daquele que está na área,porém não que algo trabalhoso.Essas pessoas são incapazes de entender quantas vidas elas podem transformar, quantas crianças elas podem salvar,quantas mães elas podem ajudar e quantas adolescentes elas podem abrigar.

  60. Comment de: Maria Iraniza de Souza Dias — 27 de junho de 2013 às 14:53

    No Brasil a inclusão é um sonho ainda distante, anda a passos de tartarugas. Não é visto com bons olhos por alguns profissionais da área. É muito mais fácil trabalhar com crianças ditas normais, não envolver-se facilita a vida de muitos,eles não querem algo trabalhoso.O que essas pessoas não sabem ou não querem entender é que elas podem salvar vidas,transformar pessoas comuns em cidadães respeitados, quantas mães eles podem ajudar nesta difícil tarefa e quantos adolescentes eles podem abrigar, cuidar e valoriza-los.

  61. Comment de: vanda silva — 6 de julho de 2013 às 1:52

    Minha filha com deficência mental leve, está traumatizada pois está no ensino médio após muitos anos de sacrificio está perdendo todo estímulo para ir a escola,deprimida está com atestado para atividades domiciliares, só que os professores não prepararam nem utilizam PIE,entregaram atividades avaliativas que realizam com os demais alunos sem explicação e 15 matérias para fazer e responder questões em casa sem cunho pedagógico parecendo mais uma vingança ou com propósito para que desista devido a tamanha dificuldade encontrada para realizar. peço que me ajudem quero saber se isto está certo. é isto mesmo é assim que os professores e escola devem tratar o aluno portador de deficiencia. obrigada

  62. Comment de: caca — 11 de julho de 2013 às 18:03

    gostei nao achei minha reposta mais gostei

  63. Comment de: Patricia Cavalcante da Silva Freitas — 2 de setembro de 2013 às 14:25

    Falou bonito a Sr Professora Maria Tereza,mas nada disso é verdade,a inclusão não existe como no papel,é desrespeito com nossas crianças,pois tem as que podem aprender e até frequentar uma faculdade,como o principal não é ensinar,é ocupar um espaço na sala de aula? Como pode isso se chama fazer por onde ter menos custo ao governo sendo que eles ganham a bolsa completa e o governo que paga,para mim é bem claro essa inclusão foi criada para redução de gastos e isso envolve DIREITOS HUMANOS EU VOU MOSTRAR A PROPAGANDA MENTIROSA QUE É A INCLUSÃO.

  64. Comment de: Miria Farias — 13 de outubro de 2013 às 10:47

    Eu já sofri de dislexia,tinha dificuldado de ler,escrever. Para mim por mais que tenta-se eu não entendia nada que minha mãe falava ou a professora,gritavam muito comigo ,eu repertia de ano , com 9 anos eu ainda estava na segunda ,eu chorava muito,uma por que minha mãe me batia e outra via meus colegas sumirem a cada ano que passava,hoje eu agradeço a Deus e os esforços da minha professora Elizaberte

  65. Comment de: ana paula de freitas — 28 de março de 2014 às 10:39

    Ola me ajude por favor nao sei o que fazer meu filho tem 9anos esta no 3ano foi reprovado ano passado por falta. Reforco, ele tem laudo falando como ensinar ele mas a professora esse ano falou que vai dar a mesma licao da classe ele esta sendo alfabetizado aind pois internou muito teve varias complicacoes ao nascer ele tem associacao vacter e mao torta direita, comecou o reforco agora so que na hora da escola normal ele nao quer ir mais chora muito e pede pra trocar de sala falei com a diretora da escola e ele me pediu pra procurar outra escola pq ela nao vai trocar ele de sala .obrigado pela atencao.

  66. Comment de: Fabia — 16 de abril de 2014 às 21:08

    Sou mediadora de um aluno em uma escola particular, é muito difícil trabalhar com inclusão, meu aluno tem vário deficit, quase chegar ser um esquizofrênico, na crise ela ja até me agrediu e a professora. Gostaria de ter ajudar, como fazer para que ele fizesse pelo menos as tarefas do dia. Sabe ler e escrever, porém, não tem coordenação motora, e tudo deixa ele irritado. Preciso de ajuda. Grata

  67. Comment de: Rosangela Morais Nascimento da Penha — 18 de maio de 2014 às 18:26

    Amei este artigo inclusaõ e aminha praia.

  68. Comment de: Rosangela Morais Nascimento da Penha — 18 de maio de 2014 às 20:02

    Olha este artigo veio em boa hora. Estou justamente fazendo um trabalho sobre este assunto. Agradeço primeiramente a deus por ter colocado voce com este artigo na frente da tela do meu computador.Depois a voce muito obrigada, que deus te abençoi bastante e continui mutiplicando esta sua inteligencia.Beijos e abraços.Rosangela Morais, Rio Grande do Norte,RN

  69. Comment de: Angela Estrela — 23 de setembro de 2014 às 11:24

    Gostei muito do artigo de MANTOAN: “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.” No Brasil, as diferenças são tidas como exclusivistas e ainda não estamos preparados para aceitar a inclusão, como um todo.
    Como Psicopedagoga, na escola onde atuo, existem muitos alunos que necessitam de um atendimento especializado, com professores competentes e formadores das potencialidades destes.
    Sem dúvida,concordo com Mantoan quando ela enfatiza que uma sociedade para ser justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.

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