Conteúdo principal | Últimos 20 posts | Posts por assunto | Bengala Legal

Blog do Bengala Legal.

Rio de Janeiro, quinta-feira, 30 de junho de 2016 - 12:04.

 

Conteúdo principal.

sábado, 21 de fevereiro de 2009.

O que é Inclusão Escolar?

MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN: “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.

Para a educadora, na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa.

Meire Cavalcanti.

Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente, ela iniciou sua carreira como professora de educação especial e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular.

A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal. Lá, viu pela primeira vez uma experiência em inclusão bem-sucedida. “Passei o dia com um grupo de crianças que tinha um enorme carinho por um colega sem braços nem pernas”, conta. No fim da aula, a professora da turma perguntou se Maria Teresa preferia que os alunos cantassem ou dançassem para agradecer a visita.

Ela escolheu a segunda opção. “Na hora percebi a mancada. Como aquele menino dançaria?” Para sua surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo e os outros ajudaram a amarrá-lo ao seu corpo. “E ele, então, dançou para mim.”

Na volta ao Brasil, Maria Teresa que desde 1988 é professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas deixou de se concentrar nas deficiências para ser uma estudiosa das diferenças. Com seus alunos, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade.

Para ela, uma sociedade justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.

 

Entrevista

O que é inclusão?

É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo.

Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?

A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos.

A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade.

Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

O que faz uma escola ser inclusiva?

Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados.

A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem.

Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma.

As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam?

Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Como está a inclusão no Brasil hoje?

Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular.

Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental.

Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular.

Estamos num processo de conscientização. A escola precisa se adaptar para a inclusão?

Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.

Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?

A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes.

Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais. Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular?

Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves.

No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo.

Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.

A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada?

Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida.

Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.

Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?

Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial.

Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.

Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?

É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula.

No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.

O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?

Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente.

Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei. Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas?

O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.

Facebook.Compartilhar no Facebook.

Twitter.Publicar no Twitter.

Arquivado em: Entrevistas.
Assuntos:  , , , .
MAQ às 18:29.
Post visitado 437289 vezes, 79 foram hoje.

88 Comments | Deixe seu comentário.

  1. Comment by lóren — 14 de agosto de 2012 às 19:44

    Foi muito esclarecedor me ajudou em um trabalho este texto é muito bom mais eu acho que poderia ser mais esclarecedor.Obrigado!

  2. Comment by Angela de Bastos — 18 de setembro de 2012 às 21:28

    É muito importante a criança com deficiência estar entre as outras crianças, mas poder público tem que investir mais para que a lei seja cumprida.

  3. Comment by Rita de cassia da silva — 14 de dezembro de 2012 às 16:09

    Olá,sou estudante de serviço social, gostei muito do seu artigo sobre inclusão, gostaria de saber de voçê, como o assistente social, poderia estar ajudando nesse contexto,pois as escolas não tem ainda esse serviço.Na minha opinião acho que seria muito importante, pois seria mais fácil estabelecer um vínculo entre escola e famìlia dos alunos com deficiência e os demais.Se puder me responda,pois estou preparando um artigo sobre inclusão de pessoas com deficiência na educação regular.Vai me ajudar muito

  4. Comment by marli — 5 de março de 2013 às 19:48

    Adorei este blog, sou professora ha 4 anos em sala de recurso, não tenho formação na área sou prof. de letras, mas já convivi com pessoas especiais, tenho uma carinho especial por eles.trabalho com um projeto que pesquisei , artes terapia , e faço um trabalho muito legal, principalmente na ajuda da auto estima dos alunos. adorei o blog.
    Acrescentando; sou de Mato Grosso, se alguém se interessar, pelo projeto, me comunique. mtamorim11@hotmail.com

  5. Comment by ELI B.ZAMBOIM — 6 de março de 2013 às 20:21

    TODOS ESSES DEPOIMENTOS FORAM DE MUITA SERVENTIA PARA MEU FILHO DE 8 ANOS,POIS ELE TEM UM TRABALHO ESCOLAR SOBRE INCLUSÃO E COM ISSO ELE APRENDE TAMBÉM QUE JAMAIS PODE TRATAR UM DEFICIENTE COM DESIGUALDADE.

    AGRADEÇO A TODOS PELAS INFORMAÇOES.

  6. Comment by Karen — 12 de abril de 2013 às 15:17

    Boa tarde, estou terminando meu curso de psicologia e estou escrevendo a respeito de inclusão escolar para autistas. Gostei muito da entrevista e tenho em mãos um livro da Maria Tereza Mantoan. Se alguém tiver algum material que contribua com a minha pesquisa.. Obrigada.

  7. Comment by Maria Inês — 17 de abril de 2013 às 23:21

    Sou estudante de Pedagogia e estou no 5º semestre. Faço estágio em uma Escola do município de São José dos Campos, com alunos inclusos. Sinto nos professores a grande dificuldade de lidar com esses alunos, e eu e minhas colegas de trabalho sentimos a mesma dificuldade. Nós não nos recusamos a trabalhar com esses alunos, mas precisamos de suporte por parte dos governantes para melhorar as condições de atendê-los. ” O incluso na sala junto com a turma de 37 alunos, aprendendo matemática,
    de repente ele começa a gritar, bater na carteira, rasgar a camiseta com a boca. O que devo fazer, para acalmar esse aluno, sabendo que o único som que sai da sua boca é gritar para conseguir algo e eu nunca sei o que quer dizer, e os professores menos ainda, principalmente porque eles tem 37 alunos para ensinar. Eu pergunto, quem é o culpado por essa situação? São os professores que ignoram totalmente os inclusos ou nós estagiários que também não temos experiência nenhuma para lidar com a situação. E tem mais, além disso ainda temos que trocar fraldas com xixi, coco, e limpar o bumbum. É função do professor e do estagiário?

  8. Comment by jeane lima — 3 de maio de 2013 às 19:09

    Penso que inclusão é muito valiosa e precisa ser discutida no sentido de melhor sempre, para atender melhor nossos alunos QUE TEM CONDIÇÕES DE APRENDIZAGEM, de forma diferente. No entanto discordo no que se refere as alunos que jamais terão aprendizagem por como no caso de deficiência mental severa, penso que escola é o espaço de aprendizagem , o que foge a isso é apenas creche, para que as mães tenham uma folga dos filhos. Devemos ser acima de tudo coerentes, sem bla bla bla, porque no papel tudo é bonito mas na prática o coisa é outra.

  9. Comment by Maria Iraniza de Souza Dias — 27 de junho de 2013 às 14:34

    No Brasil a inclusão é sonho um distante,ainda anda a passos de tartaruga.Não é vista com bons olhos por alguns profissionais da área.É muito mais fácil trabalhar com crianças ditas normais, não se envolver facilita a vida daquele que está na área,porém não que algo trabalhoso.Essas pessoas são incapazes de entender quantas vidas elas podem transformar, quantas crianças elas podem salvar,quantas mães elas podem ajudar e quantas adolescentes elas podem abrigar.

  10. Comment by Maria Iraniza de Souza Dias — 27 de junho de 2013 às 14:53

    No Brasil a inclusão é um sonho ainda distante, anda a passos de tartarugas. Não é visto com bons olhos por alguns profissionais da área. É muito mais fácil trabalhar com crianças ditas normais, não envolver-se facilita a vida de muitos,eles não querem algo trabalhoso.O que essas pessoas não sabem ou não querem entender é que elas podem salvar vidas,transformar pessoas comuns em cidadães respeitados, quantas mães eles podem ajudar nesta difícil tarefa e quantos adolescentes eles podem abrigar, cuidar e valoriza-los.

  11. Comment by vanda silva — 6 de julho de 2013 às 1:52

    Minha filha com deficência mental leve, está traumatizada pois está no ensino médio após muitos anos de sacrificio está perdendo todo estímulo para ir a escola,deprimida está com atestado para atividades domiciliares, só que os professores não prepararam nem utilizam PIE,entregaram atividades avaliativas que realizam com os demais alunos sem explicação e 15 matérias para fazer e responder questões em casa sem cunho pedagógico parecendo mais uma vingança ou com propósito para que desista devido a tamanha dificuldade encontrada para realizar. peço que me ajudem quero saber se isto está certo. é isto mesmo é assim que os professores e escola devem tratar o aluno portador de deficiencia. obrigada

  12. Comment by caca — 11 de julho de 2013 às 18:03

    gostei nao achei minha reposta mais gostei

  13. Comment by Patricia Cavalcante da Silva Freitas — 2 de setembro de 2013 às 14:25

    Falou bonito a Sr Professora Maria Tereza,mas nada disso é verdade,a inclusão não existe como no papel,é desrespeito com nossas crianças,pois tem as que podem aprender e até frequentar uma faculdade,como o principal não é ensinar,é ocupar um espaço na sala de aula? Como pode isso se chama fazer por onde ter menos custo ao governo sendo que eles ganham a bolsa completa e o governo que paga,para mim é bem claro essa inclusão foi criada para redução de gastos e isso envolve DIREITOS HUMANOS EU VOU MOSTRAR A PROPAGANDA MENTIROSA QUE É A INCLUSÃO.

  14. Comment by Miria Farias — 13 de outubro de 2013 às 10:47

    Eu já sofri de dislexia,tinha dificuldado de ler,escrever. Para mim por mais que tenta-se eu não entendia nada que minha mãe falava ou a professora,gritavam muito comigo ,eu repertia de ano , com 9 anos eu ainda estava na segunda ,eu chorava muito,uma por que minha mãe me batia e outra via meus colegas sumirem a cada ano que passava,hoje eu agradeço a Deus e os esforços da minha professora Elizaberte

  15. Comment by ana paula de freitas — 28 de março de 2014 às 10:39

    Ola me ajude por favor nao sei o que fazer meu filho tem 9anos esta no 3ano foi reprovado ano passado por falta. Reforco, ele tem laudo falando como ensinar ele mas a professora esse ano falou que vai dar a mesma licao da classe ele esta sendo alfabetizado aind pois internou muito teve varias complicacoes ao nascer ele tem associacao vacter e mao torta direita, comecou o reforco agora so que na hora da escola normal ele nao quer ir mais chora muito e pede pra trocar de sala falei com a diretora da escola e ele me pediu pra procurar outra escola pq ela nao vai trocar ele de sala .obrigado pela atencao.

  16. Comment by Fabia — 16 de abril de 2014 às 21:08

    Sou mediadora de um aluno em uma escola particular, é muito difícil trabalhar com inclusão, meu aluno tem vário deficit, quase chegar ser um esquizofrênico, na crise ela ja até me agrediu e a professora. Gostaria de ter ajudar, como fazer para que ele fizesse pelo menos as tarefas do dia. Sabe ler e escrever, porém, não tem coordenação motora, e tudo deixa ele irritado. Preciso de ajuda. Grata

  17. Comment by Rosangela Morais Nascimento da Penha — 18 de maio de 2014 às 18:26

    Amei este artigo inclusaõ e aminha praia.

  18. Comment by Rosangela Morais Nascimento da Penha — 18 de maio de 2014 às 20:02

    Olha este artigo veio em boa hora. Estou justamente fazendo um trabalho sobre este assunto. Agradeço primeiramente a deus por ter colocado voce com este artigo na frente da tela do meu computador.Depois a voce muito obrigada, que deus te abençoi bastante e continui mutiplicando esta sua inteligencia.Beijos e abraços.Rosangela Morais, Rio Grande do Norte,RN

  19. Comment by Angela Estrela — 23 de setembro de 2014 às 11:24

    Gostei muito do artigo de MANTOAN: “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.” No Brasil, as diferenças são tidas como exclusivistas e ainda não estamos preparados para aceitar a inclusão, como um todo.
    Como Psicopedagoga, na escola onde atuo, existem muitos alunos que necessitam de um atendimento especializado, com professores competentes e formadores das potencialidades destes.
    Sem dúvida,concordo com Mantoan quando ela enfatiza que uma sociedade para ser justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.

  20. Comment by Márcia — 29 de novembro de 2014 às 0:27

    Gostaria de saber se tem número de alunos para inclusão em uma sala de aula, pois as escolas dizem que é lei e se recusam a matricular meu neto alegando que as turmas já estão preenchidas com crianças para inclusão.

  21. Comment by shirley braga — 12 de dezembro de 2014 às 11:27

    MUITO PRODUTIVO.
    AJUDOU-ME MUITO NA TESE QUE ESTOU MONTANDO.
    E OLHE QUE ONTEM MESMO TIVE UMA DECEPÇÃO COM UM SENHOR QUE RESPONDEU A UMA COLEGA QUE VENDIA RIFAS´PARA AJUDAR AS APAES. SEGUNDO ELE NOS, PEDAGOGOS,PROFESSORES SOMOS FORMADORES DE NINGUÉM, DE UM FUTURO ONDE OS MARGINAIS SÃO QUEM VÃO TOMAR CONTA, QUE O FAZEMOS É POR PANOS QUENTES EM PROBLEMAS CAUSADOS PELOS PRÓPRIOS PAIS E PELA SOCIEDADE DESENFREADA…
    AINDA EXISTE “GENTE”.
    ESTOU INDIGNADA!
    OBRIGADA.

  22. Comment by Luciana Renata Zanin — 16 de fevereiro de 2015 às 10:57

    Olá estou fazendo uma pesquisa pela internet sobre inclusão e encontrei seu espaço. Muito bom e informativo.
    Se quiser pode me fazer uma visita também, trabalho com inclusão:http://neuroequineterapic.blogspot.com.br/. Obrigada e parabéns pelo blog. Abraço.

  23. Comment by geraldo edson de abreu — 15 de março de 2015 às 10:18

    estou cursando faculdade de educação física e quero me especializar nestas crianças, elas tem o mesmo direito que as outras´: e esta mais que na hora de integra estas crianças na sociedade`; pois tem registro com cidadão e assim deve ser reconhecidas. um abraço bom trabalho

  24. Comment by isabel — 20 de maio de 2015 às 23:16

    oi prof Célia
    .sou pedagoga trabalho na educação a 20 anos,ja trabalhei com varias crianças com deficiências múltiplas e pode ter certeza sempre recebi delas oque dei,respeito,tolerância e muito amor.tenho uma filha cem por cento down esta no quarto ano,tem algumas dificuldades na aprendizagem mas esta muito bem interage bem com todos,ama e amada por todos.
    me coloco a disposição da escola para ajudar no que for preciso,pois pais de crianças portadores de alguma deficiência te que ter parceria com a escola e seus educando.como prof e mãe ,sempre peço ajuda quando preciso, tanto na parte pedagógica como no manejo. Naã esqueça prof o mundo da muitas voltas,tudo oque damos recebemos de volta.minha filha não seria oque e se convivesse com profs com seu pensamento e ma vontade.

  25. Comment by Michelle — 9 de setembro de 2015 às 11:04

    Qual os direitos da criança que tem defit de atenção na escola? Sinto que não há preparo, não há paciência para trabalhar com esse aluno, é mais fácil chama-lo de preguiçoso. Admito que não é fácil, mesmo com medicação lidar com esse tipo de criança, nós mães sofremos muito com essas situações!

  26. Comment by Eliane Magalhães Figueira dos Santos — 1 de novembro de 2015 às 9:54

    Minha filha é inclusa na classe regular em escola da prefeitura do RJ., pois tem deficiência intelectual e baixa visão. O Ensino Especial da Prefeitura envia estagiários para desempenharem o papel de mediadores, porém os mesmos saem da escola no momento que bem entendem, as vezes preciso ir à escola comunicar que minha filha encontra-se sozinha. Este ano de 2015, ela já esteve com três estagiários, e nesse momento está sem ninguém. Acredito que o correto seria a realização de um concurso público para contratar profissionais capacitados para atender a estas criança. O que posso fazer para ajudar à minha filha?

  27. Comment by simone — 26 de fevereiro de 2016 às 14:00

    A inclusão E´UMA MENTIRA ,esse seu papo e´conversa furada muito bonitinho mas não funciona, se hoje existe mais boolis e´por causa que ninguem respeita as diferenças e as escolas não querem trabalho sinto isso na pele , não venha me dizer que a inclusão e´boa e´uma merda que apareceu como pessoas como voc~e que não sabe de nada poderia sitar varios ocorridos mas não vou perder o meu tempo INCLUSâo NÃO FUNCIONA ISSO E´MERDA.

  28. Comment by jose carlos ferreira — 29 de fevereiro de 2016 às 15:30

    estou fazendo trabalho em grupo sobre este tema envia para mim,tudo sobre como a escola inclui e incentiva a deficiençia na sala de aula e estimula a aprender.obrigado

  29. Comment by jose carlos ferreira — 29 de fevereiro de 2016 às 15:32

    meu nome é jose carlos,estou fazendo trabalho em grupo e gostaria muito que voces me enviasse tudo sobre como a escola inclui e incentiva a deficiençia na escola e estimula a aprender

  30. Comment by Nadime Aparecida Alves Silva — 19 de março de 2016 às 1:22

    fiquei maravilhada com a entrevista, estou interessada com este assunto,gostaria de entender como lidar na sala de aula regular com uma criança surda e outra com síndrome de down, de acordo com a LDB e nossa constituição brasileira.

  31. Comment by Nadime Aparecida Alves Silva — 19 de março de 2016 às 1:24

    é muito gratificante poder entender e compartilhar com os colegas, por isso quero aprender mais sobre inclusão

  32. Comment by josé ivan — 6 de abril de 2016 às 17:41

    Essa entrevista foi muito produtiva e esclarecedora. E nós temos que vestir a camisa para que nossos líderes dêem mais atenção as nossas crianças e adultos com de deficiência e que à vejam como pessoas normais e que dê uma cara o nossa educação incluindo todos sem destinção.

  33. Comment by george pontes chaves — 11 de abril de 2016 às 20:40

    gostaria de saber quais os tipos de exclusão que podem existir e como elas se caracterizam?

  34. Comment by Glaucio Souza — 27 de abril de 2016 às 13:07

    Muito boa a matéria, simples e rica ao mesmo tempo.
    Eu que estou entrando agora nesse mundo acadêmico e estando no começo do aprendizado sobre a inclusão na escola, achei fantastico e esclarecedor para eu poder confeccionar meu trabalho sobre esse assunto.

  35. Comment by layta silva — 3 de maio de 2016 às 13:42

    gostei muito desse meio de ensino..

  36. Comment by renilsa silva — 25 de maio de 2016 às 8:30

    gostei muito de ler essa pagina pois me esclareceu muitas duvidas,
    nela tudo esta bem claro claro e evidente. encontrei realmente o que procurava.
    obrigada!

  37. Comment by neli rezende de souza santos — 8 de junho de 2016 às 23:25

    Amei a matéria .

  38. Comment by Débora Andrade — 21 de junho de 2016 às 15:24

    Olá!!!!
    Adorei tudo!
    Estou querendo usar o tema para fazer meu TCC, curso Educação Física e estou no 4° período e acho o tema muito interessante.
    Quero aprender cada dia mais e mais sobre.
    Parabéns!!!!

RSS feed for comments on this post. | TrackBack URL

Por favor, preencha todos os campos.


Últimos 20 posts publicados.

Saltar resumo e ir para "ESCOLHA POR ASSUNTO".

Projeto “Emoti Sounds” é plug-in que permite que deficientes visuais tenham uma experiência emotiva na leitura dos emoticons O Festival Internacional de Criatividade de Cannes divulga o seu primeiro shortlist. O projeto “Emoti Sounds”, da Artplan para Tim Live, é o único brasileiro entre os 39 selecionados pelo júri de Innovation Lions e concorre na […]

 

Descrição da imagem: Cena do documentário “Boa Noite, Solidão”: Geneton Moraes Neto entrevista o sertanejo Ginaldo José da Silva. O documentário será transmitido pela GloboNews neste sábado. O documentário “Boa noite, Solidão” será exibido pela GloboNews neste sábado, dia 16, às 21h05 e será o primeiro programa da emissora a contar com o recurso da […]

 

Tecnologia está sendo desenvolvida em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Elisabete Barbosa é uma das primeiras pessoas a fazer uso do Via Voz (Foto: Globo). Imagine um GPS dentro de uma biblioteca. Em vez de ruas, ele mostra os caminhos entre as prateleiras. Parece coisa do futuro, mas essa tecnologia já existe e serve […]

 

Há mais de 20 anos que a fundação beneficente “Livros Ilustrados para Crianças Cegas” publica e oferece livros com páginas musicais a crianças com deficiência visual. Entre as obras estão contos tradicionais russos e estrangeiros. Foto: Fundação de beneficência “Livros Ilustrados para Crianças Cegas Pequenas”. “Os nossos livros ajudam a criar situações em que uma […]

 

O tradutor Libras em Software Livre (VLibras) versão mobile já está disponível para ser baixado e vai ampliar o acesso das pessoas com deficiência auditiva aos meios digitais. O conjunto de aplicativos faz a tradução de conteúdos digitais (texto, áudio e vídeo) para Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. Os softwares desenvolvidos pelo Ministério do […]

 

A área de negócios sociais Soluções em Acessibilidade, da Fundação Dorina Nowill para Cegos, lança com exclusividade o aplicativo AudiFoto. A novidade é mais uma tecnologia direcionada às empresas que desejam participar da inclusão de pessoas com deficiência em museus, exposições e locais em que as imagens são peças fundamentais para a experiência dos visitantes. […]

 

Em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil Desde 2003, o Assim Vivemos tem sua programação totalmente acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva. Audiodescrição e legendas em português (LSE) em todas as sessões, catálogo em Braille e Interpretação em LIBRAS nos debates. No CCBB, todos os ambientes têm acesso para pessoas com […]

 

“Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência” chega a sua 7ª edição em 2015 no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (de 5 a 17 de agosto), de São Paulo (23 de setembro a 5 de outubro) e de Brasília (de 2 a 14 de março de 2016), trazendo 33 […]

 

Neste sábado, 01 de agosto, estreia mais uma peça da Oficina dos Menestréis. O trabalho deles é maravilhoso e super alto astral. Recomendo. O elenco é inclusivo: Atores e atrizes com e sem deficiência. Com audiodescrição no dia 09 e Libras no dia 16. Sobre a peça: Aldeia dos Ventos é um musical de Oswaldo […]

 

Para grande parte da população a tecnologia facilita. Para pessoas com deficiência visual a tecnologia possibilita. O projeto F123 é um software inovador, de baixo custo e alta eficiência, que possibilita o acesso à educação e à informação, favorecendo oportunidades de trabalho e a utilização de tecnologias por pessoas com deficiência visual. O F123 permite […]

 

A Fundação Dorina Nowill para Cegos tem uma nova versão para o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa em formato digital acessível Daisy – Digital Accessible Information System. O Instituto Helena Florisbal foi o parceiro para a viabilização deste projeto, que conta com a produção e disponibilização de cinco mil dicionários em português com as novas […]

 

Dança no MIS e Unlimited apresentam: MARC BREW, bailarino e coreógrafo da Escócia, na performance REMEMBER WHEN e uma residência (processo criativo aberto ao público) junto à bailarina brasileira Gisele Calazans. As atividades fazem parte do programa mensal: Dança no MIS, com curadoria de Natalia Mallo, que convida coreógrafos a escolher uma área do Museu […]

 

A ANCINE colocou em Consulta Pública, até o dia 08 de julho, Notícia Regulatória e Relatório de Análise de Impacto – AIR que discutem a implementação de ações para regulamentar a promoção da acessibilidade em salas de cinema, com disponibilização de recursos de legendagem descritiva, LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais e audiodescrição que possibilitem […]

 

Está chegando ao fim o curso de Especialização em Audiodescrição promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD). Em iniciativa inédita, foi possível viabilizar o primeiro curso sobre esta temática a nível de especialização no Brasil, com o principal […]

 

MARIA LUÍSA BARSANELLI. De SÃO PAULO. Em um cantinho ao lado do palco, Rafaella Sessenta, 32, alonga braços e pernas. Posiciona-se frente a uma câmera e aguarda a largada: o início de um show em tributo a Michael Jackson, realizado no domingo (31/5) em São Paulo. Rafaella é tradutora de libras (Língua Brasileira de Sinais) […]

 

O curso de Especialização em Audiodescrição promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), abrirá uma segunda turma ainda este ano. Estão previstas 100 vagas a partir do segundo semestre. O curso tem o objetivo de capacitar profissionais para promover a […]

 

A AFB (American Foundation for the Blind, ou Fundação Americana para Cegos) anunciou nesta semana os nomes dos quatro homenageados que receberão o prestigioso prêmio Helen Keller na noite do dia 18 de junho, em Nova York (Estados Unidos). Estamos homenageando as realizações de indivíduos e empresas pelo sucesso na melhoria da qualidade de vida […]

 

Estão abertas as inscrições para o 7º Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência. Ficha de inscrição e regulamento, acesse: www.assimvivemos.com.br Em 2015, o Festival Assim Vivemos chega à sua 7ª edição. É com enorme alegria que iniciamos mais uma busca pelos melhores filmes produzidos no mundo sobre o tema da pessoa com […]

 

A diretora da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações do TRT5 (Setic), Cláudia Jorge, participou da primeira reunião da Comissão Permanente de Acessibilidade do sistema Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) em 2015, na última terça-feira (14/4). A comissão tem como objetivo principal propor medidas para facilitar o acesso de pessoas com […]

 

É hora de deixar de observar apenas a obrigação legal da contratação de pessoas com deficiência física e analisar os ganhos econômicos e sociais da inclusão Silvia Torikachvili. Observando os exemplos mencionados ao longo da reportagem, percebe-se que, quando as empresas decidirem contratar talentos em lugar de deficiências, elas entrarão para o melhor dos mundos. […]

 

 

 

Os posts mais visitados hoje.

  1. O que é Inclusão Escolar? (79 visitas)
  2. Dúvidas sobre a aposentadoria especial para pessoa com deficiência (22 visitas)
  3. Cannes: case de Artplan e Tim é único finalista do Brasil em Innovation (19 visitas)
  4. GLOBONEWS LARGA NA FRENTE E ESTREIA AUDIODESCRIÇÃO (19 visitas)
  5. Aplicativo serve como guia auditivo para pessoas com deficiência visual (19 visitas)
  6. Ampliada a isenção do ICMS para pessoas com deficiência (19 visitas)
  7. Marta Gil (17 visitas)
  8. 7º FESTIVAL ASSIM VIVEMOS TERÁ 33 FILMES DE 20 PAÍSES EXIBIDOS NO CCBB (13 visitas)
  9. Tecnologia para ouvir (13 visitas)
  10. “Passei por vários processos de exclusão", diz Claudia Werneck, especialista em Down (12 visitas)
Bengala Legal.

eXTReMe Tracker