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sábado, 21 de fevereiro de 2009.
MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN: “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.”
Para a educadora, na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa.
Meire Cavalcanti.
Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente, ela iniciou sua carreira como professora de educação especial e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular.
A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal. Lá, viu pela primeira vez uma experiência em inclusão bem-sucedida. “Passei o dia com um grupo de crianças que tinha um enorme carinho por um colega sem braços nem pernas”, conta. No fim da aula, a professora da turma perguntou se Maria Teresa preferia que os alunos cantassem ou dançassem para agradecer a visita.
Ela escolheu a segunda opção. “Na hora percebi a mancada. Como aquele menino dançaria?” Para sua surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo e os outros ajudaram a amarrá-lo ao seu corpo. “E ele, então, dançou para mim.”
Na volta ao Brasil, Maria Teresa que desde 1988 é professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas deixou de se concentrar nas deficiências para ser uma estudiosa das diferenças. Com seus alunos, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade.
Para ela, uma sociedade justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.
Entrevista
O que é inclusão?
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo.
Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.
Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?
A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos.
A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade.
Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.
O que faz uma escola ser inclusiva?
Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados.
A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem.
Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma.
As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam?
Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.
Como está a inclusão no Brasil hoje?
Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular.
Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental.
Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular.
Estamos num processo de conscientização. A escola precisa se adaptar para a inclusão?
Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.
Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?
A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes.
Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais. Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular?
Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves.
No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo.
Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.
A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada?
Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida.
Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.
Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?
Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial.
Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.
Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?
É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula.
No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.
O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?
Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente.
Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei. Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas?
O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.
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Comentário by Angely Costa — 13 de fevereiro de 2009 às 12:28
A inclusão escolar é ainda algo a ser conquistado, infelizmente a ideia dominante por todo o país é a da separação de grupos nas chamadas “classes especiais”. Falta atitude do poder público para promover entre professores e educadores a necessidade de uma educação mais tolerante e verdadeiramente democrática, com respeito às diferenças.
Comentário by MAQ — 5 de março de 2009 às 16:21
Infelizmente sempre existe a resistência ao novo, sempre baseada em como ele funciona mal. O novo e o desconhecido deixam de possuir suas qualidades a partir do momento em que passam a ser utilizados e conhecidos. O fato é quem luta pela igualdade na diferença torna-se incoerente na medida em que prega educação especial, separada, excludente para pessoas com deficiência em matérias comuns. Isso sim é desingualdade na diferença!
Inclusão é nós, pessoas com deficiência, estarmos misturados a todos e, com nossas características particulares, participarmos de tudo.
Abraços inclusivos do MAQ.
Comentário by tercilia — 8 de abril de 2009 às 16:27
estou fazendo meu PDE baseando o refencial teòrico em sua teoria sobre educaçao inclusiva.Este depoimento sobre Oque é educaçao inclusiva escolar é muito importante,nos professores nao negamos os alunos nao sabemos como trabalhar com eles .Sabemos que a educaçao inclusiva é um direito inquestionavel,mas essa inclusao tem que ser de forma responsavel,as equipe de ensino tem que nos fornecer subsidios para trabalharmos com curriculos adaptados que criem contexto educacionais capazes de ensinar a todos.
Comentário by Maria Teodora Moreira — 2 de setembro de 2009 às 13:50
Gostaria de saber como montar um projeto para inclusao de alunos deficientes na escola púlica.
Comentário by Luciane — 13 de setembro de 2009 às 20:09
Achei muito boa a entrevista e sempre bom termos uma visão verdadeira do que acontece ao nosso redor e lidar com alunos inclusos é uma dela.
Comentário by roselene — 22 de setembro de 2009 às 16:36
porque as pessoas falam tanto em inclusão sendo que são elas mesmas que fazem a exclusão,nao dando oportunidade para outras pessoas só porque ela é negra ou possui uma deficiencia fisica….como podera haver mudança dessa maneira se o proprio ser humano se exclui…uns se acham melhor que outros só porque tem uma situação financeira um pouco melhor…mas não podemos esquecer que dinheiro não leva ninguem para o céu,e dinheiro não pode comprar a vida,então porque excluir….
Comentário by MAQ — 24 de setembro de 2009 às 15:13
Roselene,
Sim, a exclusão é cultural e todos, de alguma forma, a pratica. Mas, na medida do nosso possível, tentamos diminuir a exclusão e aumentar a inclusão. Bem, sempre tentamos e devemos continuar tentando.
Abraços agradecidos por sua participação. MAQ.
Comentário by Angelica Dutra — 29 de setembro de 2009 às 20:34
Bom, uma coisa é verdade, as proprias pessoas falam de inclusão sendo que elas mesmas excluem.
Eu sei porque eu já passei por isso na escola. Muitas pessoas acham que ser defeciente é uma doença, mas pelo contrario, temos muita força de vontade e somos capazes assim como qualquer uma pessoa de praticar qualquer tipo de exercicio…
E sem querer ofender claro, as vezes melhor que pessoas “normais”!
Comentário by renata aparecida caldeira — 13 de novembro de 2009 às 13:27
adorei esse texto pois me esclareceu muita coisa que eu não sabia e muito menos,se quer imaginava o quanto o assunto era legal e incrível.
Comentário by Maragrete — 25 de novembro de 2009 às 21:19
Amei o texto.
Comentário by maria cleonice borges fraga — 10 de dezembro de 2009 às 16:07
Sou academica em pedagogia da FACE, estou fazendo um projeto sobre inlusao,sua intrevsta mim ajudou a formular algumas ideis que tenho sobre o tema. Valeu Parabens e continiu abraçando essa lutas pelos nossos especiais.
Comentário by lucicleide caldeira vilela — 16 de dezembro de 2009 às 15:43
A educação inclusiva é uma disciplina ainda muito polêmica, mas nós professores que somos o mediador do conhecimento, não podemos de forma alguma excluir uma criança da nossa sala por apresentar uma deficiência, pelo contrário devemos acolher com carinho,dedicação e atenção, pois esses apesar de ter alguma deficiência valorizam muito mais a aprendizagem do que aqueles considerados normais.Temos dificuldade sim, mas é dessa maneira que aprendemos a conviver com a diferença e fazendo a nossa parte estamos ajudando a construir um mundo menos violento e sem preconceito.
Comentário by sandra regina da silva — 28 de dezembro de 2009 às 22:32
Estou cursando Pedagogia,e no proximo semestre terei a disciplina Educação inclusiva e desde já estou pesquisando sobre o assunto,pois pretendo ter muito exito nesta nova etapa. Gostei muito deste site, do que li, da entrevista, pretendo me especializar para trabalhar com crianças portadoras de quaisquer deficiencia,seja ela motora,intelectual ou outras deficiencias, estou cursando pedagogia por pura paixao,e pretendo ser uma otima profissional dentro da área comprometida,dedicada quero fazer a diferença, pois acho que somente a educação constroe uma sociedade melhor.
Comentário by sonia oliveira — 21 de fevereiro de 2010 às 12:14
Ola, gostei muito deste bloguer. Trabalho com inclusão para o mercado de trabalho. Ou seja ensinamos os nossos usuarios os trabalhos e quando estiverem prontos encaminhamos para o merdacado de trabalho. Desde que a Empresa solicite o perfil que cada um se encaixe.
Agora no mês de março tenho que dar uma palestra para os pais sobre educação como meio de inclusão, ou seja a importancia dos estudos na vida de um deficiente.Pois muitos pais tem dificulfdade de enteder que mesmo com as suas deficiencias eles são capazes. Gostaria de saber se tem algum tema que possa me ajudar a este tema que darei. Sou Pedagoga e pós graduada em Psicopedagogia, mas nunca atuei na minha aréa de formãção. Fiz magisterio, mas nunca lecionei, mas agora posso usar alguns metodos didaticos com eles. Desde ja agradeço e muito bom saber que tem pessoas que sabe valorizar essas pesssoas que para mim é mais que especiais, pois hoje elas fazem parte da minha vida. Abraço.
Comentário by claudia grandino — 23 de fevereiro de 2010 às 12:39
Estou desenvolvendo projeto com escolas emeis emefs e crches para sensiblização e conscientização da inclusão se puderem me ajudar agradeço!
claudia
Comentário by Rosangela maria da sillva Rosa muniz — 5 de março de 2010 às 20:23
O que li mexeu muito comigo. sou professora nnuma escola que tem um menino com DM, acompanhada de baixa visão e audição. Minha colega ficou apavorada com o estado do aluno . Porém notei que não é agressivo .è meigo . Pede insistentemente para ficar passeando là fora , Acostumaram -o a não incomodar aprofessora . Aos colegas não porque nem perceberam a diferença. A professora pediu uma ajudante porque não pode ficar com ele sozinho. Depois que deliciei dessa leitura, pergunto= me :o que fazer para ajudar o Pedro. Pedro está integrado e nao incluso . Como senti dddddddddddó de todos dá escola . Devíamos é aprender com Pedro. beijos Rosangela
Comentário by Célia Maria Dreher — 18 de abril de 2010 às 11:13
É muito fácil falar em inclusão de dentro de um escritório. O dicficil é quando você está em uma sala com 24 alunos e ter um aluno com deficiência, rasgando os cadernos dos outros, se masturbando em você, lhe beliscando e mordendo. E você não ter um 2º professor para lhe ajudar.
A inclusão é linda no papel e na sala do ” outro”.
Comentário by MAQ — 19 de abril de 2010 às 10:58
Oi Profa Célia, bom dia.
Meu blog possui desenho universal, ou seja, pessoas com deficiência ou não podem navegar por ele. Sou cego e esse blog foi codificado por mim e, antes disso, meu site, o http://www.bengalalegal.com .
Na época, ano 2000, me disseram que um cego não poderia fazer um site, aprender o código com que se faz e muito menos dar um bom aspecto nele. Fiz tudo isso há 10 anos atrás. Claro que pedi ajuda para pessoas me dizerem como ia meu projeto e em tudo que você navega e percebe por aqui já teve a opinião visual e técnica de amigos que enxergam e que não enxergam.
Tudo isso porque sua fraze me lembrou muito quando disseram que acessibilidade em sites era muito boa e bonita no site dos outros e, naquele momento, só existiam 2 sites acessíveis em todo o mundo de idioma português, um no Brasil e outro em Portugal. Hoje meu site é um exemplo de acessibilidade web para todos. Pode não ser de estética, de alguma outra coisa que algumas pessoas não gostem, mas todos podem navegar nele.
Sou totalmente cego, já que não existem meios cegos, os que vêem pouco denominamos de baixa visão. Tudo que está em volta foi feito por mim.
A turma que a senhora narrou, realmente não é uma turma ideal. Por outro lado, cada turma se amolda ao que lhe é apresentado pela média dos professores. Percebi a angústia com que falou de sua turma, independente de ser com ou sem pessoas com deficiência nela. Se houvesse uma pessoa cega em sua turma ela não mudaria, seria a mesma e seu aluno cego seria um dos que tentariam a masturbação, fazer bagunça e tudo mais. Ele absorveria o clima da turma.
Dessa forma, o que gostaria de dizer para a professora é que, no caso que apresentou, a questão não está em se existe pessoas com deficiência ou estas não existem em sua sala de aula, com ou sem inclusão sua sala é um problema, ou quem sabe, uma sala normal onde tudo que é próprio da idade de alunos da idade deles fazem em qualquer sala.
Não posso avaliar isso, não conheço a turma, mas posso avaliar a resistência que a professora tem de colocar um aluno com deficiência no meio dessa zorra que foi narrada pela senhora. Se consideramos que uma pessoa com deficiência é, como pessoa, um ser como os outros que estão aprendendo algo em sua sala, não sentiria a dificuldade que tem em pensar em escola inclusiva, educação inclusiva etc.
Dessa forma, pelo que entendi, a senhora está com dificuldades em dar aula para a sua turma, não de incluir pessoas com deficiência nela. Sendo assim, aconselho pedir ajuda pedagógica à profissional desse ramo que houver em sua escola e, caso não haja, a outras amigas de trabalho etc.
Sendo contra uma educação inclusiva a senhora está sendo contra alunos com deficiência, seres humanos que necessitam, como outros quaisquer, um lugar entre todos e não ficar isolado entre pessoas de igual deficiência, como antigamente se isolavam leprosos, bandidos, cegos, etc. É justamente em salas como a sua que pessoas com deficiência vão estar no meio que as cerca e aprender a se virar, estudar, etc. Espero que não só em sua sala e escola, como na dos outros também.
Para finalizar, a professora Maria Teresa Égler Mantoan não é uma professora de gabinete. Apesar de todas as suas responsabilidades atuais ela está também em sala de aula.
Grato pela atenção.
Marco Antonio de Queiroz – MAQ.
Comentário by EDNA MARIA MATIAS DA SILVA — 1 de maio de 2010 às 10:36
Estou cursando o 5° período de Pedagogia,e a nossa monografia será sobre pessoas portadoras de nessecidades especiais. Adorei seus comentários,pois os mesmos irão ser muitos proveitosos para nossa reflexão no nosso trabalho de conclusão de curso.
Edna Maria,1° de maio de 2010 às 10:30.
Comentário by Giseli — 23 de maio de 2010 às 12:10
As informações repassadas a cima são muito importantes e informativas. Parabéns pelo trabalho.
Comentário by Giseli — 23 de maio de 2010 às 12:13
As informações deste site são de suma importância, e me auxiliaram para uma melhor compreensão do processo de inclusão. Parabéns pelo trabalho.
Comentário by mara oliveira — 11 de julho de 2010 às 16:31
A inclusão esta ai, em toda parte da sociedade e nas escolas, mas o que não veio junto foi a adaptação dos espaços e o preparo dos envolvidos
Comentário by ALMIR H MESSEDER — 18 de agosto de 2010 às 7:36
caros, estamos estruturando um evento focado em inclusão cultural intitulado sentir para ver, em Pernambuco, serão 3 dias de exposição , palestras , interações em um grande shopping da cidade com finalização de show , provavelmente de Elba ramalho. Queria receber sugestões de vcs a respeito de produtos facilitadores do dia-a-dia de pessoas , aqui em Recife temos alguns progressos mas nenhum que vá além das bengalas. Queríamos ter em exposição uma série de produtos que demosntrassem uma ceta inclusão de mercado e qualidade de vida, tanto para os deficientes visuais , quanto para atiçar a curiosidade dos “normas”, pois nosso evento tentará fazer as pessoas Sentirem para poder Ver o que é a realidade de vida de uma pessoa deficiente.
Qualquer sugestão sintam-se à vontade para mandar pro email almirmesseder@gmail.com, será um prazer ter gente que possa estar presente e criar/demonstrar um paralelo de outras realidades e questionamentos brasileiros.
espero o contato de vcs
almir h messeder
Comentário by gabriela alves inacio — 19 de agosto de 2010 às 19:50
interessante este comentario pois eu atuo como interprete de libras em uma escola publica em serie diferentes um aluno no ensino medio e duas no fundamental e tb em uma instituiçao privada e uma experiencia fantastica porque eu aprendo mais que eles mesmo sendo fantastico e um trabalho arduo pois a educaçao hoje ainda esta muito falha a educaçao em relaçao a inclusao