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segunda-feira, 20 de junho de 2011.

Trabalhar em casa é meia inclusão.

Jornal do Brasil – Marina Pita.

Pode ser o sonho de muita gente trabalhar em casa, com uma roupa confortável, perto da geladeira, longe do transporte público e do trânsito caótico das grandes cidades. Para as pessoas com deficiência, no entanto, esta é uma forma das empresas driblarem a lei de cotas e promoverem uma “meia inclusão”. A alternativa do trabalho no próprio domicílio deveria ser apenas para pessoas que realmente não têm condições de locomoção, mas que ainda podem ser produtivas, defende o deficiente visual Robson Batista Pereira.

Aos 32 anos, Pereira está se formando no curso de direito e ainda não conseguiu colocação no mercado de trabalho na área. “Hoje minha especialidade é call center”, diz. Segundo ele, diversas empresas já ofereceram a instalação de computador e telefone em sua casa, de forma que não precisaria mais se locomover até o escritório. “Eu não aceitei porque gosto de ir para a rua, enfrentar as dificuldades, conhecer pessoas e poder pedir ajuda ao meu gestor.”

Para Paula dos Santos, 43 anos, que sofre de esclerose múltipla, a interação com outras pessoas é fundamental para a verdadeira inclusão, tanto para as pessoas com deficiência quanto para as sem deficiência. “As empresas que nos deixam em casa não estão pensando em facilitar a nossa vida exatamente. Acho que estão pensando em não ter de oferecer um ambiente acessível, nem ter de fazer os demais funcionários lidarem com a gente, olhar pra gente.”

Afastada há 18 anos do mercado de trabalho, Paula faz um curso de formação no Instituto Pró Cidadania, já contratada por uma empresa, e está animada em voltar a conhecer pessoas. “Esse contato social tem sido rico para mim. Poder ver o mundo para além da minha deficiência”, diz. O contato com os colegas de trabalho e superiores, na opinião de André Pacheco, 36 anos, também é um valioso estímulo para as pessoas continuarem crescendo profissionalmente.

“Sei de muita gente que aceitou trabalhar em casa e acabou se sentindo desmotivado, algumas entraram em depressão,” diz ele, que também foi diagnosticado com esclerose múltipla. Apesar das pessoas com deficiência terem uma visão negativa do trabalho em casa, também se sentem coagidas a aceitá-los.

“Como é difícil conseguir emprego, quando nos oferecem o home office é difícil negar. Você não quer passar por vagabundo. Mas a verdade é que a gente quer mesmo é trabalhar na empresa”, explica Eduardo Jesus Alves, 33 anos, que perdeu uma perna em acidente de moto. Antônio Rodrigues Lins, 39 anos, resume o sentimento dos demais: “a gente quer ter a oportunidade de ver o mundo de uma forma diferente, para além do espaço da casa.”

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MAQ às 15:34.
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5 Comments | Deixe seu comentário.

  1. Comment by Vinicius Garcia — 20 de junho de 2011 às 17:10

    Caro MAQ,

    eu entendo e concordo, de maneira geral, com a argumentação da matéria. Mas creio que, se for uma escolha e não uma imposição, trabalhar em casa é um direito da pessoa com deficiência.

    Grande abraço,
    Vinicius.

  2. Comment by Marco Antonio de Queiroz - MAQ. — 21 de junho de 2011 às 17:57

    Concordo contigo, Vinícius, mas penso também que seja um desejo democrático gostar e querer que o trabalho seja inclusivo, com todos. Entretanto, caso a pessoa com deficiência quiser trabalhar em casa, tem todo o direito mesmo! (risos).

    A questão é que na maioria das vezes, as que trabalham em casa o fazem por falta de outra saída, e ainda agradecem aos céus por essa sorte. Penso que a notícia apenas tenta mostrar, para todos, inclusive aqueles que não estão envolvidos com a questão, que essa não seja uma solução de igualdade de oportunidades, apesar de que todas as pessoas, e não somente as com deficiência, se utilizam desse tipo de trabalho.

    Que bom você estar navegando por aqui! É uma honra!

    Abraços inclusivos do MAQ.

  3. Comment by hilda maria da silva moraes — 23 de junho de 2011 às 15:17

    acho tudo muito bonito,porém já não consigo acreditar,já tentei varias formas de obter ajuda para meu marido,que é sequelado de meningite bact. á 4 anos ele vive largado numa cama com varias sequelas como:não anda,não ouve,nao tem noção do tempo e espaço,e muitas cicatrizes pelo corpo devido as escaras.Os médicos me disseram que eu demorei muito pra fazer alguma coisa ,porem eu nunca deixei de levá-lo as fisio ,aõs médicos e etc…eu sou um ser humano comum não tenho especialidade nenhuma no assunto,nem autoridede para fazer algo que nem imagino como deve ser feito.Agora eles falam em fazer um emplante auditivo,e uma aplicação de botox pra ele voltar a andar e ouvir.ai eu lhe pergunto como se tudo isso é muito caro pra mim,pois o que ganhamos mau dá para as despesas diárias,ainda tem as fraldas,sondas,etc…vejam vocês eu tentei terar uma cnh e por duas vezes fui reprovada,tentei financiar uma pequena casa pra pararmos de pagar aluguel s/sucesso,pago duas cadeiras de rodas, já procurei promotores,prefeito,secretarios etc.Onde está os direitos dos cadeirantes,onde está a tal acessibilidade,meu marido não tem condições de procurar ajuda,eu sua esposa fico de mãos atadas.nenguém ao menos responte meu pedido de socorro,mas se algum de vocês se entereçarem o nome dele é Erico da s moraes,moramos em Lorena Est.s.p,somos só nos dois e somos aposentados,se meu marido tivesse uma oportunidade no hospital Sarah ,tenho certeza que voltaria a andar pois ele tem movimento nas pernas,ai ele ia ter uma qualidade melhor de vida,iamos poder comer um pastel na feira.vocês não tem ideia de como as pequenas coisas se tornam tão importantes.por favor eu lhes pesso, ao menos me responda. Obrigada e Deus lhes Abençõe.

  4. Comment by Vinicius Garcia — 4 de julho de 2011 às 15:42

    Concordamos então meu caro MAQ. O prazer é meu em estar por aqui!

    Grande abraço,
    Vinicius.

  5. Comment by marcelo carvalho — 1 de maio de 2012 às 9:47

    sou funcionário público PNE gostaria de saber se tenho direito a trabalhar no município onde tenho minha residência ou próximo a ela, grato pela atenção.

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