Conteúdo principal | Últimos 20 posts | Posts por assunto | Bengala Legal

Blog do Bengala Legal.

Rio de Janeiro, domingo, 25 de setembro de 2016 - 20:45.

 

Conteúdo principal.

segunda-feira, 20 de junho de 2011.

Trabalhar em casa é meia inclusão.

Jornal do Brasil – Marina Pita.

Pode ser o sonho de muita gente trabalhar em casa, com uma roupa confortável, perto da geladeira, longe do transporte público e do trânsito caótico das grandes cidades. Para as pessoas com deficiência, no entanto, esta é uma forma das empresas driblarem a lei de cotas e promoverem uma “meia inclusão”. A alternativa do trabalho no próprio domicílio deveria ser apenas para pessoas que realmente não têm condições de locomoção, mas que ainda podem ser produtivas, defende o deficiente visual Robson Batista Pereira.

Aos 32 anos, Pereira está se formando no curso de direito e ainda não conseguiu colocação no mercado de trabalho na área. “Hoje minha especialidade é call center”, diz. Segundo ele, diversas empresas já ofereceram a instalação de computador e telefone em sua casa, de forma que não precisaria mais se locomover até o escritório. “Eu não aceitei porque gosto de ir para a rua, enfrentar as dificuldades, conhecer pessoas e poder pedir ajuda ao meu gestor.”

Para Paula dos Santos, 43 anos, que sofre de esclerose múltipla, a interação com outras pessoas é fundamental para a verdadeira inclusão, tanto para as pessoas com deficiência quanto para as sem deficiência. “As empresas que nos deixam em casa não estão pensando em facilitar a nossa vida exatamente. Acho que estão pensando em não ter de oferecer um ambiente acessível, nem ter de fazer os demais funcionários lidarem com a gente, olhar pra gente.”

Afastada há 18 anos do mercado de trabalho, Paula faz um curso de formação no Instituto Pró Cidadania, já contratada por uma empresa, e está animada em voltar a conhecer pessoas. “Esse contato social tem sido rico para mim. Poder ver o mundo para além da minha deficiência”, diz. O contato com os colegas de trabalho e superiores, na opinião de André Pacheco, 36 anos, também é um valioso estímulo para as pessoas continuarem crescendo profissionalmente.

“Sei de muita gente que aceitou trabalhar em casa e acabou se sentindo desmotivado, algumas entraram em depressão,” diz ele, que também foi diagnosticado com esclerose múltipla. Apesar das pessoas com deficiência terem uma visão negativa do trabalho em casa, também se sentem coagidas a aceitá-los.

“Como é difícil conseguir emprego, quando nos oferecem o home office é difícil negar. Você não quer passar por vagabundo. Mas a verdade é que a gente quer mesmo é trabalhar na empresa”, explica Eduardo Jesus Alves, 33 anos, que perdeu uma perna em acidente de moto. Antônio Rodrigues Lins, 39 anos, resume o sentimento dos demais: “a gente quer ter a oportunidade de ver o mundo de uma forma diferente, para além do espaço da casa.”

Facebook.Compartilhar no Facebook.

Twitter.Publicar no Twitter.

Arquivado em: Pessoas com Deficiência.
Assuntos:  , , , .
MAQ às 15:34.
Post visitado 14250 vezes, 2 foram hoje.

sábado, 11 de junho de 2011.

Senzala 2.0

Fábio Adiron.

Se eu falasse para uma família negra que seus filhos deveriam ser encaminhados para escolas ou atividades sociais só com outras pessoas negras, eu seria imediatamente taxado de racista e, muito provavelmente processado por tamanha besteira.

Não seria diferente se disser para algum conhecido gay que ele deveria procurar a sua turma, mesmo sem lei anti-homofobia eu seria exacrado publicamente.

No entanto, pais, professores, amigos e inimigos das pessoas com deficiência sempre estão em busca de guetos exclusivos.

Bailes para pessoas com síndrome de Down, aulas de judô para cegos, escolas para autistas…e o pior é que a própria comunidade das pessoas com deficiência acha que isso é ser normal.

Além de serem pseudo-defensores da diversidade essas pessoas acabam reforçando as superestruturas discriminatórias dominantes.

Acham que estão conscientizando o mundo sobre os direitos de todos com manifestações públicas quando estão apenas ressaltando a percepção de que “esses estranhos” devem viver apenas entre eles mesmos.

Defendem a perenização da senzala, do gueto, do manicômio em moldes mais moderninhos (versão 2.0 ou será 4G?), travestidos de clubes, redes sociais e até sites de namoro para pessoas com deficiência.

A alegação conceitual é que pessoas com mesmas características biológicas podem construir sua identidade no contato com os seus iguais. Que identidade, cara pálida? (ou de qualquer outra coloração).

A minha identidade é a de ser humano e é no contato com outros seres humanos que ela vai se construir. Minha humanidade não se define pela cor da minha pele, pelo número de cromossomos ou pela minha capacidade de ver ou ouvir.

Homem, ser social, realiza o desenvolvimento da sua identidade através da interação que mantém com o meio em que vive. A cada experiência vivida, a cada problema enfrentado, se está alimentando o processo de construção da identidade.

Se o meio for segregado é esse tipo de identidade que um indivíduo terá. Uma identidade pobre e limitada.

Certa estava a Cláudia Werneck quando lançou em 1992 o livro “Quem cabe no seu todos?” mostrando que preconceito e discriminação só mudavam de nome e endereço, mas estavam em todas as mentes e corações (inclusive daqueles que são excluídos)

Se, ao invés de defendermos a inclusão de todos, defendermos a inclusão ou os direitos de pessoas do tipo X, Y ou Z, deixamos de lutar contra a discriminação. Viramos parceiros dela.


Descrição da imagem : propaganda de uma empresa italiana de roupas dividida em 3 quadros: um só com mulheres loiras, outro só com morenas e o outro só com mulheres negras.

http://xiitadainclusao.blogspot.com

Facebook.Compartilhar no Facebook.

Twitter.Publicar no Twitter.

Arquivado em: Pessoas com Deficiência.
Assuntos:  , , .
MAQ às 18:57.
Post visitado 14277 vezes, 4 foram hoje.

segunda-feira, 23 de maio de 2011.

Via Crucis de uma Pessoa com Deficiência em Itabuna – BA.

Roberto Barreto.

Como não tirar uma primeira carteira para pessoa com deficiência física no Estado da Bahia.

Confira o passo a passo:

  1. Compre um laudo no DETRAN;
  2. Vá à banca especial;
  3. Vá à clínica CLIMETRAN;
  4. Aula teórica – Auto Escola Regional;
  5. Marcar prova de legislação DETRAN;
  6. Fazer prova de legislação DETRAN;
  7. Esperar o resultado;
  8. Ligue para Banca Especial (falar com Irlanda);
  9. Marcar exame de rua em Salvador com a Banca Examinadora na Ribeira Salvador;
  10. Fazer exame de rua com o Capitão Ivo;

Valor da Habilitação: 1.420.00 (Um mil quatrocentos e vinte reais) em Itabuna.
Depois de todos esses passos, você descobre que caiu no conto do Vigário do DETRAN da Bahia.
Vítima do conto: Roberto Barreto.

Da falta de acessibilidade e informação.

  1. Chegar ao DETRAN para comprar um laudo (é uma grande aventura para paraplégicos!);
  2. Marcar a Banca Especial… Aguarde de 4 a 8 meses. Passe todo sábado esperando na Clínica CLIMETRAN para ser examinado por médicos da Banca Especial de Salvador, submetido ao exame oftalmológico e esforço físico;
  3. Caso seja considerado apto a dirigir, você marca o exame oftalmológico e psicoteste, pagando aproximadamente R$ 160,00 (cento e sessenta reais). Aguarde o resultado dos exames, considerado apto, aguarde de 2 a 4 meses até ser lançado no sistema do DETRAN. Compre o reexame (o primeiro já está vencido). São preciso mais R$ 18,00 (dezoito reais), no DETRAN, informe a Irlanda no Departamento Médico – DETRAN Salvador;
  4. Vá à Auto Escola Regional e marque aulas teóricas com carga horária de 45 horas sobre Primeiros Socorros, Meio Ambiente, Direção Defensiva, Mecânica e Legislação. Sendo paraplégico reze… para não sentir vontade de ir ao banheiro, pois a cadeira não passa na porta do mesmo. Acessibilidade às dependências? Também não!
  5. Aguardar de 20 a 30 dias até ser marcada a prova de legislação do DETRAN “aventuras à vista”, prova feita, se apto, aguardar 48 horas (ligue mais uma vez) para falar com Irlanda, Departamento Médico do DETRAN Salvador;
  6. Marcar Banca Examinadora de Condutores de Veículos da Bahia. Local do exame: Ribeira Salvador Bahia Brasil. Será? Tenho dúvidas.
  7. Exame realizado por uma Médica sem nenhuma educação e um Capitão sem educação nenhuma. Paraplégico sequer pode entrar na sala onde é marcado o exame de rua, pois a cadeira não passa na porta da Banca Examinadora.
  8. Era para ser, mas você descobre que caiu diante da burocracia, da má vontade e da vista grossa do Governo do Estado da Bahia e dos Órgãos Federais que deveriam atender de forma digna a um cidadão e da CRT que funciona dentro do prédio do DETRAN que deveria regulamentar o funcionamento licença das Auto Escolas da Bahia, órgão dirigido pelo capitão Assis, que fica no 1º andar de prédio sem elevador, sendo impossível prestar queixa do conto do vigário também conhecido como LADV.

Diário de bordo de uma vítima 10.05.2011.

Em toda Bahia só tem um veículo adaptado na Auto Escola União, na Pituba Salvador, no 3º andar de um prédio sem elevador e este não estava disponível, esclareça-se, que todas as Escolas Automotivas deveriam ao menos possuir um veículo, em Salvador são 66 Auto Escolas em funcionamento, entretanto estão em desconformidade com a Lei.

Acessibilidade nenhuma apenas boa vontade de algumas pessoas que nada podem fazer, apenas lamentam. Falta de acessibilidade, de respeito, até quando?

Facebook.Compartilhar no Facebook.

Twitter.Publicar no Twitter.

Arquivado em: Pessoas com Deficiência.
Assuntos:  , , .
MAQ às 17:12.
Post visitado 13134 vezes, 4 foram hoje.
« Posts mais novosPróximos Posts »

Últimos 20 posts publicados.

Saltar resumo e ir para "ESCOLHA POR ASSUNTO".

Projeto “Emoti Sounds” é plug-in que permite que deficientes visuais tenham uma experiência emotiva na leitura dos emoticons O Festival Internacional de Criatividade de Cannes divulga o seu primeiro shortlist. O projeto “Emoti Sounds”, da Artplan para Tim Live, é o único brasileiro entre os 39 selecionados pelo júri de Innovation Lions e concorre na […]

 

Descrição da imagem: Cena do documentário “Boa Noite, Solidão”: Geneton Moraes Neto entrevista o sertanejo Ginaldo José da Silva. O documentário será transmitido pela GloboNews neste sábado. O documentário “Boa noite, Solidão” será exibido pela GloboNews neste sábado, dia 16, às 21h05 e será o primeiro programa da emissora a contar com o recurso da […]

 

Tecnologia está sendo desenvolvida em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Elisabete Barbosa é uma das primeiras pessoas a fazer uso do Via Voz (Foto: Globo). Imagine um GPS dentro de uma biblioteca. Em vez de ruas, ele mostra os caminhos entre as prateleiras. Parece coisa do futuro, mas essa tecnologia já existe e serve […]

 

Há mais de 20 anos que a fundação beneficente “Livros Ilustrados para Crianças Cegas” publica e oferece livros com páginas musicais a crianças com deficiência visual. Entre as obras estão contos tradicionais russos e estrangeiros. Foto: Fundação de beneficência “Livros Ilustrados para Crianças Cegas Pequenas”. “Os nossos livros ajudam a criar situações em que uma […]

 

O tradutor Libras em Software Livre (VLibras) versão mobile já está disponível para ser baixado e vai ampliar o acesso das pessoas com deficiência auditiva aos meios digitais. O conjunto de aplicativos faz a tradução de conteúdos digitais (texto, áudio e vídeo) para Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. Os softwares desenvolvidos pelo Ministério do […]

 

A área de negócios sociais Soluções em Acessibilidade, da Fundação Dorina Nowill para Cegos, lança com exclusividade o aplicativo AudiFoto. A novidade é mais uma tecnologia direcionada às empresas que desejam participar da inclusão de pessoas com deficiência em museus, exposições e locais em que as imagens são peças fundamentais para a experiência dos visitantes. […]

 

Em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil Desde 2003, o Assim Vivemos tem sua programação totalmente acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva. Audiodescrição e legendas em português (LSE) em todas as sessões, catálogo em Braille e Interpretação em LIBRAS nos debates. No CCBB, todos os ambientes têm acesso para pessoas com […]

 

“Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência” chega a sua 7ª edição em 2015 no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (de 5 a 17 de agosto), de São Paulo (23 de setembro a 5 de outubro) e de Brasília (de 2 a 14 de março de 2016), trazendo 33 […]

 

Neste sábado, 01 de agosto, estreia mais uma peça da Oficina dos Menestréis. O trabalho deles é maravilhoso e super alto astral. Recomendo. O elenco é inclusivo: Atores e atrizes com e sem deficiência. Com audiodescrição no dia 09 e Libras no dia 16. Sobre a peça: Aldeia dos Ventos é um musical de Oswaldo […]

 

Para grande parte da população a tecnologia facilita. Para pessoas com deficiência visual a tecnologia possibilita. O projeto F123 é um software inovador, de baixo custo e alta eficiência, que possibilita o acesso à educação e à informação, favorecendo oportunidades de trabalho e a utilização de tecnologias por pessoas com deficiência visual. O F123 permite […]

 

A Fundação Dorina Nowill para Cegos tem uma nova versão para o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa em formato digital acessível Daisy – Digital Accessible Information System. O Instituto Helena Florisbal foi o parceiro para a viabilização deste projeto, que conta com a produção e disponibilização de cinco mil dicionários em português com as novas […]

 

Dança no MIS e Unlimited apresentam: MARC BREW, bailarino e coreógrafo da Escócia, na performance REMEMBER WHEN e uma residência (processo criativo aberto ao público) junto à bailarina brasileira Gisele Calazans. As atividades fazem parte do programa mensal: Dança no MIS, com curadoria de Natalia Mallo, que convida coreógrafos a escolher uma área do Museu […]

 

A ANCINE colocou em Consulta Pública, até o dia 08 de julho, Notícia Regulatória e Relatório de Análise de Impacto – AIR que discutem a implementação de ações para regulamentar a promoção da acessibilidade em salas de cinema, com disponibilização de recursos de legendagem descritiva, LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais e audiodescrição que possibilitem […]

 

Está chegando ao fim o curso de Especialização em Audiodescrição promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD). Em iniciativa inédita, foi possível viabilizar o primeiro curso sobre esta temática a nível de especialização no Brasil, com o principal […]

 

MARIA LUÍSA BARSANELLI. De SÃO PAULO. Em um cantinho ao lado do palco, Rafaella Sessenta, 32, alonga braços e pernas. Posiciona-se frente a uma câmera e aguarda a largada: o início de um show em tributo a Michael Jackson, realizado no domingo (31/5) em São Paulo. Rafaella é tradutora de libras (Língua Brasileira de Sinais) […]

 

O curso de Especialização em Audiodescrição promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), abrirá uma segunda turma ainda este ano. Estão previstas 100 vagas a partir do segundo semestre. O curso tem o objetivo de capacitar profissionais para promover a […]

 

A AFB (American Foundation for the Blind, ou Fundação Americana para Cegos) anunciou nesta semana os nomes dos quatro homenageados que receberão o prestigioso prêmio Helen Keller na noite do dia 18 de junho, em Nova York (Estados Unidos). Estamos homenageando as realizações de indivíduos e empresas pelo sucesso na melhoria da qualidade de vida […]

 

Estão abertas as inscrições para o 7º Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência. Ficha de inscrição e regulamento, acesse: www.assimvivemos.com.br Em 2015, o Festival Assim Vivemos chega à sua 7ª edição. É com enorme alegria que iniciamos mais uma busca pelos melhores filmes produzidos no mundo sobre o tema da pessoa com […]

 

A diretora da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações do TRT5 (Setic), Cláudia Jorge, participou da primeira reunião da Comissão Permanente de Acessibilidade do sistema Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) em 2015, na última terça-feira (14/4). A comissão tem como objetivo principal propor medidas para facilitar o acesso de pessoas com […]

 

É hora de deixar de observar apenas a obrigação legal da contratação de pessoas com deficiência física e analisar os ganhos econômicos e sociais da inclusão Silvia Torikachvili. Observando os exemplos mencionados ao longo da reportagem, percebe-se que, quando as empresas decidirem contratar talentos em lugar de deficiências, elas entrarão para o melhor dos mundos. […]

 

 

 

Os posts mais visitados hoje.

  1. O que é Inclusão Escolar? (228 visitas)
  2. Deficiente visual tem isenção de ICMS na aquisição de veículo zero quilômetro. (44 visitas)
  3. Futebol de 5 - Esporte Adaptado - Cegos. (41 visitas)
  4. Basquete em Cadeira de Rodas. (34 visitas)
  5. GLOBONEWS LARGA NA FRENTE E ESTREIA AUDIODESCRIÇÃO (32 visitas)
  6. Aplicativo serve como guia auditivo para pessoas com deficiência visual (30 visitas)
  7. Cannes: case de Artplan e Tim é único finalista do Brasil em Innovation (29 visitas)
  8. Dúvidas sobre a aposentadoria especial para pessoa com deficiência (26 visitas)
  9. Como Siri, assistente virtual da Apple, se tornou a melhor amiga de uma criança autista (22 visitas)
  10. Criar uma criança surda faz o mundo soar diferente (21 visitas)
Bengala Legal.

eXTReMe Tracker