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Rio de Janeiro, domingo, 04 de dezembro de 2016 - 18:32.

 

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014.

Setores analisam trabalho pela educação inclusiva em Juiz de Fora

Máquina Braille.

Além do braile, discussão reforça diferentes aspectos da educação inclusiva (Foto: Roberta Oliveira/ G1).

O ingresso na escola é um grande momento para as famílias. Além do início do aprendizado, representa o convívio da criança em outro ambiente, com pessoas diferentes do seu cotidiano. No entanto, quando a criança possui algum tipo de deficiência, as famílias buscam – e nem sempre encontram – instituições capacitadas para fazer o ensino e a inclusão deste aluno. Nos ensinos infantil e fundamental, até o 9º ano, a responsabilidade de ensino é da rede municipal. A partir disso, cabe à rede estadual. Em Juiz de Fora, segundo dados da Secretaria de Educação, mil crianças com deficiência estavam cadastradas até 2013 na rede municipal. No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado neste domingo (21), o G1 buscou informações do que está sendo feito no município neste sentido para receber o aluno.

A Escola Municipal Cosette de Alencar é uma referência no atendimento na cidade, que ao longo das últimas décadas vem se adaptando diante das demandas trazidas pelos novos alunos e famílias. Mas projetos assim ainda são a minoria. Representantes das secretarias estadual de educação e municipal de Juiz de Fora destacaram que este é um processo a longo prazo, que está em andamento, mas ainda há muito a ser feito em diferentes instâncias. Sindicatos de professores cobram mais estrutura para receber e ensinar a estes alunos. A professora responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, Diversidade e Trabalho, Maria Nivalda de Carvalho Freitas, destacou a importância da melhor formação aos professores para aperfeiçoar o processo de inclusão das crianças nas escolas.

Capacitação e aperfeiçoamento.
A recepção do aluno com deficiência cabe à rede municipal de ensino. Em Juiz de Fora, de acordo com a Secretaria de Educação, mil crianças com deficiência estavam cadastradas até 2013. Os dados de 2014 ainda não foram fechados. Até a última parcial, eram 1.198 estudantes. A estimativa da Prefeitura é de chegar a 1.250. “Temos três frentes de ação. O trabalho específico com a criança com deficiência; o trabalho com a família e a formação de professores; além da orientação e confecção ao suporte ao professor”, destacou a coordenadora de Supervisão de Atenção da Educação na Diversidade, Margareth Moreira.

De acordo com a coordenadora, tudo começa no cadastramento escolar. “A partir do cadastro, a rede municipal pode organizar o atendimento no ano letivo seguinte e tentar encaminhar a criança para a escola mais próxima da casa das famílias. Além disso, planejar o encaminhamento desta criança, verificar se precisa de um professor colaborativo”, explicou. Atualmente, das 101 escolas de Juiz de Fora, 35 possuem a sala multifuncional para o atendimento especializado no contraturno do aluno. “Há uma previsão para instalação em mais 14 escolas em 2015, que já estão recebendo o material do Ministério da Educação e os professores estão em processo de formação”, reforçou Margareth.

Materiais escolares.
Materiais da sala de recursos da E. M. Cosette de Alencar usados nos contraturnos com os alunos (Foto: Roberta Oliveira/ G1).

As crianças que estão em escolas onde não há salas como essas são encaminhadas para os Centros de Atendimento Educacional Especializado, a nomenclatura atual do antigo Núcleo Especializado de Atendimento à Criança Escolar (Neace). São quatro unidades, sendo a Sul, no Bairro Ipiranga; a Leste, no Linhares; a Centro, na Rua Batista de Oliveira, que recebe as crianças das regiões Nordeste, Centro, Zona Rural e de parte da Zona Norte e o Sudeste, no Poço Rico, que recebe outra parte da Zona Rural e da Zona Norte, além das regiões Sudeste e Oeste. “Cada uma atende a 120 crianças, no contraturno escolar, com complemento específico para cada aluno e suporte ao trabalho já realizado em sala de aula”, disse a coordenadora.

Além disso, Juiz de Fora é polo do programa “Educar na Diversidade”, responsável pela formação de profissionais de 95 municípios do entorno, com o Seminário de Educação Inclusiva, aulas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e braille. “Nós temos 350 professores em nossos programas de formação continuada. Nos últimos dois anos, 700 participaram do Seminário”. No entanto, ainda não é suficiente para todo o atendimento. É uma história que a gente tem caminhado e ainda tem muito a conquistar”, ponderou a coordenadora.

Projeto de ampliação na rede estadual.
Na rede estadual de ensino, segundo informações repassadas pela assessoria da Secretaria de Estado de Educação em Belo Horizonte, dados do Censo Escolar de 2013 apontam que o município de Juiz de Fora possui 45 escolas estaduais com 514 alunos. Destas, 44 são instituições regulares com 354 alunos e a Escola Estadual Maria das Dores de Souza, no Centro, exclusivamente de Educação Especial, com 160 alunos com alguma deficiência.

A diretora de Educação Especial da Secretaria do Estado de Educação, Ana Regina de Carvalho explicou como é o atendimento. “A orientação é levantar quais são as necessidades deste aluno, para que seja feito um plano individualizado de desenvolvimento deste aluno e do atendimento especializado na sala de recursos no contraturno”, disse.

Em Juiz de Fora, são 15 salas de recursos instaladas nas escolas estaduais Belmiro Braga, Nossa Senhora Aparecida, Ali Halfeld, Deputado Olavo Costa, Clemente Mariani, Estêvão de Oliveira, Fernando Lobo, Maria das Dores de Souza, Maria Ilydia Resende Andrade, Mariano Procópio, Mercedes Nery Machado, Professor Lopes, Professor Teodoro Coelho, São Vicente de Paulo e no Instituto Estadual de Educação.

“Estamos construindo uma proposta que tenha condições de trabalhar com qualidade com todos os alunos. A gente tem avançado na área de qualificação dos profissionais, no uso dos recursos de tecnologia assistida, além do número de salas de recursos”, disse Ana Regina de Carvalho. A proposta é impedir deslocamentos dos alunos e que ele tenha o atendimento na instituição onde já está matriculado. “Queremos ampliar a cada ano, porque ainda não temos a cobertura em todos os municípios. É um atendimento que está expandindo e a tendência é que a gente chegue ao ponto de cada escola ter a sala de recursos para evitar que o aluno tenha de ir para outra escola”, afirmou a diretora de Educação Especial da Secretaria do Estado de Educação.

Instituto de Educação.
Instituto Estadual de Educação, no Centro, é uma das escolas estaduais com sala de recursos em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/ TV Integração).

Qualificação do professor.
A professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São João del Rei
(UFSJ), responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, Diversidade e Trabalho (NACE), Maria Nivalda de Carvalho Freitas, reforçou a importância da busca pela inclusão. “É uma situação complexa, mas, do meu ponto de vista, necessária para garantir uma sociedade com menos desigualdade. O pressuposto adotado é de que a sociedade e as organizações sociais, escola, trabalho, lazer, precisam incluir e ser acessível a todos. Esse pressuposto é denominado de Modelo Social da Deficiência e é um paradigma que norteia o trabalho e as pesquisas no mundo, na atualidade”, afirmou.

Durante um ano, ela participou de uma pesquisa sobre a formação de alunos de licenciatura de Educação Física em atividades teóricas e práticas e na forma como se relacionavam com as pessoas com deficiência. “Os problemas existem, mas a despeito deles, é necessário criar condições para garantir o direito de todos. Nossa sociedade e as escolas ainda estão despreparadas”, comentou a professora.

É preciso criar condições para garantir o direito de todos. Nossa sociedade e as escolas ainda estão despreparadas”
Maria Nivalda de Carvalho, responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, diversidade e trabalho da UFSJ
De acordo com a pesquisa, os universitários acompanhados, mesmo com toda a formação teórica, enfrentavam sensação de medo, associado principalmente às dificuldades de não saber como agir, como colocar limites e de duvidar se efetivamente poderiam contribuir. “Ausência de conhecimento que fosse capaz de auxiliá-los a lidar com a nova realidade que se apresentava. As ações requeridas exigiam que conseguissem articular o que conheciam teoricamente com uma realidade que desconheciam”, afirma o texto da pesquisa.

De acordo com o relato da pesquisa, o medo e a insegurança passavam à medida que a situação deixava de ser desconhecida e quando os estudantes buscavam alternativas. “Os universitários adotaram diferentes pautas de conduta. Todos eles, em tempos diferentes, buscaram se aproximar dos alunos com deficiência, observaram a condução das aulas dos colegas, fizeram anotações e discutiram o que acontecia após cada aula ministrada”, afirmou o texto. Algumas abordagens foram reavaliadas conforme os universitários percebiam que não eram as melhores para o grupo em vista da meta de inclusão. Os resultados destacaram a necessidade de que os professores superem a avaliação a partir das próprias experiências, ampliem as referências e desviem o olhar da deficiência para as potencialidades, que deveriam constar na formação dos futuros professores, tornando-se matéria-prima para a promoção de uma educação inclusiva.

A professora Maria Nivalda de Carvalho Freitas reforçou que é necessário continuar o processo e vencer todas as etapas nesta jornada pela inclusão. “As demandas cotidianas trazidas por cada aluno com deficiência que chega à escola produzem concretamente uma necessidade de mudança. Essas situações produzem transformações sociais, reflexões que contribuem para a construção de uma nova forma de organização social”, afirmou.

Cobrança por melhorias.
O G1 procurou os sindicatos dos profissionais de educação estadual e municipal para uma análise deste quadro. Segundo o posicionamento enviado pela subsede Juiz de Fora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute), a educação inclusiva é um projeto positivo ao abrir espaço e incentivar a convivência entre os diferentes.

No entanto, o Sindi-ute ressalta que o problema está no contexto de precarização do trabalho, no ensino e de estrutura. Salas superlotadas, que dificulta a inclusão e o acompanhamento deste aluno, mesmo que ele tenha um acompanhamento individual, que são poucos casos, segundo o sindicato. O sindicato ressaltou ainda que a deficiência da escola em não ter uma equipe multifuncional compromete a relação e o acompanhamento dos alunos com os outros estudantes e os professores. O Sindi-Ute destacou que a situação está muito aquém do que deveria. Ainda não existem salas de recurso em todas as escolas, o que obriga algumas famílias a se deslocarem, mas nem todas têm condições.

Rampa de acesso.

Escada foi transformada em rampa na E.M. Cosette
de Alencar (Foto: Roberta Oliveira/ G1)

Contestações semelhantes surgiram na conversa com o Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro) em Juiz de Fora. A coordenadora geral, Aparecida de Oliveira Pinto, também concordou com a importância pedagógica da inclusão, no entanto, destacou que as limitações comprometem o trabalho.

“O professor é o que vai educar, teria que ter outro profissional para dar este amparo para as necessidades que não sejam educacionais. É a maior dificuldade. Na hora do intervalo, ele que dá a merenda à criança ou mesmo troca fraldas. Não adianta colocar no papel a educação inclusiva, mas se ela ainda não seja na prática, inclusive na acessibilidade. A grande maioria das nossas escolas não é. Houve casos de pais que tiveram que transferir para uma escola mais longe de casa porque a mais próxima não tem acessibilidade”, resumiu.

Aparecida de Oliveira Pinto também lembra a necessidade de formação continuada e adequada para o professor e outros profissionais que atuam na educação. “O ideal é não jogar o aluno na sala de aula diante de um professor. Não adiantam só os cursos de curta duração, porque as demandas continuam aparecendo. Uma preparação abrangente de todas as categorias que atuam na escola porque não apenas o professor de sala é responsável por esta criança”, analisou a coordenadora.

A coordenadora geral do Sinpro cobrou mais ação do poder público. “É quem tem que preparar o prédio fisicamente, preparar o professor, para receber esta criança. Há necessidade de investimento na questão humana, de formar e qualificar tanto professor quanto funcionários na questão de atendimento a este aluno em todas as suas necessidades e suportes. Porque o aluno merece esta educação de qualidade”, afirmou.

Fonte: CBNSite Externo..

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Gil Porta às 1:18.
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terça-feira, 23 de setembro de 2014.

Pessoa com necessidades especiais tem direito a passe livre de avião

Não há razão jurídica ou econômica para que pessoas com necessidades especiais sem dinheiro não tenham transporte aéreo gratuito. Assim decidiu o juiz da 25ª Vara Cível do Distrito Federal, ao determinar que a empresa aérea Avianca disponibilize uma vaga, em até dez dias, para que um homem faça seu tratamento médico em outro estado, sob pena de multa.

Foto: Saguão de aeroporto.O autor ajuizou ação de obrigação com pedido de urgência, pois ele mora no Distrito Federal e tem uma doença cujo tratamento deve ser feito na Bahia, mas não possui condições financeiras.

O juiz reconheceu estarem presentes os requisitos para conceder a tutela de urgência, tendo o autor demonstrado ser deficiente, carente, e ter direito ao transporte gratuito (Passe Livre), benefício concedido pelo Governo Federal — o Ministério dos Transportes garante viagens gratuitas nos veículos e embarcações das empresas que operam serviços de transportes interestaduais coletivos de passageiros nas modalidades rodoviária, ferroviária e aquaviária.

Em sua decisão, o magistrado destacou que as normas que regulam o Passe Livre não trazem proibição expressa de seu uso em relação aos transportes aéreos e apontou que tal limitação seria ofensiva aos direitos fundamentais, bem como contraria as políticas públicas de integração das pessoas com deficiência.

“Saliente-se que o Decreto 3.691/00 atribuiu apenas ao Ministro de Estado dos Transportes a regulamentação do Passe Livre. Sobreleva o fato de que a norma legal não excluiu expressamente qualquer transporte e utilizou redação genérica designando tão-somente ‘transporte coletivo interestadual’”, afirmou o juiz.

E concluiu: “A omissão do Poder Executivo não pode impedir o acesso das pessoas portadoras de necessidades especiais ao transporte coletivo gratuito, sob pena de contrariar a tutela eficaz dos direitos fundamentais. Há de se acentuar, ainda, que as políticas públicas voltam-se à plena integração da pessoa portadora de deficiência, a fim de assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais, inclusive no tocante ao acesso ao transporte”.

Cabe recurso contra a decisão. Com informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Fonte: Consultor JurídicoSite Externo..


Nota do Bengala Legal: De acordo com a “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência” o termo correto para essa parcela da população é: “pessoa com deficiência”.
Em 03 de novembro de 2010 foi publicada a Portaria nº. 2.344 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que aboliu o termo “portador de deficiência”, regulamentando como termo correto “pessoa com deficiência”.


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Gil Porta às 12:31.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014.

Acessibilidade não é privilégio, é direito

“Acessibilidade não é privilégio, é direito”, diz jornalista sobre audiodescrição na TV Folha.

Desde março, a jornalista Melina Cardoso se prepara para colocar em prática o aprendizado sobre acessibilidade em peças audiovisuais. Na última terça-feira (9/9), a TV Folha exibiu a primeira reportagem dela com audiodescrição e legendas, tendo como personagem o radialista Alberto Pereira, que conta a história do cão-guia Simon, que está próximo de se aposentar.

Na tarefa de ser os olhos do internauta, a repórter ressalta o apoio do veículo durante o processo de estudos na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). “A ideia é colocar em prática o que estou estudando, até porque é um direito das pessoas com deficiência ter acesso a notícias de forma clara, principalmente os vídeos da TV Folha, que são tão visuais, cheios de informações”, salienta Melina.

O projeto segue uma característica do jornal, que disponibilizou nos últimos dias um leitor de software para pessoas com deficiência visual nas matérias, a fim de facilitar a leitura de notícias veiculadas no portal do diário. O objetivo agora é trabalhar para conseguir oferecer a cada semana um vídeo acessível. “A acessibilidade não é um privilégio, ela é um direito”, afirma.

A jornalista procura compartilhar as experiências adquiridas ao longo do curso com os colegas de redação e a importância de tornar o material do canal acessível ganha espaço a cada dia. Com o sucesso da matéria sobre Simon, há mais uma motivação para manter a iniciativa. “Este recurso é algo muito recente”, diz a jornalista, que teve ajuda de uma professora nesta primeira reportagem.

“Existem termos que não podem ser usados na audiodescrição e formas de fazer um roteiro que necessita de uma supervisão”, destaca.

Como primeira lição, ela nos conta que a linguagem precisa se adaptar à audiodescrição, “que nada mais é do que narrar o que você está vendo”. “Só que evita adjetivos, pois a pessoa que está ouvindo chegará à conclusão se a cena é bonita, feia, legal ou chata”.

À IMPRENSA, Melina explica que o método não entrega a notícia “mastigada” para o telespectador. “Eu explico o que está passando na cena e a pessoa chega às suas próprias conclusões”, completa.

Para esta primeira pauta com audiodescrição, a jornalista aproveitou um tema sugerido durante a Copa, mas que estava na gaveta. Afinal, como ela mesmo diz, “nada mais justo do que colocar acessibilidade numa matéria, cujo personagem principal é uma pessoa com deficiência visual”..

Assista ao vídeo: http://mais.uol.com.br/view/15191386Site Externo..

Fonte: Portal ImprensaSite Externo..

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Gil Porta às 18:09.
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