Síndrome de Asperger.
A Síndrome de Asperger compreende outro transtorno invasivo do desenvolvimento,
entretanto diferentemente do autismo infantil, a criança com
Síndrome de Asperger apresenta desenvolvimento cognitivo e
intelectual normal e não apresenta atraso no desenvolvimento da
fala.
O desenvolvimento da criança parece normal, mas no decorrer
dos anos seu discurso torna-se diferente, monótono, peculiar
e há com freqüência a presença de preocupações obsessivas.
Sua capacidade de interagir com outras crianças torna-se
difícil, é pouco empática, apresenta comportamento excêntrico,
suas vestimentas podem se apresentar estranhamente alinhadas
e a grande dificuldade de socialização tende a torná-la solitária.
Há prejuízo na coordenação motora e na percepção visoespacial.
Esse jovem freqüentemente apresenta interesses peculiares e
pode passar horas assistindo ao canal da previsão do tempo na
televisão ou estudando exaustivamente sobre temas ou assuntos
preferidos como dinossauros, carros, aviões ou mapas
de ruas, por exemplo.
Algumas coisas são aprendidas na idade "própria", outras
cedo demais, enquanto outras só serão entendidas muito mais tarde
ou somente quando ensinadas.
Alguns pesquisadores acreditam que Síndrome de Asperger seja
a mesma coisa que autismo de alto funcionamento, isto é, com
inteligência preservada. Outros acreditam que no
autismo de alto funcionamento há atraso na aquisição da fala
e na Síndrome de Asperger não.
Muitas pessoas afirmam que a importância da diferenciação
entre Síndrome de Asperger e Autismo de Alto Funcionamento
seja mais de cunho jurídico do que propriamente para
escolhas relacionadas ao tratamento. Por um lado, para
algumas pessoas dizerem que alguém é portador de Síndrome de
Asperger parece mais leve e menos grave do que ser portador
de autismo, mesmo que de alto funcionamento. Por outro
lado, a maioria das instituições de autismo no mundo
alegam que esta divisão em duas patologias diferentes
enfraquece um movimento que necessita de tanto apoio, como
o dos que trabalham pelo autismo.
Disponibilizado em: 09/09/2007.