Ana Lúcia Hage Amaro.
Oi Elis.
Não tenho a menor dúvida que a Vida é um constante desafio e
para quem tem uma deficiência, desafio muito maior. Cabe aos
pais facilitar e não criar ainda mais dificuldades! Tenho
consciência que a superproteção (insegurança disfarçada pelo
amor) é um fator extremamente limitante e "castrante" (será que
existe esta palavra?) para o desenvolvimento pleno do ser. Também sei
como é mais cômodo e seguro manter o filho "debaixo das asas", só
que isso implica em tolher o seu crescimento e minar sua
autoconfiança (que é fundamental para ousarmos vôos
mais altos).
Falar é fácil, mas no dia-a-dia temos de nos policiar
constantemente, e como é difícil!
Procuro conscientemente tratar o Du igual aos irmãos (lembro
que quando ele começou a freqüentar uma escola "normal" e resolvi, junto
com a diretora da escola, que ele ficaria sozinho - sem a babá - foi
uma "guerra" com o Jorge - meu marido - mas o Du ficou sozinho, apesar de
não andar nem falar quase nada e pasmem, ele ficou super bem!), mas
nem sempre conseguimos essa ousadia.
É um desafio constante saber o limite entre a ousadia e a
irresponsabilidade!
Mas só tentando e trocando idéias com quem tem a
experiência (como você), podemos procurar errar menos.
Por isso super obrigada, mais uma vez, pelo seu depoimento.
Como faz o MAQ:
Beijos agradecidos,
Ana Lúcia.
Disponibilizado em: dezembro/2001.